terça-feira, 10 de junho de 2014

IGP-M tem deflação de 0,64% na primeira prévia de junho


Valor Econômico, 10/jun

Influenciado por uma queda mais acentuada dos preços no atacado e pela desaceleração da inflação ao consumidor, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,64% na primeira prévia de junho, invertendo a direção em igual período do mês anterior, de alta de 0,06%. A primeira prévia compreendeu o período entre os dias 21 e 31 do mês passado. O indicador é usado como referência para o reajuste de contratos, como os de aluguel.

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) aprofundou o ritmo de queda entre a parcial de maio e a de junho, indo de deflação de 0,28% para 1,32%. Os preços dos produtos agropecuários saíram de avanço de 0,09% para baixa de 3,09% e os preços dos produtos industriais passaram de declínio de 0,42% para recuo de 0,63%.

Entre os itens que, individualmente, mais contribuíram para a queda dos preços no atacado apareceram minério de ferro (-6,27% para -5,03%), tomate (-5,78% para -33,09%), café em grão (7,43% para -7,91%), milho em grão (-0,44% para -6,83%) e ovos (-1,54% para -8,72%). No sentido contrário, soja em grão (0,49% para 2,33%), açúcar VHP (bruto) (-1,61% para 3,85%) e produtos industrializados de carne (-1,12% para 2,65%) estiveram entre as maiores influências positivas. 

No varejo, a alta do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,14%, no primeiro decêndio de junho, ante 0,64% no mesmo período em maio. Das oito classes de despesas analisadas, sobressaiu-se Alimentação, que passou de alta de 0,73% para queda de 0,26%, devido ao item hortaliças e legumes, que saiu de queda de 0,33% para recuo de 8,70%.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 1,91% na primeira prévia de junho, acima do resultado da parcial de maio, de 0,92%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 0,62% e aquele que representa o custo da mão de obra aumentou 3,09%. Na primeira pesquisa de maio, essas taxas foram positivas em 0,36% e 1,45%, respectivamente.

No ano, o IGP-M acumula elevação de 2,56%. Em 12 meses, o avanço é de 6,35%.

Mini reforma do meu banheiro




Boa tarde.


Gosto sempre de trazer novidades para os meus leitores e hoje eu vou divulgar o trabalho de uma decoradora de interiores.

Michelle Hernandez tem um blog onde dá varias dicas de decoração.

Ela postou uma matéria sobre reforma de interiores muito útil para quem está ou pretende reformar.




09/06/2014



Meu banheiro velho, um pouco mais novo, muito mais claro e dona super feliz :)

Tirei a cabine de banho e coloquei um piso box / prato de ducha.
- Mas por que?  A cabine  era tão bonita...
Quando mostrei meu banheiro tempos atrás , muita gente gostou. De verdade era linda, boa prá tomar banho, muita pressão de água, quase uma cachoeira. Mas de prática não tinha nada.

Como ela é fechada , no inverno saindo do banho me sentia a Xuxa saindo da nave, só fumaça.
Lá dentro não se ouvia nada. Telefone tocando, campainha? Esquece. 
Dava prá brincar daquele joguinho do Sílvio Santos " troca um tênis montreal por 1 milhão???". ( se ninguém lembrar desse programa, vou deprimir...rsrs...)
 E a limpeza? Também difícil ,  já que o fundo é plástico branco, gruda xampu, creme , fora cal, que aqui temos de brinde na água.Tirava metade do dia prá faxinar .
 Poderia até ter aguentado mais um tempo, mas um belo dia ela trincou a base que é de fibra de vidro. Essas cabines tem somente uns pezinhos embaixo, não são fixas, a base é oca. Consertamos com massa epóxi e aguentou mais um tempo, mas o trincado foi aumentando e dá-lhe massa, silicone, etc... Prá ajudar ainda mais o registro que regulava quente e frio, emperrou. Buscamos peças prá reposição, prá trocar a base e o registro. Mas o modelo saiu de linha. 
Foi "só "por isso que trocamos...kkk...


O banheiro ficou claríssimo, a cabine escondia a outra janela do banheiro.
Aproveitamos da antiga cabine só a parte da frente, o box de vidro, com isso economizamos muito, por que os modelos arrendondados são os mais caros.
.
O piso box / prato de ducha compramos em cerâmica. Mas tem de acrílico e resina. O preço varia de acordo com a marca , material e tamanho. Esse modelo semi circular custou 90 euros (300 reais + ou -). É prático, fácil de limpar, não encarde.  Instalamos mais elevado, por que o encanamento estava por cima do piso .

Aqui as casas não tem encamento para chuveiro (cano que sai da parede).
Só tem o da torneira do banho, uma saida de água quente e outra fria , o resto vai externo.
Aquecimento é a gás, não tem chuveiro elétrico.
O porta xampu na verdade é um aramado de cozinha, desses de colocar garrafas na porta do armário. Coube tudo.

Prá fazer o rodapé, usamos pastilhas com tons parecidos ao do piso.

Eu que colei e rejuntei. Achei tão fácil que agora quero colocar na cozinha também.
Isso mais prá frente , por que essa reforma foi bem diferente da outra que não gastamos nada.

Prá deixar o box velho com cara de novo, usei adesivo.

Achei chatinho de colar , não vou mentir.
Vem 3 camadas, a do meio que fica no vidro. Tira a primeira camada ( papel quadriculado) e cola igual contact. Depois de 3 horas tira a camada de papel mais fino.

Mas ficou legal , imita jateado.

Agora até canto no chuveiro...rsrs...
Besitos e boa semana.

Para quem quiser visitar: http://decoracaoeinvencao.blogspot.com.br/2014/06/mini-reforma-do-meu-banheiro-antes.html

quinta-feira, 29 de maio de 2014

IGP-M fecha maio com queda de 0,13%

O Globo, 29/mai

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, como os de aluguel, fechou maio em queda de 0,13%, depois de ter avançado 0,78% no mês anterior, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado de maio, o índice acumula alta de 3,22% no ano e de 7,84%, em 12 meses, acima do teto da meta do governo para a inflação oficial (IPCA), de 6,5%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), conhecido como inflação no atacado, também apresentou deflação (-de 0,65%). Em abril, a taxa foi de 0,79%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede os preços no varejo, registrou variação de 0,68% em maio, ante 0,82%, em abril. A principal contribuição para o resultado de maio partiu do grupo alimentação (de 1,62% para 0,81%),com destaque para o preço das hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 8,71% para 1,26%.

Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos vestuário, de 1,09% para 0,49%, e transportes, que caiu de 0,53% para 0,45%. Na primeira classe de despesa, destaca-se o item roupas (1,41% para 0,59%), e na segunda, gasolina (0,88% para 0,03%). Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos habitação (0,55% para 0,72%), saúde e cuidados pessoais (0,97% para 1,16%), educação, leitura e recreação (de 0,00% para 0,38%), comunicação (-0,03% para 0,20%) e despesas diversas (0,43% para 0,65%)

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que calcula os preços nesse setor e também entra no cálculo do IGP-M, registrou, em maio, variação de 1,37%, acima do resultado de abril, de 0,67%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,47%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,93%. O índice que representa o custo da mão de obra apresentou variação de 2,20%, em maio. No mês anterior, este índice registrou taxa de 0,42%.

Copa acelera ritmo de lançamentos imobiliários

Valor Econômico, Chiara Quintão, 29/mai

O ritmo dos lançamentos das incorporadoras de capital aberto tende a ganhar força até o último fim de semana antes do início da Copa do Mundo. Levantamento da área de inteligência de mercado da imobiliária Lopes aponta que as incorporadoras de capital aberto têm R$ 670 milhões em lançamentos programados para serem feitos na Região Metropolitana de São Paulo entre 30 de maio e 11 de junho. "Desse total, cerca de 60% será lançado até 7 de junho", afirma a diretora-geral de atendimento da Lopes, Mirella Parpinelle.

Para efeito de comparação, dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) compilados pela Lopes indicam que, em abril, as incorporadoras listadas em bolsa lançaram R$ 862 milhões na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo os segmentos residencial vertical, comercial e hotel, e em maio (até o dia 25), R$ 462 milhões. Considerando o mesmo recorte, o Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos do primeiro trimestre somou R$ 1,2 bilhão.

O movimento começou a ganhar força na semana passada, com o início do lançamento da segunda fase do Jardim das Perdizes. O VGV total dos projetos do Jardim das Perdizes lançados na última semana soma R$ 376 milhões. O empreendimento pertence à Windsor Investimentos Imobiliários, na qual a Tecnisa tem participação de 68,9%, a PDG Realty, 25% e a BV Empreendimentos e Participações (BVEP), 6,1%.

A Rodobens Negócios Imobiliários decidiu, desde o ano passado, que não faria nenhum lançamento no período da Copa. "Não podemos concorrer com o maior evento de mídia do mundo", diz o diretor-presidente da Rodobens, Marcelo Borges. Na semana que vem, a empresa vai lançar empreendimento residencial em São José do Rio Preto (SP), com VGV de R$ 110 milhões e parte própria de R$ 70 milhões.

A PDG tem um lançamento previsto para este fim de semana em São Paulo. "Não vamos lançar no fim de semana de abertura da Copa, quando todo mundo estará focado no evento", diz o diretor de operações da companhia, Antonio Guedes. A PDG tem previsão de lançar dois projetos em meados de junho: um de incorporação no Rio de Janeiro e um loteamento em Atibaia (SP). Em relação aos estoques, a empresa reforçou a campanha junto a corretores desde 15 de abril. O patamar de descontos para unidades concluídas foi mantido.

Outro lançamento previsto é o Artwork, projeto da Brookfield Incorporações com a Sabgroup. No mercado, os comentários são de que o projeto será apresentado na próxima semana. A Brookfield informou que o lançamento será durante a Copa, e a Sabgroup, que ocorrerá em junho.

"No período pré-Copa, haverá muitos lançamentos e ações promocionais para compensar o mercado menos aquecido no período dos jogos", afirma o diretor da imobiliária focada em imóveis novos com descontos Realton, Rogerio Santos.

A ACS Incorporadora, por exemplo, fará megafeirão em Campinas (SP) no próximo dia 8, com descontos de até 40% em unidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Barueri, Hortolândia, Paulínia e Sumaré. Até o fim da Copa, a Sabgroup concederá descontos em seus produtos no litoral de São Paulo e na capital paulista.

No último fim de semana, a Cyrela Brazil Realty lançou o Mïstï Morumbi, com VGV de R$ 200 milhões, seu primeiro projeto do ano na capital paulista. A maior incorporadora de capital aberto do país não tem mais lançamentos previstos até o fim da Copa, de acordo com sua assessoria de imprensa.

Até 12 de julho, estará em curso, na cidade de São Paulo, campanha da Cyrela estrelada pela atriz Fernanda Lima desde 21 de março, para incentivar corretores a comercializar unidades prontas ou em construção, com benefícios como viagens e prêmios. A Cyrela já deixou claro que, devido às entregas previstas para o ano, não espera redução do estoque pronto em 2014 e que o volume pode até crescer.

A Gafisa fará um lançamento antes do início da Copa. Do fim de abril até o último sábado, a incorporadora fez promoção em que os compradores de seus imóveis com cartão Visa concorriam a ingressos com tudo pago para assistir a jogos da Copa. A iniciativa abrangeu lançamentos, imóveis em construção e prontos, no Estado de São Paulo.

Segundo Carlos Valladão, sócio-diretor da Eugenio Publicidade, agência focada em marketing imobiliário, "boa parte dos clientes correu para lançar produtos em abril e maio", movimento que continuará na primeira semana de junho. No momento, as incorporadoras também estão preparando lançamentos que serão feitos a partir de agosto, conforme Valladão.

Mas há incorporadoras que pretendem lançar normalmente durante a Copa, caso da MRV Engenharia. "Os clientes vão aos plantões no fim de semana. Vamos manter o ritmo normal", diz o co-presidente da incorporadora, Rafael Menin Teixeira de Souza. Durante o mês de maio, as vendas de incorporadoras como MRV, PDG e Rodobens foram impulsionadas também pelos feirões da Caixa Econômica Federal.

Há expectativa, no mercado, que a Even Construtora e Incorporadora mantenha lançamentos no período dos jogos. A EZTec vai lançar um empreendimento na cidade de São Paulo neste fim de semana. "Muito provavelmente, durante a Copa, também vamos lançar produtos", afirma o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Emilio Fugazza. De acordo com o executivo, nos primeiros 40 dias do segundo trimestre, a velocidade de vendas do estoque da EZTec foi superior à do primeiro trimestre.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Aeroporto Santos Dumont vai ganhar shopping e hotel em 2015


Os moradores de boa parte da Zona Sul e do Centro e os passageiros que transitam pelo Aeroporto Santos Dumont terão uma nova opção de lazer em breve. Está previsto para ser inaugurado em meados do ano que vem o Bossa Nova Mall, um shopping integrado ao terminal de embarque, que contará também com hotel e centro de convenções.


O empreendimento será construído no antigo prédio ocupado pelas companhias Varig e Vasp. As obras estão orçadas em R$ 240 milhões.

- O Bossa Nova Mall é um complexo multiuso. Serão quatro empreendimentos: um hotel, com 290 quartos, operado pela bandeira Prodigy, quatro estrelas; um centro de convenções, com capacidade para 800 pessoas; uma área de escritórios, com 4.132 metros quadrados; e o mall, com 5.869 metros quadrados. Serão 40 lojas, incluindo marcas internacionais, que não podemos revelar no momento. Mais dois restaurantes na cobertura e cinco fast-foods na praça de alimentação. A área total é de 42 mil metros quadrados - adianta Paulo Stewart, CEO da empresa Saphyr, responsável pelas obras.

O executivo conta que os trâmites legais para o início dos trabalhos já estão sendo providenciados:

- Tivemos aprovação de todos os órgãos da prefeitura no último dia 29. O projeto está agora no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Temos todas as licitações para começar as obras. Pelo cronograma, serão 13 meses. Pretendemos inaugurar tudo até junho de 2015.

Por conta de sua localização estratégica, a intenção dos empreendedores do Bossa Nova Mall não é apenas atrair quem transita pelo aeroporto, mas a população em geral, especialmente quem trabalha e mora na Zona Sul e no Centro.

- Vamos oferecer um mix de serviços, lojas e gastronomia, com tratamento acústico em suas dependências. Além disso, teremos uma vista deslumbrante para a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor. E vamos recuperar toda a fachada do prédio - finaliza Stewart.

domingo, 4 de maio de 2014

Imóveis do inventário podem ser negociados

Boa noite.

Desde fevereiro deste ano não coloco matérias no meu blog por motivos de trabalho.

Hoje estou retornando com um polêmico assunto.

Leiam abaixo.

Tempo e autorização de todos os herdeiros seguram vendas de imóveis após a morte do proprietário; compra judicial é mais segura e garantida.

Comprar imóveis que estão em processo de inventário é possível. Porém, demanda um maior cuidado com a documentação do que na aquisição normal e o comprador deve estar ciente que somente poderá fazer o registro do imóvel em seu nome após finalização do inventário.

Normalmente, o processo de listagem dos bens é feito após a morte da pessoa e, dependendo da quantidade das posses e da organização dos documentos, pode levar até anos para se chegar ao inventário final. Desta forma, o comprador ficaria inseguro até o fim do processo. 

Há duas formas de inventário, o judicial e o extrajudicial. Ambas exigem a presença do advogado que desenvolve a minuta do inventário e o entrega ao cartório notarial. A minuta é como se fosse um rascunho da escritura, onde se informa o que e qual parte cada herdeiro tem direito sobre o espólio. A diferença entre os inventários é no tempo. Enquanto a extrajudicial pode ser finalizada em 30 dias, a judicial demanda meses e até anos, pois envolve herdeiros menores de idade, incapazes ou, ainda, a presença de testamentos.

De acordo com o advogado especialista em processos de inventários Anísio dos Santos, não há um prazo máximo para sair o inventário e o comprador precisa ficar atento aos detalhes. “Recomendamos que quem está comprando deve verificar como está a situação do processo, quanto falta, se está tudo regular, sem problemas. Ver se não existem ações contra o espólio, principalmente executivos fiscais, pois quem compra acaba pagando as dívidas que existem sobre o bem”, orienta.

Também é preciso que o interessado verifique antes da compra se há alguma pendência com a Prefeitura, com a Receita Federal ou alguma execução na Justiça que possa penhorar o imóvel.

Compra judicial

Há três formas de se adquirir o imóvel que esteja na lista de bens do autor da herança. A compra pode ser realizada diretamente com os herdeiros, através de autorização judicial ou, ainda, antes de se começar o inventário. O advogado especialista em direito da família, sucessões e inventários Tarcísio Lemos Veloso Machado sugere que a melhor forma de comprar é quando o inventário estiver correndo na esfera judicial. “Se o negócio ocorrer com autorização judicial, é mais seguro, pois tem a garantia do bem, liberação total do juiz”, explica Machado. O advogado aponta ainda que as compras antes de se começar o inventário podem trazer mais problemas ao adquirente, pois deve ter a autorização de todos os herdeiros, assim como na compra direta.

Surgimento de novo herdeiro pode anular o processo
O surgimento de um herdeiro pode colocar em risco o andamento do processo de inventário. “A pessoa pode querer a parte dela e reclamar que o bem que ela também tinha direito foi vendido”, aponta o presidente do Colégio Notarial do Paraná, Ângelo Volpi.

A venda do imóvel no processo de inventário exige que os herdeiros repassem ao advogado todas as informações referentes ao parente falecido, até mesmo aquelas consideradas irrelevantes. “O problema maior é verificar se houve venda do imóvel por contrato particular, que os herdeiros não saibam e explicar que todas as informações devem ser repassadas. Por exemplo, um casamento que ocorreu no passado, um herdeiro de uma relação extraconjugal, uma dívida que existia e precisava ser paga, entre outros”, explica o advogado especialista em direito de família, sucessões e inventários Tarcísio Lemos Veloso Machado.

Custos

Durante o processo de compra de um imóvel em processo de inventário, os herdeiros pagam o Imposto sobre Transmissão de Causa Morte ou Doação (ITCMD) de 4% sobre o valor do imóvel, enquanto o comprador arca com o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) de 0,5% em imóveis entre R$30 mil e R$ 80 mil e 2,4% para imóveis acima de R$ 80 mil.