terça-feira, 16 de julho de 2013

Avenida Dom Hélder Câmara muda com chegada de shoppings

O Globo, Simone Candida, 14/jul


Estabelecimentos alavancam economia e mercado imobiliário no entorno da antiga Avenida Suburbana
Área de grandes propriedades rurais nos séculos XVIII e XIX e de galpões e fábricas no início do século XX, a Avenida Dom Hélder Câmara - que nas décadas de 80 e 90 viveu um longo período de esvaziamento - chega ao século XXI com outra paisagem. No novo cenário da antiga Avenida Suburbana, o sucesso dos dois grandes shoppings da região tem atraído moradores e investidores para aquele pedaço da Zona Norte, que passou a ser endereço de megacondomínios com áreas de lazer e edifícios comerciais modernos. Segundo dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), somente no primeiro semestre de 2013 foram lançadas 442 novas unidades na via. Desde 2007, já foram 1.524 novos apartamentos e salas. O detalhe é que os apartamentos costumam ser vendidos em tempo recorde: 60% dos imóveis são negociados no primeiro mês da oferta.
Esse movimento de gente que procura ter o shopping como quintal acontece, principalmente, perto do Norte Shopping. Pela manhã, não é difícil ver um pequeno engarrafamento na entrada do estacionamento do centro comercial: são pais deixando os filhos numa das duas escolas que funcionam lá, e a turma que passa na academia (também instalada num dos pisos do prédio) antes de ir para o trabalho. Moradora do bairro do Cachambi há 18 anos, a major do Exército Mônica Fernandes, de 51 anos, é uma das que pode ser vista por lá logo cedo.
- Vivo no bairro há anos e vi como, depois da inauguração do shopping, em 1985, a região foi crescendo. Costumo dizer que o shopping é minha área de lazer. Faço tudo lá: vou à academia, às compras. Até a escola do meu filho é lá! Outra vantagem é que estamos perto da Linha Amarela e do Centro e podemos fazer tudo a pé. Tenho amigos que moram no Recreio, em apartamentos como o meu, mas precisam pegar o carro para comprar pão - diz ela, que mora num três quartos e pretende investir em outro imóvel nas redondezas.
Já Elaine Pieroni, de 32 anos, que se mudou para o primeiro condomínio inaugurado na Avenida Dom Hélder Câmara nessa fase pós-revitalização, conta que passou por fenômeno inverso.
- Antes de me mudar, eu ia muito mais ao shopping. Agora, aproveito muito a infraestrutura de lazer do meu prédio - diz a moradora do Arena Park.
Com cerca de 12 quilômetros, a avenida cruza dez bairros do subúrbio e, por causa de muitas áreas vazias que garantem o chamado "potencial construtivo", é vista pelas construtoras como uma das rotas de expansão da cidade.

Nos últimos cinco anos, a maioria dos condomínios vem sendo erguida no Cachambi, onde fica o NorteShopping (construído no terreno de uma antiga fábrica em 1986). Mas, desde 2011, um movimento semelhante ocorre em Del Castilho, onde o Shopping Nova América passa por sua segunda expansão e acaba de ganhar como vizinho um condomínio-bairro, o Rio Parque. Localizado numa área de 43 mil metros quadrados, o novo espaço residencial segue o conceito de condomínios da Barra, com áreas verdes, pequenos centros comerciais, e opções de lazer como quadras de areia, ciclovia e pista de caminhadas.
- Como é uma região com grandes terrenos ainda disponíveis, temos ali vários condomínios surgindo em antigas fábricas. As poucas indústrias que ainda restaram devem sair nos próximos anos para dar lugar a outras construções. Como os grandes espaços urbanos estão cada vez mais escassos, a cidade está se expandindo para a Zona Oeste e para esse trecho da Zona Norte - explica João Paulo Matos, presidente da Ademi.
Pelo menos quatro novos empreendimentos imobiliários residenciais surgiram nos últimos três anos na Dom Hélder Câmara ou em seus arredores. São apartamentos de dois ou três quartos, com 60 a 80 metros quadrados, e que contam com o atrativo de infraestrutura de lazer. Segundo a Ademi, um dois quartos custa cerca de R$ 350 mil e um três quartos, R$ 450 mil.
- Para o morador da Zona Norte, o shopping é como a praia - diz Rogério Jonas Zylbersztajn, vice-presidente da construtora RJZ.


Essa revitalização em torno de shoppings também ocorre em outros pontos da cidade, como em Guadalupe, onde o Shopping Jardim Guadalupe foi inaugurado em 2011. Na região, já foram lançadas 600 unidades residenciais.

Registro de imóveis poderá ser feito online em breve




Uma boa notícia para quem está comprando.





necessidade de deslocamento do cidadão até o cartório para a solicitação de certidões, verificação do andamento de processos – e mesmo o protocolo de boa parte dos documentos – já está com os dias contados. É o que prevê a Associação dos Registradores imobiliários de São Paulo (Arisp), que por meio de uma parceria com o Tribunal de Justiça do Estado lançará, dentro de alguns meses, a Central Registradores de Imóveis (www.registradores.org.br).

A ideia é facilitar a vida do cidadão, oferecendo a ele a possibilidade de efetuar solicitações e consultas com maior agilidade e sem precisar sair de casa. Pela internet, o usuário terá a sua disposição uma gama variada de serviços, oferecidos pelo sistema de Registro Eletrônico de Imóveis por meio de uma plataforma única. O portal, que integrará todos os cartórios paulistas, será autorizado e fiscalizado pela Corregedoria Geral da Justiça do Estado.

O Oficial de Registro de Imóveis e Anexos de Taboão da Serra, Daniel Lago Rodrigues, avalia que a prestação de serviços por meio da nova plataforma trará inúmeros benefícios à população do estado de São Paulo. “Com a introdução da tecnologia na atividade cartorária, quem vai ganhar será o próprio cidadão, que não mais precisará se deslocar até o cartório para solicitar desde serviços mais simples até os mais complexos, e com a mesma segurança e máxima agilidade”, declara Rodrigues.




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Brasileiros compram apartamentos em Miami, nos Estados Unidos, para economizar e ainda saem no lucro por estarem localizados em cidade litorânea

Luxo que cabe no bolso

DIÁRIO DA MANHÃ
THAMYRIS FERNANDES


A busca por imóveis no exterior tem se tornado maior entre os brasileiros há algum tempo, especialmente nos Estados Unidos. De acordo com dados recentes sobre o setor, a preferência de quem adquire um imóvel fora do País é Miami, na Flórida, um dos destinos mais procurados quando o assunto são compras.  
Segundo Sérgio Araújo, presidente de imobiliária que trouxe a possibilidade de aquisição de imóveis no exterior por goianienses, um dos motivos que levam os brasileiros a buscarem um imóvel na cidade americana são os preços dos apartamentos. Conforme explicou, os valores podem competir com imóveis em alguns setores de Goiânia ou sair mais baratos.
Como ressaltou o presidente, é possível encontrar apartamentos de US$ 3,5 mil a US$ 10 mil o metro quadrado, dependendo da região em que o imóvel estiver. Em Goiânia, por exemplo, o preço médio do metro quadrado dos apartamentos, calculado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Goiás, chegou a superar os R$ 4 mil, em junho de 2013.
"Quanto mais próximo à praia, mais salgado é o preço. Mas, de forma geral, os imóveis saem mais ou menos pelo valor de um apartamento no Setor Bueno, na Capital, próximo ao Parque Vaca Brava", comparou Sérgio.
VENDAS
Com até 25% dos preços mais baixos que no Brasil, a demanda brasileira só tem crescido nos últimos dois anos, segundo o presidente. Dados da Associação de Corretores de Imóveis de Miami (Miami Association of Realtors), em 2011, 12% do total de imóveis vendidos a estrangeiros foram comprados por brasileiros.
A mesma sondagem mostra que os compradores do Brasil só não compraram mais imóveis que os venezuelanos, que respondem por 17% dos imóveis adquiridos. Embora sem números específicos, a associação afirma que em 2012 os brasileiros continuaram entre os principais compradores.
Outras sondagens do mercado imobiliário americano mostram também que os investidores do Brasil estão entre os maiores consumidores de apartamentos de mais de US$ 1 milhão. "As pessoas que mais buscam esse tipo de imóvel é quem já se organizou aqui no Brasil. Empresários que estão melhor estruturados financeiramente e que têm condições de investir quantia maiores", comentou Sérgio.
De acordo com o diretor e fundador de uma das primeiras imobiliárias brasileiras a atuarem nos Estados Unidos, Leo Ickowicz (também corretor de imóveis), somente nos últimos três anos sua empresa fechou mais de 600 negócios com brasileiros em Miami. "Antes as pessoas tinham uma visão negativa da cidade, mas agora é possível, pois ela está mais cosmopolita. Tem tudo que uma cidade como Nova York ofereceria, com um visual e um clima muito parecido com o Rio de Janeiro. Isso sem falar na boa fama de Miami quanto à segurança."
Segundo Leo, a questão da proximidade com o Brasil também conta bastante na hora da escolha, bem como a boa aceitação da língua portuguesa e espanhola na cidade. "Há uma série de atrativos aos brasileiros, inclusive a grande comunidade latino-americana que hoje está instalada em Miami. Além disso, a noite da cidade é bem badalada, cheia de celebridades, o que ainda conta pontos a favor."
OPORTUNIDADE
"Pra mim e minha família foi um ótimo investimento. O apartamento é muito bom, eu posso alugá-lo quando não estou usando, economizo com hospedagem quando vou a Miami e ainda tenho o privilégio de convidar familiares e amigos para a cidade", ressaltou o empresário Mendel Goldman, que acabou de comprar um novo apartamento em Miami.
"Desde criança vou à cidade várias vezes ao ano porque tenho família lá, mas nunca imaginei que teria o conforto de estar em minha própria casa", disse. De acordo com Mendel, essa é uma excelente oportunidade, pelos preços e pela facilidade que é a transação. "Você só precisa estar dentro da legalidade, tanto brasileira quanto norte-americana; e ser cliente de um banco que atue também nos Estados Unidos."
Conforme ressaltou o empresário, esse é um investimento possível a qualquer classe social. Segundo ele, há preços para todos os bolsos e os custos dentro da cidade, em muitos casos, são iguais aos do Brasil ou até mais baratos. "A alimentação, por exemplo, é bem em conta em Miami e os serviços são de uma qualidade bem superior. Além disso, tudo na cidade é bem acessível quando o assunto é a língua, tida com a terceira mais falada da cidade", acrescentou.


Fazer consertos antes de vender o imóvel pode valorizá-lo em até 20%

Pequenas reformas deixam melhor impressão ao comprador e a venda acontece mais rapidamente, afirmam especialistas


O GLOBO Publicado: 
Vale a pena pintar paredes e arrumar os azulejos antes da venda Foto: Reprodução da internet

Na hora de vender um imóvel, o que vale mais a pena? Consertar aquele azulejo quebrado do banheiro, dar um jeito na infiltração e trocar o trinco frouxo da porta ou vender do jeito que está mesmo?
Especialistas do mercado imobiliário do Rio afirmam que o melhor é arrumar antes de vender. Segundo eles, deixando tudo bem apresentável é possível conseguir até 20% a mais na venda, dependendo dos custos com as obras, que devem variar de 5% a, no máximo, 10% sobre o preço do imóvel.
O diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), Laudimiro Cavalcanti, acredita que pequenas obras são bons investimentos, pois ao ver um imóvel em más condições, a única coisa que o comprador terá em mente é a certeza de vai ter que gastar mais dinheiro ainda.
— A primeira impressão realmente é a que fica. Vale a pena o proprietário gastar de 8% a 10%, não mais que isso, para arrumar a casa em coisas como pintura, infiltração, troca de azulejos, janelas e torneiras. Agora, mudar um piso inteiro já não vale a pena, inclusive porque o novo comprador pode detestar — afirma Cavalcanti, que considera um retorno de até 15% sobre o valor do imóvel.
Edison Parente, vice-presidente comercial da Renascença Administradora, explica que um imóvel precisando de reformas pode se valorizar ou se desvalorizar, em média, até 20% do valor de venda. Para o diretor da Sawala Imobiliária, Sandro Santos, quem vende o imóvel não ganha tanto pela valorização, mas sim pela liquidez.
— Um imóvel reformado vende mais rapidamente. Se, no mesmo prédio, há um apartamento em excelente estado de uso e outro que precisa de obras, o que está em boas condições será vendido antes — ressalta Santos.
— Como a oferta de imóveis para venda é grande, o ideal é que se ofereça o imóvel em bom estado de conservação antes de vender, pois o período de vacância é bem menor, ou seja, não vai demorar tanto para vender. O imóvel estará competindo em igualdade com a grande maioria, que está em bom estado — completa Edison.