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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
CUSTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL CAI PARA R$ 0,37 EM NOVEMBRO/2011
No ano, o INCC acumulado é de 5,52%. Já no período de 12 meses, a taxa está em 5,79%
Matéria OGLOBO - 08/12
RIO - A inflação da construção, medida pelo Índice Nacional da Construção Civil, fechou novembro em 0,37% e ficou pouco abaixo da taxa do mês anterior (0,38%). O índice também é inferior à variação de 0,69% registrada em novembro de 2010.
De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano, o índice acumula elevação de 5,52%, variação menor qe a verificada em igual período de 2010, quando ficou em 7,08%. Já no período de 12 meses, a taxa está em 5,79%, também abaixo dos 6,13% registrados nos 12 meses imediamente anteriores.
O resultado de novembro foi pressionado pelo custo da mão de obra, que aumentou de 0,4% para 0,82% entre os dois meses. Já os preços dos materiais, que também compõem o índice, subiram com menos intensidade no período, passando de uma variação de 0,36% para 0,01%.
Com isso, o custo nacional da construção, por metro quadrado, que havia fechado outubro em R$ 805,67, passou, em novembro, para R$ 808,65, sendo R$ 445,35 relativos aos materiais e R$ 363,30 à mão de obra.
Neste ano, a mão de obra acumula alta de 9,60%, enquanto os materiais têm elevação de 2,41%. Nos 12 meses finalizados em novembro, os preços subiram 9,67% e 2,85%, respectivamente.
A maior alta do índice foi observada na Região Nordeste (0,95%), influenciada pelos reajustes salariais ocorridos no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,74% no Centro-Oeste, 0,06% no Sul, 0,11% no Norte e 0,01% no Sudeste.
O Índice Nacional da Construção Civil é calculado pelo IBGE mensalmente em convênio com a Caixa Econômica Federal, com base nos dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). Ele serve como referência para delimitar os custos de execução de obras públicas.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Os efeitos das listras na decoração
Como na moda, estampa ajuda a alongar e ampliar, dando uma bossa especial ao ambiente
Matéria O GLOBO - decoração - 08/12
Matéria O GLOBO - decoração - 08/12
Na moda, todo mundo sabe. Listras horizontais são proibidas para as gordinhas. Já as baixinhas podem abusar das verticais para dar aquela alongada. Mas o que a sua casa tem a ver com isso? Experimente colocar papéis de parede ou tapetes com estampa de listras e você vai descobrir. A lógica é exatamente a mesma.
- A listra é um recurso muito interessante. Quem tem uma pilastra ou pilar que atrapalha a decoração, por exemplo, pode usar listras verticais que ajudam a disfarçar aquele volume - destaca a arquiteta Andrea Carminate.
Se o teto é rebaixado ou o pé direito baixo, as verticais também ajudam a dar aquela esticada. Sala apertada, tapetes com listras horizontais aumentam a sensação de amplitude. Mas se você tem espaço para dar e vender, pense nelas apenas como elemento decorativo. Afinal, coloridas, largas ou finas, nas paredes ou em móveis e objetos, elas dão uma bossa toda especial ao ambiente. Confira nossa seleção na galeria de fotos.
Os efeitos das listras na decoração dos ambientesComo na moda, estampa ajuda a alongar e ampliar, dando uma bossa especial aoespaços das residências. Saiba como usá-laGALERIAListra Amigaterça-feira, 6 de dezembro de 2011
Aluguel de segunda residência vira tendência entre cariocas
Opção pode ajudar a diminuir tempo perdido no trânsito entre Barra e Zona Sul
MATÉRIA: O GLOBO - 03/12 - KARINE TAVARES
Duas, três, quatro e até seis horas por dia parado, engarrafado, preso no trânsito. A rotina, cada vez mais comum para os cariocas de qualquer região da cidade, é ainda pior para aqueles que precisam percorrer muitos quilômetros entre casa e trabalho, como é o caso de quem mora na Barra da Tijuca, Recreio ou Vargem Grande e trabalha na Zona Sul ou no Centro. E vice-versa.
O resultado? Alguns cariocas estão optando por manter uma segunda base mais perto do trabalho, apenas para ficar de segunda a sexta. Há quem escolha passar a semana em um conjugado ou em um quarto e sala. E tem até quem faça do próprio escritório uma opção de estadia. Tudo em busca de uma melhor qualidade de vida.
— Já venho percebendo isso há algum tempo. Desde que o trânsito do Rio começou a ficar complicado. E a tendência é que isso só aumente. Mas há fatores muito positivos nessa mobilidade, principalmente para o comércio dessas regiões e para o mercado de locações, que fica mais movimentado — defende Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio.
Esse movimento em direção ao local de trabalho, mesmo ainda tímido, já vem sendo feito por profissionais de diversos setores e, em especial, por executivos de grandes empresas sediadas no Centro. Como precisam utilizar a ponte aérea com frequência e, por conta do trânsito acabavam perdendo vôos e reuniões, a solução tem sido procurar uma base mais perto do Santos Dumont e das empresas onde trabalham.
— Esse público vem movimentando ainda mais o mercado de locações em Botafogo, Flamengo, Tijuca e São Cristóvão. Até dois anos atrás, a cada 20 consultas sobre aluguel nessas áreas, uma era feita por pessoas nesse perfil. Hoje, são três — diz Bianca Carvalho, diretora comercial da Central de Imóveis.
Mudança traz novos hábitos, mas pode duplicar os gastos
Se para o mercado essa movimentação pode ser positiva, quem precisa ficar longe de casa não vê tantos benefícios. Afinal, além de ter sua rotina alterada, ainda tem seus gastos com moradia duplicados. O empresário Evandro Machado, por exemplo, trocou, durante a semana, um confortável apartamento de três quartos na Barra, com vista para o verde, pelo aperto de um quarto e sala no Catete. Com isso, se livrou do estresse diário de três horas no trânsito, já que agora vai e volta de metrô em menos de dez minutos. Em compensação, precisa manter dois apartamentos:
— Ganhei agilidade nos meus deslocamentos e mais tempo para mim. Mas não é uma decisão barata. O apartamento da Barra é próprio, mas agora tenho aluguel e todas as outras contas duplicadas: condomínio, TV a cabo, luz e ainda preciso pagar estacionamento, já que o prédio do Catete não tem garagem.
Propriedades-dormitório é tendência forte para os próximos anos no Rio
Para minimizar o rombo que um novo apartamento produz no orçamento familiar, os consultores Eduardo Bandeira Villela e Cristina Costa, casados há 30 anos, fizeram uma verdadeira revolução. Primeiro, criaram a infraestrutura dentro do escritório que têm no Centro. Na sala de reuniões, sofá-cama; no banheiro, dois chuveiros; e na pequena copa, frigobar e micro$. Assim, quando trabalham até muito tarde têm tudo o que precisam à mão, sem precisar encarar o trânsito de volta para casa, em Vargem Grande.
— Não é o ideal, mas como não temos horário para entrar e sair, essa alternativa facilitou bastante — conta Bandeira.
Mas as mudanças do casal não pararam por aí. Na semana passada, eles trocaram a casa em Vargem Grande por um apartamento na Barra (menos longe, um pouco) e compraram também uma sala próxima ao novo apê, onde pretendem montar a filial de sua consultoria. Enquanto isso, o escritório no Centro continua servindo de dormitório à dupla.
A história de Eduardo e Cristina mostra a tendência cada vez mais forte, mesmo para quem não tem um negócio próprio: concentrar trabalho e casa no mesmo lugar.
— Muitas vezes, o aluguel de um espaço menor para passar a semana funciona como uma experiência de adaptação. Quando ela é bem-sucedida, as pessoas acabam comprando a $no bairro mais próximo ao trabalho e se transferindo para lá definitivamente — diz Aline Ribeiro, sócia-gerente da Onix Administradora de Bens e diretora de Vendas da Fernandez Mera Imobiliária.
Porto pode ser alternativa. Metrô não mudaria cenário
Já o engenheiro Leonardo Barbosa ainda sente falta do apartamento onde morava, na Península. Ex-morador de Vila Isabel, ele foi para a Barra quando se casou para realizar o desejo da mulher de morar no bairro. Depois de três anos encarando o trânsito, eles resolveram alugar um quarto e sala em Botafogo. Por um ano, passaram a semana na Zona Sul e os sábados e domingos na Barra, até que decidiram comprar um apartamento na planta em Botafogo e acabaram vendendo o da Barra.
— O trânsito transformou o sonho da minha mulher em pesadelo. Viemos de vez para Botafogo. Mas ainda sentimos falta da infraestrutura que tínhamos na Península, onde podíamos $tudo com segurança. E minha mulher ainda sonha em voltar — conta Barbosa.
Para Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio, outra tendência, entre aqueles que tiverem maior poder aquisitivo, é a compra do que ele chama de "propriedades-dormitório", até pela pouca oferta de imóveis para locação, especialmente na Zona Sul:
— Isso já ocorre na Lapa e há áreas, como o Porto Maravilha, que poderão servir a esse fim.
Bianca Carvalho, da Central de Imóveis, concorda. Para ela, nem mesmo a chegada do Metrô à Barra deve fazer diferença nesse cenário, e a tendência é que, já a partir do ano que vem, muitos investidores procurem imóveis na região do Porto e de São Cristóvão, já que a locação por ali é certa:
— Temos casos até de diretores de empresas que compraram imóveis na planta, especialmente em São Cristóvão e na Tijuca, sabendo que poderiam alugar a seus subordinados. É investimento com retorno certo.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O PRIMEIRO EMPREENDIMENTO DO PORTO MARAVILHA
Alfa Corporate
O primeiro lançamento de Salas e Lojas Comerciais junto à revitalização em São Cristovão, será um prédio corporativo com toda infraestrutura o primeiro prédio adjacente, junto à estação multimodal, a única do rio que integra todos os meios de transporte da cidade a cerca de 500 metros do local previsto para instalação da futura estação do trem bala.Offices: Escritórios funcionais para seus negócios de 24 a 36m².
Corporative Spaces: Escritórios com opção de unificação de 157 a 1.700m².
No Condomínio:
» Fachada Imponente;
» Lobby com sistema de catracas;
» 08 elevadores;
» Concierge, Recepção e Segurança;
» Coleta seletiva de lixo nas áreas comuns;
» Reuso de água.
Nas Unidades:
» Previsão de ponto de água e esgoto para copa;
» Altura de piso a piso: 3.10m;
» Preparado pararecer piso elevado;
» Infraestrutura com flexibilidade de layout
Porto Maravilha: um sonho que virou realidade
O Brasil vem apresentando um crescimento consistente nos últimos anos. O Rio de Janeiro dá claros sinais de uma nova dinâmica econômica, impulsionada pelos grandes eventos que vão ocorrer na cidade nos próximos anos. A Operação Urbana Porto Maravilha está preparando a Região Portuária, há muitos anos relegada a segundo plano, para integrar este processo de desenvolvimento.
A Lei Municipal n˚ 101/2009 criou a Operação Urbana Consorciada da Área de Especial Interesse Urbanístico da Região Portuária do Rio de Janeiro. Sua finalidade é promover a reestruturação local, por meio da ampliação, articulação e requalificação dos espaços públicos da região, visando à melhoria da qualidade de vida de seus atuais e futuros moradores e à sustentabilidade ambiental e socioeconômica da área. O projeto abrange uma área de 5 milhões de metros quadrados, que tem como limites as Avenidas Presidente Vargas, Rodrigues Alves, Rio Branco, e Francisco Bicalho.
Operação urbana é uma ação estratégica e inovadora da Prefeitura do Rio de Janeiro com pleno apoio dos Governos Estadual e Federal. Além de criar novas condições de trabalho, moradia, transporte, cultura e lazer para a população que ali vive, fomenta expressivamente o desenvolvimento econômico da região. Já estão adiantadas as obras da primeira fase, que incluem a construção de novas redes de água, esgoto e drenagem nas avenidas Barão de Tefé e Venezuela e a urbanização do Morro da Conceição, além da restauração dos Jardins Suspensos do Valongo.
Ainda em 2011, inicia-se a segunda fase de trabalhos: toda a região será reurbanizada até 2015 e um novo padrão de qualidade dos serviços urbanos será introduzido, como, por exemplo, coleta seletiva de lixo e iluminação pública eficiente e econômica. Como complemento às intervenções urbanísticas já mencionadas, pode-se citar as importantes mudanças viárias: a demolição do Elevado da Perimetral, a transformação da Avenida Rodrigues Alves em via expressa, a criação de uma nova e rota, chamada provisoriamente de Binário do Porto, e a reurbanização de 70 km de vias.
O Porto Maravilha também realizará ações para a valorização do patrimônio histórico da região, bem como a promoção do desenvolvimento social e econômico para a população. A implantação de projetos de grande impacto cultural, como o Museu de Arte do Rio de Janeiro (Mar) , na Praça Mauá, e o Museu do Amanhã, no Píer Mauá, ambos em parceria com a Fundação Roberto Marinho, darão nova cara à entrada do porto.
Para coordenar o processo de implantação do Porto Maravilha, foi criada a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), empresa de economia mista, controlada pela Prefeitura. A CDURP tem como principais funções implementar e gerir a concessão de obras e serviços públicos na região, além da administrar os recursos patrimoniais e financeiros referentes ao projeto.
Como as obras serão financiadas?
Para atrair o interesse de investidores e conseguir financiamento para as obras de renovação urbana do Porto Maravilha, a Lei Municipal Complementar n˚ 101/2009 autoriza o aumento do potencial construtivo na região, ou seja, permite a construção além dos limites atuais, com exceção das áreas de preservação, de patrimônio cultural e arquitetônico, e dos prédios destinados ao serviço público. Para explorar este novo potencial construtivo, os interessados deverão comprar os Certificados de Potencial Adicional Construtivo (CEPACs). Todo o valor arrecadado com a venda dos CEPACs é obrigatoriamente investido na melhoria da infraestrutura urbana e em serviços na região.
Principais obras:
- Construção de 4 km de túneis;
- Reurbanização de 70 km de vias e 650.000 m² de calçadas;
- Reconstrução de 700 km de redes de infraestrutura urbana (água, esgoto, drenagem);
- Implantação de 17 km de ciclovias;
- Plantio de 15.000 árvores;
- Demolição do Elevado da Perimetral (4 km);
- Construção de três novas estações de tratamento de esgoto.
Principais serviços
- Conservação e manutenção do sistema viário;
- Conservação e manutenção de áreas verdes e praças;
- Manutenção e reparo de iluminação pública e calçadas;
- Execução de serviços de limpeza urbana;
- Implantação de coleta seletiva de lixo;
- Manutenção da rede de drenagem e de galerias universais;
- Manutenção da sinalização de trânsito;
- Instalação e conservação de bicicletários;
- Manutenção e conservação de pontos e monumentos turísticos, históricos e geográficos;
- Atendimento ao cidadão.
Regras Urbanísticas e Ambientais
- Para promover um ambiente urbano saudável e sustentável, as novas edificações da região deverão obedecer a parâmetros urbanísticos e ambientais específicos:
- Afastamento e recuo adequados entre as novas construções;
- Economia de consumo de água e reaproveitamento de águas pluviais e servidas;
- Economia e/ou geração local de energias limpas;
- Uso de aquecimento solar;
- Uso de telhados verdes e/ou reflexivos do aquecimento solar;
- Maximização da ventilação e iluminação natural;
- Uso de materiais com certificação ambiental;
- Facilitação de acesso e uso de bicicletas.
Compromissos Sociais:
- Operação Urbana Porto Maravilha parte do pressuposto de que os atuais moradores devem permanecer na região portuária. Pelo menos 3% dos recursos da venda dos CEPACs serão obrigatoriamente investidos na valorização do Patrimônio Material e Imaterial da área e em programas de desenvolvimento social para moradores e trabalhadores.
Para isso são oferecidos vários estímulos, tais como:
- Criação de habitações de interesse social;
- Instalação de creches, UPAs e escolas que atendam a densidade populacional prevista;
- Integração entre os diversos modais de transporte público, facilitando a acessibilidade e a comunicação com outras áreas;
- Recuperação da qualidade ambiental da área;
- Geração de empregos diretos e permanentes na região;
- Regularização e formalização das atividades econômicas;
- Formação profissional;
- Criação dos Programas Porto Cultural e Porto Cidadão
- Apoio a iniciativas de desenvolvimento comunitário.
Principais Impactos
- Aumento da população de 22 mil para 100 mil habitantes em 10 anos;
- Aumento da área verde de 2,46 % para 10,96%;
- Aumento de 50% na capacidade de fluxo de tráfego na região;
- Redução da poluição do ar e sonora, com a retirada da Perimetral e a redução do transporte pesado na região;
- Aumento da permeabilidade do solo;
- Aumento e melhoria da qualidade da oferta de serviços públicos;
- Transformação da região em referência para a cidade.
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