quarta-feira, 24 de abril de 2013

MINHA CASA MINHA VIDA NO COMPLEXO PENITENCIÁRIO DA FREI CANECA


Acelerada

O Globo, Negócios & Cia, 24/abr

Passaram da metade (55%) as obras do conjunto habitacional no terreno do antigo Complexo Penitenciário da Frei Caneca, no Estácio, demolido em 2010. A Emccamp Residencial ergueu 19 dos 50 blocos. 
A entrega está prevista oficialmente para o primeiro semestre de 2014, mas a Secretaria estadual de Habitação espera que os 998 apartamentos fiquem prontos até o fim deste ano. 
A área de 43.500 metros quadrados abrigará dois condomínios, batizados de Zé Keti e Ismael Silva, mestres do samba. Os imóveis vão para famílias do cadastro da Cehab. Integram o programa Minha Casa,   Minha Vida.

O design invade a sala de banho



IstoÉ Dinheiro, Fabiano Mazzei, 25/abr

Cantar no chuveiro pode ser um hábito com os dias contados. Sobretudo nos lares mais abastados do planeta, onde o banheiro ganhou status de sala de estar. Móveis sofisticados, revestimentos finos, acessórios desenhados por figurões da arquitetura mundial e alta tecnologia passam a definir o novo rosto do ambiente. Então, raciocine: por que soltar a voz debaixo da ducha se ela contiver um sistema de som de alta-fidelidade que vai transformar seu boxe numa sala de ópera? Empresas como a alemã Grohe não estão nem aí se os desafinados também têm um coração: seu sistema F Digital Deluxe - com duas caixas de som dentro do boxe, seis pontos laterais de jato d'água, luzes coloridas para relaxar e painel de controle - toca as músicas em estéreo digital enquanto você lava o cabelo. 
 
 Para tanto, basta baixar um aplicativo no celular ou conectar seu iPod e descarregar o playlist. Depois dessa, quem vai ter coragem de cantar? Claro, a "brincadeira" tem seu preço. O sistema, premiado em fevereiro com o iF Design Award, uma espécie de Oscar do desenho industrial, na Alemanha, sai completo por R$ 71.320. Ainda no âmbito da trilha sonora, a sauna Inipi, da Metalbagno Spazi, propõe uma experiência sensorial a quem a usa. O equipamento, que custa R$ 22.131, tem níveis de aquecimento distintos, batizados com nomes como "selva", "mediterrâneo"e "deserto". Eles não só variam de temperatura como oferecem ruídos diferentes para cada região (será que no modo "selva" dá para ouvir o grito do Tarzan?). A mesma Metalbagno Spazi comercializa no País o vaso sanitário SensoWatch, vendido por R$ 9.445 que, entre outros recursos, tem um secador a ar quente embutido. 
 
 Para um "trono" desses, quem não quer ir? "Hoje em dia, dá para programar tudo no seu banheiro pelo smartphone ou tablet", afirma o arquiteto Fábio Morozini. "Você sai da reunião no trabalho, chega em casa e encontra a banheira cheia, água na temperatura certa, toalhas aquecidas e luz no modo relax", diz. Os viciados em tevê até na hora de escovar os dentes, por exemplo, também podem instalar em casa uma tela de HD embutida no espelho. O sistema todo chega a valer R$ 25 mil pela Ornare, de São Paulo. "Já há algum tempo temos percebido essa mudança de conceito de banheiro com os nossos clientes", diz Adriana Helu, do trio de arquitetas do escritório Triplex, ao lado de Marina Lobo Torre e Carolina Oliveira. "E essa evolução se reflete nos acessórios tecnológicos, como pisos aquecidos, espelhos que não embaçam com o calor e chuveiro com sensor de presença."
 
 ASSINATURA Na linha mais elegante, a marca-design Axor, do grupo alemão Hansgrohe, prefere seguir a filosofia minimalista do "menos é mais" na decoração do banheiro. Sua recém-lançada coleção Axor Starck Organic de torneiras tem linhas fluidas e oferece uma estética mais sutil a partir de R$ 2 mil a peça. "Em um mundo cada vez mais acelerado, móvel e virtual, o banheiro está se transformando em um ambiente vivo, onde nós estamos ficando mais próximos da natureza e experimentando a água de forma mais sensual", explica Philippe Grohe, diretor da Axor. 
 
Quem assina a série é ninguém menos que o francês Philippe Starck, designer famoso por criar de itens de decoração a hotéis de luxo pelo mundo afora. Para acompanhar componentes tão refinados, o mobiliário mudou também. Há chaise-longue para ficar batendo papo com o marido enquanto ele faz a barba, cadeiras-design e uma sorte de outros apetrechos (ao lado) que conferem ao espaço um clima de sala de estar mesmo. "O banheiro virou quase um living", afirma a arquiteta Raquel Silveira, idealizadora da Mostra Black de decoração. Segundo ela, as novas comodidades servem para que as pessoas permaneçam mais tempo nele. "É um refúgio no qual se pode recarregar as energias, inclusive com práticas como cromoterapia. Além do chuveiro ser o único lugar onde a gente pode cantar alto, né?", diz. Podia, Raquel, podia...

Lançamentos no Catete e Tijuca




Imóveis

O Globo, Negócios & Cia, 23/abr

A construtora Concal lança, em junho, comercial na Tijuca. Terá 110 salas. Em seguida, terá residencial no Catete, com 98 apartamentos e 12 lojas, além de dupla de torres na Zona Portuária, uma de lajes corporativas e outra com 608 salas comerciais. Os três baterão mais de RS 1 bilhão em vendas.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

OPORTUNIDADE DE FINANCIAMENTO DA CASA PRÓPRIA



BB lança duas novas linhas com FGTS

Brasil Econômico, 11/abr

O Banco do Brasil lançou duas novas opções para aquisição da casa própria com recursos do FGTS: O BB Crédito Imobiliário Aquisição PF FGTS e o Pró-Cotista. A primeira linha possibilita a contratação de imóveis novos e usados, no valor de até R$ 190 mil, sem necessidade de ter a conta vinculada do FGTS. Já o Pró-Cotista é voltado a clientes que possuem conta ativa no FGTS e um mínimo de 36 contribuições. A primeira tem taxas a partir de 5% ao ano e a segunda, 8,9% a.a. + TR.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Copacabana terá mais 12 hotéis até as Olimpíadas


O Globo, Jacqueline Costa, 09/abr

Associação de moradores está preocupada com queda na qualidade de vida por causa de empreendimentos
Até as Olimpíadas de 2016, Copacabana ganhará nada menos que 12 novos hotéis. Seis estão em construção e quatro já foram licenciados pela prefeitura. Mais dois projetos estão sendo analisados pela Secretaria municipal de Urbanismo. Em número de quartos, são mais 1.914. A Rio Negócios, agência responsável por atrair e facilitar novos investimentos, não revelou a localização dos empreendimentos. Como noticiou a coluna Gente Boa, do GLOBO, o presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, está preocupado com o boom hoteleiro:
- É preciso deixar claro que não temos nada contra a realização das Olimpíadas, mas nunca tivemos tantos licenciamentos. Até hoje pagamos um preço muito alto pelos hotéis que já existem. São negócios que atraem táxis, vans e enormes ônibus de turismo, gerando muito tráfego. As duas últimas casas da Avenida Atlântica vão virar hotéis. Um sobrado de dois andares, com apenas seis metros de frente, na Rua Tonelero, também foi demolido para dar lugar a um hotel. Nesse local, a prefeitura autorizou um prédio com 18 pavimentos. Assim, Copacabana passará a ser um bairro hoteleiro.
Magalhães diz que os moradores estão procurando estabelecer um diálogo com a prefeitura, pensando nos impactos viário e ambiental no bairro. Caso isso não ocorra, ele não descarta a possibilidade de entrar com uma representação no Ministério Público:
- Em nome das Olimpíadas, não podemos passar por cima da qualidade de vida dos moradores da cidade e do seu direito de ir e vir. Essa quantidade de hotéis vai gerar muitos problemas.
Além das 12 construções novas, há três retrofits em andamento e mais um licenciado. Há ainda um projeto de ampliação em análise. O investimento total nos 17 empreendimentos soma R$ 500 milhões e 1.800 empregos. Ibis, Best Western, Emiliano, Golden Tulip e Windsor estão entre as bandeiras. Hoje, Copacabana já conta com 63 hotéis e 7.366 quartos.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, não vê motivos para preocupação.
- Não conheço nenhum lugar do mundo em que um hotel não enobreça o entorno. Os imóveis residenciais promovem uma circulação de carros muito maior. Além disso, empreendimentos hoteleiros melhoram a segurança, já que trazem mais iluminação e mais pessoas circulando. Ninguém vai sair perdendo em Copacabana - diz Lopes.
Segundo o Comitê de Acomodações da prefeitura para os Jogos de 2016, se os 101 projetos de construção de hotéis, pousadas e albergues já aprovados ou em análise na Secretaria de Urbanismo saírem do papel, a cidade ganhará pelo menos 14.671 quartos nos próximos anos.

Abrir a casa para receber turistas durante a Copa-2014 deve ser uma boa fonte de renda.


Diária pode chegar a R$ 1.500 na Copa

Folha de São Paulo, 07/abr

Abrir a casa para receber turistas durante a Copa-2014 deve ser uma boa fonte de renda. O proprietário que resolver alugar o imóvel inteiro poderá pedir de R$ 1.000 a R$ 1.500 pela diária, segundo as ofertas disponíveis hoje em sites de vagas. Mas é preciso tomar cuidado.

Como não há um programa oficial do governo para monitorar esses meios de hospedagem alternativos, elaborar um contrato que descreva a situação do imóvel dá segurança ao locador e ao locatário.

"Móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, tudo deve ser observado antes, para que, em caso de problemas, o dono possa confirmar o estado do objeto", diz José Augusto Viana Neto, do Creci-SP.

Ele recomenda atenção em relação ao pagamento, que deve ser anterior ao início da hospedagem, e pedir um cheque caução por possíveis danos ao imóvel. "[O cheque] também é uma garantia caso o hóspede fique mais tempo do que o previsto."

O contrato deve ser em português, já que será representado na Justiça brasileira, se necessário. "Ter uma versão em inglês para o hóspede estrangeiro entender o que está assinando é válido, mas não é obrigatório", diz Viana.

O seguro do imóvel, vendido por corretoras e bancos, também é um respaldo. Em geral, contemplam assaltos, furtos, danos causados por incêndios e problemas elétricos, valem por um ano e custam cerca de 1% do preço de avaliação do imóvel.

ASSESSORIA TURÍSTICA

O aeroviário Michael de Oliveira, 30, reservou dois quartos da casa, no Parque do Carmo (zona leste), para receber turistas para a Copa. Ele, que morou dois anos nos Estados Unidos e fala inglês e espanhol, está otimista.

"Nesses casos, é bom falar outro idioma e oferecer auxílio em passeios pela cidade. Já usei esse recurso e nunca tive problemas", diz ele, que está pedindo R$ 150 pela diária do quarto individual em sua casa.

Oliveira diz que oferecerá café da manhã, "mas coisa simples, como pão, leite e café", e que tudo estará definido na oferta do serviço. Durante a Copa, ele deverá ficar sozinho na casa, que divide com a mãe e a irmã. "Elas vão se refugiar na praia para não perder a privacidade."

Luciano Menezes e Beto Sato já receberam mais de dez turistas, em pouco menos de três meses, em seu apartamento no edifício Copan, no centro. "Alugar imóvel por temporada dá mais trabalho porque você tem sempre de fazer manutenção e estar à disposição do hóspede."

Sites como o Alugue Temporada, o VivaStreet e o Airbnb têm, em alguns pacotes, auxílio aos clientes para ampliar visualizações dos anúncios e reduzir problemas.

Portais que anunciam vagas afirmam checar a situação do imóvel antes da publicação da oferta e dar suporte ao locatário. O Airbnb, por exemplo, se compromete a achar um novo local para o hóspede em caso de problema.

São considerados "anúncios suspeitos" aqueles com preços muitos baixos para o tipo de locação, sem fotos ou que tenham o mesmo endereço cadastrado em mais de um locador.