terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Aluguel de segunda residência vira tendência entre cariocas

Opção pode ajudar a diminuir tempo perdido no trânsito entre Barra e Zona Sul
MATÉRIA: O GLOBO - 03/12 - KARINE TAVARES


Duas, três, quatro e até seis horas por dia parado, engarrafado, preso no trânsito. A rotina, cada vez mais comum para os cariocas de qualquer região da cidade, é ainda pior para aqueles que precisam percorrer muitos quilômetros entre casa e trabalho, como é o caso de quem mora na Barra da Tijuca, Recreio ou Vargem Grande e trabalha na Zona Sul ou no Centro. E vice-versa.
O resultado? Alguns cariocas estão optando por manter uma segunda base mais perto do trabalho, apenas para ficar de segunda a sexta. Há quem escolha passar a semana em um conjugado ou em um quarto e sala. E tem até quem faça do próprio escritório uma opção de estadia. Tudo em busca de uma melhor qualidade de vida.
— Já venho percebendo isso há algum tempo. Desde que o trânsito do Rio começou a ficar complicado. E a tendência é que isso só aumente. Mas há fatores muito positivos nessa mobilidade, principalmente para o comércio dessas regiões e para o mercado de locações, que fica mais movimentado — defende Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio.
Esse movimento em direção ao local de trabalho, mesmo ainda tímido, já vem sendo feito por profissionais de diversos setores e, em especial, por executivos de grandes empresas sediadas no Centro. Como precisam utilizar a ponte aérea com frequência e, por conta do trânsito acabavam perdendo vôos e reuniões, a solução tem sido procurar uma base mais perto do Santos Dumont e das empresas onde trabalham.
— Esse público vem movimentando ainda mais o mercado de locações em Botafogo, Flamengo, Tijuca e São Cristóvão. Até dois anos atrás, a cada 20 consultas sobre aluguel nessas áreas, uma era feita por pessoas nesse perfil. Hoje, são três — diz Bianca Carvalho, diretora comercial da Central de Imóveis.
Mudança traz novos hábitos, mas pode duplicar os gastos
Se para o mercado essa movimentação pode ser positiva, quem precisa ficar longe de casa não vê tantos benefícios. Afinal, além de ter sua rotina alterada, ainda tem seus gastos com moradia duplicados. O empresário Evandro Machado, por exemplo, trocou, durante a semana, um confortável apartamento de três quartos na Barra, com vista para o verde, pelo aperto de um quarto e sala no Catete. Com isso, se livrou do estresse diário de três horas no trânsito, já que agora vai e volta de metrô em menos de dez minutos. Em compensação, precisa manter dois apartamentos:
— Ganhei agilidade nos meus deslocamentos e mais tempo para mim. Mas não é uma decisão barata. O apartamento da Barra é próprio, mas agora tenho aluguel e todas as outras contas duplicadas: condomínio, TV a cabo, luz e ainda preciso pagar estacionamento, já que o prédio do Catete não tem garagem.
Propriedades-dormitório é tendência forte para os próximos anos no Rio
Para minimizar o rombo que um novo apartamento produz no orçamento familiar, os consultores Eduardo Bandeira Villela e Cristina Costa, casados há 30 anos, fizeram uma verdadeira revolução. Primeiro, criaram a infraestrutura dentro do escritório que têm no Centro. Na sala de reuniões, sofá-cama; no banheiro, dois chuveiros; e na pequena copa, frigobar e micro$. Assim, quando trabalham até muito tarde têm tudo o que precisam à mão, sem precisar encarar o trânsito de volta para casa, em Vargem Grande.
— Não é o ideal, mas como não temos horário para entrar e sair, essa alternativa facilitou bastante — conta Bandeira.
Mas as mudanças do casal não pararam por aí. Na semana passada, eles trocaram a casa em Vargem Grande por um apartamento na Barra (menos longe, um pouco) e compraram também uma sala próxima ao novo apê, onde pretendem montar a filial de sua consultoria. Enquanto isso, o escritório no Centro continua servindo de dormitório à dupla.
A história de Eduardo e Cristina mostra a tendência cada vez mais forte, mesmo para quem não tem um negócio próprio: concentrar trabalho e casa no mesmo lugar.
— Muitas vezes, o aluguel de um espaço menor para passar a semana funciona como uma experiência de adaptação. Quando ela é bem-sucedida, as pessoas acabam comprando a $no bairro mais próximo ao trabalho e se transferindo para lá definitivamente — diz Aline Ribeiro, sócia-gerente da Onix Administradora de Bens e diretora de Vendas da Fernandez Mera Imobiliária.
Porto pode ser alternativa. Metrô não mudaria cenário
Já o engenheiro Leonardo Barbosa ainda sente falta do apartamento onde morava, na Península. Ex-morador de Vila Isabel, ele foi para a Barra quando se casou para realizar o desejo da mulher de morar no bairro. Depois de três anos encarando o trânsito, eles resolveram alugar um quarto e sala em Botafogo. Por um ano, passaram a semana na Zona Sul e os sábados e domingos na Barra, até que decidiram comprar um apartamento na planta em Botafogo e acabaram vendendo o da Barra.
— O trânsito transformou o sonho da minha mulher em pesadelo. Viemos de vez para Botafogo. Mas ainda sentimos falta da infraestrutura que tínhamos na Península, onde podíamos $tudo com segurança. E minha mulher ainda sonha em voltar — conta Barbosa.
Para Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio, outra tendência, entre aqueles que tiverem maior poder aquisitivo, é a compra do que ele chama de "propriedades-dormitório", até pela pouca oferta de imóveis para locação, especialmente na Zona Sul:
— Isso já ocorre na Lapa e há áreas, como o Porto Maravilha, que poderão servir a esse fim.
Bianca Carvalho, da Central de Imóveis, concorda. Para ela, nem mesmo a chegada do Metrô à Barra deve fazer diferença nesse cenário, e a tendência é que, já a partir do ano que vem, muitos investidores procurem imóveis na região do Porto e de São Cristóvão, já que a locação por ali é certa:
— Temos casos até de diretores de empresas que compraram imóveis na planta, especialmente em São Cristóvão e na Tijuca, sabendo que poderiam alugar a seus subordinados. É investimento com retorno certo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O PRIMEIRO EMPREENDIMENTO DO PORTO MARAVILHA


Alfa Corporate

O primeiro lançamento de Salas e Lojas Comerciais junto à revitalização em São Cristovão, será um prédio corporativo com toda infraestrutura o primeiro prédio adjacente, junto à estação multimodal, a única do rio que integra todos os meios de transporte da cidade a cerca de 500 metros do local previsto para instalação da futura estação do trem bala.
Offices: Escritórios funcionais para seus negócios de 24 a 36m².
Corporative Spaces: Escritórios com opção de unificação de 157 a 1.700m².
No Condomínio:
» Fachada Imponente;
» Lobby com sistema de catracas;
» 08 elevadores;
» Concierge, Recepção e Segurança;
» Coleta seletiva de lixo nas áreas comuns;
» Reuso de água.
Nas Unidades:
» Previsão de ponto de água e esgoto para copa;
» Altura de piso a piso: 3.10m;
» Preparado pararecer piso elevado;
» Infraestrutura com flexibilidade de layout

Porto Maravilha: um sonho que virou realidade

 


O Brasil vem apresentando um crescimento consistente nos últimos anos. O Rio de Janeiro dá claros sinais de uma nova dinâmica econômica, impulsionada pelos grandes eventos que vão ocorrer na cidade nos próximos anos. A Operação Urbana Porto Maravilha está preparando a Região Portuária, há muitos anos relegada a segundo plano, para integrar este processo de desenvolvimento.
A Lei Municipal n˚ 101/2009 criou a Operação Urbana Consorciada da Área de Especial Interesse Urbanístico da Região Portuária do Rio de Janeiro. Sua finalidade é promover a reestruturação local, por meio da ampliação, articulação e requalificação dos espaços públicos da região, visando à melhoria da qualidade de vida de seus atuais e futuros moradores e à sustentabilidade ambiental e socioeconômica da área. O projeto abrange uma área de 5 milhões de metros quadrados, que tem como limites as Avenidas Presidente Vargas, Rodrigues Alves, Rio Branco, e Francisco Bicalho.

Operação urbana é uma ação estratégica e inovadora da Prefeitura do Rio de Janeiro com pleno apoio dos Governos Estadual e Federal. Além de criar novas condições de trabalho, moradia, transporte, cultura e lazer para a população que ali vive, fomenta expressivamente o desenvolvimento econômico da região. Já estão adiantadas as obras da primeira fase, que incluem a construção de novas redes de água, esgoto e drenagem nas avenidas Barão de Tefé e Venezuela e a urbanização do Morro da Conceição, além da restauração dos Jardins Suspensos do Valongo.
Ainda em 2011, inicia-se a segunda fase de trabalhos: toda a região será reurbanizada até 2015 e um novo padrão de qualidade dos serviços urbanos será introduzido, como, por exemplo, coleta seletiva de lixo e iluminação pública eficiente e econômica. Como complemento às intervenções urbanísticas já mencionadas, pode-se citar as importantes mudanças viárias: a demolição do Elevado da Perimetral, a transformação da Avenida Rodrigues Alves em via expressa, a criação de uma nova e rota, chamada provisoriamente de Binário do Porto, e a reurbanização de 70 km de vias.
O Porto Maravilha também realizará ações para a valorização do patrimônio histórico da região, bem como a promoção do desenvolvimento social e econômico para a população. A implantação de projetos de grande impacto cultural, como o Museu de Arte do Rio de Janeiro (Mar) , na Praça Mauá, e o Museu do Amanhã, no Píer Mauá, ambos em parceria com a Fundação Roberto Marinho, darão nova cara à entrada do porto.
Para coordenar o processo de implantação do Porto Maravilha, foi criada a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), empresa de economia mista, controlada pela Prefeitura. A CDURP tem como principais funções implementar e gerir a concessão de obras e serviços públicos na região, além da administrar os recursos patrimoniais e financeiros referentes ao projeto.

Como as obras serão financiadas?
Para atrair o interesse de investidores e conseguir financiamento para as obras de renovação urbana do Porto Maravilha, a Lei Municipal Complementar n˚ 101/2009 autoriza o aumento do potencial construtivo na região, ou seja, permite a construção além dos limites atuais, com exceção das áreas de preservação, de patrimônio cultural e arquitetônico, e dos prédios destinados ao serviço público. Para explorar este novo potencial construtivo, os interessados deverão comprar os Certificados de Potencial Adicional Construtivo (CEPACs). Todo o valor arrecadado com a venda dos CEPACs é obrigatoriamente investido na melhoria da infraestrutura urbana e em serviços na região.

Principais obras:
  • Construção de 4 km de túneis;
  • Reurbanização de 70 km de vias e 650.000 m² de calçadas;
  • Reconstrução de 700 km de redes de infraestrutura urbana (água, esgoto, drenagem);
  • Implantação de 17 km de ciclovias;
  • Plantio de 15.000 árvores;
  • Demolição do Elevado da Perimetral (4 km);
  • Construção de três novas estações de tratamento de esgoto.

Principais serviços
  • Conservação e manutenção do sistema viário;
  • Conservação e manutenção de áreas verdes e praças;
  • Manutenção e reparo de iluminação pública e calçadas;
  • Execução de serviços de limpeza urbana;
  • Implantação de coleta seletiva de lixo;
  • Manutenção da rede de drenagem e de galerias universais;
  • Manutenção da sinalização de trânsito;
  • Instalação e conservação de bicicletários;
  • Manutenção e conservação de pontos e monumentos turísticos, históricos e geográficos;
  • Atendimento ao cidadão.

Regras Urbanísticas e Ambientais
  • Para promover um ambiente urbano saudável e sustentável, as novas edificações da região deverão obedecer a parâmetros urbanísticos e ambientais específicos:
  • Afastamento e recuo adequados entre as novas construções;
  • Economia de consumo de água e reaproveitamento de águas pluviais e servidas;
  • Economia e/ou geração local de energias limpas;
  • Uso de aquecimento solar;
  • Uso de telhados verdes e/ou reflexivos do aquecimento solar;
  • Maximização da ventilação e iluminação natural;
  • Uso de materiais com certificação ambiental;
  • Facilitação de acesso e uso de bicicletas.

Compromissos Sociais:
  • Operação Urbana Porto Maravilha parte do pressuposto de que os atuais moradores devem permanecer na região portuária. Pelo menos 3% dos recursos da venda dos CEPACs serão obrigatoriamente investidos na valorização do Patrimônio Material e Imaterial da área e em programas de desenvolvimento social para moradores e trabalhadores.

Para isso são oferecidos vários estímulos, tais como:
  • Criação de habitações de interesse social;
  • Instalação de creches, UPAs e escolas que atendam a densidade populacional prevista;
  • Integração entre os diversos modais de transporte público, facilitando a acessibilidade e a comunicação com outras áreas;
  • Recuperação da qualidade ambiental da área;
  • Geração de empregos diretos e permanentes na região;
  • Regularização e formalização das atividades econômicas;
  • Formação profissional;
  • Criação dos Programas Porto Cultural e Porto Cidadão
  • Apoio a iniciativas de desenvolvimento comunitário.

Principais Impactos
  • Aumento da população de 22 mil para 100 mil habitantes em 10 anos;
  • Aumento da área verde de 2,46 % para 10,96%;
  • Aumento de 50% na capacidade de fluxo de tráfego na região;
  • Redução da poluição do ar e sonora, com a retirada da Perimetral e a redução do transporte pesado na região;
  • Aumento da permeabilidade do solo;
  • Aumento e melhoria da qualidade da oferta de serviços públicos;
  • Transformação da região em referência para a cidade.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O primeiro projeto da nova área do centro do Rio de Janeiro, junto ao maior projeto urbanístico do país, a menos de 1Km.

ALFA - O COMEÇO DO PORTO MARAVILHA 

Localização: Avenida Canal Francisco Bicalho.

O projeto ficara a 600m da estação multimodal de transporte, e integrará trem de alta performace, metrô, e Brt.

Oportunidade única de investimento. O primeiro lançamento comercial junto a revitalização do centro rio.

  • Prédio corporativo com toda infraestrutura;
  • Primeiro empreendimento adjacente a área do porto olímpico, na rua francisco bicalho;
  • Junto a estação multimodal olímpica, a única do rio que integrará todos os meios de transportes da cidade.
  • A cerca de 500 metros da futura estação do trem bala.

A melhor relação custo benefício da região, já com toda infraestrutura de transporte e iluminação já prontas.

Prédio Corporativo com 512 salas.

Construtora: Concal

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PERIMETRAL SERÁ DEMOLIDA ATÉ O PRIMEIRO SEMESTRE DE 2016


O Globo, Isabela Bastos, 25/nov
Eduardo Paes afirmou que haverá a remoção de todo o elevado a tempo dos Jogos Olímpicos
O Elevado da Perimetral já tem data para ir ao chão totalmente: primeiro semestre de 2016. O prefeito Eduardo Paes afirmou na quinta-feira que toda a estrutura, do entroncamento com o Elevado do Gasômetro até o desemboque no Aterro do Flamengo, será demolida a tempo dos Jogos Olímpicos. Para abrir caminho à remoção total, o traçado de um dos túneis previstos no projeto de revitalização da Zona Portuária está sendo modificado. A ideia é unir a galeria que ainda será perfurada ao Mergulhão da Praça Quinze, fazendo com que os motoristas atravessem toda a região pelo subsolo.
Paes falou da decisão de derrubar toda a Perimetral em entrevista à rádio CBN, quando fez um balanço de três anos de governo. Sobre os longos engarrafamentos diários registrados na região, o prefeito voltou a dizer que eles são inevitáveis e pediu compreensão dos motoristas.
- Vamos demolir tudo. É óbvio. Nessa região temos o Museu Histórico Nacional, o Paço Imperial, a Igreja da Candelária, o restaurante Albamar e outros. Esses bens históricos estão escondidos por um equívoco arquitetônico. Sem ele, o lugar muda completamente - disse Paes à CBN.
Mais tarde ao GLOBO, o prefeito adiantou que o custo da demolição do trecho Praça Quinze da Perimetral, não previsto na Parceria Público Privada (PPP) da zona portuária, será bancada pelo município. O valor ainda está sendo orçado, mas Paes acredita que a despesa possa ser amortizada com a venda do concreto e do aço que sobrarem do desmonte. O trecho da Perimetral entre o Gasômetro e o Arsenal de Marinha já seria demolido até dezembro de 2015 como parte de um leque de obras que a concessionária Porto Novo - vencedora da licitação da Parceria Público Privada - teria que fazer.
Também estão previstas dentro da PPP a abertura de uma nova avenida; a implantação de novas redes de água, luz, esgoto, gás e telefonia e a reurbanização de uma área de cinco milhões de metros quadrados. Orçada em R$ 8 bilhões em 15 anos, a PPP será financiada com a venda no mercado financeiro dos chamados Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Os títulos permitirão que construtores ergam prédios de até 50 andares na região, dependendo do terreno.
- Não temos o valor ainda, mas não é caro fazer o resto (da demolição). Caro é abrir os túneis na Zona Portuária e isso já está incluído na PPP, que será executada sem recursos públicos. O material (do elevado) é de interesse de empresas - explicou Paes ao GLOBO.
Segundo o prefeito, um dos túneis que será perfurado na Zona Portuária terminava num ponto muito próximo ao emboque do Mergulhão da Praça Quinze, no final da Avenida Presidente Vargas, atrás da Igreja da Candelária. As galerias ficariam a uma distância de menos de 200 metros uma da outra, o que pesou a favor da decisão.
- Não tem razão nenhuma em manter o resto do elevado. O motorista vai poder cortar toda a área por túneis. E não teremos o vulto do elevado atrás da Candelária. Com as obras do porto prontas, a demolição do resto do elevado será rápida. Precisa apenas dar uma boa melhorada no mergulhão, que não está bom - complementou.
Mais cedo, em entrevista à CBN, Paes pediu desculpas à população pelos transtornos causados pelas obras de revitalização do porto e também por outras frentes de trabalho, como a construção dos corredores expressos de ônibus Transoeste e Transcarioca. Paes voltou a usar a expressão de que "para fazer uma omelete, tem que se quebrar os ovos".
- O porto é uma área de cinco milhões de metros quadrados e que hoje não serve para nada. Derrubar a Perimetral é a ultima coisa que vai acontecer, depois que tivermos o túnel como alternativa. A cidade passou muito tempo sem intervenções de infraestrutura. Sabemos dos transtornos e procuramos minimizar. Eu me desculpo com as pessoas. Mas não podemos deixar de reformular a cidade. São intervenções necessárias para melhorar a vida das pessoas.
Paes ressaltou que o Rio vem passando por um momento de transformação, em que um grande conjunto de obras e serviços vem sendo implantados em pouco tempo, gerando benefícios, mas transtornos no caminho.
- Já implantamos os corredores de ônibus de Copacabana, Leblon e Ipanema. Em dezembro, vamos chegar com o BRS ao Centro. Em 2012 teremos o Transoeste e no ano seguinte o TransCarioca. Vamos licitar agora o TransOlímpica. Hoje o Rio tem 15% da população andando em transporte de alta capacidade. A meta é chegar a 2016 com 60% das pessoas usando esser tipo de transporte - disse Paes.
O prefeito disse ainda que pretende se reunir com moradores e comerciantes da região de Ramos para explicar as modificações do traçado do TransCarioca, que passará pela Rua Uranos ao invés da Estrada Engenho da Pedra. Segundo Paes, com as modificações, será possível diminuir o número de desapropriações nesse trecho do corredor, que previa a demolição de cerca de 300 imóveis.
- Era um roteiro mal feito. Vamos diminuir o impacto nas residências das pessoas. E vou mostrar pessoalmente o projeto aos comerciantes de Ramos, para explicar que ele não facilitar a vida de todo mundo, uma vez que o corredor passará na porta dos comércios.

domingo, 20 de novembro de 2011

Cariocas transformam suas casas em cama e café

Hospedagem domiciliar pode ser alternativa a turistas durante eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas
Matéria do O GLOBO MORAR BEM
A produtora de eventos Flávia Rodrigues transformou a casa em Cama e Café há dois anos, em momento de dificuldade financeira. Hoje, curte receber os turistas Foto: Ângelo Antônio Duarte
A produtora de eventos Flávia Rodrigues transformou a casa em Cama e Café há dois anos, em momento de dificuldade financeira. Hoje, curte receber os turistas Ângelo Antônio Duarte
Viajante quase profissional, a fotógrafa Viviane Ponti nunca gostou da impessoalidade dos hotéis e em suas andanças pelo mundo sempre optou por se hospedar em Bed & Breakfast (ou casas tipo cama e café, em bom português). Há quatro anos, teve um estalo: por que não fazer isso na própria casa e melhorar a renda? A ideia deu tão certo que, hoje, ela aluga o segundo quarto do apê onde mora por períodos curtos, sempre para atingir uma meta financeira. E cuida de outros oito quarto e sala, todos na Zona Sul. Os donos? Quase sempre turistas, que se encantaram pelo Rio, decidiram investir na cidade e deixaram nas mãos dela a tarefa de alugar, por temporada, os apartamentos.
— E este ano nem tive baixa temporada. Fiquei com todos os apartamentos alugados, sem poder tirar férias — conta a fotógrafa, que, por trabalhar em casa, costuma escolher para quem vai alugar o segundo quarto. — Prefiro períodos curtos para manter minha privacidade — ensina.
A história mostra como esse mercado anda aquecido no Rio. Pudera. Segundo o Ministério do Turismo, este ano, até setembro, o número de turistas que visitaram o país cresceu 15,5% sobre o mesmo período de 2010. Foram 1,6 milhão de estrangeiros ano passado, no Rio, no maior fluxo desde 2006. Pioneira no sistema no Brasil, a rede Cama e Café começou em 2003 com 20 casas em Santa Teresa. Hoje, são 80 em toda a Zona Sul, e a procura pela inscrição no sistema não para de crescer — 40% ao ano, desde que o país foi anunciado como sede das Olimpíadas, calcula Carlos Magno, um dos donos:
— Temos um banco de dados com 600 novas casas cadastradas, aguardando apenas o lançamento de nosso novo site, previsto para dezembro, para entrar na rede.
A chegada ao país de sites como Airbnb e Wimdu, que fazem a ponte entre morador-locador e turista-locatário, facilitou esse tipo de negócio. Os intermediários funcionam como chancela para o turista e dão certa segurança ao carioca, que passa a ter garantia de receber o aluguel, além de um seguro em caso de danos causados pelos inquilinos temporários.
Moradora de um amplo e acolhedor apartamento de três quartos em Santa Teresa, Flávia Rodrigues entrou para o Cama e Café há dois anos, num momento de dificuldade financeira. Sem fazer qualquer investimento, já que tinha acabado de se mudar e o apartamento estava em perfeito estado, ganhou uma renda extra.
— Eu não precisei investir nada, e o dinheiro extra me ajudou muito — conta Flávia, que hoje continua no negócio pela troca de experiências com os turistas que recebe.
Em média, são dez dias de ocupação por mês, o que permite que ela pague até metade do seu aluguel. Já a aposentada Malu L. viu sua renda quadruplicar desde que começou a alugar o segundo quarto de seu apartamento tipo casa, em Ipanema:
— Já fazia isso informalmente para amigos. Mas, com Copa e Olimpíadas, há um ano e meio, resolvi melhorar o quarto e investir realmente nisso.
Os dois eventos são, sem dúvida, os grandes propulsores desse movimento crescente de hospedagem domiciliar. Afinal, a expectativa do governo é que só o Rio, apenas durante o mundial, receba mais de 410 mil turistas do exterior. Número bem superior aos 31.394 quartos que a rede hoteleira da cidade deverá ter disponíveis até o fim de 2013.
Para Jakob Kerr, gerente de comunicação do site Airbnb, esse tipo de comunidade on-line permite que os moradores possam aproveitar diretamente a oportunidade que eventos como OIimpíadas e Copa do Mundo trazem. Não à toa, segundo ele, o Rio é, entre as 17 mil cidades de 190 países onde o site está presente, um dos mercados que mais cresce.
Já Alexandre Veiga, CEO do site Wimdu nas Américas, os cariocas começam a aprender a fazer de forma estruturada, pela internet, algo que sempre fizeram informalmente em datas específicas, como o réveillon e o carnaval, quando muita gente já aluga a própria casa para temporada.
O potencial de crescimento do mercado carioca para os próximos anos, aliás, faz do Rio a menina dos olhos de Veiga. Só durante o Rock in Rio, a taxa de ocupação das propriedades cariocas cadastradas no site chegou a 98%. Ocorre que elas passam agora por uma reavaliação e, das 500 que havia até a semana passada, 150 permanecem on-line. Mas, nas próximas semanas, esse número deve dobrar.
— Nós estamos reavaliando os cadastrados para evitar problemas. Até porque queremos chegar a cinco mil propriedades no Brasil até abril do ano que vem, e um quarto delas deverá ser no Estado do Rio, onde queremos ter somente propriedades de alto nível — afirma Veiga.
Aos interessados em entrar para o negócio, é bom lembrar: contratos de aluguel geralmente proíbem a sublocação, assim como algumas convenções de condomínio.
— Esse é um mercado paralelo e informal, não regulado. Não está sujeito, portanto, à lei de locações, dada a falta de previsão. Muitas convenções, contudo, proíbem tal prática, e nesse caso, a punição, com multa ou a retirada da pessoa, se daria através de ação do condomínio. Inquilinos também podem ser despejados — alerta o advogado Hamilton Quirino.