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terça-feira, 10 de junho de 2014

Preços de aluguel e compra de imóveis mais estáveis em Niterói

O Fluminense, Íris Marini, 09/jun

Quem procura imóveis para alugar ou usados para comprar em Niterói está encontrando preços mais em conta. Dados do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi), de 2011 a abril de 2014, demonstram que a variação do preço do metro quadrado em Niterói começa a baixar. As empresas do setor confirmam que o mercado sinaliza uma estabilidade dos preços dos imóveis, principalmente entre os usados e os disponíveis para locação. Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci), Manoel da Silveira Maia, este é o momento do futuro morador ditar o preço de compra e venda.

Segundo os diretores da Abidon Nazareth Imóveis, André e Cláudia Nazareth, os boatos de que os custos dos imóveis vão diminuir na cidade depois da Copa não são verdadeiros. Para eles, a Copa não influenciou o setor de imóveis de Niterói.

"O mercado está tendo sim uma estabilização nos preços, principalmente no que tange ao mercado de imóveis usados. Os proprietários começam a perceber que os valores aumentaram muito e estão solicitando alguma redução para que se adequem ao mercado atual", afirma André. 

A situação instável da economia brasileira e as empresas do segmento de Petróleo, que tiveram sérios problemas, juntamente com o atraso no Polo Petroquímico de Itaboraí, refletiram diretamente na economia da Região, de acordo com os diretores.

"Tínhamos uma crescente contratação de mão de obra e aumento na circulação de dinheiro em toda Região, mas, com esta estabilização em curto prazo, o mercado está com um volume menor de negócios e consequentemente, não absorve toda a oferta produzida pelo mercado imobiliário, nos preços praticados", completa André.

Os bairros de Icaraí, São Domingos e Charitas são os que tiveram maior baixa na variação dos preços, exatamente por serem áreas onde os donos dos imóveis propõem valores mais altos. A informação é do gerente da Coluna Consultoria Imobiliária, Nelson Azeredo Coutinho.

"Muitos clientes perceberam que os imóveis ficaram na prateleira por um bom tempo. Tivemos um momento de baixa procura, desde dezembro do ano passado. Em maio, a procura começou a aumentar. Por isso, alguns tiveram que reduzir o valor, tanto para venda, quanto para locação, pois é melhor botar o dinheiro no bolso, do que ficar pagando condomínio e IPTU. Uma cliente alugava um apartamento por R$ 2,5 mil, em Charitas, passou para R$ 2,2 mil, e há pouco tempo, me pediu para cobrar R$ 1,9 mil. Não dá mais para reajustar sem critério", analisa. 

Chance de fechar bons negócios

O assessor de imprensa, Leonardo Scheuer, de 25 anos, se surpreendeu com o preço que ele e dois amigos conseguiram no aluguel de um apartamento de dois quartos, no Fonseca. A locação custa cerca de R$ 900.

"Antes, eu morava em Itaboraí. Agora, estou perto das barcas para ir para o Rio, onde trabalho. Ando até lá e ganho qualidade de vida e economia. O lugar é tão amplo, que transformamos a sala em outro quarto. Procurei em muitos locais onde a média era de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil. Não imaginei que conseguiria algo com essas qualidades por valor acessível. Com o que eu gastava de passagem no mês, pago o aluguel", conta.

A massoterapeuta e esteticista Sueli Siqueira, de 43 anos, também foi feliz na sua escolha. Ela alugou imóvel de dois quartos e dependência, na Noronha Torrezão, em Santa Rosa, por cerca de R$ 1,4 mil. 

"É bem localizado e todo reformado. Tem quadra, churrasqueira, salão de festas. Levei quatro meses, mas achei. Na Boa Viagem e em Icaraí não encontrei por menos de R$ 2 mil", disse.

Compra - O preço dos imóveis esteve fixado abaixo da realidade de mercado por anos, e foi recuperado, conforme o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci), Manoel da Silveira Maia.

"É o momento de o futuro morador ditar o preço de compra e venda. Mas não há riscos na compra e venda, e o índice de inadimplências nos financiamentos de imóvel é de 1,5%, o que é muito razoável", declara.

A Abidon Nazareth Imóveis prevê período positivo nos próximos meses, "já que acabou a euforia de que 'vou comprar agora e vender para ganhar 50% de rentabilidade'". 

"O mercado volta a normalidade com negócios a preços justos, portanto, a compra de imóveis sempre foi e será a médio e em longo prazo, uma forma segura de aplicar o nosso dinheiro", explica André. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Apê com jeito de casa - FUN, LIVE, SUMMER (RIO DE JANEIRO) - NOVA ALAMEDA (NITERÓI)


Extra, Andréa Machado, 08/set

Até se casar, a enfermeira Gisele Cabral, de 28 anos, sempre morou numa casa. Já o marido, David, não queria mais viver num edifício. Enquanto procuravam um imóvel, pensaram: por que não comprar um apartamento de térreo, com área externa, e ter a sensação de estar numa casa? O sonho foi conquistado em 2010, quando encontraram um, no Rio Comprido.

- O David sempre teve vontade de morar numa casa, só que é mais cara. Compramos por R$ 130 mil, e hoje está valendo bem mais, em torno de R$ 300 mil - afirma Gisele.

No mercado imobiliário, apartamentos térreos são menos valorizados do que os demais. A regra é: quanto mais alto, mais caro. Rogério Quintanilha, gerente da administradora Apsa, afirma que esses imóveis custam de 25% a 35% menos (para compra e locação) do que outros do mesmo edifício.

- A maioria desses prédios com apartamentos no térreo é antiga, sem elevador. Por isso, o condomínio tende a ser menor, assim como o IPTU. Eles são muito procurados por pessoas de mais idade - diz Quintanilha.

Se o apartamento térreo tem área externa, o perfil de moradores se amplia. Jovens e famílias com crianças e animais de estimação entram no grupo de interessados, devido ao espaço.

Para Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, se o apartamento térreo tem área externa, ele pode ser até valorizado:

- Com área externa, se o prédio for antigo, pode ficar até o mesmo valor dos apartamentos comuns. Mas se for um lançamento, aí é diferente, fica de 20 a 30% mais caro que os apartamentos comuns.

Mesmo nos empreendimentos populares, a lógica do preço se mantém. No programa federal "Minha casa, minha vida", há cotas de unidades térreas que devem ser oferecidas, primeiramente, a idosos e deficientes. Segundo Rodrigo Resende, diretor comercial da MRV - uma das construtoras que integram o programa - , elas custam 4% menos do que as do segundo andar. Se têm área externa, no entanto, o valor sobe 5%.

Quando o andar de baixo vale mais

Comum nos prédios antigos e sem elevador, o apartamento térreo tem passado por uma repaginação e ganhado ares de casa com quintal, piscina e churrasqueira. Há cerca de cinco anos, o mercado imobiliário tem aproveitado o espaço no andar de baixo e invertido a lógica de que esses apartamentos são os mais baratos de um edifício. Com o conceito de apartment garden, as unidades valem até 35% mais do que um apartamento comum. Em média, custam R$ 600 mil

- Muitos já vêm com grama sintética e são arquitetonicamente mais evoluídos - diz Rubem Vasconcelos.

Vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider define o perfil de quem procura esses imóveis:

- Morar num apartamento com espaço, onde você pode ter uma churrasqueira, é visto como qualidade de vida. Talvez a pessoa não tenha a vista de um apartamento no alto, mas ela tem uma área que os outros não têm.

No lançamento do empreendimento Luar do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, as unidades do térreo foram vendidas rapidamente. Elas foram negociadas a partir de R$ 414.900.

- Hoje, sabemos que o apartment garden um produto muito bem aceito no mercado. São as primeiras unidades a serem vendidas. As pessoas procuram mais espaço, tempo ao ar livre para ter uma churrasqueira, por exemplo. É o resgate de ter uma casa com a segurança de um condomínio - explica Frederico Kessler, diretor de incorporação da Even no Rio.

Em Jacarepaguá, o Grupo Avanço Aliados, aposta no Magnific, com apartamentos de três quartos com suíte. No terraço, os moradores poderão construir piscina e churrasqueira. A construtora Santa Cecília oferece esses apartamentos no Lagoa Azul, em Jacarepaguá.

A Living Construtora, empresa do grupo RJZ Cyrela, oferece unidades térreas em diversos empreendimentos. É o caso dos residenciais Summer e Live, localizados na Estrada dos Bandeirantes; no FUN!, no Grande Méier; e no Nova Alameda, no Fonseca, em Niterói.

- Entre as principais vantagens desta tipologia, está o fator "quintal", que agrada em cheio aqueles que têm animais de estimação ou que moravam em casas e apreciam áreas ao ar livre. A facilidade e a praticidade de acesso, que dispensa o uso de elevadores e escadas, é um atrativo para idosos e pessoas com dificuldade de locomoção - Thiago Athayde, da incorporação da Living.


                                    PLANTA do SUMMER


FACHADA DO LIVE


Mesmo pertencendo ao imóvel, área externa no térreo segue regras do prédio

Mesmo que a área externa conste da planta do apartamento, o morador deverá se submeter às regras do edifício. Às vezes, pintura de paredes e troca de janelas podem ser decididas numa reunião com os condôminos.

- Acontece algumas vezes de a área ser do condomínio, mas com entrada exclusiva por um apartamento. Aí, as pessoas a transformam em propriedade. Mas, sendo do morador ou não, ele tem que respeitar as regras, independentemente do andar que mora - confirma Rogério Quintanilha, da Apsa.

A enfermeira Gisele Cabral sabe bem disso: as paredes de sua área têm que ser pintadas pelo condomínio e da cor que for definida na reunião:

- O máximo que poderei fazer, se não gostar da cor, é votar contra. Fora isso, podemos usar a área como quisermos. Temos projeto de deixar o local bonito e confortável, para receber as pessoas, e seguro para uma criança.

No prédio de Saulo Guedes, de 35 anos, não há muitas regras. Mas o representante de operações conta que, quando ele e a mulher decidiram colocar uma piscina de plástico para a filha brincar, fez uma proposta ao síndico, que não foi aceita:

- Queríamos pagar uma cota extra pela água da piscina, mas disseram que não seria necessário. E, quando fazemos churrasco, tomamos cuidado para não entrar muita fumaça na casa do vizinho.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Município de Niterói terá cinco mil casas populares até o ano de 2016



O Fluminense, 05/abr

Reafirmando o compromisso do seu governo de virar a página triste da tragédia das chuvas de 2010, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lançou na última quinta-feira o programa "Morar Melhor" que será responsável pela construção de 5 mil novas unidades habitacionais no município até 2016.  Segundo o prefeito, o programa é mais uma parceria firmada entre a Prefeitura de Niterói e o governo federal. Terão prioridade para morar nas novas unidades, famílias vítimas das chuvas em 2010 e que recebem aluguel social, além das pessoas que vivem em áreas de risco na cidade. Os investimentos serão de R$ 370 milhões, sendo R$ 350 milhões do governo federal e R$ 20 milhões da administração municipal.

"O Morar Melhor é integrado ao programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. É uma prioridade do meu governo e da cidade. Com o Morar Melhor, Niterói sai de uma postura ausente, passiva da sua Prefeitura, para uma atitude pró-ativa", disse o prefeito.
O prefeito afirmou que foi arquivado um projeto da administração passada que previa a construção de cinco mil unidades habitacionais no Sapê, na região de Pendotiba. Segundo ele, esse projeto contraria a política urbana e habitacional e que o objetivo é construir pequenos condomínios em diversas regiões da cidade.

No programa "Morar Melhor" estão previstos também cursos de capacitação profissional para as famílias beneficiadas e também a construção de moradias exclusivas para idosos e deficientes físicos.

O lançamento do programa "Morar Melhor" foi feito na presença do superintendente regional do Centro Leste Fluminense da Caixa Econômica Federal, José Domingos Correa Martins, que assinou com o prefeito o protocolo de intenções para a construção do primeiro dos empreendimentos do programa no bairro do Caramujo, na Zona Norte. Serão três prédios (dois com 232 unidades e o outro com 156). 

Segundo o secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcos Linhares, a meta para este ano é começar a construir 2.000 unidades e entregá-las no ano que vem. De acordo com Linhares, bairros de todas as regiões de planejamento da cidade (Leste, Pendotiba, Oceânica, Norte e Praias da Baía) vão receber empreendimentos do "Morar Melhor". Entre as localidades beneficiadas, além do Caramujo, estão o Fonseca, Bairro de Fátima e Engenho do Mato.

PAC das encostas

Rodrigo Neves falou ainda sobre a inclusão de Niterói no PAC das encostas que vai garantir o aporte de R$ 25 milhões do governo federal, dinheiro que será investido em obras de contenção de encostas no morro do Bonfim, no Fonseca, além do Caramujo e do Holofote. Citou também o início das obras de contenção também na rua do Machado, no Caramujo, e da licitação para o início das intervenções do morro do Palácio, no Ingá.

O superintendente da Caixa, José Domingos Correa Martins, elogiou a iniciativa do prefeito Rodrigo Neves de lançar o "Morar Melhor". "Esse programa é mais que um número, é mais que tirar as pessoas de condições de vida desumanas, e sim de plantar a semente para o futuro", afirmou.

O vice-prefeito Axel Grael disse esperar que, com as parcerias da Prefeitura com a Caixa, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o governo federal, Niterói consiga reverter a estatística de ter 2,2% das moradias onde não existe urbanização. Segundo ele, 10 mil moradias na cidade não possuem sequer banheiro.