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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Imóvel usado requer mais cuidados com estrutura

Folha de São Paulo, Mariana Desidério, 15/dez

Imóveis antigos têm a vantagem de serem maiores do que os lançamentos recentes e custarem menos em comparação com novos do mesmo tamanho, mas é preciso prestar atenção à estrutura do apartamento e ao estado de conservação do prédio antes de fechar o negócio.

O engenheiro Victor Ventura, da Ventura Consultoria, destaca que a fiação é um dos principais pontos a se ficar atento, por isso recomenda checar se não há fios expostos e como está a situação do quadro de luz - se não há sinais de curto-circuito, por exemplo.

A idade da fiação também deve ser levada em conta. "Depois de um tempo, o plástico que protege os fios começa a ficar quebradiço."

Verificar a situação das madeiras também é importante, pois podem ter infestação de cupins. "O comprador consegue ter uma ideia apenas batendo, para ver se está oca."

Os apartamentos de último andar merecem atenção redobrada, já que as infiltrações são mais comuns. É necessário desconfiar mesmo quando não há manchas aparentes.

"Para vender, a pessoa dá um banho de loja, faz uma pintura, e isso disfarça as infiltrações", alerta.

Por conta de questões como essa, é recomendável contratar um especialista para fazer uma vistoria.

"Não é um serviço caro e, muitas vezes, é o negócio da vida da pessoa, então é importante que ela tenha esse cuidado", diz Marco Dal Maso, diretor da Aabic (Associação de Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo). O serviço custa cerca de R$ 200 por hora.

Casas antigas merecem atenção redobrada do comprador

As casas antigas merecem ainda mais atenção do que os apartamentos, pois podem ter sido construídas sem a supervisão de um especialista.

Redes de decoração e reforma começam temporada de descontos

"Em geral, as construtoras de edifícios trabalham com engenheiros. Já as casas podem ter sido erguidas sem esse suporte", afirma o engenheiro Victor Ventura. Por isso, a recomendação é fazer uma pesquisa para saber quem construiu o imóvel.

Nas casas, o principal problema a ser observado pelo comprador são as rachaduras, segundo o engenheiro. "Trincas grandes e compridas são mais preocupantes. Se estiverem perto de uma viga, podem ser muito comprometedoras", diz, ressaltando que o risco de uma fissura só pode ser dimensionado por um especialista.

Outro ponto que merece atenção é o telhado. "Às vezes, há infestação de cupins no madeiramento, o que pode levar ao desabamento da estrutura."

Essa foi a principal reforma que o administrador Marcelo Cernuschi fez em sua casa. O imóvel, comprado em 2009, fica na Lapa, na zona oeste de São Paulo, próximo à linha férrea.

"Mudei o madeiramento do telhado e também troquei as telhas, pois havia infiltração", conta. Além disso, foi necessário fazer a troca da fiação elétrica. Cernuschi afirma que não se sabe ao certo a idade da casa, mas diz acreditar que é dos anos 1940.

Para ele, a escolha valeu a pena. A compra do imóvel ficou em R$ 230 mil, e as reformas saíram por R$ 15 mil. "Comprei de um casal que se mudou para o interior. Paguei uma pechincha", afirma.

Segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, essa é mais uma vantagem do imóvel usado: fazer negócio com pessoas comuns. "É diferente de lidar com uma incorporadora, inflexível na negociação."

Redes de decoração e reforma começam temporada de descontos

De olho no consumidor que quer redecorar a casa antes das festas de fim de ano ou logo no início de 2014, várias redes de móveis e de material de construção lançam promoções em que anunciam descontos de até 70%.

A Telhanorte promete redução de preços nas lojas da rede em Minas Gerais, São Paulo e Paraná até a próxima quinta-feira (19).

A Dicico tem produtos com abatimento no preço até quarta-feira (18). Na C&C, a campanha promocional vai até o dia 24.

Já a Leroy Merlin não informou o percentual de desconto. A rede lançou o Festival da Jardinagem, que termina também no próximo dia 24.

Segundo a assessoria da empresa, há 300 produtos em promoção, entre móveis para piscinas, equipamentos para jardinagem, churrasqueiras e flores.

No início do ano, a concorrência também deverá estar acirrada. Na Etna, são anunciados descontos dos dias 2 de janeiro a 9 de fevereiro.

No Lar Center, shopping na zona norte da capital paulista, a campanha vai de 17 de janeiro a 16 de fevereiro. Na rede Tok&Stok, as ações promocionais começam em 7 de fevereiro e terminam em 2 de março.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Fazer consertos antes de vender o imóvel pode valorizá-lo em até 20%

Pequenas reformas deixam melhor impressão ao comprador e a venda acontece mais rapidamente, afirmam especialistas


O GLOBO Publicado: 
Vale a pena pintar paredes e arrumar os azulejos antes da venda Foto: Reprodução da internet

Na hora de vender um imóvel, o que vale mais a pena? Consertar aquele azulejo quebrado do banheiro, dar um jeito na infiltração e trocar o trinco frouxo da porta ou vender do jeito que está mesmo?
Especialistas do mercado imobiliário do Rio afirmam que o melhor é arrumar antes de vender. Segundo eles, deixando tudo bem apresentável é possível conseguir até 20% a mais na venda, dependendo dos custos com as obras, que devem variar de 5% a, no máximo, 10% sobre o preço do imóvel.
O diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), Laudimiro Cavalcanti, acredita que pequenas obras são bons investimentos, pois ao ver um imóvel em más condições, a única coisa que o comprador terá em mente é a certeza de vai ter que gastar mais dinheiro ainda.
— A primeira impressão realmente é a que fica. Vale a pena o proprietário gastar de 8% a 10%, não mais que isso, para arrumar a casa em coisas como pintura, infiltração, troca de azulejos, janelas e torneiras. Agora, mudar um piso inteiro já não vale a pena, inclusive porque o novo comprador pode detestar — afirma Cavalcanti, que considera um retorno de até 15% sobre o valor do imóvel.
Edison Parente, vice-presidente comercial da Renascença Administradora, explica que um imóvel precisando de reformas pode se valorizar ou se desvalorizar, em média, até 20% do valor de venda. Para o diretor da Sawala Imobiliária, Sandro Santos, quem vende o imóvel não ganha tanto pela valorização, mas sim pela liquidez.
— Um imóvel reformado vende mais rapidamente. Se, no mesmo prédio, há um apartamento em excelente estado de uso e outro que precisa de obras, o que está em boas condições será vendido antes — ressalta Santos.
— Como a oferta de imóveis para venda é grande, o ideal é que se ofereça o imóvel em bom estado de conservação antes de vender, pois o período de vacância é bem menor, ou seja, não vai demorar tanto para vender. O imóvel estará competindo em igualdade com a grande maioria, que está em bom estado — completa Edison.