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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Construção civil se expande

O Dia, Aurélio Gimenez e Stephane Tondo, 14/ago

Todos os segmentos relacionados à Construção Civil se reúnem de hoje até sábado na Feira Construir Rio 2013, que ocorre no Riocentro. O evento, que já está na 19ª edição, tem como objetivo apresentar as novidades do mercado aos profissionais que atuam no setor, além de promover novos negócios.
Este ano, o diferencial fica por conta da tecnologia e da sustentabilidade, presentes tanto nos produtos quanto nas palestras. Além disso, a capacitação profissional ganha cada vez mais importância, com sorteio de bolsas de estudo e um estande do Sebrae/RJ que simula uma loja de material de construção, onde será oferecido treinamento para comerciantes e vendedores.
De acordo com Victor Montenegro, diretor de negócios da feira, para esta edição a expectativa é de 50 mil visitantes e faturamento de R$ 110 milhões em contratos, um crescimento de aproximadamente 20% com relação ao ano passado.
"A Construção Civil está em crescimento. Muitas áreas da cidade estão sendo revitalizadas. como a Região Portuária, e há muito desenvolvimento na Zona Oeste, principalmente Barra, Recreio e Jacarepaguá", avalia o diretor.
O evento é aberto a todos os interessados: de lojistas a construtores, fabricantes e profissionais, como engenheiros e arquitetos, além do consumidor final.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Construtoras investem em tecnologia de ponta voltada para segurança

O Fluminense, Lislane Rottas, 1/ago

O aumento da violência nas grandes cidades faz com que construtoras invistam em alta tecnologia para garantir uma segurança eficaz nos imóveis. Equipamentos de segurança ativados por toque, fechaduras eletrônicas, câmeras de alta resolução, sensores de movimento e leitores faciais estão entre os serviços e produtos mais pedidos. 

Segundo Francisco Gerotica, gerente comercial da Alphaville, a disponibilidade dos condomínios em oferecer segurança aliada à tecnologia, pode ser um fator decisivo na hora da compra de um imóvel.

"Este componente é muito procurado devido ao aumento da violência no país. Por isso, a tecnologia é extremamente importante para tornar os residenciais mais seguros, com fácil monitoramento pelos moradores. O uso de tecnologia é a responsável por não haver assaltos dentro dos nossos imóveis", garante.

Ele conta que as ferramentas tecnológicas fazem parte do planejamento do projeto e não afetam de forma significativa os preços dos imóveis.

"Os clientes demonstram estar dispostos a pagar um pouco mais por conta da segurança. É exatamente este fator que atrai o público para adquirir um imóvel nosso. Através de uma gestão participativa, os moradores são responsáveis por seguir o plano diretor e estruturar a segurança dos empreendimentos", comenta.

A João Fortes Engenharia aposta nos serviços tecnológicos para imóveis comerciais com o intuito de atender às solicitações dos empresários.

"Queremos atender o empresário e profissional liberal que busca segurança, tecnologia, comodidade e conforto", revela Jorge Rucas, diretor de negócios de Niterói.

Ele destaca que também existe a opção de instalação de um sistema de segurança perimetral no edifício.

"O sistema conta com sensores infravermelhos, monitoramento dos acessos principais do empreendimento, Circuito Fechado de TV e controle de acesso através de catracas automatizadas, com cadastro de frequentadores em banco de dados através de webcam na recepção", descreve.

 

Praticidade - Entrar em casa sem precisar de chaves, utilizando apenas a identificação biométrica já é realidade nos imóveis da construtora Rossi. A biometria digital permite ao usuário ter acesso a sua residência por meio de escaneamento das impressões digitais em uma fechadura especial.

Outra empresa que também utiliza a fechadura biométrica é o grupo Avanços Aliados. Além desta tecnologia, os moradores de alguns empreendimentos dispõem de uma central de automação.

"Esse sistema permite que moradores, com apenas um controle remoto, acionem abertura e fechamento de cortinas, ar-condicionado, e iluminação. Além disso, se tiver câmeras instaladas em sua residência, o cliente poderá monitorar estes equipamentos à distância por meio de smartphone e tablet, diz a gerente de marketing da empresa, Erika Moulin.

De acordo com Rogério Alberto, diretor de comunicação da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), para que realmente a tecnologia aja a favor do condomínio é preciso ter organização e um plano de ações. 

"Às vezes o número de câmeras não importa e sim o posicionamento de cada uma. Essa é a importância de um consultor de segurança realizar a análise de risco. Ele determinará onde são os pontos mais vulneráveis e quais os equipamentos realmente necessários para o local. Com base nessa avaliação, um projeto de segurança deverá ser criado e discutido com o síndico do condomínio", explica.

Para orientar administradores de condomínios e síndicos, a Abese disponibiliza uma cartilha completa sobre segurança eletrônica e quais as melhores opções de equipamento que devem ser utilizados em cada ocasião e tipo de prédio. 

 

Inovação - Entre as novidades deste mercado está um aparelho que identifica e grava a voz de quem está tentando abrir a porta. Segundo o gerente comercial da Azand Equipamentos Eletrônicos, Wilson Azand, os condomínios e edifícios comerciais são os grandes compradores desse equipamento.

"Além de identificar a voz, esse equipamento permite filmar o rosto claramente e, por ser simples de manusear, dispensa grandes conhecimentos de informática", comenta Azand.

Outra novidade é o sistema "antiarrastão", fornecido pela empresa Siemens, que é composto por câmeras com softwares instalados que detectam movimentação em áreas estratégicas, como a guarita ou a sala de segurança do condomínio. 

"Quando um botão de alarme é acionado ou alguém entra no ambiente, as imagens geradas são enviadas automaticamente à central de segurança da empresa. A transmissão de imagens permite que o cliente as visualize pelo telefone celular ou pela internet", acrescenta Ricardo Polli, gerente da Siemens.

Ele afirma que uma vantagem da inteligência de vídeo é detectar um tumulto sem que o operador precise olhar as imagens continuamente.

"Uma opção para condomínios é uma câmera com infravermelho que faça gravação de imagens noturnas", completa Ricardo. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Varal com controle remoto e fogão com Wi-Fi levam inovação para casa


Valor Econômico, Daniela Madureira, 11/jul

A palavra inovação geralmente sugere pesquisas avançadas em áreas como medicina e engenharia espacial, mas o resultado concreto do trabalho de muitos pesquisadores pode estar bem mais perto das pessoas comuns - na cozinha de casa e até na área de serviço.

É o caso de um ferro pressurizado da Philips que pode ser deixado até cinco minutos sobre a peça de roupa, sem queimá-la. Ou de um aspirador de pó da Electrolux cuja escova de fibras eletrostáticas "suga" a sujeira dos cantos mais difíceis. A Brastemp criou um fogão se comunica com o sistema Wi-Fi da casa e avisa o cozinheiro, pelo smartphone, quando o prato está pronto. E uma panela batizada com o nome do "chef" Jamie Oliver, também da Philips, usa um braço motorizado para movimentar o alimento, permitindo que o mestre-cuca faça outras tarefas enquanto a comida está no fogo.
O fogão Ative Smart Cook, para os consumidores mais conectados O fogão Ative Smart Cook, para os consumidores mais conectados



Essas novidades saem de centros de pesquisa e desenvolvimento nos quais tecnologia e design não são os únicos itens considerados. Para os especialistas é igualmente importante levar em consideração as mudanças de comportamento do consumidor.

No Brasil, a exemplo do que já ocorre nos Estados Unidos e na Europa, uma das maiores preocupações é criar produtos que permitam à classe média se virar sozinha em casa, à medida que as empregadas domésticas e diaristas ficam mais raras. Em média, os fabricante de linha branca e eletroportáteis estão direcionando entre 6% e 7% do faturamento global para criar esse tipo de inovação.

"A nova legislação para a contratação de empregadas domésticas está mudando o jeito como os consumidores cuidam da casa e eles mesmos passam a assumir mais tarefas", afirmou ao Valor o vice-presidente da divisão de consumo da Philips, Cyro Gazola. Em abril, foi sancionada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que ampliou o direito trabalhista das domésticas, tornando mais caro o serviço dessas profissionais.

A Philips instalou no Brasil um de seus quatro centros globais de desenvolvimento de produtos. Os demais estão em Amsterdã (sede da empresa), Xangai e Nova Déli. A companhia investe em inovação 7% do seu faturamento anual, de € 24,8 bilhões em 2012. No centro de pesquisas brasileiro, localizado em Varginha (MG) e anexo à fábrica da companhia, estão em gestação criações voltadas aos mercados emergentes, como a linha Daily, de eletroportáteis com preços mais competitivos. A companhia investiu R$ 20 milhões na ampliação da fábrica no ano passado.

O interesse do público nos processadores - aparelhos que picam, ralam, trituram, batem massa e têm função de liquidificador - é visto como um indicador dos novos donos de casa em busca de facilidades. "As vendas mais que dobraram no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado", disse Gazola. No fim de 2012, chegou a faltar produto no mercado. As mudanças nos processadores envolvem até a concepção de modelos mais "enxutos", que ocupem menos espaço na cozinha.

Com o ferro pressurizado, a Philips pretende inaugurar uma nova categoria no país. O produto usa uma tecnologia batizada de Optimal Temp, que garante temperatura única para todos os tipos de tecido. "O ferro passa duas vezes mais rápido comparado a um convencional", afirmou Gazola.

Para Adriana Gimenes, gerente de produto da Electrolux, uma característica fundamental é que os novos produtos tenham um uso intuitivo. "Ninguém quer perder tempo lendo manual", disse a executiva. Com a panela elétrica de pressão Chef, a empresa quer conquistar consumidores que evitam a panela de pressão por medo que ela exploda. O produto tem nove dispositivos de segurança e oferece funções adicionais, como cozinhar, fritar, refogar, preparar molhos e aquecer. É possível programá-la até 99 minutos antes do início do cozimento. Depois de concluído o preparo, a panela passa automaticamente a aquecer o alimento, por até 12 horas.


A Electrolux mantém um centro de desenvolvimento e pesquisa em Curitiba, onde a atenção é concentrada em produtos com preços mais competitivos. "Foi em Curitiba que desenvolvemos o liquidificador com lâminas removíveis, para não machucar o consumidor, uma ideia que hoje é exportada para outros países", disse Adriana.

Na Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, cerca de um quarto das vendas no Brasil vêm de produtos considerados inovadores, lançados há um ano. Uma das maiores apostas da empresa em 2013 é o fogão conectado. O usuário baixa um aplicativo no seu smartphone, pelo qual tem acesso a 38 receitas. Esse conteúdo é transferido para a "memória" do fogão, via rede Wi-Fi. O consumidor seleciona a receita por meio do painel com tela sensível ao toque e o fogão já sabe quanto tempo precisa para pré-aquecer, assar, gratinar e desligar.

Cada fase é informada, via smartphone, ao usuário, que também pode memorizar no eletrodoméstico seu jeito preferido de fazer uma receita, como o tempo certo para dourar, por exemplo.

Esse é o segundo produto da marca com o conceito de conectividade. No ano passado, a empresa lançou um refrigerador da Brastemp dotado de uma "central inteligente", que permite gerenciar a validade dos alimentos, além fazer e compartilhar listas de compras por meio de um aplicativo. O refrigerador gera um "QR code", um espécie de código de barras, que é lido pelo smartphone. O aplicativo permite gravar os telefones de serviços de entrega, entre outros, eliminando os ímãs de geladeira.

Neste mês, a gaúcha CS Eletro vai lançar na Eletrolar - feira de eletrodomésticos e eletroeletrônicos que será realizada entre os dias 15 e 18, em São Paulo - um varal comandado por controle remoto: o produto tem luz, ventilador (para ajudar a secar a roupa) e traz, em uma de suas versões, uma lâmpada germicida para esterilizar as roupas. Além disso, o varal desce a até um metro do chão. "É prático principalmente para os mais velhos, que não precisam se esforçar", disse o diretor da CS Eletro, Roberto Fagundes. As crianças não vão se pendurar no produto para brincar. "O varal para de subir se houver esse tipo de pressão".