terça-feira, 4 de setembro de 2012

Tivoli inaugura resort residencial e mira Brasil para a Copa




Brasil Econômico, 04/set

Grupo português foge da crise na Europa e investe no país em busca de novas oportunidades no mercado imobiliário
Com investimento de R$ 72 milhões, o Tivoli Hotels & Resorts entrega neste mês o primeiro condômino de luxo do grupo português, que até então atuava apenas no ramo hoteleiro. O projeto surgiu há dois anos como teste para a empresa que pretende ampliar os negócios.
Com 14 hotéis, sendo 12 em Portugal e dois no Brasil, o grupo escolheu o país por causa do paisagismo local e, estrategicamente, por conta do terreno disponível ao lado do Ecoresort Praia do Forte, que fica no litoral do mesmo nome, na Bahia. O Tivoli Ecoresidences Praia do Forte possui 42 casas, que já serão entregues prontas. De acordo com o diretor de operações do grupo, João Eça Pinheiro, a escolha em não vender lotes e sim propriedades foi por praticidade. "Não queríamos fazer apenas um projeto e sim entregar uma obra de arte", disse Pinheiro.
O condomínio já tem 70% das casas compradas, na sua maioria por hóspedes frequentes do resort, que é totalmente integrado ao condomínio. Os proprietários terão acesso às piscinas, lavanderia, entre outros serviços do hotel de luxo já instalado na região. Ovalor médio de uma propriedade no espaço é de R$ 2 milhões.
O desenvolvimento do Brasil nos últimos anos e o aumento do poder aquisitivo da população está fazendo com que o grupo português olha mais de perto para o país. Fugindo da crise na Europa e dos investidores falidos, o Tivoli vê nos brasileiros o melhor cliente no momento. "Com o passar dos anos, o perfil do nosso público inverteu. Estrangeiros estão vindo menos para o nosso resort e paulistas estão invadindo nossos quartos", afirmou Pinheiro.
O grupo informou que não tem previsão de novos investimentos no país e também não há intenção de abrir novos hotéis no próximo ano. Porém, Pinheiro informou que há cinco anos, o grupo Tivoli Hotels & Resorts tem investido em reformas aqui no Brasil de olho também nos campeonatos esportivos que irão acontecer mos próximos anos. O resort na Bahia já foi escolhido entre os três estabelecimentos que irão receber seleções na Copa do Mundo em 2014. "Nós estamos a 40 minutos do aeroporto. Nosso ponto é bom pra a Copa, Olimpíadas e para o dia-a-dia", afirmou o diretor.

Recuperação da Praça Tiradentes traz à tona discussão sobre mudança de perfil da área




De dia, escritório; à noite, cabaré

O Globo, Ludmilla de Lima, 04/set

Do alto do seu cavalo de bronze, Dom Pedro I já viu acontecer de tudo um pouco na Praça Tiradentes. Em 150 anos, passaram, diante da estátua, Bidu Sayão criança; o maestro Carlos Gomes; os espetáculos do Teatro de Revista; os encontros na tipografia de Paula de Brito, que reunia grandes nomes da literatura brasileira, a começar por Machado de Assis; os últimos momentos de Chiquinha Gonzaga e as filas para entrar na Estudantina nos anos 1980. O monumento também testemunhou a praça mergulhar em decadência nas últimas décadas. E o que será que os olhos do imperador verão nos próximos anos? Recentemente revitalizada e sem os gradis que a separavam do povo, a Tiradentes agora busca nova vocação, que também pode representar um retorno ao passado glorioso. O empresário Armando José da Costa Dias, de 48 anos, diz que o comércio está meio perdido, e a praça sem um perfil definido. Ele representa nada menos que a terceira geração da família que comanda a sapataria Tic Tac, na Tiradentes desde 1919.
- Estamos num período de transição - explica Armando diante da promessa de novos investimentos para a praça, que incluem um cabaré voltado para o Teatro de Revista e até um hotel cinco estrelas (o primeiro do Centro do Rio). - É preciso que a circulação volte à praça. Perdemos gente com a retirada dos pontos de ônibus. Mas isso pode ser compensado com a vinda de novos empresários.
O anúncio da ocupação de alguns edifícios históricos, hoje malconservados, parece trazer ânimo para quem já aposta na praça há tempos. Isnard Manso, presidente da associação Polo Novo Rio Antigo e fundador do Centro Cultural Carioca, continua acreditando na área: há um ano, ele abriu o Gaspar, bar e braseiro que hoje ajuda a movimentar a região também à noite. O negócio funciona próximo ao Teatro João Caetano, num casarão de três andares que também abriga a companhia de dança de Isnard.
- A praça está à espera de empresários mais audaciosos, que ajudem a mudar a ocupação do local - afirma Isnard, que defende incentivos fiscais para atrair novos empreendimentos.
Cabaré de R$ 1 milhão deve ser aberto em 2013
Ele é do time que acredita na velha praça - a dos teatros, cafés e restaurantes, movimento que teve seu apogeu no século XIX. O empresário Plínio Fróes, do Rio Scenarium, abrirá, no fim do ano que vem, um cabaré na Tiradentes, voltado para o Teatro de Revista e com papel também de casa noturna. O negócio abrangerá dois casarões interligados, que já tiveram suas fachadas recuperadas. As obras, que incluem refazer toda a parte interna, praticamente em ruínas, custarão R$ 1 milhão.
- Não vamos repetir nenhuma receita do que fizemos até hoje e vamos evocar o passado da Praça Tiradentes. Para isso, nada melhor do que desenvolver a vocação da praça no passado, que era dos cabarés e do Teatro de Revista.
O empresário ainda adquiriu um terceiro imóvel, que ele pretende usar para eventos fechados. Mas o mais novo investimento anunciado é o da transformação do Hotel Paris num cinco estrelas. Para repaginar o antigo ponto de prostituição, os irmãos François-Xavier e Jacques Dussol gastarão R$ 10 milhões. Perto dali, o Centro de Referência do Artesanato, do Sebrae, prepara-se para expandir sua área para o Solar do Visconde do Rio Seco, a mais antiga construção da praça (do final do século XVIII), tombada pelo Iphan, e há anos desocupada pelo estado. Numa estimativa do Sebrae, que tem agora a concessão do endereço, serão gastos R$ 50 milhões nas obras de recuperação, que começam no ano que vem e ficam prontas para a Copa de 2014.
A vida noturna na Praça Tiradentes tende a ganhar novas opções e público, mas a vontade da prefeitura é que a característica da área seja a mais diversa possível. Animado com o projeto do Sebrae, o arquiteto Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, diz que o município trabalha para que a noite não sejo o principal atrativo. Para ele, a recente instalação de dois escritórios de design e um de advocacia contribui para essa linha.
- A gente não pode deixar que a Praça Tiradentes reproduza o modelo da Lapa, onde a setorização noturna traz muitos problemas de gestão urbana e afasta a população fixa. A praça tem potencial de manter a diversidade de usos, de atrair mais gente para morar, além de empresas e comércios - diz Fajardo.
Marcos Corrêa, diretor do Espaço Acústica - endereço que promove festas há dois anos e que hoje realiza um debate, às 18h, sobre o futuro da Tiradentes e da Lapa -, afirma que a área tem potencial para se unir à Rua do Lavradio e atrair negócios no campo da cultura. Para ele, é preciso que a Tiradentes seja ocupada, especialmente à noite:
- Hoje é impossível fazer qualquer coisa na Praça Tiradentes numa quarta - diz Corrêa, que, aos poucos, vê os ambulantes invadirem a praça nas noites de festa, na falta de estabelecimentos noturnos.
Uma coisa é certa: independentemente de quem chegue, o novo e o antigo serão vizinhos. A começar pela Estudantina, cujo fantasma do despejo foi afastado com o tombamento. A casa continuará mantendo a tradição das gafieiras na praça, enquanto o João Caetano e o Carlos Gomes preservarão a dos teatros. Este último passa por uma restauração, que custará R$1,7 milhão ao município. Segundo o secretário municipal de Cultura, Emílio Kalil, o público ganhará a fachada de volta, hoje ocupada pelos banners dos espetáculos:
- A fachada é totalmente descaraterizada a cada espetáculo. Isso não vai ser mais possível. Vamos instalar um grande painel de LED, mais fino e adequado, que possibilitará a leitura dos espetáculos.
Na última sexta, a Orquestra Tabajara se apresentou na praça. Na próxima, haverá um baile com o Cordão da Bola Preta. Kalil conta que a mudança de dia foi estratégica:
- No domingo, se faz sol, as pessoas não vão até o Centro. Sábado é mais de programas em bares e restaurantes. Fazer o projeto no início da noite de sexta cria uma agitação, um grande happy hour.
Assim como os espectadores dos teatros e os amantes da música, os jogadores de sinuca ainda têm seu espaço na praça. O Bilhares Guanabara, por onde circularam grandes jogadores, mantém sua tradição, só com um detalhe novo: o almoço a quilo durante a semana, e a feijoada aos sábados. O aposentado Afonso Thiago, de 74 anos, bate ponto no bilhar nas tardes de quinta, quando revê os amigos .
- A praça não mudou nada, só tiraram as grades - comenta.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Crédito imobiliário ganha mais agilidade




Folha de São Paulo, Mariana Sallowicz, 12/ago

O forte crescimento do crédito imobiliário durante os últimos anos fez com que os bancos concentrassem esforços para reduzir a burocracia nessas operações, que estão entre as mais complexas do sistema financeiro. O total financiado com recursos da poupança aumentou quase 45 vezes entre 2002 e 2011, quando chegou a R$ 79,9 bilhões, de acordo com dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). A previsão é encerrar este ano com R$ 95,9 bilhões.

As instituições discutem o registro eletrônico e a padronização dos contratos.

"A ideia é transmitir, por meio de um sistema, o contrato para o cartório, que o devolve da mesma forma", diz Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip.

Assim, o comprador não precisará levar o documento pessoalmente até o cartório, esperar dias para que seja feito o registro na matrícula do imóvel e depois voltar ao banco com os papéis.

Após a mudança, a previsão é que essa etapa seja cumprida em uma semana -o prazo médio hoje é de 30 dias. As discussões sobre a alteração tiveram início no ano passado, mas ainda não há prazo para a entrada em vigor.

O presidente da Arisp (Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo), Flauzilino Araújo dos Santos, diz que o maior entrave é a necessidade da assinatura eletrônica dos envolvidos.

"Estamos avaliando a possibilidade de somente o banco assinar eletronicamente. Faríamos a mudança na escritura com base no documento enviado por ele", diz.
Há, no entanto, que ser estudada a validade jurídica dessa operação.

Os bancos querem também padronizar os contratos, para viabilizar o registro eletrônico. "Com um único formato nos contratos, ficará mais fácil a transmissão dos dados", diz Lazari Junior.

MUDANÇAS

O prazo e o número de documentos pedidos para o financiamento vêm caindo, segundo a Abecip. Há cinco anos eram solicitados cerca de 45 documentos. Atualmente, a média é de dez itens -há variações por instituição.

Em relação ao tempo de aprovação após o envio dos papéis, os bancos estimam uma média de 15 dias, ante os 60 dias de 2007.

Apesar das melhoras, os mutuários ainda reclamam da burocracia. O empresário Adiel Henrique, 38, quase perdeu a compra de um imóvel por causa da demora na aprovação do crédito.

Contando com o dinheiro que receberia, o vendedor atrasou três prestações de outro apartamento. "O meu crédito foi rejeitado por causa da dívida dele, que era com o mesmo banco", lembra.

O empresário precisou recomeçar todo o processo de aprovação do financiamento em outra instituição, que disponibilizou os recursos com mais agilidade. "Corri o risco de perder o negócio porque o vendedor voltou a colocar o apartamento à venda."

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

TIJUCA E VILA ISABEL - VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA

 
 
 
Os bairros da Tijuca e de Vila Isabel, na zona Norte do Rio, vivem uma ''disputa'' de preços dos imóveis desde 2010. Com características similares, o valor do metro quadrado vem se elevando em ambos, e a valorização ficou em 130,7% e 131,2%, respectivamente. Segundo Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi/Rio, contribuiu para isso a instalação de UPPs na região. ''O público da Tijuca, que tem melhor infraestrutura, também se dispõe a pagar um pouco mais'', frisa.

Estabilização

A maior diferença percentual (36,29%) ocorreu em março de 2010, quando o valor do metro quadrado chegou a R$ 2,629, na Tijuca, e a R$1,929 no bairro vizinho. Hoje, esses valores estão em R$ 5,670 e R$ 4,617. A tendência agora é de acomodação de preços.
 
 
 
 
Jornal do Commercio, Marcia Peltier, 10/ago

Os 10 bairros onde o aluguel mais subiu no Rio de Janeiro.

1. Centro

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 85,1%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 29,43

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 15,90

Motivações da valorização: Segundo Leonardo Schneider, o Centro era uma região preterida pela população, mas voltou a ser procurada depois do início de alguns projetos de revitalização. "Com toda a movimentação na região e com o projeto Porto Maravilha (de revitalização da área portuária) o Centro volta a ser procurado. E também, com as complicações no trânsito, as pessoas estão buscando moradias na região para facilitar o acesso ao trabalho", comenta.

2. Méier

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 42,1%
Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 16,47

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 11,59

Motivações da valorização: Segundo Schneider, a zona norte no geral e o bairro do Méier em particular foram bastante beneficiados pela política de pacificação das favelas. Agora é mais seguro morar na região. "O bairro está sendo revitalizado e tem recebido diversos empreendimentos imobiliários. Hoje há uma quantidade considerável de imóveis", diz. Ele também conta que o aumento da renda da população tem pressionado o crescimento da procura por aluguéis no tradicional bairro da Zona Norte carioca. "O Méier é uma boa alternativa para quem ainda não consegue morar nas regiões mais nobres por ter um bom custo-benefício", explica.

3. Vila Isabel

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 28,4%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 21,87

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 17,04

Motivações da valorização: Conforme explica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio, o endereço da boemia na Zona Norte do Rio era muito traumatizado pelo tráfico de drogas no Morro dos Macacos. Com a pacificação da comunidade, o bairro de Noel Rosa voltou a ser valorizado. "É uma região muito próxima à Tijuca, muito bem localizada. Antes da pacificação, o valor do metro quadrado era baixo, e o bairro vivia em um completo abandono em matéria de investimentos imobiliários. Mas agora Vila Isabel vem sendo revitalizada", diz Schneider.

4. Jacarepaguá
Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +21,9%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 17,63

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 14,47

Motivações da alta: O bairro de Jacarepaguá, segundo Leonardo Schneider, tem alguns dos mesmos atributos que a Barra da Tijuca, mas é mais econômico. "Jacarepaguá fica na mesma reta que a Barra da Tijuca, mantém os padrões de empreendimentos da Barra, mas é uma opção com preços mais baixos", diz. Ele também acrescenta que a região está aquecida por causa de projetos da Copa do Mundo e das Olimpíadas que estão sendo realizadas na Zona Oeste da cidade.

5. Lagoa

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +19,7%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 53,74

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 44,90

Motivações da valorização: "A Lagoa é um bairro muito central do Rio e tem um belo visual e alta qualidade de vida", explica Leonardo Schneider. Ele atribui a valorização do bairro de alto padrão da Zona Sul carioca ao fato de a região ser tão agradável quanto Leblon e Ipanema e ainda assim ter valores de aluguéis mais baixos.

6. Tijuca

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +18,9%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 25,37

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 21,34

Motivações da valorização: A Tijuca, assim como os outros bairros da Zona Norte nesta lista, é outro caso de região beneficiada pela instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas favelas do bairro. "A Tijuca é cercada por morros e comunidades. Com a pacificação, o bairro ficou mais valorizado. É um bairro muito tradicional da cidade e tem as vantagens de ter bastante opção de comércio e acesso ao metrô", explica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio.

7. Barra da Tijuca

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +18,8%
Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 35,04

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 29,50

Motivações da alta: A valorização dos aluguéis na Barra da Tijuca pode ser explicada sobretudo pelo fato de o bairro da Zona Oeste ser um dos mais contemplados pelos investimentos relacionados à Copa do Mundo e às Olimpíadas, segundo Leonardo Schneider. "Diversos projetos estão previstos para o bairro, como os projetos de transporte. É o caso da nova linha do metrô, que ligará a Barra à Zona Sul da cidade, e alguns outros projetos que já chegaram, como o BRT, linha expressa de ônibus já em funcionamento que liga a Barra ao bairro de Santa Cruz. A região vive uma pujança econômica muito grande", comenta.

8. Gávea

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +18%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 49,88

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 42,27

Motivações da alta: De acordo com Leonardo Schneider, o bairro de alto padrão da Zona Sul é bem localizado, e agrada por ter opções de comércio e um shopping center. "É um bairro que também tem muitos artistas e formadores de opinião. Tudo isso acaba gerando maior procura pelo bairro e o torna uma alternativa à região do Leblon", afirma.

9. Leblon

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 17,3%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 61,39

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 52,33

Motivações da valorização: De acordo com os dados do Secovi, o bairro da Zona Sul teve o maior preço médio do metro quadrado do aluguel em julho. Para Scheneider, a valorização do Leblon está muito associada a uma questão de status do bairro. "O preço do metro quadrado no bairro é muito alto, hoje é o carro-chefe do Rio de Janeiro. Todo mundo que tem dinheiro quer morar no Leblon. O bairro tem bons restaurantes, praia, segurança, opções de lazer e morar lá é uma questão de glamour", avalia.

10. Ipanema

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 16,3%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 60,57

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 52,33

Motivações da valorização: Assim como Leblon, a vizinha Ipanema é um bairro mais voltado a pessoas com um padrão de renda mais elevado, segundo Schneider. "Ipanema é um bairro com comércio, muito tradicional, voltado a um público mais despojado, e muitos estrangeiros têm buscado locações no bairro, o que contribui para a valorização dos aluguéis", justifica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio.

 


Exame online, 09/ago

Secovi Rio: urbanização deve ser prioridade

O próximo prefeito do Rio de Janeiro deve focar na urbanização de áreas na periferia. A afirmação é do presidente do Sindicato da Habitação do Estado do Rio de Janeiro (Secovi Rio), Pedro José Wähmann, que, em visita ao Jornal do Commercio, falou a respeito do caderno de intenções do segmento imobiliário elaborado pela organização e entregue aos candidatos a prefeito. Segundo ele, a urbanização dessas regiões e posterior integração ao restante da cidade por meio da rede de transporte público cria oportunidades para o setor imobiliário.

"Há regiões no Rio com potencial para gerar habitações de nível adequado para populações de rendas mais baixas, para famílias das classes C, D e E", afirmou o executivo, citando bairros no entorno da Avenida Brasil que já estariam bem integrados ao sistema de transporte. "Precisa-se cuidar da urbanização dessas áreas para estimular a chegada de novos empreendimentos de qualidade."

Segundo o presidente, o objetivo do sindicato ao entregar os documentos aos candidatos é manter aberta a linha de comunicação com a Prefeitura. Além do estímulo à urbanização de áreas degradadas, o executivo cita como prioridade a preservação do parque histórico do Rio e reformas nas legislações para o setor imobiliário, reduzindo impostos no nível municipal.

Além da área no entorno da Avenida Brasil, Wähmann aponta a Zona Portuária como um local onde habitações teriam boa receptividade. O executivo argumenta que o Centro é um dos poucos no mundo sem área habitacional de tamanho correspondente ao seu número de trabalhadores. "Na área de revitalização do porto, a parte que for reservada para habitação terá uma aceitação muito grande pelo mercado", avaliou.

Apesar de esperar um movimento de moradores de outras regiões para o Centro, Wähmann não acredita, porém, em especulação imobiliária. "Todos os terrenos já estão mais ou menos comprometidos dentro do Plano Piloto", disse.

O executivo avalia também que o preço dos imóveis no Rio deverá se manter estável, por conta de maior cautela por parte das construtoras e dos compradores. A época de elevação acelerada no preço dos imóveis, de acordo com ele, estaria chegando ao fim.

"O Rio ficou por muito tempo estagnado, sem novos empreendimentos. O que ocorreu nos últimos anos foi uma grande recuperação nos preços", afirmou, descartando a possibilidade de bolha imobiliária.

Outro problema enfrentado pelos cidadãos fluminenses, o atraso na entrega de empreendimentos por parte das construtoras, também estaria perto de ser solucionado. Na opinião de Wähmann, o que houve foi um descompasso entre o número de lançamentos de unidades habitacionais e a capacidade da mão de obra em executar o que foi prometido. De acordo com ele, com a diminuição no ritmo dos lançamentos, a adequação da situação deve se dar em um ano e meio.
 
Jornal do Commercio, 10/ago