sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Prédio pode gerar 100% da energia que consome

O Globo, Morar Bem, 28/dez

A adaptação às condições climáticas foi o ponto de partida para a construção do EcoCommercial Building da Bayer, em São Paulo. O prédio, na verdade um centro de convivência localizado na sede da empresa, no bairro Socorro, pode ser o primeiro do país a gerar 100% da energia que consome. Não à toa, acaba de ganhar a certificação Leed Platinum, o mais alto nível do selo internacional concedido pelo Green Building Council (GBC).

- É mais uma conquista da indústria nacional da construção sustentável. O alinhamento entre projeto, técnicas construtivas responsáveis e tecnologias aplicadas foi maximizado de modo a permitir que o prédio conseguisse o maior nível da certificação internacional - elogia Felipe Faria, diretor do GBC Brasil.

Para chegar a esse resultado, o projeto levou em consideração diversos fatores. A iluminação natural, por exemplo, foi aproveitada ao máximo. O edifício ganhou brise-soleil, fachadas de vidro com películas que reduzem o calor e diversas aberturas para entrada de luz. Sensores de presença e da luminosidade externa determinam o momento de acender, e intensificar, as luzes. E uma miniusina solar foi instalada para gerar energia para abastecer o local.


SISTEMA DE AR PAGOU POR USINA SOLAR

A ventilação cruzada e o sombreamento também foram aproveitados. Com isso, a necessidade de uso de aparelhos de ar condicionado foi eliminada em 95% do prédio. Apenas a sala de reunião, que muitas vezes deve permanecer fechada, conta com o sistema.

- Além de diminuir os gastos durante o uso dos aparelhos, isso gerou enorme economia durante a obra. O sistema de ar condicionado custaria R$ 150 mil. Gastamos R$ 90 mil na instalação das placas fotovoltaicas e ainda sobraram outros R$ 60 mil para investir em outras necessidades da obra - conta Fernando Resende, gerente do EcoCommercial Building, no Brasil.

Localizado numa área arborizada do terreno, o prédio foi projetado de forma que nenhuma árvore fosse arrancada. Ao longo da edificação, que tem cerca de 600 m², é possível ver dez árvores. Para que não fossem prejudicadas, além de aberturas no teto para que seus galhos continuem se expandindo, o prédio foi erguido sobre uma plataforma de madeira a dez centímetros do chão, o que permite que a água da chuva penetre na terra e as raízes cresçam sem interferir na estrutura do prédio.

Além disso, o paisagismo foi feito apenas com espécies nativas, já acostumadas à quantidade de chuvas da área, que fica próxima à represa de Guarapiranga - até agora, a que menos sofre com a seca que atinge São Paulo.

ECONOMIA DE 94,8% DE ÁGUA POTÁVEL

A chuva, aliás, é outra aliada da edificação. O prédio tem tanto um sistema de captação da água da chuva quanto o de reaproveitamento das águas cinzas. E como o uso de água potável está restrito às pias, a economia chega a 94,8%. São dois reservatórios: um que fica enterrado e um espelho d'água que passa por dentro do prédio ajudando na refrigeração das áreas internas.

Projetos de EcoCommercial Building da Bayer estão presentes em outros seis países - Alemanha, Bélgica, China, Estados Unidos, Índia e Tailândia. Eles integram as ações da companhia alemã, que atua em setores que causam grande impacto ao meio ambiente, em prol da preservação ambiental. Em São Paulo, além de servir aos dois mil funcionários da empresa, o prédio recebe cerca de 150 visitantes por mês e serve ainda como modelo para os clientes da companhia, já que boa parte dos materiais utilizados são fabricados por ela.

- A população cresce muito rapidamente, os padrões de consumo também, mas o planeta não cresce mais. Esse programa faz parte do desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a redução desse impacto. E todas são produzidas aqui no Brasil - conclui Resende.






Isenção de IPTU para moradias na Zona Portuária já começa a valer

O Globo, 30/dez

Proprietários de moradias na Zona Portuária começarão 2015 com um alívio no bolso. O prefeito Eduardo Paes publicou ontem no Diário Oficial um decreto regulamentando uma lei, sancionada em julho deste ano, que determina a isenção de IPTU até 2019 e o perdão de dívidas do mesmo imposto para quem possui imóveis residenciais na região conhecida como Área de Especial Interesse Urbano (Aeiu) do Porto. A medida será automática, e quem não for beneficiado nos próximos seis meses pode encaminhar a documentação de recurso à Secretaria municipal de Fazenda. A isenção também valerá para novos projetos ou para a conversão de comércio em habitações.

- Acredito que já haverá a percepção do impacto desse decreto no primeiro semestre do ano que vem. Será benéfico para manter as pessoas que já moram na região e poderiam estar pressionadas a sair por causa de dívidas e também servirá de estímulo para que comércios se transformem em residências - disse o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), Alberto Gomes Silva.

Novas obras iniciadas até 2019 também poderão ser beneficiadas com a isenção do IPTU por cinco anos. É preciso que haja um percentual que varia de 50% a 70% da área total voltada para residências, de acordo com o local da Zona Portuária onde o projeto será realizado.

A medida tomada pela prefeitura faz parte de um esforço para tentar estimular a ocupação da Zona Portuária por moradias. A Cdurp mapeou 65 projetos residenciais licenciados para a região. Desses, 64 são de interesse social, com financiamento do projeto Minha Casa Minha Vida. O condomínio Porto Vida, único proposto pela iniciativa privada, está parado.

A isenção de Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos (ITBI) nas aquisições de imóveis para construção ou transformação em moradias, também prevista na lei sancionada em julho, ainda terá de receber uma regulamentação adicional, que será divulgada através de uma resolução específica da Secretaria municipal de Fazenda, detalhando os documentos necessários.

O decreto de ontem também regulamentou a isenção de Imposto Sobre Serviços (ISS) durante o prazo de execução das obras de projetos residenciais ou de conversão de imóveis para moradias. A primeira licença de obras deverá ser expedida até 23 de julho de 2019.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Posso utilizar o FGTS para a compra de um segundo imóvel?




É permitido utilizar o FGTS na compra de um segundo imóvel caso os recursos do fundo tenham sido utilizados anteriormente em imóvel comprado em conjunto com outra pessoa, mas do qual o usuário não seja mais co-proprietário?

Quando o FGTS é utilizado para a compra de um imóvel, mesmo que em conjunto com outra pessoa, os recursos do fundo não podem ser utilizados novamente. O valor do FGTS somente pode voltar a ser usado caso o proprietário venda o primeiro imóvel.

A restrição para uso de FGTS ocorre quando o comprador adquire um imóvel de um proprietário que tenha utilizado o FGTS há menos de três anos, seja para dar como entrada na hora da compra ou para amortizar o financiamento desse imóvel que deseja comprar.

Por exemplo, A usou o FGTS para comprar um imóvel e decide vendê-lo um ano depois. Se B quiser comprar esse imóvel, não poderá usar o seu FGTS, porque A já utilizou os recursos do fundo na compra do mesmo imóvel em um período inferior a três anos. 


*Você tem outras dúvidas?  Entre em contato deixando um comentário.

FELIZ 2015



Amigos e Clientes,


Estamos iniciando um novo ano, cheios de sonhos e expectativas. 

Agora é o momento de refletir e planejar este futuro/presente de 365 dias.

Continuarei contribuindo com a informação para que vocês se mantenham atualizados dos seus direitos dentro do mercado imobiliário.


Um grande abraço e votos de sucesso.


Luciana Biosa



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Aluguel consome mais de um terço da renda das famílias em 25% dos imóveis locados no Brasil



Tudo bem?

Mais uma matéria superinteressante.

Quem ainda está pensando em ficar no aluguel, eu garanto que não é uma boa alternativa.

Olha a pesquisa do IBGE!




O Globo, 17/dez

A Síntese dos Indicadores Sociais de 2014, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, mostrou o peso dos aluguéis no orçamento das famílias brasileiras. Em mais de um quarto do lares, as famílias comprometem mais de 30% da renda domiciliar com aluguéis, o que os pesquisadores chamam de ônus excessivo. A parcela de 30% é considerada a fatia máxima ideal para se gastar com as despesas do imóvel. Por isso, os bancos costumam limitar a 30% a prestação nos financiamentos habitacionais. De todos os lares, essa proporção alcança 5,2% do total de 55,8 milhões de domicílios urbanos. No Distrito Federal, essa parcela sobe para 9,5% e, entre os alugados, para quase 30% (29,1%)

- Quando se separa pela renda, a situação é ainda pior: em 11,6% do total de domicílios, o aluguel consome mais de 30% da renda e entre os alugados, são 55% - afirmou o pesquisador do IBGE Rubem Magalhães.

No total, 20,3% dos lares no Brasil são alugados, parcela maior que em 2004, quando representavam 17,8%.

"Um valor de aluguel que corresponda a uma parcela elevada do rendimento domiciliar pode indicar uma situação de vulnerabilidade, na medida em que os gastos com moradia estarão comprimindo a renda disponível apra satisfazer outras necessidade da unidade domiciliar, especialmente no caso de famílias de baixa renda", diz a pesquisa.

O Rio de Janeiro, apesar de ter tido a segunda maior alta no valor do aluguel este ano, 10,93% contra a média das regiões metropolitanas de 8,73%, manteve-se dentro da média quando se olha todos os domicílios: em 5,3% dos lares consomem mais de 30% com aluguel. Quando se olha somente os imóveis alugados, o Rio fica pior que o Brasil: 29,7% contra 25,7% da média brasileira.

Comprometer mais da renda com aluguel também está relacionado ao tipo de família, de acordo com os dados da pesquisa. Está mais presente em lares de um morador só e mãe ou pai sozinho com filho. Nos casais com filhos, o aluguel pesa menos no orçamento.

DÓLAR ALTO ATRAI ESTRANGEIROS



Olá.


Para você que está pensando em investir em Hotel, fique por dentro do assunto.

Eis uma matéria muito interessante.

Um abraço.



O Globo, 23/dez

A temperatura aumentou e a sensação térmica chegou a 50 graus. No Arpoador, religiosos mergulharam vestidos. Com sensação térmica beirando os 50 graus e expectativa de receber mais de 3 milhões de turistas, a cidade espera que o verão dos 450 anos seja um dos mais aquecidos dos últimos tempos. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ), as altas temperaturas devem estimular ainda mais o turismo em terras cariocas: de acordo com o presidente da instituição, Alfredo Lopes, a taxa de ocupação média dos hotéis entre dezembro deste ano e março de 2015 tende a ser 10% a 15% superior à registrada no mesmo período da temporada passada.

A ocupação média de dezembro a março deve ficar na casa dos 80%. No ano passado, o mesmo período fechou com média de 75%, sendo 60% desse público proveniente do mercado nacional - diz Lopes, acrescentando que os meses de janeiro e fevereiro registram a maior incidência de turistas de lazer.

DÓLAR ALTO ATRAI ESTRANGEIROS

Com a alta do dólar e a grande divulgação obtida pela cidade no exterior durante a Copa do Mundo, analisa Lopes, a quantidade de turistas estrangeiros no Rio deve crescer 15% em relação ao verão passado.

- Temos aí duas vertentes: com a alta do dólar, o turista estrangeiro está aproveitando que seu dinheiro está valendo mais. Além disso, a Copa deu à cidade uma mídia espontânea muito positiva, tanto que, logo após o mundial, os hotéis da cidade começaram a receber reservas de turistas de outros países para o réveillon e o carnaval - comenta o presidente da ABIH.

A prefeitura também espera que a estação aqueça a economia. A expectativa da Secretaria de Turismo do Rio é que a cidade receba, entre os meses de dezembro de 2014 e março de 2015, 3,464 milhões de pessoas, visitantes que devem gastar por aqui US$ 2,77 bilhões. No ano passado, o Rio registrou a entrada de 3,256 milhões de visitantes, que movimentaram US$ 2,605 bilhões. Os dois maiores atrativos são a festa de Ano Novo, na Praia de Copacabana, e o carnaval. Somente no réveillon, são esperados 816 mil turistas, 49 mil pessoas a mais que na virada de 2013/2014. De acordo com a Riotur, a geração de renda está estimada em US$ 653 milhões, superior aos US$ 614 milhões do ano anterior. Já no carnaval, segundo planejamento da prefeitura, 977 mil foliões vão se divertir nos blocos de rua ou nos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, injetando US$ 782 milhões na economia carioca. No carnaval que passou, 918 mil turistas deixaram na cidade US$ 734 milhões.

O verão, que começou às 21h03m ( horário de Brasília) de anteontem, chegou com força total, com sensação térmica de 55 graus em Guaratiba, de acordo com o Centro de Operações da prefeitura. Mas as temperaturas não devem ultrapassar os índices da média climatológica (de 1970 a 2000), segundo o Climatempo. Os picos de calor, com temperaturas acima de 40 graus, serão menos frequentes do que no verão 2013/2014.

Janeiro será marcado por chuvas fortes, dizem os meteorologistas, mas o restante do verão deverá ser mais seco. Em fevereiro, a estimativa é de 100mm a 200mm de chuvas, em torno de 50mm abaixo da média.

Ontem, a cidade amanheceu com os termômetros marcando temperaturas acima de 30 graus em diversos bairros. A máxima foi registrada em Guaratiba, Zona Oeste do Rio: 39,6 gaus. Mas a sensação térmica, segundo o sistema Alerta Rio, da prefeitura, chegou a 50 graus. Durante todo o dia o calor foi tão intenso que, no Aeroporto Santos Dumont, por exemplo, foi preciso colocar aparelhos extras de ar-condicionado, já que os existentes não davam vazão. Na Praia do Arpoador, algumas pessoas entraram na água de roupa e tudo e se esbaldaram assim mesmo.

Diante do calorão, a prefeitura decidiu dar uma repaginada nos figurinos. A partir de hoje, servidores públicos do município, cobradores de ônibus, motoristas de táxi, de ônibus e de vans vão poder trabalhar de bermudas. Mais conforto, mas sem exageros: de acordo com decreto do prefeito Eduardo Paes, previsto para ser divulgado hoje no "Diário Oficial", as bermudas devem chegar pelo menos na altura dos joelhos. O decreto é válido até 31 de março de 2015.

O decreto dá autonomia aos secretários e presidentes de autarquias para decidirem sobre exceções devido à natureza das atividades. São os casos, por exemplo, dos garis que atuam na coleta de lixo ou de engenheiros que trabalham na vistoria de obras públicas.

A iniciativa da prefeitura de liberar bermudas em repartições municipais e para profissionais que trabalham no transporte público já é antiga no Rio. A primeira regulamentação foi feita pelo ex-prefeito Cesar Maia e valeu de dezembro de 2003 a março de 2004.

Ontem à tarde choveu em algumas regiões do estado. Um temporal deixou o Rio Meudon, em Teresópolis, na Região Serrana, em estado de alerta, segundo o Inea. Todos os outros rios que cortam a Região Serrana estão em estado de atenção, devido à previsão de ocorrência de chuvas fortes e moderadas. O mesmo acontece com os rios das regiões Norte e Noroeste Fluminense.