segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Investir em imóveis é um bom negócio



O Dia, 09/set

Preços vão subir mais com obras para grandes eventos no Rio
Investir em imóveis continua um bom negócio. Isso porque o bem é considerado um patrimônio durável e que se valoriza ao longo do tempo, especialmente quando ocorrem melhorias na infraestrutura da região. Mesmo com a expectativa de estabilização do mercado imobiliário, vender ou alugar uma unidade ainda é um bom investimento.
"Os índices de valorização registram pequena queda, porém, os preços atuais não irão diminuir", explica Carlos Samuel de Oliveira Freitas, diretor de Condomínios da Primar Ad mi n i s t r a d o r a de Bens. Diante deste cenário, é uma boa hora para comprar imóvel residencial ou comercial para morar ou investir, além das facilidades para adquirir a casa de veraneio.
AUMENTO DE ATÉ 700%
De 2001 a 2010, os preços dos imóveis residenciais e comerciais no Rio tiveram um aumento de até 700%, segundo o estudo "Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro", feito pelo Secovi Rio (Sindicato da Habitação). Mas no ano passado, a entidade constatou que o crescimento foi menor comparado ao mesmo período de 2010.
Para Freitas, mesmo nesta fase de equilíbrio dos valores praticados pelo mercado imobiliário, ainda haverá um aumento nos preços dos imóveis, por conta das obras de infraestrutura para receber a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Preço do imóvel sobe 1% pelo 3º mês seguido

Preço do imóvel sobe 1% pelo 3º mês seguido

O Estado de São Paulo, Márcia De Chiara, 05/set

Os preços dos imóveis prontos, novos e usados, dão sinais de acomodação. Depois da euforia registrada no ano passado, os preços em agosto do metro quadrado dos imóveis em seis capitais e no Distrito Federal subiram 1%, pelo terceiro mês seguido, segundo o índice FipeZap. O indicador levanta os preços dos imóveis anunciados na internet.
Das sete praças pesquisadas em agosto, em quatro delas houve desaceleração ou recuo nos preços na comparação com o mês anterior. O preço do m² em Belo Horizonte teve variação negativa de 0,2% em agosto ante julho. Em Salvador (1,1%), Fortaleza (1,4%) e Recife (0,2%). Os resultados de agosto foram ainda positivos, mas bem menores na comparação com os de julho. Em São Paulo e no Rio, os preços em agosto subiram 1,4% e 1,2%, respectivamente, variações positivas, porém inferiores à média mensal em quase dois anos, que é de 1,7%.
 
Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice e economista, observa que o indicador mensal está na casa de 1% porque os preços dos imóveis localizados em São Paulo e no Rio de Janeiro subiram e essas praças são as que mais pesam no índice geral. Além disso, como nos últimos meses muitas construtoras reduziram o volume de lançamentos de imóveis novos para se adequar à nova realidade de mercado, esse movimento deu uma certa resistência aos preços de imóveis prontos, usados ou novos, nas principais praças do País.
 
Zylberstajn ressalta que o momento de euforia dos preços, provocada em boa parte pela maior oferta de crédito, ficou para trás. No ano passado, por exemplo, diz o economista, a valorização média dos preços do m² oscilava entre 2% e 3% e agora é de 1%.
 
Outra comparação que reforça a tese de que os preços do m² estão perdendo o fôlego é o fato de que os valores pedidos registraram variação inferior à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês passado. O IPCA para agosto esperado pelo mercado é de 0,38%. Em Belo Horizonte, a queda foi de 0,2%. No Recife e no Distrito Federal houve alta de 0,2% nos preços do m² no mês passado.
 
Termômetro
O coordenador do índice pondera que, como hoje o mercado imobiliário passa por um momento de transição, a variação média dos preços nas sete regiões pesquisadas não é um bom termômetro. "O comportamento dos preços entre as praças é muito diferente." Isto é, enquanto os preços caem em Belo Horizonte, eles sobem, porém em ritmo bem mais moderado, no Rio e em São Paulo. Zylberstajn acredita que, daqui para a frente, o comportamento dos preços dos imóveis será muito influenciado por fatores regionais, típicos de cada bairro, do que por fatores macroeconômicos, como juros e crédito.
O fim da euforia de preços dos imóveis também fica claro quando se avalia o comportamento do m² no ano e em 12 meses. De janeiro a agosto deste ano, o preço médio do m² subiu quase 10%. Em igual período de 2011, a variação era quase o dobro, de 19%.
Movimento semelhante é observado na comparação em 12 meses. Entre julho do ano passado e agosto deste ano, os preços médios nas sete regiões pesquisadas subiram 16,3%.
A variação registrada nas mesmas bases de comparação em 2011 havia sido de 29,7%. A desaceleração dos preços é nítida no Rio. Em 12 meses até agosto de 2011, a alta tinha sido de 42,2%. Agora é de 18,4%.

Índice que reajusta aluguéis sobe 1,43% em agosto

Índice que reajusta aluguéis sobe 1,43% em agosto

Extra, 02/set

A inflação medida pelo índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), referência nos reajustes de aluguéis, subiu 1,43% em agosto, contra 1,34% em julho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Mercado Imobiliário no Brasil

Beleza interior

Valor Econômico, Blue Chip, 03/set


 A explosão do mercado imobiliário no Brasil fomentou o aparecimento e expansão de negócios que atuam diagonalmente no setor, mas lucram diretamente com ele, à semelhança da relação entre os gadgets da Apple e a profusão de marcas de cases, bolsas e outras miudezas que vestem os aparelhinhos. A carioca Lafem Engenharia, que atua na área de construção há 28 anos, percebeu a oportunidade em 2009 e montou uma nova empresa, dedicada exclusivamente a obras de alto padrão. A Prime Lafem, afirma Paulo Renato Paquet, diretor comercial, tem uma atuação restrita pela demanda, concentrada em casas e apartamentos na zona Sul do Rio e em cidades da Serra Fluminense, como Itaipava. Ainda assim, conseguiu bater neste mês a meta de contratos para o ano - R$ 20 milhões. A expectativa de faturamento bruto agora é de R$ 30 milhões, mais de três vezes maior que a registrada em 2011, de R$ 9 milhões.


 A companhia realiza projetos assinados por arquitetos - André Piva, Maurício Nóbrega e Cynthia Pedrosa, por exemplo -, que incluem planos de acústica, automação e acabamentos mais complexos, com tecnocimento, cerâmicas especiais (com aspecto de pedra ou madeira) e paginação com poucas juntas. A equipe própria conta com um superintendente, três arquitetos e seis engenheiros e as reformas custam no mínimo R$ 1 milhão. No portfólio da Prime Lafem estão uma butique Nespresso, o restaurante Le Saint Honoré e a unidade do Leblon da academia Bodytech. "O volume de negócios não é grande, mas as obras são de menor risco", diz o executivo. Os contratos da Prime Lafem representam pouco mais de 10% das vendas de Prime Engenharia. Para Paquet, ainda há espaço para crescer e chegar a 20%. As empresas têm razões sociais e sedes diferentes, mas são geridas pelos mesmos sócios - Paulo Renato Paquet, Fernando Lima e Roberto Seabra - e têm o mesmo CEO, Ernani Cotrim.          

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Windsor aposta em "hotéis verdes"




O Dia, Rio de Negócios, 03/set

A rede Windsor terá no Rio dois hotéis cinco estrelas, instalados na Barra da Tijuca. Os dois empreendimentos, que serão construídos pela SIG Engenharia, prometem ser ecologicamente corretos desde a fundação. Ainda durante as obras, até 70% dos resíduos serão reaprovertados e os custos com transporte serão minimizados com o uso de materiais fabricados em um raio de até 800 km. A conclusão das obras está prevista para o primeiro semestre de 2014 e os dois contratos somam R$ 285 milhões.

Bradesco tira projetos de incorporação do papel


Brasil Econômico, 04/set

Empresa, criada no final do ano passado, já tem empreendimentos alugados e agora estuda a criação de fundos
Juros baixos e a carência de salas comerciais em determinadas regiões do país são os alicerces da Bradesco Seguros e Previdência na sua investida na área de incorporação, que teve início no final do ano passado com a criação da subsidiária BSP Empreendimentos Imobiliários, que é responsável pela gestão dos 827 imóveis do grupo. A idiea é obter o maior retorno possível de imóveis que localizados em áreas nobres.
De acordo com presidente da empresa, Samuel Monteiro, os 827 imóveis hoje pertencentes ao Bradesco possuem um valor de custo de R$ 1,3 bilhão, "mas o valor de mercado é muito maior". A projeção é que a incorporação de 100 deles, que estão localizados em São Paulo e Rio, eleve o valor para ao menos R$ 6 bilhões.
Esse processo já teve início e tem deixado os executivos do grupo satisfeitos. A BSP escolheu três agências que estão alocadas em áreas próprias e nesses locais irá erguer empreendimentos comerciais. Monteiro afirmou que nesses primeiros projetos todas as unidades já estão locadas. "O mercado imobiliário no Brasil ainda tem um campo imenso para crescer. Tem muita demanda nas grandes nas capitais."
Um deles é o Projeto AlphaVille, em Barueri (Grande São Paulo), com 32 mil m² de área bruta locável (ABL) e que será ocupado por lojas e escritórios, além da agência do Bradesco, que fica temporariamente instalada em um outro local até a obra ficar pronta. O mesmo irá ocorrer com o local onde está a agência do Bradesco na Visconde de Pirajá, no bairro carioca de Ipanema. O empreendimento terá 4 mil m² de ABL. Ambos já estão com as unidades alugadas. O terceiro projeto será na Consolação, em São Paulo - a área a ser locada não foi informada.
Os próximos projetos serão em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA), além do retrofit (modernização) de um prédio de dez andares na Pio X, no centro do Rio de Janeiro.
A BSP irá atender a diversos negócios do grupo Bradesco. Segundo Monteiro, além do melhor aproveitamento das áreas, os recursos da seguradora poderão ser investidos nesses projetos como uma opção a investimentos de longo prazo. Além disso, estuda-se ainda fazer fundos imobiliários em que investirão nesses empreendimentos, tendo como retorno a renda dos aluguéis, que a BSP estima que possa alcançar 10% mais variação do IGP-M. Nesse caso, as cotas seriam oferecidas a investidores e clientes do banco.
Parcerias
O presidente da seguradora, Marco Antonio Rossi, afirmou que a motivação para a criação da empresa foi a captura de oportunidades. "Vamos transformar esses terrenos para agregar valor ao acionista", disse durante encontro com investidores e analistas na capital paulista, na semana passada.
O negócio também já despertou o interesse de empresas que estão interessadas em parcerias. "Já fomos procurados por redes de hotéis, redes e varejo e universidades estrangeiras, mas tudo está só em estudo", garantiu Monteiro.
A empresa tem hoje 20 funcionários e terceiriza parte dos serviços, como a construção. No primeiro semestre, o lucro foi de R$ 160 milhões.
O analista da CGD Securities Flavio Conde, avalia como positiva a iniciativa da seguradora, porque amplia o número de áreas disponíveis para empreendimentos. "Um investimento desses não faz cócegas no resultado da empresa controladora em termos de custos e para o mercado é positivo porque são áreas que antes não estavam disponíveis para projetos."