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domingo, 30 de novembro de 2014

OPORTUNIDADE PARA INVESTIR OU MORAR EM CAMPO GRANDE


Depois de uma repaginada na Direção da Tenda, a Construtora está lançando sua mais nova "joia".

A 5 minutos do Park Shopping, com BRT na porta e próximo do Tunel da Grota Funda,   o Empreendimento RESERVA DAS ÁRVORES promete ser o melhor investimento da região com o mais baixo custo.

Apartamentos com 2 quartos a partir de R$ 160.000,00 com lazer completo, vaga de garagem e uma valorização contínua.

FGTS como parte da entrada, Subsídio e Entrada Facilitada são alguns dos atrativos para investir neste Empreendimento que já está em construção.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O novo mapa do Rio


Jornal do Commercio, Especial 2016, 31/jul

Parodiando o ex-presidente Lula, nunca na história do Rio se viu tanto dinheiro - o que é.ao mesmo tempo uma ótima notícia e uma responsabilidade imensa para os governantes que gerenciam essa montanha de verbas. Empolgado com o momento de mudanças, o presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Washington Fajardo, diz que a cidade vai ganhar cara nova. Num projeto que concilia transformação e modernidade com preservação e qualificação de espaços públicos. "Há um esforço de modernização com respeito ao patrimônio histórico e cultural", resume.

Entre os principais projetos, Fajardo menciona a qualificação da região central da capital com o projeto Porto Maravilha, que soma investimentos de R$ 8,4 bilhòes. A modernidade é representada pela construção do Museu do Amanhã, com previsão de inauguração no ano que vem. Já a tradição está ligada à recuperação de áreas como o Cais do Valongo e o Centro Cultural José Bonifácio, na Gamboa.

Outro projeto fundamental, para o presidente do IPRH, são os BRTs Transbrasil, da Baixada ao Centro, e Transcarioca, da Barra ao Galeão,Transoeste, da Barra a Santa Cruz,  e TransoIímpica, da Barra a Deodoro. Juntos, os corredores expressos somam investimen¬tos da ordem de R$ 4 bilhões. O objetivo da construção de vias exclusivas para esses ônibus biarticulados é oferecer mais segurança e qualidade no transporte público, além de maior rapidez nos trajetos. Na Transolímpica, por exemplo, a previsão é de redução do tempo de viagem à metade.

Outra menina dos olhos da prefeitura é VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), ao longo de 30 quilômetros do Centro, integrando Rodoviária Novo Rio, Aeroporto Santos Dumont, estação de passageiros do Porto e o terminal das barcas, na Praça XV. O projeto vai custar quase R$ 1,1 bilhão e pretende reduzir tempo de viagem, mas também melhorar a circulação de ônibus na região.


Um momento histórico que o Rio vive também é motivo de preocupação. Arquitetos do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) celebram a oportunidade da cidade, mas criticam aspectos como a falta de Integração entre projetos e as características de alguns deles. A transparência das realizações ainda é lida como aquém cia necessária.
Para o diretor do IAB e professor da Universidade Federal Fluminense , Pedro da Luz, um dos principais problemas é que"as intervenções não conversam entre si". 

Ele considera louvável todo o esforço para melhorar a mobilidade urbana no Rio, mas critica a falta de interligação entre modais. O VLT do Centro, por exemplo, não está integrado ao BRT do bairro. "Sinto falta de um pensamento estruturante na definição dos projetos", define. Ele sugere a construção de estações intermodais, criando uma rede de conexões que ofereçam conforto na transição de um veículo para o outro.
A falta de planejamento integrado é a principal crítica também do presidente da CAU/RJ, Sydney Menezes. "Infelizmente, as iniciativas são um somatório de ações, não veio integração", afirma.
Menezes sugere que se reveja também o hábito de executar essas obras sem projeto executivo. E explica que, quando uma obra é feita somente a partir de um projeto básico, a chance de uma haver cobrança excessiva de adicionais é grande. Ele defende também a realização de concursos de arquitetura para a escolha de projetos públicos. Na França, ocorrem de 200 a 300 concursos do gênero por ano.

Pedro da Luz, do lAB, considera que a Barra da Tijuca não deveria estar entre as áreas prioritárias para projetos. O bairro já é muito atrativo e recebeu investimentos  recentes para os Jogos Pan-Americanos. Já a escolha por Deodoro é considerada acertada. Lá está sendo construído um complexo esportivo onde serão realizadas competições de sete modalidades olímpicas.

A ideia de revitalizar a área do Rio também foi elogiada por Menezes, da CAU. "Trata-se de uma área valorizada que vem se degradando. Será a reinvenção de uma parte importante da cidade. Há acertos a serem feitos no projeto, mas a ideia geral é boa", avalia o arquiteto, que é a favor também da construção de áreas de lazer em bairros que receberam pouca atenção do poder público nos últimos anos. Um bom exemplo é o Parque Madureira.

Pedro da Luz fez críticas ainda ao projeto do metrô da linha 4, do governo do estado, de Ipanema à Barra da Tijuca. Para ele, seria melhor e mais barato modernizar o sistema de trens urbanos da cidade. "A rede está sucateada, desacreditada. Se fosse modernizada, atenderia à demanda. O sistema transporia cerca de 600 mil pessoas ao dia", afirma.

O arquiteto do IAB considera importante para a cidade o projeto do Arco Metropolitano - autoestrada que liga as cidades de Itaboraí, Guapimirim, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí. Ele se preocupa, contudo, que a construção termine por fomentar ocupação de áreas onde não há infraestrutura, entre essas cidades. Na opinião dele, é melhor adensar mais áreas onde já existe infraestrutura disponível do que estender mais a mancha urbana. 
 

Cronograma e orçamento em dia são desafios olímpicos


Jornal do Commercio, Especial 2016, 31/jul

As obras de infraestrutura, responsabilidade da Prefeitura do Rio, estão seguindo o cronograma e algumas foram até antecipadas em relação ao que estava previsto no Dossiê da candidatura olímpica. No Sambódromo - local da partida e da chegada da maratona, e da competição de tiro com arco dos Jogos Olímpicos - a reformulação prevista para 2015 foi entregue em fevereiro, para o Carnaval. O Parque dos Atletas, previsto para 2015, ficou pronto em agosto de 2011.

Um dos principais projetos coordenados pela EGM é o Parque Olímpico Uio 2016, que será construído na Barra da Tijuca. Considerado o coração dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do 2016, ocupará uma área de 1.18 milhão de metros quadrados, do tamanho rio bairro do Leme. Para definir o plano geral urbanístico da área, foi realizado um concurso internacional, que reuniu trabalhos de 18 países e foi vencido pela empresa inglesa Aecom.

No início de março a Prefeitura anunciou o resultado da licitação para implementar a Parceria Público-Privada que viabiliza a construção de parte das instalações esportivas.da iníraestrutura e define o uso futuro do terreno - o objetivo é formar uma área que será referência de planejamento e sustentabilidade para a cidade.Em maio. foi assinado um acordo com o Governo Federal que vai aportar os recursos para a construção e reforma dc equipamentos existentes ou novos que não fazem parte do escopo da PPPs obras começaram em julho.

No setor de transportes, a Prefeitura já começou a implantar um novo sistema de ônibus expressos e de alta capacidade (BRTs). Com a integração dos BRTs com trens, barcas e metrô, haverá um aumento cio uso de transportes de alta capacidade. Um dos principais projetos do infraestrutura urbana é o Porto Maravilha,que vai revitalizar completamente a região portuária. Mas a qualificação urbana com acessibilidade garantida acontecerá nas quatro regiões olímpicas - Copacabana/Flamengo, Deodoro, Barra da Tijuca e Maracanã - e seus arredores, beneficiando um total de 2 milhões de moradores. Na área de meio ambiente, o projeto prevê a recuperação dos sistemas lagunares. A garantia de acesso a saneamento para 700 mil pessoas, a duplicação da rede de ciclovias (de 110km para 300km e a redução da emissão de gases de efeito estufa em 2016.

Além disso, o evento também está impulsionando o desenvolvimento de outras ações que renderão frutos permanentes. Em 2016, mais de 80 mil domicílios iá terão sido beneficiados pelo Programa Morar Carioca que vai levar infraestrutura e integração a todas as comunidades passíveis de urbanização. O Rio Criança Global vai universalizar o ensino do Inglês nas escolas municipais. Já foram beneficiados 400 mil alunos da primeira à sétima série. Até 2011, todos os 530 mil alunos das escolas municipais serão atendidos. 

Durante o desenvolvimento do projeto olímpico, a Prefeitura sempre buscou alternativas para diminuir a utilização de recursos públicos e atrair investimentos privados. As Parcerias Público-Privadas foram uma excelente opção para alcançar este objetivo. A ação garante a sustentabilidade financeira da cidade e, ao mesmo tempo, permite que a realização de projetos como a revitalização da Zona Portuária, a reforma cio Sambódromo e as construções do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas sejam feitos com aporte majoritário de capital privado. O Porto Maravilha é a maior Parceria Público-Privada em curso no pais, cerca de R$ 8 bilhões estão sendo investidos no Centro do Rio, sem a utilização de dinheiro público.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Prefeitura do Rio muda traçado da Transolímpica para evitar desapropriações

Correio Braziliense, 04/jul

A prefeitura do Rio vai mudar traçado do corredor expresso da Transolímpica, que fará a ligação entre a Barra da Tijuca e Deodoro, na zona oeste, para evitar desapropriações no bairro de Magalhães Bastos. A Secretaria Municipal de Obras (SMO) confirmou nesta quarta-feira (3/7), em nota, que não será mais preciso desapropriar aproximadamente 80 casas no caminho do corredor Transolímpico, em Magalhães Bastos. Deodoro e Barra são os dois principais polos de competições dos Jogos Olímpicos de 2016. A SMO informou que a medida é possível já que o Exército concordou em ceder mais uma parte de um terreno nas proximidades da Avenida Brasil. O novo traçado do corredor expresso será apresentado em 15 dias.

Na segunda-feira (1º/7), o prefeito Eduardo Paes esteve com integrantes da Associação dos Moradores de Magalhães Bastos. Na próxima segunda-feira (8/7) haverá nova reunião para a verificação final do novo traçado. A prefeitura irá indenizar o Exército. No encontro, que contou com a presença dos deputados federais Alessandro Molom (PT), Luiz Sérgio (PT), Chico Alencar (Psol) e do vereador Marcelino de Almeida (PMDB), os moradores propuseram a construção de viaduto sobre o terreno do Exército, que passa ao lado na Igreja de São José, evitando a retirada de casas e dos comércios locais.



Comissão dos moradores ameaçados pelas desapropriações foi a Brasília em 25 de junho. Os moradores se reuniram com o comandante do Exército para reivindicar a liberação de áreas do Exército. Um dos integrantes da comissão, Rogério Silva, disse que a decisão da prefeitura é uma vitória dos moradores, que se organizaram havia um ano, por meio de manifestações de rua, mobilização e protestos nas redes sociais e audiências com autoridades. "Entramos com ações na Secretaria do Patrimônio da União, para regularizar os terrenos do Exército, procuramos o Ministério da Justiça, a Procuradoria-Geral da República, tudo para tentar evitar as desapropriações", disse. "Agora estamos aliviados. Magalhães Bastos será o único lugar 100% sem desapropriação", comemorou ele.

Com investimento total de R$ 1,5 bilhão, os 23 quilômetros da TransOlímpica vão cortar bairros importantes como Magalhães Bastos, Curicica e Sulacap. Haverá 18 estações para o Corredor de Ônibus Articulado (BRT), além de dois terminais. A via fará ligação com a TransCarioca, na Taquara, e com a TransOeste, no Recreio dos Bandeirantes, além de se interligar a outros modais, com os trens da Supervia, no bairro de Deodoro. O financiamento do corredor será feito por meio da iniciativa privada. O sistema de concessão será adotado, o que dará o direito de construção, manutenção e operação da via durante 35 anos ao ganhador da licitação. Segundo a prefeitura, cerca de 400 mil pessoas serão beneficiadas diariamente pela via, já que terão reduzido o tempo de viagem de 1h50 para apenas 40 minutos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Corrida para Zona Oeste exige investimento em transportes




O Globo, Danielle Nogueira, 30/Nov

Aumento da população em áreas longe do Centro requer soluções de massa. Trens e metrô devem ser prioridade, dizem técnicos
O Rio de Janeiro se expande para a Zona Oeste. Dos dez bairros que mais crescem na capital, oito estão nessa área, segundo o IBGE. Camorim lidera as estatísticas, com crescimento populacional de 150,6% entre 2000 e 2010. Recreio e Barra da Tijuca também estão entre os que encabeçam a lista, com aumentos de 118,9% e 47,4%, respectivamente. Bem acima da variação da população carioca no período (7,8%).
Os novos moradores acompanham o movimento do setor imobiliário, que tem concentrado seus lançamentos na Zona Oeste devido à maior disponibilidade e preços mais baixos de terrenos que em outras regiões, como Zona Sul e Centro, onde muitos bairros estão encolhendo. São Cristóvão, por exemplo, é o bairro que mais perde gente no Rio. Em 2010, havia 30% menos moradores que no início da década.
A migração resulta ainda da prioridade dada aos investimentos públicos em infraestrutura na Zona Oeste, a reboque das Olimpíadas de 2016, e da fuga da população para condomínios fechados devido à violência. Embora esse movimento tenha perdido força com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), foi forte nos anos 2000, o que fez de bairros como a Barra verdadeiros ímãs de gente.
A nova geografia demográfica vem criando desafios para a gestão pública de transportes. Como a maior parte dos deslocamentos é feita entre casa e trabalho, o governo tem pela frente a tarefa de unir os polos do município que concentram moradores aos centros geradores de empregos, sem agravar o já caótico trânsito na cidade.
Para especialistas, a solução de curto e médio prazo é investir no sistema público de transportes, com ênfase na redução do tempo de espera nos trens da Supervia e na expansão do metrô. A longo prazo, a estratégia deve ser acompanhada por políticas de habitação e desenvolvimento que estimulem a moradia onde está o emprego, e vice-versa.
Levantamento feito pelo especialista em planejamento urbano Mauro Osório mostra que a população carioca está concentrada na chamada Zona Suburbana (basicamente Zona Norte, excluindo Tijuca) e na Zona Oeste, que detêm, juntas, 79,3% dos residentes. A oferta de trabalho formal nas duas áreas responde por 46,9% do total. No Centro, ocorre o inverso. Enquanto 35,43% dos empregos formais estão lá, a região abriga apenas 4,71% dos moradores do Rio.
- Temos de estimular novas moradias na área de planejamento 1 (Centro e Zona Portuária), bem como o adensamento produtivo na área de planejamento 5 (antiga área rural do Rio, que responde por parte da Zona Oeste, como os bairros de Santa Cruz e Campo Grande). Ao mesmo tempo, precisamos desestimular a moradia na Zona Oeste, ao contrário do que vem sendo feito hoje - diz Osório, que coordena o Observatório de Estudos sobre o Rio da Faculdade de Direito da UFRJ.
Boa parte dos projetos que visam a melhorar a mobilidade urbana tem a Zona Oeste como eixo central. Entre eles estão os quatro corredores logísticos batizados de Bus Rapid Transit (BRT), que têm R$ 5,2 bilhões de investimentos públicos. Pensados em conjunto, os corredores tornarão mais fácil a vida de turistas e atletas que chegarem ao Rio para os Jogos Olímpicos de 2016, mas vão resolver parcialmente problemas dos moradores da cidade, dizem especialistas.
O primeiro BRT, a Transoeste, foi inaugurado em junho deste ano e liga Santa Cruz ao terminal Alvorada, na Barra. A Transcarioca, em obras, ligará a Barra ao Aeroporto Internacional Galeão/Tom Jobim. A Transolímpica, por sua vez, conectará o Recreio a Deodoro, no subúrbio da Central do Brasil. E a TransBrasil ligará Deodoro ao Aeroporto Santos Dumont, no Centro. Todas as vias estarão prontas até 2016, e estima-se que reduzirão em até 60% o tempo gasto no trajeto.
- Os BRTs são uma boa solução a curto e médio prazos, mas são suficientes? Provavelmente não. A maior parte das pessoas que se deslocam diariamente vai para o Centro. É preciso criar mais alternativas para ligar a Zona Oeste ao Centro, como uma linha dupla do metrô - diz Paulo Cézar Ribeiro, do Programa de Engenharia de Tranportes da Coppe/UFRJ.
Supervia amplia frota e revitaliza estações
Com investimento previsto de R$ 5,6 bilhões, a linha 4 do metrô ligará a Barra a Ipanema, numa linha contínua à que conecta o bairro da Zona Sul ao Centro. O ideal, diz Ribeiro, é que as composições que partissem da Barra seguissem para Botafogo, por exemplo. O especialista em transportes da Uerj Alexandre Rojas lembra que um ônibus transporta até cem pessoas, enquanto uma composição do metrô, até três mil. Daí sua relevância para desafogar o trânsito.
Rojas ressalta ainda a importância dos trens da Supervia. Para ele, é preciso não apenas modernizá-los como reduzir o intervalo entre eles, de modo a atrair mais usuários e, assim, diminuir o número de veículos em circulação.
A Supervia está investindo, em parceria com o governo do estado, R$ 2,4 bilhões até 2020 na modernização e expansão da frota, revitalização das estações e sinalização. Está prevista a compra de 120 trens chineses e a reforma de outros 73 até 2016. Uma leva de 29 composições (com quatro carros cada) já chegou ao Brasil, uma oferta adicional de cem mil lugares.
A promessa da companhia é que, com os novos trens, o tempo de espera dos usuários cairá para até três minutos no ramal Deodoro e para seis minutos nos demais ramais. Hoje, quem opta por esse meio de transporte tem de esperar pelo menos o dobro do tempo.