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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mercado imobiliário no Rio continuará aquecido mesmo depois da Copa

O Dia, Cristiane Campos, 13/jul

O segundo semestre promete ser ainda mais aquecido no mercado imobiliário. Segundo especialistas, a valorização permanecerá em algumas regiões da cidade, em especial na Zona Norte.

"O setor no Rio terá um cenário bem parecido após a Copa, mas de maneira mais intensa, com grandes lançamentos, principalmente nas zonas Norte e Oeste. O Rio foi bem avaliado por todos durante a Copa, o que valoriza ainda mais o mercado", afirma Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel e vice-presidente da Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário).

Na Sawala Imobiliária, o cenário também é favorável. De acordo com Sandro Sawala, diretor da empresa, no primeiro semestre o volume comercializado chegou a R$451 milhões. "Até dezembro esperamos bater R$ 700 milhões. É fato que haverá mais lançamentos e um volume maior de vendas", diz Sawala.

A Dominus prevê lançar até dezembro três empreendimentos, que totalizam 1.500 unidades. "Estamos diversificando a área de atuação da empresa, de forma que consigamos achar nichos de alta demanda na cidade. Méier, Campinho, Cascadura, e regiões de Jacarepaguá, entre outras, são locais com muita demanda. Acreditamos no cliente final, aquele que precisa do imóvel para uso próprio seja de moradia ou para escritório onde exerce sua profissão. É por aí que está o mapa da mina para os próximos meses", destaca Marcelo Oliveira, diretor de Incorporação da Dominus no Rio.

No mesmo ritmo estão a RJZ Cyrela e a Living. Há previsão de lançamento de 1.500 unidades nos residenciais em Del Castilho, Andaraí, Penha e Irajá até dezembro.

Zona portuária em alta

Com os olhos voltados para a Zona Norte, a PDG lança o Gran Residencial Clube, com 233 unidades no Cachambi, entre apartamentos de dois, três e quatro quartos, além de coberturas dúplex e lineares.

O Grupo Avanço Aliados prepara dois lançamentos até dezembro, ambos na Zona Norte. A CTV prevê levar para a região três empreendimentos até o fim do ano. E a Performance escolheu o bairro do Riachuelo para lançar o Fiore Residencial. O condomínio terá 72 apartamentos de dois quartos, com suíte, duas lojas no térreo, e lazer.

Já a Concal concentra seus projetos na Zona Portuária que, segundo Rodrigo Conde Caldas, vice-presidente da empresa.

Locação não tem crise

Sempre destaque nas pesquisas, a Zona Oeste permanece valorizada. A Brookfield, por exemplo, lançará a segunda fase do Soho, no Centro Metropolitano. E a Celta levará para a Freguesia, o Monte Carlo 4. O residencial terá 70 unidades e lazer completo.

Na locação, a tendência também é de alta. Segundo Edison Parente, vice-presidente Comercial da Renascença Administradora, não há crise no mercado de aluguel. "As pessoas continuam se casando, mudando de emprego e precisam de opções para morar", diz.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Prefeitura estuda construção de rodoviária em Vigário Geral


O GLOBO Publicado: 


O prefeito Eduardo Paes afirmou, em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo, na manhã desta segunda-feira, que a Rodoviária Novo Rio não absorve mais a demanda da Região Metropolitana do Rio. Eduardo Paes voltou a afirmar que é preciso um novo terminal e estuda a ideia de construí-lo-lo em Vigário Geral, na Zona Norte.


— A cidade precisa de uma nova rodoviária, urgente. Essa rodoviária (Novo Rio) não absorve a demanda. Estamos estudando (locais). Teremos vários terminais ao longo do BRT Transbrasil. A gente pensa na área do Dnit (Departamento Nacional de infraestrutura e Transportes), no início da Dutra — disse o prefeito.


Paes também criticou as “rodoviárias ilegais” que funcionam ao lado do terminal Novo Rio e levam passageiros em vans para diversas áreas do estado. Ele informou que vai aumentar a fiscalização para coibir a prática:
— Quando você mexe num lugar como esse, descobre coisas que não sabia. A responsabilidade disso é um jogo de empurra. Vou falar com o Cabral, colocar o Detro para fiscalizar, impedindo que aqueles absurdos aconteçam.
Bloqueios na rodoviária

A preocupação com o trânsito na Zona Portuária levou o prefeito Eduardo Paes, no sábado, a autorizar o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, a fazer bloqueios nos acessos à Rodoviária Novo Rio, para evitar a entrada de mais ônibus do que a capacidade do terminal. No fim da noite de quinta-feira e manhã de sexta-feira, a região em volta da rodoviária registrou longas filas de ônibus esperando a hora de desembarcar ou embarcar passageiros. Na ocasião, Osorio acusou a Novo Rio de fazer overbooking, o que o consórcio responsável pelo terminal negou. Com as barreiras, o objetivo da prefeitura era evitar que o trânsito de volta do feriadão se juntasse ao fluxo normal de veículos chegando à região central da cidade.

Para tentar reduzir os impactos da interdição da Avenida Rodrigues Alves, a Via Binário do Porto ganhou uma faixa reversível, das 6h às 11h, no sentido Praça Mauá, entre a Rua da Gamboa e a alça de acesso à Perimetral, na direção do Aterro do Flamengo. A faixa reversível será exclusiva para veículos de passeio e permitirá somente o acesso à Perimetral, não podendo ser utilizada para chegar à Rua Barão de Tefé.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Rio continua com o metro quadrado mais caro do pais

Extra, 04/ago


Entre as cidades em que os preços dos imóveis mais subiram nos últimos 12 meses estão Curitiba (19,6%), Rio de Janeiro (15,4%) e Niterói (14%). O Rio tem o metro quadrado mais caro (R$ 9.424).

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cronograma e orçamento em dia são desafios olímpicos


Jornal do Commercio, Especial 2016, 31/jul

As obras de infraestrutura, responsabilidade da Prefeitura do Rio, estão seguindo o cronograma e algumas foram até antecipadas em relação ao que estava previsto no Dossiê da candidatura olímpica. No Sambódromo - local da partida e da chegada da maratona, e da competição de tiro com arco dos Jogos Olímpicos - a reformulação prevista para 2015 foi entregue em fevereiro, para o Carnaval. O Parque dos Atletas, previsto para 2015, ficou pronto em agosto de 2011.

Um dos principais projetos coordenados pela EGM é o Parque Olímpico Uio 2016, que será construído na Barra da Tijuca. Considerado o coração dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do 2016, ocupará uma área de 1.18 milhão de metros quadrados, do tamanho rio bairro do Leme. Para definir o plano geral urbanístico da área, foi realizado um concurso internacional, que reuniu trabalhos de 18 países e foi vencido pela empresa inglesa Aecom.

No início de março a Prefeitura anunciou o resultado da licitação para implementar a Parceria Público-Privada que viabiliza a construção de parte das instalações esportivas.da iníraestrutura e define o uso futuro do terreno - o objetivo é formar uma área que será referência de planejamento e sustentabilidade para a cidade.Em maio. foi assinado um acordo com o Governo Federal que vai aportar os recursos para a construção e reforma dc equipamentos existentes ou novos que não fazem parte do escopo da PPPs obras começaram em julho.

No setor de transportes, a Prefeitura já começou a implantar um novo sistema de ônibus expressos e de alta capacidade (BRTs). Com a integração dos BRTs com trens, barcas e metrô, haverá um aumento cio uso de transportes de alta capacidade. Um dos principais projetos do infraestrutura urbana é o Porto Maravilha,que vai revitalizar completamente a região portuária. Mas a qualificação urbana com acessibilidade garantida acontecerá nas quatro regiões olímpicas - Copacabana/Flamengo, Deodoro, Barra da Tijuca e Maracanã - e seus arredores, beneficiando um total de 2 milhões de moradores. Na área de meio ambiente, o projeto prevê a recuperação dos sistemas lagunares. A garantia de acesso a saneamento para 700 mil pessoas, a duplicação da rede de ciclovias (de 110km para 300km e a redução da emissão de gases de efeito estufa em 2016.

Além disso, o evento também está impulsionando o desenvolvimento de outras ações que renderão frutos permanentes. Em 2016, mais de 80 mil domicílios iá terão sido beneficiados pelo Programa Morar Carioca que vai levar infraestrutura e integração a todas as comunidades passíveis de urbanização. O Rio Criança Global vai universalizar o ensino do Inglês nas escolas municipais. Já foram beneficiados 400 mil alunos da primeira à sétima série. Até 2011, todos os 530 mil alunos das escolas municipais serão atendidos. 

Durante o desenvolvimento do projeto olímpico, a Prefeitura sempre buscou alternativas para diminuir a utilização de recursos públicos e atrair investimentos privados. As Parcerias Público-Privadas foram uma excelente opção para alcançar este objetivo. A ação garante a sustentabilidade financeira da cidade e, ao mesmo tempo, permite que a realização de projetos como a revitalização da Zona Portuária, a reforma cio Sambódromo e as construções do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas sejam feitos com aporte majoritário de capital privado. O Porto Maravilha é a maior Parceria Público-Privada em curso no pais, cerca de R$ 8 bilhões estão sendo investidos no Centro do Rio, sem a utilização de dinheiro público.

Rio de Janeiro. Primeira etapa de eventos para testar áreas hoteleiras e segurança é aprovada pela Prefeitura.

Hospedagem e segurança, desafios bem equacionados


Com um calendário robusto de eventos de grandes proporções, o Rio de Janeiro já cumpriu importantes desafios, especialmente nas áreas de hotelaria e segurança. Autoridades locais garantem que os dois temas, antes vistos com preocupação pela Fifa e pelo Comitê Olímpico Internacional, responsáveis pela escolha do Rio como cidade-sede da Copa de 2014 e anfitriã da Olimpíada de 2016, foram bem equacionados.

Prova disso será a ampla oferta do quartos oferecida até 2016, o dobro do exigido pelo COI. Apenas na capital, 18 mil novas unidades habitacionais deverão ser inaugurados em três anos. O presidente da Associarão Brasileira da Indústria do Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), Alfredo Lopes, afirma que a expansão é fruto do investimento de R$ 5 bilhões do setor em lodo o estado. Segundo ele, o parque hoteleiro do Rio de Janeiro ficou congelado por 30 anos, fato que expôs uma das maiores debilidades da capital.

"Opções alternativas de alojamento, como hospedagem em residências, foi uma medida bem utilizada durante a Rio+20 e a Jornada Mundial da Juventude", relembra. "Queremos fomentar o mesmo modelo de hospedagem para usá-lo em 2014 e em 2016 como mais um complemento", acrescenta.

O consenso no setor hoteleiro é de que os dois megaevenlos foram o ponto de partida para os aportes feitos por essa indústria. O desafio será tornar todo esse legado de uso por manente, com a promoção do Rio como importante destino turístico internaciona. "Não podemos achar que a Copa e a Olimpíada bastarão para manter o atual ritmo de investimentos do setor. Será fundamental a criação de calendário de eventos que possa sustentar o crescimento da hotelaria em todo o estado", afirma Lopes.
Aumentar o volume de eventos recebidos pelo Rio e descentralizar a oferta de quartos são os novos desafios do governo do estado. De acordo com Azaro, o Rio sedia, hoje, o maior número de convenções do País. Dados do Rio Convention & Visitors Bureau (Rio CVB) mostram que de 2013 a 2016, quase 200 eventos de caráter técnico-científico já foram anunciados no estado.

"A Copa e a Olimpíada foram dois grandes marcos nesse sentido. Sem eles, o estado não receberia tantos pequenos e médios eventos", conta o secretário. Segundo Azaro, serão fundamentais para movimentar a vasta cadeia de serviços atrelada ao turismo, estimulando a economia do estado.

A Abih-RJ já observa polos de expansão da hotelaria em municípios da Baixada Fluminense e em Niterói. Além de servir como apoio logístico para os megaeventos, Nova Iguaçu, Caxias e São João de Meriti começam a registrar crescimento próprio, por conta do desenvolvimento de indústrias que estão se instalando na região. O Norte Fluminense, motivado pela mercado de petróleo e gás, é outro exemplo de expansão.

Autoridades são unânimes em afirmar que segurança é outro desafio já superado pelo Rio. Azaro lembra que a polícia do estado passa, continuamente, por projetos de qualificação e integração com corporações de grandes cidades como Londres e Madri, locais que sediaram a Olimpíada 2012 e a JMJ 2011.

"Nossa polícia tem sido amplamente capacitada. Acredito que a segurança pública já seja tema equacionado em nosso estado" , garante. Ele destaca o êxito da política de segurança.com a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades carentes do Rio.

Em linha com o discurso de Azaro, Mello lembra que o Rio já lida todos os anos com grandes eventos, como o réveillon e o carnaval. "São acontecimentos que atraem número semelhante de turistas e que permitem o aprendizado e o aprimoramento de nossa polícia ano a ano, finaliza.
 
Além de novos hotéis, cruzeiros que aportarão na região portuária ajudarão a elevar ainda mais a oferta de leitos. Para o secretário estadual de Turismo, a medida já não e vista como emergencial, embora não seja descartada. 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Prefeitura do Rio muda traçado da Transolímpica para evitar desapropriações

Correio Braziliense, 04/jul

A prefeitura do Rio vai mudar traçado do corredor expresso da Transolímpica, que fará a ligação entre a Barra da Tijuca e Deodoro, na zona oeste, para evitar desapropriações no bairro de Magalhães Bastos. A Secretaria Municipal de Obras (SMO) confirmou nesta quarta-feira (3/7), em nota, que não será mais preciso desapropriar aproximadamente 80 casas no caminho do corredor Transolímpico, em Magalhães Bastos. Deodoro e Barra são os dois principais polos de competições dos Jogos Olímpicos de 2016. A SMO informou que a medida é possível já que o Exército concordou em ceder mais uma parte de um terreno nas proximidades da Avenida Brasil. O novo traçado do corredor expresso será apresentado em 15 dias.

Na segunda-feira (1º/7), o prefeito Eduardo Paes esteve com integrantes da Associação dos Moradores de Magalhães Bastos. Na próxima segunda-feira (8/7) haverá nova reunião para a verificação final do novo traçado. A prefeitura irá indenizar o Exército. No encontro, que contou com a presença dos deputados federais Alessandro Molom (PT), Luiz Sérgio (PT), Chico Alencar (Psol) e do vereador Marcelino de Almeida (PMDB), os moradores propuseram a construção de viaduto sobre o terreno do Exército, que passa ao lado na Igreja de São José, evitando a retirada de casas e dos comércios locais.



Comissão dos moradores ameaçados pelas desapropriações foi a Brasília em 25 de junho. Os moradores se reuniram com o comandante do Exército para reivindicar a liberação de áreas do Exército. Um dos integrantes da comissão, Rogério Silva, disse que a decisão da prefeitura é uma vitória dos moradores, que se organizaram havia um ano, por meio de manifestações de rua, mobilização e protestos nas redes sociais e audiências com autoridades. "Entramos com ações na Secretaria do Patrimônio da União, para regularizar os terrenos do Exército, procuramos o Ministério da Justiça, a Procuradoria-Geral da República, tudo para tentar evitar as desapropriações", disse. "Agora estamos aliviados. Magalhães Bastos será o único lugar 100% sem desapropriação", comemorou ele.

Com investimento total de R$ 1,5 bilhão, os 23 quilômetros da TransOlímpica vão cortar bairros importantes como Magalhães Bastos, Curicica e Sulacap. Haverá 18 estações para o Corredor de Ônibus Articulado (BRT), além de dois terminais. A via fará ligação com a TransCarioca, na Taquara, e com a TransOeste, no Recreio dos Bandeirantes, além de se interligar a outros modais, com os trens da Supervia, no bairro de Deodoro. O financiamento do corredor será feito por meio da iniciativa privada. O sistema de concessão será adotado, o que dará o direito de construção, manutenção e operação da via durante 35 anos ao ganhador da licitação. Segundo a prefeitura, cerca de 400 mil pessoas serão beneficiadas diariamente pela via, já que terão reduzido o tempo de viagem de 1h50 para apenas 40 minutos.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Preço de imóvel se estabiliza


O Dia, 22/mai

Valorização desacelerou e há mais possibilidade de negócios no Rio, mostra bolsa do setor
A valorização dos imóveis no Rio de Janeiro desacelerou e vem se mantendo, desaquecida principalmente em bairros como Copacabana e Botafogo, aponta levantamento feito pela Bolsa de Imóveis do Rio (Birj). Segundo a instituição, os proprietários também estão mais dispostos a negociar o valor do imóvel, o que pode representar queda de até 15%.
A pesquisa foi fechada após estudos para avaliações específicas de imóveis à venda em diferentes regiões da cidade, nas quais se usou o método comparativo para analisar o padrão de valores pedidos pelos proprietários. De acordo com Eduardo Pompéia, engenheiro responsável da bolsa, houve freada, a partir de 2012, na alta dos valores dos imóveis e no número de negociações.
"De forma geral, o mercado imobiliário tem se apresentado bem menos agressivo nos valores efetivos de venda, principalmente nos bairros de Copacabana e Botafogo, na Zona Sul", explica.
Como a procura por imóveis diminuiu, a capacidade de negociação aumentou. "Antes, a busca era tão grande que poucas pessoas davam margem para negociação. Hoje, o valor com negociação efetiva pode baixar em até 15%", afirma.
Segundo dados do Índice da Fipe, a variação no preço em março deste ano foi de 1,2%. A maior alta foi de 3%, em maio de 2011, levando em conta o período de janeiro de 2008 a abril de 2013. De janeiro de 2012 a abril deste ano, a variação ficou estável. A tendência, para Eduardo Pompéia, é que os preços dos imóveis se estabilizem e passem a acompanhar a inflação.
Atraso na entrega
Construtoras e incorporadoras que entregarem imóveis fora do prazo serão obrigadas a indenizar o comprador em 2% do total do imóvel. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou o veto do governador Sérgio Cabral à proposta do deputado Wagner Montes (PSD) e garantiu que a norma entre em vigor. A lei prevê também multa de mora de 0,5% sobre o valor do imóvel ao mês e torna obrigatório o aviso, com antecedência de seis meses, da possibilidade de atraso. 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Projeto do Porto do Rio é premiado por inovação




Brasil Econômico, 14/mai

Modelo de captação de recursos é reconhecido pelo International Finance Corporation
A engenharia financeira que ajudou a levantar recursos de R$ 3,5 bilhões para as obras de infraestrutura da Operação Urbana Porto Maravilha, projeto de revitalização da região na área portuária do Rio, foi apontada como uma das dez melhores parcerias público privadas da América Latina e Caribe pelo International Finance Corporation ( IFC). A instituição é membro do Banco Mundial, voltada para o setor privado nos países em desenvolvimento. O prêmio foi entregue no último dia 28 de abril, em Washington (EUA) e selecionou as melhores soluções em inovações econômicas e tecnológicas. Segundo Rafael Daltro, gestor de Contrato e Relações Institucionais da Concessionária Porto Maravilha, o IFC fez um estudo das iniciativas de PPPs em países emergentes.
"O projeto ficou entre os que receberam mais destaque pelo desenvolvimento social, pela facilidade de ser replicado e por sua inovação em um modelo de financiamento especifico, no caso, a captação dos recursos por meio de títulos mobiliários (Cepacs). A engenharia financeira foi bem montada e já está sendo copiada por outros municípios. A combinação do investimento em infraestrutura urbana com desenvolvimento imobiliário e serviços urbanos mais eficientes e inovadores na região gera um circulo virtuoso que beneficia toda a população", explica Rafael Daltro.
Os Cepacs são títulos imobiliários que foram 100% comprados pelo FI FGTS e resultaram na captação de R$ 3,5 bilhões pela Prefeitura do Rio, que utiliza os recursos nas obras de infraestrutura. Os títulos podem ser comprados por empresas que queiram adquirir ativos para construção de empreendimentos acima dos limites básicos de áreas e de gabaritos.
Empresas como a Odebrecht Realizações e o Porto Rio 2016, empreendimento residencial que vai abrigar a Vila de Mídia não oficial dos Jogos Rio 2016, estão entre os que já compraram títulos junto à Caixa, banco responsável pela operação com os Cepac.
"Os Cepacs financiam parte dos R$ 7,5 bilhões destinados às obras na região e à prestação de serviços da Concessionária Porto Novo por um período de 15 anos. O grande diferencial desse projeto foi a criação de um título pela prefeitura, comprado pelo mercado", diz Daltro.
Este é o segundo prêmio de reconhecimento de abrangência internacional recebido pela Operação Urbana Porto Maravilha. O primeiro foi concedido pela KPMG e foi apresentado na segunda edição do relatório "Infrastructure 100: World Cities Edition", durante a Cúpula das Cidades do Mundo, em Cingapura, em junho do ano passado.
A requalificação da Região Portuária integrou a lista dos 10 projetos brasileiros que constam entre as cem iniciativas de infraestrutura urbana mais inovadoras e inspiradoras do mundo.

domingo, 5 de maio de 2013

Média do metro quadrado do Rio supera R$ 9 mil





A cidade do Rio segue com o metro quadrado mais caro do Brasil. Segundo levantamento do Índice FipeZap, o preço médio da capital atingiu R$ 9.052 em abril. A variação em relação a março, quando chegou a R$ 8,941, foi de 1,2%. Em Niterói, a média foi de R$ 6.617, ficando pouco abaixo da média nacional (R$ 6.682).

Considerando todas as cidades pesquisadas, o índice teve um aumento de 1,1% no preço anunciado do metro quadrado em abril, superando a taxa registrada em março, quando atingiu 0,9%. Porém, ao observar o acumulado dos 12 meses, o indicador continua desacelerando. Em abril de 2012, o acumulado era de 21,8%, enquanto, agora, registrou apenas 11,9%.

No Rio, o Leblon é o bairro mais valorizado, com o preço médio do metro quadrado estimado em R$ 21.410. O ponto menos valorizado da cidade, por outro lado, é a Pavuna, com R$ 1.958. O Índice FipeZap calcula o valor médio do metro quadrado de imóveis em 16 municípios brasileiros. 


Fonte: Jornal Extra, 03/05/2013 
        

quinta-feira, 21 de março de 2013

Prefeitura do Rio quer transformar casas históricas em hotel butique


Folha de São Paulo, 21/mar

O governo municipal do Rio quer desapropriar um grupo de casas históricas do bairro do Cosme Velho, na zona sul do Rio, e cogita transferir os endereços para uma rede hoteleira.
Um decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes - publicado na terça-feira desta semana - passou a classificar como área de utilidade pública os quatro imóveis vizinhos, localizados no largo do Boticário.
Após a desapropriação, haveria uma licitação para escolher o grupo hoteleiro responsável por restaurar e transformar os imóveis em um hotel-butique-pequeno, de alto luxo, destinado a um público de elevado poder aquisitivo.
O texto destacou a "importância histórico-cultural do largo do Boticário e a necessidade de requalificar este espaço da Cidade".
As quatro casas construídas no fim do século 19, todas em péssimo estado de conservação, pertencem a Sybil Bittencourt, herdeira de Paulo Bittencourt, dono do jornal "'Correio da Manhã", que parou de circular em 1974.
As características arquitetônicas dos imóveis são tombadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac).
O largo do Boticário também está listado como Área de Proteção ao Ambiente Cultural (Apac).
Em 2007, uma das casas de Bittencourt chegou a ser invadida por um grupo de vinte famílias que lá permaneceu por mais de seis meses.
Durante as próximas semanas, emissários da procuradoria do município irão ao largo do Boticário para vistoriar os imóveis e, posteriormente, estabelecer um valor de mercado para as desapropriações.
A Folha procurou os advogados da proprietária das quatro casas, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição

Ficheiro:LargoBoticario3.JPG

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Oportunidade fantástica de transformação


Em evento promovido pelo GLOBO, Paes diz que impacto dos Jogos no Rio será maior do que em Londres
O prefeito Eduardo Paes disse ontem, durante o seminário "De Londres ao Rio, exemplos e lições para 2016", que os Jogos Olímpicos cariocas serão mais importantes para a cidade do que foram as últimas Olimpíadas para a capital inglesa. Promovido pelo GLOBO e pelo jornal "Extra", com o patrocínio do Bradesco e da GVT, o evento foi realizado no Hotel Marriott, em Copacabana.
- Vivemos uma oportunidade fantástica de transformação. Para a cidade, nossas Olimpíadas serão mais impactantes que as de Londres - disse Paes.
Segundo ele, a organização dos Jogos segue alguns mandamentos: a capacidade de criar uma cultura de planejamento; gastar poucos recursos públicos, potencializando o capital privado quando possível; investir nas pessoas; estimular novos negócio; e maximizar a imagem da cidade. Para o prefeito, essas premissas são mais importantes para a cidade do que os números do evento em si. A expectativa é que as Olimpíadas de 2016 tenham 17,7 milhões de ingressos, mais de quatro bilhões de espectadores e cerca de cem mil pessoas envolvidas na sua organização:
Esportes - Mercado aposta em desvalorização dos direitos de transmissão da Olimpíada de 2020 O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem o papel de olhar o evento esportivo em si. O papel do prefeito é olhar a cidade. Isso inclui investimentos em infraestrutura. Com a implantação de quatro corredores de BRT, vamos passar de 18% para 63% o total de usuários de transportes de alta capacidade na cidade. Até 2016, vamos concluir o projeto de reurbanização da Zona Portuária. Se não fossem os Jogos, esses investimentos no Porto seriam para 15 anos. E, até 2020, o programa Morar Carioca terá urbanizado todas as favelas da cidade.

Hora de decisões estratégicas
Segundo Paes, não apenas os governos, mas a iniciativa privada deve estar atenta ao momento, para não perder oportunidades, porque a escolha de um país para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas é uma decisão geopolítica. Por isso, é uma ocasião para se honrar prazos, contratos e pensar em decisões estratégicas que melhor atendam aos interesses de cada setor.
Também durante o seminário - que teve a jornalista Flávia Oliveira, do GLOBO, como mediadora -, o prefeito comentou a decisão do Ministério Público do Rio de entrar na Justiça questionando o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por ter concedido licença, sem estudos de impacto ambiental, para a construção do autódromo de Deodoro. Paes disse acreditar que ainda é possível um entendimento com o MP.
Para o presidente do COB e do Comitê Organizador Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, o legado dos Jogos mudará o Rio de Janeiro:
- O legado será para a juventude, e isso é o que vejo como mais importante. O Rio deixará a marca da transformação como nenhuma outra cidade. Todas as cidades marcam os Jogos. Não se deve comparar cidades, porque são diferentes. Mas Londres, mesmo tendo ficado preocupada com o sucesso de Pequim 2008, entregou Jogos excelentes. Foram extraordinários e marcaram uma forma diferente de fazer os Jogos. E o Rio? O Rio vai ser diferente.
O dirigente tornou a explicar que o plano básico dos Jogos do Rio inclui quatro regiões: Maracanã, Deodoro, Copacabana e Barra da Tijuca. Durante a candidatura, o COB chegou a ter dúvidas quanto a apresentar um projeto com quatro regiões, porque isso daria margem a críticas das outras cidades postulantes, que poderiam apontar como ponto fraco as distâncias entre os locais de competição e a deficiência nos transportes.
- Optamos por correr o risco e enfrentar (as adversárias), para que a cidade toda fosse beneficiada. A cidade toda terá os Jogos. Deodoro, por exemplo, é o bairro com maior concentração de jovens, que estão ávidos por um caminho. Tudo isso fará do Rio o símbolo da maior transformação já sofrida por uma cidade por causa dos Jogos Olímpicos. O Rio passará a ser o grande exemplo - enfatizou Nuzman.

Arquiteto elogia mobilização
Segundo o arquiteto Adam Williams, diretor de Planejamento, Desenvolvimento e Design da Aecom, empresa britânica de arquitetura e engenharia responsável pelo Parque Olímpico para os Jogos de 2016, em Londres os organizadores tiveram dificuldade com a mobilização da população.
- Alguns ingleses tratavam (o assunto) com cinismo, pouca animação. É difícil reunir uma cidade inteira em torno de um evento. Muitos em Londres nem sabiam sobre as Olimpíadas. Aqui é diferente, todos estão interessados, perguntam, querem saber. Há mobilização. É uma energia incrível que vem desta cidade - afirmou Adam.
O arquiteto disse que outro objetivo no Rio é criar um legado esportivo com a construção de um centro de treinamento para o COB, com a infraestrutura necessária para aprimorar a técnica de grandes talentos do esporte.




imagens do projeto do RIO 2016