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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Vila dos Atletas: sustentabilidade começa na obra

O Globo, Morar bem, 30/nov

Redução da emissão de gases do efeito estufa, implantação de usinas de concreto, reuso de resíduos, gestão de água e energia. As medidas - que, verdade seja dita, já poderiam ser implantadas em qualquer obra - são algumas das que estão sendo adotadas durante a construção do Ilha Pura. E o bairro planejado, que está sendo erguido na Barra e terá parte de suas unidades usada como acomodação pelos atletas das Olimpíadas de 2016, deve se manter sustentável também após sua conclusão. Pelo menos é a intenção das incorporadoras Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações Imobiliárias, que tocam o empreendimento.

Para isso, após o início de seu funcionamento - o que deverá acontecer a partir de abril de 2017, quando os primeiros condomínios serão entregues aos moradores -, também foram tomadas algumas medidas. As mais básicas incluem estação de tratamento de águas cinzas, para o reuso em bacias sanitárias e na irrigação dos jardins, além de instalação de lâmpadas econômicas e sensores de presença. Painéis fotovoltaicos instalados em áreas comuns vão garantir a iluminação de parte desses locais.

- Planejamos o bairro inteiro para ser sustentável seguindo orientações das certificações, como quadras de até 200 metros para facilitar a vida do pedestre, ciclovias em todas as ruas internas e no parque para que ninguém precise pegar o carro, um parque público - conta Maurício Cruz Lopes, diretor-geral do Ilha Pura.

Localizado em área de 800 mil metros quadrados, o Ilha Pura também respeitará conceitos de acessibilidade, até porque será usado pelos atletas paralímpicos. Além disso, por estar perto de vias como Transolímpica, Transoeste e Transcarioca, os futuros moradores não deverão ter tantos problemas de mobilidade como quem vive hoje na região, dizem os construtores.

- Haverá uma estação no bairro com acesso a todas as linhas de BRT que vão fazer a ligação com o início da Barra, onde estará o metrô, com o Centro, o Galeão, o Fundão - conta Lopes.

Já o parque público que será construído no centro do bairro terá mais de 72 mil metros quadrados, paisagismo do escritório Burle Marx, quadras poliesportivas e campo de futebol.

Essas medidas garantiram ao empreendimento duas das principais certificações de sustentabilidade: o Leed para Desenvolvimento de Bairros, do Green Building Council, que levou em conta a mistura de usos dos espaços urbanos, além do Aqua Bairros e Loteamentos, da Fundação Vanzolini, que considerou critérios como qualidade ambiental e vida social do bairro.

Do Porto para o Anil

O Globo, 24/nov

A Vila de acomodações das Olimpíadas é transferida do Porto para conjunto do Minha Casa Minha Vida no Anil, A vila de acomodações das Olimpíadas de 2016, prevista para ser construída na Zona Portuária, atravessou a cidade e está sendo erguida pela prefeitura a 25 quilômetros de distância no bairro do Anil, na Baixada de Jacarepaguá. Batizada de Vila Carioca, o empreendimento terá 66 prédios de cinco andares, num total de 1.320 unidades habitacionais de 45 metros quadrados cada. Com 2.640 quartos, é a maior das cinco vilas que serão usadas durante os Jogos. No total, os cinco complexos terão 8.314 quartos destinados aos árbitros, jornalistas e à força de trabalho da Rio 2016.

Os prédios estão sendo construídos dentro do programa Minha Casa Minha Vida, num terreno de 43 mil metros quadrados na Estrada do Engenho d'Água, desapropriado pela prefeitura por R$ 19 milhões. Na área, funcionava parte de um antigo centro de distribuição de bebidas. Após os Jogos, os apartamentos serão destinados a moradores retirados de áreas de risco e de locais onde obras públicas de infraestrutura exigiram remoções. No Anil, a obra segue em ritmo acelerado: quatro apartamentos são montados diariamente. Enquanto isso, no Santo Cristo, o projeto Porto Vida Residencial entra no sexto mês de obras paradas. Retirado do projeto olímpico, ele segue sem data para ser retomado, transformado num esqueleto de concreto.

Já no terreno no Anil, o entra e sai de caminhões é frenético. Cerca de 200 operários trabalham no local, e a previsão é que sejam 450 em janeiro, quando deverá começar o pico da obra, com oito apartamentos montados por dia. O objetivo é que os prédios, que deverão custar R$ 99 milhões, fiquem prontos até novembro de 2015, para serem entregues ao comitê organizador dos Jogos. Na semana passada, três deles estavam com as estruturas prontas para receber os telhados e acabamentos internos. Um quarto bloco estava no terceiro pavimento.

A imensa área é delimitada pela Estrada do Engenho D'Água, pela Avenida Canal do Anil e pela Estrada de Jacarepaguá. Para chegar à Barra, os caminhos possíveis são, por um lado, a Avenida Geremário Dantas, a Linha Amarela e as avenidas Ayrton Senna e Embaixador Abelardo Bueno. Por outro, as estradas de Jacarepaguá e do Itanhangá, passando por dentro de Rio das Pedras e saindo na Barrinha. A pouco mais de um ano e meio dos Jogos, as ruas e avenidas que contornam a área da vila são estreitas e muito movimentadas. E o Canal do Anil não é uma visão agradável. Ele exala forte odor de esgoto. O assoreamento e a poluição do canal são evidentes.

PAES: CRITÉRIOS ECONÔMICOS

O prefeito Eduardo Paes argumenta que a troca da Zona Portuária pelo Anil obedeceu a critérios econômicos e urbanísticos. No Porto, diz ele, o comitê Rio 2016 teria que pagar ao consórcio construtor uma taxa de uso pelas instalações, que ficariam reservadas aos Jogos por meses, sendo entregues aos proprietários apenas em 2017. No Anil, esse aluguel não seria necessário, uma vez que o condomínio do Minha Casa Minha Vida já estava nas previsões da prefeitura para receber moradores hoje em regime de aluguel social.

- O terreno já estava desapropriado. A área escolhida está degradada e precisa de investimentos. Ao levar a vila para lá, isso obriga o município a fazer investimentos em acessos, por exemplo. A ideia é trazer melhorias para uma área da cidade que não está resolvida. O Porto já está resolvido urbanisticamente. Não precisa mais de indutor governamental para deslanchar - afirma Paes.

Em 2010, interessado em levar para o Porto um empreendimento que ajudasse, pela envergadura, a ancorar novos empreendimentos para a região, Paes convenceu o Comitê Olímpico Internacional a aprovar a construção de parte das vilas de acomodações num terreno conhecido como Praia Formosa, atrás da Rodoviária Novo Rio. Batizado inicialmente de Porto Olímpico, o residencial foi alvo de um concurso de projetos, promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). O projeto vencedor previa sete prédios, com 1.333 apartamentos. Um dos edifícios teria 40 andares e seria o residencial mais alto do Rio. Este ano, já sem a chancela olímpica, as obras foram paralisadas em junho. A construtora Odebrecht informou, por intermédio de sua assessoria, que ainda não tem data para retomar as obras, que passam por readequação financeira.

- Lá atrás, quando decidimos levar a vila para o Porto, ainda não tínhamos viabilizado a operação urbana consorciada que está permitindo a revitalização. A gente precisava de indutores, de projetos catalizadores. Mas hoje, o Porto não precisa mais desse ativismo estatal. Construir no Anil tem mais impacto em termos de legado para a cidade. Já soubemos que uma construtora quer erguer um shopping ao lado da vila no Anil - acrescentou o prefeito.

Segundo o secretário municipal de Habitação, Pierre Batista, embora o projeto da vila tenha sofrido modificações, o cronograma de entrega do conjunto até o fim de 2015 será mantido. Pierre admite que o serviço, que começou em agosto passado, está sendo ligeiramente acelerado para caber no prazo olímpico:

- Está tudo dentro do cronograma. A obra será feita em 14 meses. Normalmente, um conjunto habitacional desse tamanho fica pronto em 16 ou 18 meses. Mas o Parque Carioca, por exemplo, na Estrada dos Bandeirantes, que recebeu o pessoal da Vila Autódromo, entregamos em 12 meses.

Enquanto as melhorias urbanísticas no entorno do terreno do Anil continuam no plano das ideias - segundo a Secretaria municipal de Obras, as intervenções estão sendo planejadas - na área da obra, a Riourbe começa a erguer uma creche, uma escola e uma Clínica da Família. As unidades escolares terão capacidade para 1.140 crianças A previsão é que os equipamentos públicos estejam prontos em dezembro de 2015.

UNIDADES OFERECIDAS POR R$ 500 MIL

Das outras quatro vilas de acomodações que já estavam previstas, três são empreendimentos de alto padrão, com 4.450 apartamentos de 51 a 157 metros quadrados e clubes de serviços. Elas estão sendo construídas pela iniciativa privada, no Camorim e no Pontal, na Zona Oeste. Em páginas especializadas na corretagem de imóveis na internet, as unidades estão sendo vendidas a partir de R$ 500 mil. A entrega dessas obras está estimada para dezembro de 2015. A quarta será a Vila Verde, com 1.224 quartos, construída para os Jogos Mundiais Militares de 2011, dentro do Complexo Esportivo de Deodoro. Ela será aproveitada nas Olimpíadas.

Das cinco vilas, quatro serão usadas para abrigar parte dos 25 mil jornalistas credenciados, além dos árbitros das competições, o staff da Rio 2016 e funcionários que trabalharão nas instalações olímpicas. Todas as vilas oferecerão serviços de hotéis três estrelas e os valores de hospedagem seguirão esse padrão. Enquanto a pressa dita o ritmo no Anil, no Santo Cristo a única movimentação de obra é ao lado do esqueleto do Porto Vida, no hotel Holiday Inn Porto Maravilha, com 594 quartos. Iniciada em janeiro, a construção está com 40% das estruturas concluídas. Nos Jogos, até 90% dos quartos serão colocados à disposição do Comitê Rio 2016.

quarta-feira, 13 de março de 2013

FRAMES RESIDENCE - VILA DA MÍDIA



O  MUNDO ESCOLHEU O RIO 

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Oportunidade fantástica de transformação


Em evento promovido pelo GLOBO, Paes diz que impacto dos Jogos no Rio será maior do que em Londres
O prefeito Eduardo Paes disse ontem, durante o seminário "De Londres ao Rio, exemplos e lições para 2016", que os Jogos Olímpicos cariocas serão mais importantes para a cidade do que foram as últimas Olimpíadas para a capital inglesa. Promovido pelo GLOBO e pelo jornal "Extra", com o patrocínio do Bradesco e da GVT, o evento foi realizado no Hotel Marriott, em Copacabana.
- Vivemos uma oportunidade fantástica de transformação. Para a cidade, nossas Olimpíadas serão mais impactantes que as de Londres - disse Paes.
Segundo ele, a organização dos Jogos segue alguns mandamentos: a capacidade de criar uma cultura de planejamento; gastar poucos recursos públicos, potencializando o capital privado quando possível; investir nas pessoas; estimular novos negócio; e maximizar a imagem da cidade. Para o prefeito, essas premissas são mais importantes para a cidade do que os números do evento em si. A expectativa é que as Olimpíadas de 2016 tenham 17,7 milhões de ingressos, mais de quatro bilhões de espectadores e cerca de cem mil pessoas envolvidas na sua organização:
Esportes - Mercado aposta em desvalorização dos direitos de transmissão da Olimpíada de 2020 O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem o papel de olhar o evento esportivo em si. O papel do prefeito é olhar a cidade. Isso inclui investimentos em infraestrutura. Com a implantação de quatro corredores de BRT, vamos passar de 18% para 63% o total de usuários de transportes de alta capacidade na cidade. Até 2016, vamos concluir o projeto de reurbanização da Zona Portuária. Se não fossem os Jogos, esses investimentos no Porto seriam para 15 anos. E, até 2020, o programa Morar Carioca terá urbanizado todas as favelas da cidade.

Hora de decisões estratégicas
Segundo Paes, não apenas os governos, mas a iniciativa privada deve estar atenta ao momento, para não perder oportunidades, porque a escolha de um país para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas é uma decisão geopolítica. Por isso, é uma ocasião para se honrar prazos, contratos e pensar em decisões estratégicas que melhor atendam aos interesses de cada setor.
Também durante o seminário - que teve a jornalista Flávia Oliveira, do GLOBO, como mediadora -, o prefeito comentou a decisão do Ministério Público do Rio de entrar na Justiça questionando o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por ter concedido licença, sem estudos de impacto ambiental, para a construção do autódromo de Deodoro. Paes disse acreditar que ainda é possível um entendimento com o MP.
Para o presidente do COB e do Comitê Organizador Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, o legado dos Jogos mudará o Rio de Janeiro:
- O legado será para a juventude, e isso é o que vejo como mais importante. O Rio deixará a marca da transformação como nenhuma outra cidade. Todas as cidades marcam os Jogos. Não se deve comparar cidades, porque são diferentes. Mas Londres, mesmo tendo ficado preocupada com o sucesso de Pequim 2008, entregou Jogos excelentes. Foram extraordinários e marcaram uma forma diferente de fazer os Jogos. E o Rio? O Rio vai ser diferente.
O dirigente tornou a explicar que o plano básico dos Jogos do Rio inclui quatro regiões: Maracanã, Deodoro, Copacabana e Barra da Tijuca. Durante a candidatura, o COB chegou a ter dúvidas quanto a apresentar um projeto com quatro regiões, porque isso daria margem a críticas das outras cidades postulantes, que poderiam apontar como ponto fraco as distâncias entre os locais de competição e a deficiência nos transportes.
- Optamos por correr o risco e enfrentar (as adversárias), para que a cidade toda fosse beneficiada. A cidade toda terá os Jogos. Deodoro, por exemplo, é o bairro com maior concentração de jovens, que estão ávidos por um caminho. Tudo isso fará do Rio o símbolo da maior transformação já sofrida por uma cidade por causa dos Jogos Olímpicos. O Rio passará a ser o grande exemplo - enfatizou Nuzman.

Arquiteto elogia mobilização
Segundo o arquiteto Adam Williams, diretor de Planejamento, Desenvolvimento e Design da Aecom, empresa britânica de arquitetura e engenharia responsável pelo Parque Olímpico para os Jogos de 2016, em Londres os organizadores tiveram dificuldade com a mobilização da população.
- Alguns ingleses tratavam (o assunto) com cinismo, pouca animação. É difícil reunir uma cidade inteira em torno de um evento. Muitos em Londres nem sabiam sobre as Olimpíadas. Aqui é diferente, todos estão interessados, perguntam, querem saber. Há mobilização. É uma energia incrível que vem desta cidade - afirmou Adam.
O arquiteto disse que outro objetivo no Rio é criar um legado esportivo com a construção de um centro de treinamento para o COB, com a infraestrutura necessária para aprimorar a técnica de grandes talentos do esporte.




imagens do projeto do RIO 2016

Olimpíada: legado vai muito além do esportivo


Jornal do Commercio, 30/out


Desde que conquistou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro vem passando por grandes transformações. A importância de aproveitar da melhor forma essa oportunidade foi destacada ontem pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante evento que discutiu o legado deixado pelos Jogos de Londres e os preparativos do Rio para a próxima edição da competição.
"Trata-se do maior evento esportivo do planeta, mas não deve ser analisado somente por este ponto de vis-ta. O que nos interessa é o seu legado, o impacto sobre a cidade", disse Paes em sua apresentação, destacando ainda que a Rio 2016 já incorporou à cidade a cultura do planejamento e a importância do cumprimento de prazos. "Estamos mostrando ao mundo que nossa cidade sabe levar as coisas a sério", completou o prefeito.
Vagas para trabalhar nas Olimpíadas RJ 2016 empregos 2 Vagas para trabalhar nas Olimpíadas RJ 2016, empregos
No encontro, Paes também afirmou que a organização dos Jogos de 2016 segue outros fundamentos básicos, com destaque para a criação de uma cultura de planejamento que permitirá potencializar o capital privado e reduzir o gasto de recursos público, além de investir na transformação da cultura dos cariocas, especialmente sob o aspecto dos cuidados que devem ter com a cidade, bem como no estímulo de novos negócios.
Infraestrutura
Os investimentos em infraestrutura na cidade foram destaque em filme apresentado por Paes durante seu discurso. O prefeito citou a construção do sistema Bus Rapid Transit (BRT) e o Programa Morar Carioca como os projetos mais significativos.


"Com a construção de quatro corredores de BRT, o número de usuários que faz uso de transportes de alta capacidade na cidade passará de 18% para 63%. Além disso, até 2020, todas as favelas da cidade estarão urbanizadas", disse Paes, acrescentando ainda os recursos aplicados na revitalização da Zona Portuária. "São investimentos que, se não fossem os Jogos, ficariam prontos em 15 anos. Com a Olimpíada, esse prazo foi reduzido para cinco", disse.

Também participaram do evento, realizado no Hotel Marriott, em Copacabana, Zona Sul do Rio, o presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, a jogadora de vôlei e medalhista olímpica, Fabiana Oliveira, e Adan Williams, diretor da Aecom, empresa vencedora do concurso internacional para o plano geral urbanístico do Parque Olímpico.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

INVESTIR EM HOTEL É A NOVA OPÇÃO DO MOMENTO.




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Taxas de banco reduzidas,  sem IPI para movimentar o mercado de carros, utilização do FGTS para compra de imóveis e obras em residências próprias são a "bola da vez" no Brasil. Mas você já pensou em ser proprietário de um HOTEL?

Brasileiro sempre inventa e reinventa, tem talento, isto é fato.

A nova modalidade são cotas, sim, cotas. Enquanto que em outros países você pode ser sócio com mais 2 ou 3 proprietários, aqui no Brasil você pode ter uma pequena participação, fazer um pequeno investimento e ter uma renda vitalícia.

Isto é muito bom!

Enquanto que em um investimento residencial a sua lucratividade é de 0,4% bruto, em um hotel, tirando todas as taxas, impostos e reservas de capital, você recebe líquido na sua conta a "modesta soma" de 1%.

Imagine você não ter que arcar com despesas tais como: ITBI, IPTU, IR, TAXAS DE LIGAÇÃO.

Não é ficção, é realidade.

Mas o que impulsiona toda esta movimentação em direção aos hoteis?



O Brasil receberá, em menos de uma década, os quatro eventos esportivos mais importantes do planeta: Copa das Confederações, Copa do Mundo, Paraolimpíadas e Olimpíadas. A esses eventos mundiais já se somam milhares de eventos de negócios e esportivos anuais.

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Se 70% do emprego formal da região metropolitana estão na cidade do Rio, uma prioridade maior deveria ser a de transformar o trem suburbano em metrô de superfície



O exemplo londrino

O Globo, Opinião, 09/out


Para um atleta, uma das estratégias na preparação para as Olimpíadas é a de analisar exaustivamente os concorrentes e suas performances em competições anteriores. O mesmo vale para quem vai organizar os Jogos de 2016. A recém-encerrada 30ª edição do evento, em Londres, foi muito bem executada. Os organizadores conseguiram superar a desconfiança inicial de parcela significativa da população e evitaram o esperado tumulto no trânsito e nos aeroportos e o caos no metrô. Um exemplo para o Rio se espelhar e aprender. No turismo, considerou-se o desempenho londrino bom, mas abaixo do que nós esperamos que ocorra aqui.
O balanço final do comitê organizador foi positivo, com um lucro de 16 bilhões de libras e 900 mil turistas circulando no período das competições. Dos visitantes, 300 mil eram de fora do Reino Unido.
Apesar disso, quem passava pelas áreas centrais da capital inglesa na primeira semana tinha a impressão de circular em uma cidade fantasma. Museus, prédios históricos e outras atrações, geralmente concorridas, registraram uma redução de 35% de público, em comparação com a alta temporada de anos anteriores. Não corresponde exatamente à expectativa que criamos para o Rio.
Bares e restaurantes festejaram um crescimento de 24% no movimento. A ocupação hoteleira girou na faixa dos 85%. Comparados com o réveillon e o carnaval do Rio, são índices modestos, mesmo com a enorme diferença na estrutura hoteleira nas duas cidades. Os meios de comunicação britânicos informaram que, em abril, a hotelaria reajustou os preços da tarifa em até 300%. Assustou hóspedes e afetou sua imagem no exterior. Lembra muito o dano à reputação do Rio nos meses anteriores à realização da Rio+20 pelo mesmo motivo.
Estudos comprovam que o turista olímpico costuma voltar à cidade depois, para descobri-la melhor, sem pressa e sem economia. Nesse caso, precisaremos oferecer mais incentivo, além da alegria do povo e da bela paisagem. Investir no treinamento de quem ficará na linha de frente com o visitante é essencial. Não falo apenas de garçons, camareiras e atendentes em bares e hotéis. É fundamental formar e orientar guias turísticos, taxistas, guardas municipais e voluntários. Em Londres, a experiência foi muito elogiada.
Assim como o governo inglês, o prefeito Eduardo Paes vem incentivando os cariocas a mudar a rotina de horários e, mais, deixar a cidade, se possível, durante os tantos eventos que o Rio vai sediar. A intenção é a de não piorar o já complicado trânsito na metrópole. Para isso, o investimento no transporte público torna-se condição essencial ao sucesso da Rio 2016.
Se 70% do emprego formal da região metropolitana estão na cidade do Rio, uma prioridade maior deveria ser a de transformar o trem suburbano em metrô de superfície, para tornar mais eficiente a ligação entre as regiões Oeste e periféricas e a Barra da Tijuca. Seria importante também articular a chegada do metrô ao Aeroporto do Galeão. O exemplo de Londres, que sempre deu preferência aos trilhos, é definitivo.
PEDRO DE LAMARE é presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurante do Rio.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Paisagem vencedora no concurso da sede do golfe

 

O Globo, Diego Barreto, 02/out

As instalações da área social serão erguidas às margens da Avenida das Américas, na Reserva de Marapendi, na Barra
Uma ideia que valoriza a paisagem da Barra foi a vencedora do concurso nacional promovido pelo Comitê Rio 2016 e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para escolher o responsável pela elaboração do projeto da sede do campo de golfe das Olimpíadas de 2016. Dois moradores do Rio, os arquitetos Pedro Évora, de 34 anos, e Pedro Rivera, de 38, sócios do escritório Rua Arquitetos, assinarão o projeto executivo dos edifícios que abrigarão a área social e as áreas de serviço da modalidade. A vitória foi emocionante para Pedro Évora, que é neto do jogador de basquete Affonso Évora, armador da seleção olímpica que conquistou a primeira medalha brasileira no basquete e em esportes coletivos, um bronze nos jogos de 1948, em Londres, na Inglaterra.
- Minha vontade de participar na realização das Olimpíadas de 2016 era muito grande. A medalha sobre a mesa e as muitas histórias do meu avô sobre aquela conquista histórica fazem essa vitória no concurso ser ainda mais especial, é uma honra - disse o arquiteto.
As instalações da área social serão erguidas em uma área de 950 mil metros quadrados às margens da Avenida das Américas, na Reserva de Marapendi, na Barra. O projeto do campo está sendo desenvolvido pelo escritório americano Hanse Golf Course Design, escolhido também por meio de concurso, no último mês de março. A modalidade, que foi disputada somente nos jogos de 1900 e 1904, voltará ao programa olímpico no Rio depois de 112 anos.
 
Lançado em agosto, o concurso para a escolha do projeto da sede do golfe olímpico avaliou 57 trabalhos. A proposta conceitual do Rua Arquitetos se destacou por priorizar a integração da edificação com o campo, além de adotar uma série de conceitos sustentáveis como o aproveitamento de iluminação natural, captação de águas das chuvas, além de painéis de energia solar. O edifício ficará na parte mais elevada do terreno, com acesso pela Avenida Mário Fernandes Guedes.
 
- O projeto é bastante simples, idealizamos uma grande varanda, que permite a integração com o campo e a visualização do jogo. Todos os conceitos de sustentabilidade estão presentes na proposta - explica Pedro Évora, que espera concluir dentro de seis meses o projeto executivo, orçado em R$393 mil.
Segundo o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, a qualidade dos projetos inscritos dificultou o trabalho do júri.
- O concurso foi um sucesso, com projetos de alta qualidade. O vencedor se diferenciou pela simplicidade e utilização de elementos que remetem à arquitetura brasileira e carioca no período de 1940 a 1960. O projeto valoriza a paisagem e articula o edifício em torno de uma praça.
O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman se disse satisfeito com o resultado.
- Tínhamos o desejo de abrir as portas para a cultura brasileira e de dar esta oportunidade aos jovens arquitetos do nosso país. Eles apresentaram trabalhos que enobrecem e orgulham a arquitetura brasileira.
 
Vitória olímpica
 
Criado em 2008 pela dupla de Pedros, que se formaram na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ e hoje dão aulas na PUC-Rio, o Rua Arquitetos, no Humaitá, já desenvolveu projetos ligados a habitação popular, como o Morar Carioca e a reestruturação de imóveis antigos na região central da cidade. Rivera também é diretor do Studio-X Rio, unidade carioca da rede global criada pela Faculdade de Arquitetura, Planejamento e Preservação da Universidade de Columbia (EUA) para pensar o futuro das cidades.
 
As instalações olímpicas que abrigarão o golfe foram as últimas a serem anunciadas pela prefeitura e o comitê organizador, em 2011. Inicialmente o projeto olímpico previa que as provas da modalidade fossem disputadas nos Itanhangá Golf Club, o que foi descartado pelos organizadores por inadequação do espaço. A prefeitura e o Comitê 2016 optaram pela construção do campo na Reserva de Marapendi.
 
Orçadas em R$60 milhões as instalações do golfe serão construídas em parceria público-privada entre o município, o comitê organizador e um consórcio formado pela empresa RJZ Cyrela e o empresário Pasquale Mauro. O consórcio vai arcar com os custos das obras e terá permissão para construir imóveis de luxo no entorno do campo.