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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mercado imobiliário no Rio continuará aquecido mesmo depois da Copa

O Dia, Cristiane Campos, 13/jul

O segundo semestre promete ser ainda mais aquecido no mercado imobiliário. Segundo especialistas, a valorização permanecerá em algumas regiões da cidade, em especial na Zona Norte.

"O setor no Rio terá um cenário bem parecido após a Copa, mas de maneira mais intensa, com grandes lançamentos, principalmente nas zonas Norte e Oeste. O Rio foi bem avaliado por todos durante a Copa, o que valoriza ainda mais o mercado", afirma Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel e vice-presidente da Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário).

Na Sawala Imobiliária, o cenário também é favorável. De acordo com Sandro Sawala, diretor da empresa, no primeiro semestre o volume comercializado chegou a R$451 milhões. "Até dezembro esperamos bater R$ 700 milhões. É fato que haverá mais lançamentos e um volume maior de vendas", diz Sawala.

A Dominus prevê lançar até dezembro três empreendimentos, que totalizam 1.500 unidades. "Estamos diversificando a área de atuação da empresa, de forma que consigamos achar nichos de alta demanda na cidade. Méier, Campinho, Cascadura, e regiões de Jacarepaguá, entre outras, são locais com muita demanda. Acreditamos no cliente final, aquele que precisa do imóvel para uso próprio seja de moradia ou para escritório onde exerce sua profissão. É por aí que está o mapa da mina para os próximos meses", destaca Marcelo Oliveira, diretor de Incorporação da Dominus no Rio.

No mesmo ritmo estão a RJZ Cyrela e a Living. Há previsão de lançamento de 1.500 unidades nos residenciais em Del Castilho, Andaraí, Penha e Irajá até dezembro.

Zona portuária em alta

Com os olhos voltados para a Zona Norte, a PDG lança o Gran Residencial Clube, com 233 unidades no Cachambi, entre apartamentos de dois, três e quatro quartos, além de coberturas dúplex e lineares.

O Grupo Avanço Aliados prepara dois lançamentos até dezembro, ambos na Zona Norte. A CTV prevê levar para a região três empreendimentos até o fim do ano. E a Performance escolheu o bairro do Riachuelo para lançar o Fiore Residencial. O condomínio terá 72 apartamentos de dois quartos, com suíte, duas lojas no térreo, e lazer.

Já a Concal concentra seus projetos na Zona Portuária que, segundo Rodrigo Conde Caldas, vice-presidente da empresa.

Locação não tem crise

Sempre destaque nas pesquisas, a Zona Oeste permanece valorizada. A Brookfield, por exemplo, lançará a segunda fase do Soho, no Centro Metropolitano. E a Celta levará para a Freguesia, o Monte Carlo 4. O residencial terá 70 unidades e lazer completo.

Na locação, a tendência também é de alta. Segundo Edison Parente, vice-presidente Comercial da Renascença Administradora, não há crise no mercado de aluguel. "As pessoas continuam se casando, mudando de emprego e precisam de opções para morar", diz.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Rio de Janeiro. Primeira etapa de eventos para testar áreas hoteleiras e segurança é aprovada pela Prefeitura.

Hospedagem e segurança, desafios bem equacionados


Com um calendário robusto de eventos de grandes proporções, o Rio de Janeiro já cumpriu importantes desafios, especialmente nas áreas de hotelaria e segurança. Autoridades locais garantem que os dois temas, antes vistos com preocupação pela Fifa e pelo Comitê Olímpico Internacional, responsáveis pela escolha do Rio como cidade-sede da Copa de 2014 e anfitriã da Olimpíada de 2016, foram bem equacionados.

Prova disso será a ampla oferta do quartos oferecida até 2016, o dobro do exigido pelo COI. Apenas na capital, 18 mil novas unidades habitacionais deverão ser inaugurados em três anos. O presidente da Associarão Brasileira da Indústria do Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), Alfredo Lopes, afirma que a expansão é fruto do investimento de R$ 5 bilhões do setor em lodo o estado. Segundo ele, o parque hoteleiro do Rio de Janeiro ficou congelado por 30 anos, fato que expôs uma das maiores debilidades da capital.

"Opções alternativas de alojamento, como hospedagem em residências, foi uma medida bem utilizada durante a Rio+20 e a Jornada Mundial da Juventude", relembra. "Queremos fomentar o mesmo modelo de hospedagem para usá-lo em 2014 e em 2016 como mais um complemento", acrescenta.

O consenso no setor hoteleiro é de que os dois megaevenlos foram o ponto de partida para os aportes feitos por essa indústria. O desafio será tornar todo esse legado de uso por manente, com a promoção do Rio como importante destino turístico internaciona. "Não podemos achar que a Copa e a Olimpíada bastarão para manter o atual ritmo de investimentos do setor. Será fundamental a criação de calendário de eventos que possa sustentar o crescimento da hotelaria em todo o estado", afirma Lopes.
Aumentar o volume de eventos recebidos pelo Rio e descentralizar a oferta de quartos são os novos desafios do governo do estado. De acordo com Azaro, o Rio sedia, hoje, o maior número de convenções do País. Dados do Rio Convention & Visitors Bureau (Rio CVB) mostram que de 2013 a 2016, quase 200 eventos de caráter técnico-científico já foram anunciados no estado.

"A Copa e a Olimpíada foram dois grandes marcos nesse sentido. Sem eles, o estado não receberia tantos pequenos e médios eventos", conta o secretário. Segundo Azaro, serão fundamentais para movimentar a vasta cadeia de serviços atrelada ao turismo, estimulando a economia do estado.

A Abih-RJ já observa polos de expansão da hotelaria em municípios da Baixada Fluminense e em Niterói. Além de servir como apoio logístico para os megaeventos, Nova Iguaçu, Caxias e São João de Meriti começam a registrar crescimento próprio, por conta do desenvolvimento de indústrias que estão se instalando na região. O Norte Fluminense, motivado pela mercado de petróleo e gás, é outro exemplo de expansão.

Autoridades são unânimes em afirmar que segurança é outro desafio já superado pelo Rio. Azaro lembra que a polícia do estado passa, continuamente, por projetos de qualificação e integração com corporações de grandes cidades como Londres e Madri, locais que sediaram a Olimpíada 2012 e a JMJ 2011.

"Nossa polícia tem sido amplamente capacitada. Acredito que a segurança pública já seja tema equacionado em nosso estado" , garante. Ele destaca o êxito da política de segurança.com a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades carentes do Rio.

Em linha com o discurso de Azaro, Mello lembra que o Rio já lida todos os anos com grandes eventos, como o réveillon e o carnaval. "São acontecimentos que atraem número semelhante de turistas e que permitem o aprendizado e o aprimoramento de nossa polícia ano a ano, finaliza.
 
Além de novos hotéis, cruzeiros que aportarão na região portuária ajudarão a elevar ainda mais a oferta de leitos. Para o secretário estadual de Turismo, a medida já não e vista como emergencial, embora não seja descartada.