quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Casarão que foi símbolo de luxo no Rio agora abriga a Casa Cor



O Estado de São Paulo, Heloisa Aruth Sturm, 04/out

Edificação construída em 1922 na zona sul entrou em decadência e começou a ser reformada no início dos anos 2000
O casarão quase centenário já foi hotel de luxo, hospital, internato e casa estudantil. Com localização privilegiada, entre as Praias de Botafogo e do Flamengo, zona sul do Rio, o espaço que entrou em decadência nas últimas décadas ressurge revigorado para abrigar a versão carioca da Casa Cor, mostra de arquitetura de interiores que começou ontem e vai até 19 de novembro.
São 52 ambientes criados pelos participantes na edificação de mais de 4 mil m² de área construída. O edifício na Avenida Rui Barbosa foi erguido em 1922 para acomodar os ilustres hóspedes que viriam participar das comemorações do centenário da Independência.
O projeto dos irmãos italianos Antonio e Francesco Jannuzzi era formado por quatro prédios e tinha quase duas centenas de quartos. O material usado na construção era de altíssimo padrão. Quatro meses após a inauguração, o Hotel Sete de Setembro foi desmembrado. Em 1924, parte dele deu lugar ao hospital infantil Abrigo Arthur Bernardes. Dois anos depois, outra edificação seria adaptada para abrigar o Internato da Escola de Enfermagem Anna Nery. O quarto ocupado pela então estudante Teresinha de Jesus, hoje com 75 anos, foi escolhido por seu filho, o arquiteto Fábio Bouillet, para abrigar o estúdio high-tech e, assim, homenagear a mãe.
A casa foi retomada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1995. A restauração iniciada nos anos 2000 continua e a ideia é transformar o local no Colégio Brasileiro de Altos Estudos. "A ideia de montar a Casa Cor ali é divulgar o prédio e, com isso, captar verba para a restauração", afirma a arquiteta Maria Helena Hermes.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Paisagem vencedora no concurso da sede do golfe

 

O Globo, Diego Barreto, 02/out

As instalações da área social serão erguidas às margens da Avenida das Américas, na Reserva de Marapendi, na Barra
Uma ideia que valoriza a paisagem da Barra foi a vencedora do concurso nacional promovido pelo Comitê Rio 2016 e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para escolher o responsável pela elaboração do projeto da sede do campo de golfe das Olimpíadas de 2016. Dois moradores do Rio, os arquitetos Pedro Évora, de 34 anos, e Pedro Rivera, de 38, sócios do escritório Rua Arquitetos, assinarão o projeto executivo dos edifícios que abrigarão a área social e as áreas de serviço da modalidade. A vitória foi emocionante para Pedro Évora, que é neto do jogador de basquete Affonso Évora, armador da seleção olímpica que conquistou a primeira medalha brasileira no basquete e em esportes coletivos, um bronze nos jogos de 1948, em Londres, na Inglaterra.
- Minha vontade de participar na realização das Olimpíadas de 2016 era muito grande. A medalha sobre a mesa e as muitas histórias do meu avô sobre aquela conquista histórica fazem essa vitória no concurso ser ainda mais especial, é uma honra - disse o arquiteto.
As instalações da área social serão erguidas em uma área de 950 mil metros quadrados às margens da Avenida das Américas, na Reserva de Marapendi, na Barra. O projeto do campo está sendo desenvolvido pelo escritório americano Hanse Golf Course Design, escolhido também por meio de concurso, no último mês de março. A modalidade, que foi disputada somente nos jogos de 1900 e 1904, voltará ao programa olímpico no Rio depois de 112 anos.
 
Lançado em agosto, o concurso para a escolha do projeto da sede do golfe olímpico avaliou 57 trabalhos. A proposta conceitual do Rua Arquitetos se destacou por priorizar a integração da edificação com o campo, além de adotar uma série de conceitos sustentáveis como o aproveitamento de iluminação natural, captação de águas das chuvas, além de painéis de energia solar. O edifício ficará na parte mais elevada do terreno, com acesso pela Avenida Mário Fernandes Guedes.
 
- O projeto é bastante simples, idealizamos uma grande varanda, que permite a integração com o campo e a visualização do jogo. Todos os conceitos de sustentabilidade estão presentes na proposta - explica Pedro Évora, que espera concluir dentro de seis meses o projeto executivo, orçado em R$393 mil.
Segundo o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, a qualidade dos projetos inscritos dificultou o trabalho do júri.
- O concurso foi um sucesso, com projetos de alta qualidade. O vencedor se diferenciou pela simplicidade e utilização de elementos que remetem à arquitetura brasileira e carioca no período de 1940 a 1960. O projeto valoriza a paisagem e articula o edifício em torno de uma praça.
O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman se disse satisfeito com o resultado.
- Tínhamos o desejo de abrir as portas para a cultura brasileira e de dar esta oportunidade aos jovens arquitetos do nosso país. Eles apresentaram trabalhos que enobrecem e orgulham a arquitetura brasileira.
 
Vitória olímpica
 
Criado em 2008 pela dupla de Pedros, que se formaram na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ e hoje dão aulas na PUC-Rio, o Rua Arquitetos, no Humaitá, já desenvolveu projetos ligados a habitação popular, como o Morar Carioca e a reestruturação de imóveis antigos na região central da cidade. Rivera também é diretor do Studio-X Rio, unidade carioca da rede global criada pela Faculdade de Arquitetura, Planejamento e Preservação da Universidade de Columbia (EUA) para pensar o futuro das cidades.
 
As instalações olímpicas que abrigarão o golfe foram as últimas a serem anunciadas pela prefeitura e o comitê organizador, em 2011. Inicialmente o projeto olímpico previa que as provas da modalidade fossem disputadas nos Itanhangá Golf Club, o que foi descartado pelos organizadores por inadequação do espaço. A prefeitura e o Comitê 2016 optaram pela construção do campo na Reserva de Marapendi.
 
Orçadas em R$60 milhões as instalações do golfe serão construídas em parceria público-privada entre o município, o comitê organizador e um consórcio formado pela empresa RJZ Cyrela e o empresário Pasquale Mauro. O consórcio vai arcar com os custos das obras e terá permissão para construir imóveis de luxo no entorno do campo.

Crédito imobiliário volta a crescer com 'ritmo saudável', afirma entidade

 

Folha de São Paulo, Mercado Aberto, 01/out

Os financiamentos para a aquisição e a construção de imóveis voltaram a crescer e tiveram em agosto o melhor desempenho histórico, segundo a Abecip (associação de entidades de crédito imobiliário e poupança).
O volume de empréstimos chegou a R$ 8,25 bilhões, um resultado 28% maior que o apurado em julho e 4,9% acima do registrado em agosto de 2011.
No acumulado deste ano, o crédito imobiliário ficou apenas 0,5% acima do resultado dos primeiros oito meses de 2011.
O número de unidades financiadas em agosto avançou mais, 31%.
No acumulado deste ano, foram financiadas 294,7 mil unidades, 8,6% a menos que no ano passado.
Considerados os últimos 12 meses, entre setembro de 2011 e agosto deste ano, a quantidade de unidades com financiamentos foi 13% a menos que no período anterior.
"O volume de empréstimos para construtoras e incorporadoras está se recuperando. Os lançamentos estão sendo retomados, talvez não no patamar de crescimento de 42% de 2011", diz Octavio da Lazari, presidente da Abecip.
O setor deve fechar este ano com alta de 15 a 20%", segundo o executivo.
O primeiro semestre ficou "de lado", com alta de 23% do crédito para mutuário final e queda de 28% no financiamento para empresas. Para Lazari, tempos de expansão de 65%, como em 2010, não devem mais ocorrer.
"Aquele maior crescimento foi com base muito baixa. E a gente entende que nem deve mais crescer naquele patamar", afirma. "O crescimento bem sustentado para a economia é de 20 a 25%. Acima disso surge problema de insumo, mão de obra."

'Minha casa' poderá ter luz mais barata



 

Extra, Lara Mizoguchi, 02/out

Beneficiados pelo "Minha casa, minha vida" poderão pagar menos pela luz que consomem, a partir do ano que vem. O Ministério das Cidades confirmou, nesta segunda-feira, que as unidades do programa habitacional do governo federal receberão placas para captação de energia solar, que será convertida em energia elétrica. Se o consumidor gastar menos do que for gerado, a sobra dessa energia será devolvida à rede, e ele terá descontos de até 50% na fatura.
O cálculo é da presidente da Companhia Estadual da Habitação Popular da Paraíba, Emilia Correia Lima, mentora do projeto. O percentual de economia dependerá de fatores como o clima e a manutenção das placas.
Monitorados pela Universidade Federal de Campina Grande, da Paraíba, e pela Energisa, que cobre a região, os testes vão começar no fim deste mês e durar 60 dias. Após análises, o projeto será estendido a outros estados.
Segundo o ministério, ainda não se sabe se o custo de instalação do sistema será financiado ou absorvido pelo atual valor das unidades do programa.
 
 
 

sábado, 29 de setembro de 2012

SEU 2 OU 3 QUARTOS NO RECREIO




FRAMES RESIDENCE

Construtora CALPER





                                 VENDAS :  (21) 8522-9511 OU 8354-7435

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Investir em imóveis é um bom negócio



O Dia, 09/set

Preços vão subir mais com obras para grandes eventos no Rio
Investir em imóveis continua um bom negócio. Isso porque o bem é considerado um patrimônio durável e que se valoriza ao longo do tempo, especialmente quando ocorrem melhorias na infraestrutura da região. Mesmo com a expectativa de estabilização do mercado imobiliário, vender ou alugar uma unidade ainda é um bom investimento.
"Os índices de valorização registram pequena queda, porém, os preços atuais não irão diminuir", explica Carlos Samuel de Oliveira Freitas, diretor de Condomínios da Primar Ad mi n i s t r a d o r a de Bens. Diante deste cenário, é uma boa hora para comprar imóvel residencial ou comercial para morar ou investir, além das facilidades para adquirir a casa de veraneio.
AUMENTO DE ATÉ 700%
De 2001 a 2010, os preços dos imóveis residenciais e comerciais no Rio tiveram um aumento de até 700%, segundo o estudo "Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro", feito pelo Secovi Rio (Sindicato da Habitação). Mas no ano passado, a entidade constatou que o crescimento foi menor comparado ao mesmo período de 2010.
Para Freitas, mesmo nesta fase de equilíbrio dos valores praticados pelo mercado imobiliário, ainda haverá um aumento nos preços dos imóveis, por conta das obras de infraestrutura para receber a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.