sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Explode venda de imóveis de um dormitório em São Paulo

Agora, 14/ago

A venda de imóveis de um dormitório cresceu 330% no primeiro semestre deste ano, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).
Foram 4.147 unidades vendidas entre janeiro e junho deste ano, contra 964 no mesmo período de 2012.
De acordo com a pesquisa, não foram só as vendas desse tipo de imóvel que cresceram.
A quantidade de lançamentos de um dormitório também aumentou.
Na primeira metade deste ano as ofertas somaram 3.565 unidades, contra 747 em 2012.
Para Emilio Kallas, vice-presidente de incorporação e terrenos urbanos do Secovi-SP, como o preço do metro quadrado aumentou, o mercado imobiliário começou a ofertar imóveis menores, seguindo a procura do comprador, que quer um imóvel para "caber no bolso".

De olho nas novidades

Meia Hora, 15/ago

Um elevador que aciona bateria em caso de falta de luz e que não precisa de casa de máquina, um robô que limpa piscinas sozinho, um ar-condicionado sem dreno e um sistema de controle de identificação de portaria que grava rosto, voz e identidade do visitante em apenas quatro segundos. Essas são algumas das novidades apresentadas na Feira Construir Rio 2013, que começou ontem e vai até sábado no Riocentro, na Barra da Tijuca.

Um dos lançamentos do evento, o controle de identificação de portaria promete deixar a casa ainda mais segura. Além de gravar rosto, voz e identidade do visitante em quatro segundos, o sistema também registra o horário de chegada e o lugar para onde a pessoa vai.
Já o robô X-Treme caminha no fundo da piscina e limpa sem desperdício de água, com economia de 90%. Ainda sobe as paredes e continua o trabalho, já que é programado com um GPS e não repete a trajetória. O equipamento funciona até quatro horas, ligado por um fio de 34 metros.

Outra novidade da feira é o elevador movido a bateria. Em caso de falta de energia, ele acende a luz, desce até o primeiro andar e abre as portas. Além disso, não precisa de casa de máquinas nem fosso. O equipamento opera com óleo orgânico, que é 100% reciclável e biodegradável.

No evento, será apresentada ainda uma tinta à base de látex, feita para superfícies lisas, como vidro, borracha, gradis e até automóveis. Após a secagem, ela forma película emborrachada, que pode ser removida com as mãos. A novidade no setor de pisos é o uso de PVC para substituir o laminado.

Notícias sobre equipamento que vai perfurar os túneis da Linha 4 do Metrô do Rio

O Globo, Ancelmo Gois,15/ago

Equipamento que vai perfurar os túneis da Linha 4 do Metrô do Rio, o Tatuzão foi pré-montado num terreno ao lado da antiga estação de trem da Leopoldina, no Centro, e, na madrugada de hoje, começou a ser levado em partes para o canteiro de obras da estação General Osório, em Ipanema. É que o equipamento ê muito grande e serão necessárias, ao todo, 92 viagens. 

Montado, ele pesa duas mil toneladas e tem 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro - algo como um prédio de quatro andares. O Consórcio Linha 4 Sul ainda não sabe quando vai terminar a transferência, mas garante que tudo será feito de madrugada para não atrapalhar o trânsito. Tomara!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

BB e Caixa reabilitam tabela Price para o crédito

Valor Econômico, Felipe Marques, 07/ago


A tabela Price está de volta ao crédito imobiliário brasileiro. O sistema de cálculo de parcelas, que garante uma prestação constante durante todo o financiamento, já foi onipresente nos empréstimos da casa própria no país, mas caiu em desuso de uma década para cá. Os problemas jurídicos e a percepção de que as carteiras de crédito originadas por esse modelo tendiam a ter mais inadimplência afastaram os bancos da Price. No lugar, entrou o sistema que prevê parcelas maiores no começo do contrato e decrescentes ao longo do tempo.
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, porém, resgataram a tabela Price do ostracismo. Os bancos retomaram o uso da tabela, ainda de forma incipiente, no programa de financiamento habitacional do governo, o Minha Casa, Minha Vida. A vantagem de ressuscitar a tabela Price, que tem agradado às incorporadoras, é que a metodologia facilita enquadrar quem tem renda menor nas regras do programa. Também aumenta o poder de compra de quem já estava habilitado a participar e que passa, por isso, a ser capaz de financiar imóveis mais caros.
De acordo com cálculos da Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc), considerando um imóvel de mesmo valor, a renda necessária do tomador para um financiamento pela tabela Price é 35% menor do que se o crédito fosse concedido seguindo o Sistema de Amortização Constante (SAC), a metodologia mais comum no crédito imobiliário hoje.

A razão é a diferença entre os valores máximos da prestação mensal em cada sistema. Como o SAC conta com uma parcela maior no começo, fica maior também a renda exigida do tomador. Ne regra do SAC, a parcela mensal vai caindo ao longo do contrato, uma vez que a fatia de amortização do principal é constante e os juros, decrescentes.
A Caixa Econômica Federal, que responde por mais de 90% das operações do Minha Casa, Minha Vida, começou a trabalhar com a tabela Price no fim de maio, afirma Teotonio Resende, diretor de habitação do banco. O executivo reforça que o SAC ainda é o sistema preferido do banco, mas que a Price tem servido para evitar que a Caixa perca negócios no âmbito do programa, ao elevar potencialmente o número de mutuários.
Em junho, 3% dos contratos fechados pela Caixa no Minha Casa usaram a Price. Em julho, o percentual subiu para 9,7%. "A Price tende a crescer em percentual de contratos. Mas é algo que vamos monitorar de perto e adotar medidas corretivas se necessário", disse o executivo.
Entre as incorporadoras, a tabela Price tem feito sucesso. No caso da MRV, uma das principais construtoras do Minha Casa, a parcela de imóveis vendidos com uso da tabela Price superou os do SAC, afirma Rodrigo Resende, diretor comercial da MRV.
Foi o Banco do Brasil que inaugurou o uso da tabela Price no programa federal de habitação. No ano passado, o BB deu início a uma estratégia mais agressiva no crédito imobiliário, determinado a ganhar mercado da Caixa no Minha Casa. A possibilidade de usar a tabela Price foi um dos diferencias que trouxe.
Procurado, o BB afirmou, por meio de nota, que oferece os dois sistemas de amortização, Price e SAC, para os clientes de crédito imobiliário. Atualmente, a maior parte dos clientes do Banco do Brasil tem optado pela amortização no SAC, informa o banco. A instituição não deu mais detalhes sobre a operação por estar em período de silêncio antes da divulgação de resultados.
O retorno da tabela Price no Brasil só foi possível após a resolução de uma antiga discussão sobre a legalidade da tabela, um dos principais fatores que levaram os bancos a abandonar o método. A questão foi solucionada em 2009, com a lei que deu início ao programa Minha Casa, Minha Vida.
Ainda assim, há reticência entre os bancos brasileiros, incluindo a própria Caixa, em adotar a Price de forma mais intensiva. A explicação é que os créditos originados com o SAC costumam ter chance menor de inadimplência que os da Price. Como a parcela inicial do SAC é mais alta, uma vez que ela é paga, é menos provável que o tomador deixe de honrar o contrato nas parcelas finais. E como as prestações finais vão ficando menores, caso um imprevisto comprometa a capacidade de pagamento do tomador, ele tem mais chance de continuar quitando o compromisso.
Tanto a Caixa como as incorporadoras, contudo, argumentam que a perspectiva de estabilidade econômica no Brasil no longo prazo, tanto em termos de inflação como de emprego, favorecem o retorno da tabela Price. Além disso, no Minha Casa, Minha Vida há uma "entrada" que chega a 25% do financiamento imobiliário, resultado da possibilidade de o tomador usar seu saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o subsídio do governo ao crédito. "É seguro fazer a tabela Price nesse ambiente", diz Rubens Menin, presidente da Abrainc.
A Caixa faz uma outra ressalva ao uso da Price. Resende relata casos em que a incorporadora trabalha com um preço de imóvel no SAC e outro, maior, na tabela Price. "É outra situação que estamos olhando com atenção."
"Há casos em que o imóvel que o cliente consegue pagar com a renda que ele tem simplesmente não existe. A Price viabiliza o fechamento desses negócios", afirma Renato Ventura, diretor da Abrainc. Essa situação, afirma, ocorre especialmente em grandes centros urbanos. Na visão dele, além da melhoria do arcabouço jurídico, a estabilidade da economia favoreceu o retorno da tabela Price.
O Minha Casa, Minha Vida é dividido em três faixas, sendo que só as faixas 2 e 3, cuja renda familiar vai até R$ 5 mil, funcionam como um empréstimo bancário de fato. São as faixas em que o mutuário opta entre o SAC e a Price e que, até junho, contavam com 1,51 milhão de imóveis desde o início da segunda fase do programa, em 2011. Na faixa 1, com renda familiar de até R$ 1,6 mil, o agente financeiro atua quase como um prestador de serviços, fazendo a administração de recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e repassando os valores às construtoras.
Considerando o crédito imobiliário fora do Minha Casa, Minha Vida, o uso da tabela Price é marginal. "Hoje, 99% dos contratos com recursos da poupança são fechados usando o SAC. É um quadro que deve se manter pelo menos nos próximos cinco anos", afirma Octávio de Lazari Junior, presidente da Abecip, associação de crédito imobiliário e poupança. Com mais tempo de inflação e juros básicos estáveis em níveis baixos, o cenário para um retorno mais intenso da Price fica mais favorável, afirma.

Construção civil se expande

O Dia, Aurélio Gimenez e Stephane Tondo, 14/ago

Todos os segmentos relacionados à Construção Civil se reúnem de hoje até sábado na Feira Construir Rio 2013, que ocorre no Riocentro. O evento, que já está na 19ª edição, tem como objetivo apresentar as novidades do mercado aos profissionais que atuam no setor, além de promover novos negócios.
Este ano, o diferencial fica por conta da tecnologia e da sustentabilidade, presentes tanto nos produtos quanto nas palestras. Além disso, a capacitação profissional ganha cada vez mais importância, com sorteio de bolsas de estudo e um estande do Sebrae/RJ que simula uma loja de material de construção, onde será oferecido treinamento para comerciantes e vendedores.
De acordo com Victor Montenegro, diretor de negócios da feira, para esta edição a expectativa é de 50 mil visitantes e faturamento de R$ 110 milhões em contratos, um crescimento de aproximadamente 20% com relação ao ano passado.
"A Construção Civil está em crescimento. Muitas áreas da cidade estão sendo revitalizadas. como a Região Portuária, e há muito desenvolvimento na Zona Oeste, principalmente Barra, Recreio e Jacarepaguá", avalia o diretor.
O evento é aberto a todos os interessados: de lojistas a construtores, fabricantes e profissionais, como engenheiros e arquitetos, além do consumidor final.

O Grajaú completa 99 anos

Pelas ruas do Grajaú, a história contada através da sua arquitetura

O Globo online, Raphaela Ribas, 13/ago


O Grajaú completa 99 anos nos próximos dias e, como todo bom centenário (ou quase isso), já passou por muitas mudanças, especialmente na arquitetura. Pelas ruas do bairro, os estilos que vão do neoclássico ao modernismo contam a história das transformações e influências da região. No próximo sábado, 17, em meio às comemorações de aniversário, quem quiser conhecer mais sobre o bairro poderá participar do tour "Conhecendo o Grajaú". É a primeira caminhada cultural com foco na arquitetura.

No passeio, que custa R$ 20, os convidados vão acompanhar a pé a explicação dos estilos dos imóveis, que passam pelas seguintes influências: ecletismo classicizante, neogótico, neobizantino, neocolonial, neomedieval, neonormando, art déco e modernismo.

Um dos destaques para a arquiteta (e fã do Grajaú) Natalia Lima, responsável pelo levantamento e organização do tour, é a Capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição, de 1928, que só abre uma vez ao ano, em 8 de dezembro, dia da padroeira.

- É a primeira igreja construída no Grajaú e está em más condições. Os moradores estão lutando para mantê-la, mas ela nem tombada é. Precisa ser mais bem cuidada, pois faz parte da história do bairro - conta ela que, junto ao professor Francisco Filgueira, fez uma ampla pesquisa sobre a arquitetura local, que no futuro deve ser publicada num livro.

A única casa tombada no bairro, segundo ela, é uma residência no estilo neonormando, caracterizada pelo estilo de chalé germânico, com telhado em formato triangular e chaminé.

Nane Rodrigues, diretora da Expedição Cultura, que realiza o evento, explica que a mistura de estilos arquitetônicos do bairro é uma de suas grandes características.

- Ao passar pelas ruas, é possível ver esta mistura e identificar quando o imóvel foi construído, qual seu estilo e influência arquitetônica.

Além do tour, haverá no domingo (18) uma exposição na praça Edmundo Rego chamado 
"Grajaú -Arquitetura e Memória", também de Natalia Lima, que ficará aberto ao público das 10 às 14 horas. Este é gratuito.
Serviço
Dia: sábado, 17
Horário: saídas às 9h e às 14h
Local de concentração: praça Edmundo Rego
Preço: R$ 20
Inscrições: pelo e-mail expedicaocultura@gmail.com ou pelo telefone 8609-4541