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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Caixa reduz juro para imóvel com FGTS

O Globo, Geralda Doca, 02/out

Os futuros mutuários da casa própria enquadrados no novo teto de financiamento com recursos do FGTS (de até R$ 750 mil, no caso do Rio de Janeiro) terão redução na taxa de juros de até 0,55 ponto percentual ao ano, se o contrato for feito com Caixa, além de poderem usar o Fundo para abater parte da dívida. A Caixa reduziu os juros porque, agora, esses financiamentos passarão para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que oferece taxas mais baixas para o mutuário. Até segunda-feira, o valor teto do imóvel para uso do Fundo e enquadramento no SFH era de R$ 500 mil.

Com isso, a taxa cai de 8,6% ao ano para 8,3% para quem tem relacionamento com o banco. Para quem não é cliente, o percentual passa de 9,4% para 8,85% nos novos financiamentos.

Na resolução que estabeleceu o novo teto para financiamentos com recursos do FGTS, o Banco Central (BC) tornou mais rígida a avaliação de risco no crédito imobiliário e determinou que todos os bancos consultem seu banco de dados para checar a renda disponível do cliente ao longo do tempo, se ele tem outros empréstimos com outras instituições, levando-se em conta a necessidade de garantir uma renda mínima para sobreviver.

Segundo o diretor de Habitação da Caixa Econômica Federal, Teotônio Rezende, os grandes bancos já adotam critérios rígidos de análise de risco nos empréstimos habitacionais, mas a norma do BC tem a finalidade de padronizar o sistema, de modo a evitar o surgimento de bolhas. O crédito imobiliário é a modalidade que mais cresce no país.

Rezende disse que a Caixa fará ajuste nas taxas nos financiamentos de imóveis, independentemente da tendência de alta da taxa básica de juros (Selic). Segundo ele, a expectativa é que haja maior procura por parte das famílias de classe média para financiar imóveis acima de R$ 500 mil, diante da possibilidade de sacar os recursos do FGTS para dar como entrada nos financiamentos de imóveis avaliados em até R$ 750 mil.

Segundo a Caixa, dos R$ 46 bilhões aplicados pelo banco até setembro, os contratos com imóveis acima de R$ 500 mil representam apenas 7,3% do volume de recursos e 4,2% em termos de quantidade.

- Não é uma quantidade relevante, mas também não é desprezível - destacou Rezende.

Ele avalia também que a medida vai resultar em aumento nos saques do FGTS. Embora esses correntistas representem apenas 0,8% do total de contas vinculadas ao Fundo, são donos dos maiores saldos. No entanto, existem travas para sacar o dinheiro do Fundo, como não ter outro imóvel, por exemplo.

Na resolução, o BC também fixou em 60% o limite de financiamento na modalidade de crédito chamado home equity, quando o correntista pega um financiamento e dá o imóvel já quitado como garantia. Os bancos vinham concedendo até 70%.

- Está claro que o BC está monitorando o mercado de crédito imobiliário - disse José Pereira, especialista do setor e diretor da Nova Sec.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

'Minha casa melhor' poderá permitir compra de micro-ondas e armário de cozinha

Extra, 30/ago

Depois de lavadora de roupas automática, geladeira, fogão, TV, computador, cama e guarda-roupa, a linha de financiamento "Minha casa melhor" poderá incluir micro-ondas e armários de cozinha. O anúncio foi feito pela presidente Dilma Rousseff, ontem, numa cerimônia de entrega de 520 moradias em Campinas (SP). Segundo ela, a solicitação partiu da população.

- O pessoal da Caixa (Econômica Federal) abriu uma linha só para escutar sugestão. Eu já escutei duas. Por onde eu tenho andado, já me falaram duas coisas - disse.

Segundo a presidente, haverá uma discussão com o comércio varejista para avaliar a possibilidade de incluir os dois itens na lista de produtos que integram a linha de crédito.

O benefício oferece condições especiais para mutuários do programa federal de habitação popular "Minha casa, minha vida". Ao utilizar a linha de crédito para aquisição de móveis, eletrônicos e eletrodomésticos, é possível parcelar a compra em até 48 vezes. As lojas credenciadas são obrigadas a dar 5% de desconto sobre o valor do produto à vista. Além disso, a taxa de juros é de 0,4% ao mês (5% ao ano).

Os beneficiários que quiserem contratar o cartão "Minha casa melhor" podem solicitá-lo pelo 0800-726-8068 ou nas agências da Caixa. A entrega ocorre em dez 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

BB e Caixa reabilitam tabela Price para o crédito

Valor Econômico, Felipe Marques, 07/ago


A tabela Price está de volta ao crédito imobiliário brasileiro. O sistema de cálculo de parcelas, que garante uma prestação constante durante todo o financiamento, já foi onipresente nos empréstimos da casa própria no país, mas caiu em desuso de uma década para cá. Os problemas jurídicos e a percepção de que as carteiras de crédito originadas por esse modelo tendiam a ter mais inadimplência afastaram os bancos da Price. No lugar, entrou o sistema que prevê parcelas maiores no começo do contrato e decrescentes ao longo do tempo.
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, porém, resgataram a tabela Price do ostracismo. Os bancos retomaram o uso da tabela, ainda de forma incipiente, no programa de financiamento habitacional do governo, o Minha Casa, Minha Vida. A vantagem de ressuscitar a tabela Price, que tem agradado às incorporadoras, é que a metodologia facilita enquadrar quem tem renda menor nas regras do programa. Também aumenta o poder de compra de quem já estava habilitado a participar e que passa, por isso, a ser capaz de financiar imóveis mais caros.
De acordo com cálculos da Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc), considerando um imóvel de mesmo valor, a renda necessária do tomador para um financiamento pela tabela Price é 35% menor do que se o crédito fosse concedido seguindo o Sistema de Amortização Constante (SAC), a metodologia mais comum no crédito imobiliário hoje.

A razão é a diferença entre os valores máximos da prestação mensal em cada sistema. Como o SAC conta com uma parcela maior no começo, fica maior também a renda exigida do tomador. Ne regra do SAC, a parcela mensal vai caindo ao longo do contrato, uma vez que a fatia de amortização do principal é constante e os juros, decrescentes.
A Caixa Econômica Federal, que responde por mais de 90% das operações do Minha Casa, Minha Vida, começou a trabalhar com a tabela Price no fim de maio, afirma Teotonio Resende, diretor de habitação do banco. O executivo reforça que o SAC ainda é o sistema preferido do banco, mas que a Price tem servido para evitar que a Caixa perca negócios no âmbito do programa, ao elevar potencialmente o número de mutuários.
Em junho, 3% dos contratos fechados pela Caixa no Minha Casa usaram a Price. Em julho, o percentual subiu para 9,7%. "A Price tende a crescer em percentual de contratos. Mas é algo que vamos monitorar de perto e adotar medidas corretivas se necessário", disse o executivo.
Entre as incorporadoras, a tabela Price tem feito sucesso. No caso da MRV, uma das principais construtoras do Minha Casa, a parcela de imóveis vendidos com uso da tabela Price superou os do SAC, afirma Rodrigo Resende, diretor comercial da MRV.
Foi o Banco do Brasil que inaugurou o uso da tabela Price no programa federal de habitação. No ano passado, o BB deu início a uma estratégia mais agressiva no crédito imobiliário, determinado a ganhar mercado da Caixa no Minha Casa. A possibilidade de usar a tabela Price foi um dos diferencias que trouxe.
Procurado, o BB afirmou, por meio de nota, que oferece os dois sistemas de amortização, Price e SAC, para os clientes de crédito imobiliário. Atualmente, a maior parte dos clientes do Banco do Brasil tem optado pela amortização no SAC, informa o banco. A instituição não deu mais detalhes sobre a operação por estar em período de silêncio antes da divulgação de resultados.
O retorno da tabela Price no Brasil só foi possível após a resolução de uma antiga discussão sobre a legalidade da tabela, um dos principais fatores que levaram os bancos a abandonar o método. A questão foi solucionada em 2009, com a lei que deu início ao programa Minha Casa, Minha Vida.
Ainda assim, há reticência entre os bancos brasileiros, incluindo a própria Caixa, em adotar a Price de forma mais intensiva. A explicação é que os créditos originados com o SAC costumam ter chance menor de inadimplência que os da Price. Como a parcela inicial do SAC é mais alta, uma vez que ela é paga, é menos provável que o tomador deixe de honrar o contrato nas parcelas finais. E como as prestações finais vão ficando menores, caso um imprevisto comprometa a capacidade de pagamento do tomador, ele tem mais chance de continuar quitando o compromisso.
Tanto a Caixa como as incorporadoras, contudo, argumentam que a perspectiva de estabilidade econômica no Brasil no longo prazo, tanto em termos de inflação como de emprego, favorecem o retorno da tabela Price. Além disso, no Minha Casa, Minha Vida há uma "entrada" que chega a 25% do financiamento imobiliário, resultado da possibilidade de o tomador usar seu saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o subsídio do governo ao crédito. "É seguro fazer a tabela Price nesse ambiente", diz Rubens Menin, presidente da Abrainc.
A Caixa faz uma outra ressalva ao uso da Price. Resende relata casos em que a incorporadora trabalha com um preço de imóvel no SAC e outro, maior, na tabela Price. "É outra situação que estamos olhando com atenção."
"Há casos em que o imóvel que o cliente consegue pagar com a renda que ele tem simplesmente não existe. A Price viabiliza o fechamento desses negócios", afirma Renato Ventura, diretor da Abrainc. Essa situação, afirma, ocorre especialmente em grandes centros urbanos. Na visão dele, além da melhoria do arcabouço jurídico, a estabilidade da economia favoreceu o retorno da tabela Price.
O Minha Casa, Minha Vida é dividido em três faixas, sendo que só as faixas 2 e 3, cuja renda familiar vai até R$ 5 mil, funcionam como um empréstimo bancário de fato. São as faixas em que o mutuário opta entre o SAC e a Price e que, até junho, contavam com 1,51 milhão de imóveis desde o início da segunda fase do programa, em 2011. Na faixa 1, com renda familiar de até R$ 1,6 mil, o agente financeiro atua quase como um prestador de serviços, fazendo a administração de recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e repassando os valores às construtoras.
Considerando o crédito imobiliário fora do Minha Casa, Minha Vida, o uso da tabela Price é marginal. "Hoje, 99% dos contratos com recursos da poupança são fechados usando o SAC. É um quadro que deve se manter pelo menos nos próximos cinco anos", afirma Octávio de Lazari Junior, presidente da Abecip, associação de crédito imobiliário e poupança. Com mais tempo de inflação e juros básicos estáveis em níveis baixos, o cenário para um retorno mais intenso da Price fica mais favorável, afirma.

sábado, 10 de agosto de 2013

Compra de imóvel deve levar apenas 30 dias.

O Estado de são Paulo, 09/ago


O processo de compra de um imóvel no Brasil pode cair dos cerca de quatro meses para menos de 30 dias com a aprovação de um projeto em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O texto concentra todos os atos jurídicos envolvendo um imóvel na sua matrícula de registro. De autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a proposta tem o apoio do governo federal e deverá ser aprovada em breve.

A proposta transfere a responsabilidade do comprador para o proprietário do imóvel, que passará a ser obrigado a registrar na matrícula todos os dados envolvendo aquela residência. A responsabilidade também recairá sobre um terceiro que tenha algum litígio com repercussão financeira contra o imóvel.
 
Assim, em vez de o comprador ser obrigado a fazer um verdadeiro périplo pelos cartórios para verificar se o imóvel está bloqueado pela Justiça, consta como espólio ou foi usado como garantia em empréstimo, por exemplo, os dados serão unificados na matrícula do imóvel no Serviço de Registro de Imóveis.
A atualização e veracidade dos dados na matrícula ficam a cargo do vendedor e não mais do comprador, que antes precisava percorrer várias cartórios. Em São Paulo, por exemplo, o comprador deve levantar de 40 a 50 certidões para se proteger no futuro e, mesmo assim, não há garantias de que a compra não será questionada na Justiça.
 
Na prática, além de reduzir os custos e a burocracia, a proposta, conhecida no mercado como concentração do ônus na matrícula, desestimula os chamados "contratos de gaveta". Com a concentração de todos ao atos do imóvel na matrícula, ficam valendo somente aqueles ônus que estiveram averbados no registro na hora da assinatura do contrato.
 
"O objetivo é desburocratizar o mercado imobiliário brasileiro, que em função da insegurança jurídica não tem o tamanho que poderia ter", afirmou Teixeira. Para ele, o mercado brasileiro se desenvolveu de forma "torta". "Cabe a um terceiro, no caso, o adquirente do imóvel, levantar todas as informações que comprovem que aquele bem não tem nenhum problema envolvendo o seu dono original e outra parte, como instituição financeira ou a Justiça."
 
O secretário adjunto de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Pablo Fonseca, avaliou que a aprovação do projeto tem potencial para melhorar "enormemente" a segurança jurídica na compra de imóveis, mercado em expansão no País nos últimos anos.

Segundo ele, a SPE acompanha com grande interesse a tramitação do projeto. "O credor, ou alguém que tem algum interesse sobre a pessoa que é dona do imóvel, será obrigado a registrar na matrícula que move uma ação contra o proprietário", explicou Fonseca. "Se não estiver anotado matrícula, o imóvel não seria mais passível de questionamento e o comprador não corre o risco de perder o imóvel."
 
Para o presidente da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octavio de Lazari, os registradores de imóvel e o mercado financeiro são favoráveis à aprovação do projeto. Na avaliação dele, o projeto privilegia a todos compradores, inclusive aqueles beneficiados no programa Minha Casa, Minha Vida.

sábado, 18 de maio de 2013

IMÓVEIS DO MINHA CASA MINHA VIDA AO SEU ALCANCE SEM PRECISAR IR AO FEIRÃO


RESIDENCIAL COMPLETO ZONA NORTE 

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Caixa passa a financiar despesas com cartório e ITBI no crédito imobiliário


InfoMoney-13/12/12

De acordo com a instituição, podem ser incluídas taxas de registro e escritura, dentre outras despesas cartorárias e de ITBI, até o limite de 4% do empréstimo tomado. Vale lembrar, que os valores destas despesas variam conforme a localidade onde o cartório estiver situado. 
Crédito imobiliário Na opinião do diretor executivo de Habitação e Governo da Caixa, Teotônio Rezende, a medida trará às famílias mais tranquilidade para obter o financiamento imobiliário. “Com esta nova opção, a Caixa amplia ainda mais o acesso à moradia própria, proporcionando planejamento e facilidade de pagamento das despesas”, argumenta. 
Até a primeira semana de dezembro, a CEF alcançou R$ 93,7 bilhões em contratações do crédito imobiliário, montante 33,1% superior ao registrado em igual período do ano passado.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Financiamento de móveis e eletrodomésticos é a nova vedete entre os bancos



publicado em 10/10/2012 às 11:12 ,
atualizado em 15/10/2012 às 12:25
por Guilherme Yoshida | Fonte: ZAP Imóveis



com o crescimento do mercado imobiliário nos últimos anos e a popularização do programa federal Minha Casa, Minha Vida, os setores de móveis, eletrodomésticos e até eletrônicos pegaram carona na alta e também viram a demanda aumentar.

E, de olho nesta fatia do mercado, os bancos não perderam tempo e lançaram cartões específicos para o financiamento de produtos destes segmentos.
Desde o dia 1º deste mês, a Caixa Econômica Federal comercializa o Moveiscard, um cartão para financiamento de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos e que pode ser utilizado em diversas lojas credenciadas em todo o país.

Móveis e eletrodomésticos podem ser adquiridos em diversas lojas credenciadas do país (Foto: Banco de imagens / Think Stock)
O cartão financia até 100% do bem a ser adquirido, com prazo de até 60 meses, sendo dois meses de utilização e 58 meses de amortização, com taxas de juros que variam de 0,90% a 1,80% ao mês.
Para ter acesso ao Moveiscard, o interessado deve se dirigir a uma agência da Caixa e apresentar documento de identidade, CPF, comprovante de renda e endereço. A utilização dos recursos será feita por meio de um cartão e o pagamento das prestações será em débito em conta.
Já o Itaú Unibanco, desde 2011, oferece a seus clientes o Construshop, o plástico financia até R$ 300 mil e pode ser usado para pagar qualquer item adquirido em estabelecimentos de construção, móveis e decoração que aceitem Mastercard Débito.
A instituição financeira dispõe do serviço, porém, apenas para correntistas, que têm até seis meses para fazer suas compras. Nesse período, serão cobrados somente os juros das compras realizadas. Após esse prazo, são até 54 meses para pagar. As taxas são a partir 2,39% ao mês, sem cobrança de tarifas.

Juros dos cartões para este tipo de financiamento variam de 0,90% a 2,39% ao mês, dependendo do correntista (Foto: Banco de imagens / Think Stock)
O banco ainda informa, por meio da sua assessoria, que caso seja necessário um novo limite, o cliente poderá contratar outro financiamento e utilizar o mesmo cartão, uma vez que o serviço tem uma validade de cinco anos.
Em busca desse novo nicho, o Banco do Brasil conta com o cartão Ourocard Crediário, que oferece vantagens como o parcelamento em até 48 vezes das compras realizadas diretamente nas lojas, sem impactar o limite do cartão de crédito.
Uma das exigências do banco estatal, que permite comprar qualquer tipo de bem e serviço, exceto veículos, é que o débito das parcelas ocorra diretamente na conta corrente. Os juros variam de 1,88% a 1,95% ao mês, dependendo do número de parcelas.
Os bancos Santander e Bradesco não contam com nenhum serviço similar, enquanto o HSBC não respondeu até o encerramento desta reportagem.