sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Rio continua com o metro quadrado mais caro do país

O Dia, 07/fev

A cidade do Rio continua com o metro quadrado mais caro do país. A região teve alta nos valores de 15,5% no acumulado dos últimos 12 meses. Em dezembro, segundo o indicador Fipe, subiu 1,2%. Além disso, o município possui também o maior valor médio do país, com R$ 10,250 a metragem. O bairro do Leblon mantém o metro quadrado mais caro, com R$21.622. Já a Pavuna apresenta a metragem mais baixa, com R$2.211.

No país, a alta do valor de venda dos imóveis por metro quadrado em janeiro foi a menor em mais de um ano, desde outubro de 2012. O preço médio de venda aumentou no mês 0,77% (R$ 7.318), considerando o do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o valor anunciado do metro quadrado subiu 13,5%. No período, a maior valorização, ocorreu na capital paranaense, Curitiba, onde a metragem subiu 36,6%, a R$ 5.083. A menor alta ocorreu em Brasília (3,9%), a R$ 8.146.

O metro quadrado da capital paulista subiu 0,7%, a menor alta mensal em toda a série histórica. Em janeiro, o preço médio em São Paulo foi de R$ 7.839. No acumulado de 12 meses, o valor na cidade subiu 13,7%.

COMPARAÇÃO MENSAL

O aumento médio nas 16 cidades monitoradas foi de 0,8% no mês passado, acima do esperado para a inflação. Os maiores aumentos ocorreram em Florianópolis (SC) de 1,6% e em Vitória (ES), de 1,4%.

Índice avalia apartamentos

O Índice Fipe de Preços de Imóveis Anunciados é calculado pela entidade e acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos. É feito em 16 municípios brasileiros com base em anúncios publicados na internet. O indicador possui série histórica, de abrangência nacional, desde 2008 quando passou a acompanhar preços de venda e locação no país.

A metodologia do índice Fipe considera apenas os anúncios de apartamentos e leva em conta a localização - bairro -, o número de dormitórios e a área útil.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

IPTU verde

O Globo, Economia Verde, 30/jan

Chega o início do ano e é sempre a mesma história. Hora de pagar o IPTU, o IPVA e de comprar material escolar. O dinheiro que sobrou do décimo terceiro, se é que sobrou, nem sempre dá. Com relação ao IPTU, existem só duas escolhas: pagar a cota única com desconto ou dividir em dez parcelas. Há também a possibilidade de não pagar e esperar que essa dívida seja renegociada, mas isso é mais complicado.

O fato é que o contribuinte não tem muito que fazer para gerenciar essa despesa. Ou paga, e escolhe como pagar, ou não paga, e arca com as consequências. Mas não precisa ser assim. Em algumas cidades do mundo existem incentivos fiscais para os cidadão s que investem nos seus imóveis tornando-os mais sustentáveis e, portanto, melhores para a comunidade. 

Os modelos são variados. Na Holanda, por exemplo, os estímulos às construções sustentáveis existem desde os anos 60. Hoje, o pals já reaproveita 90% dos resíduos das obras e os edifícios "verdes" permitiram uma economia de energia de 35%, entre 1960 e 2008. 

Cerca de 40% das emissões de CO no mundo têm origem nos edifícios. No Brasil, as construções, especialmente nos grandes centres, consomem 44% da energia, sendo 22% no uso residencial, 14% no comercial e 8% nos prédios públicos. Em alguns países o incentivo fiscal se dá através do próprio Imposto de Renda. No Brasil, no entanto, cresce o número de municípios que estão adotando o IPTU Verde. Ele funciona como um desconto para o morador que construir ou reformar o seu imóvel implantando sistemas ambientalmente eficientes, como captação e reuso de água, geração de energia, tratamento de resíduos e uso de materiais reciclados.

Guarulhos, em São Paulo, foi uma das primeiras a seguir por esse caminho. Lá, os descontos variam entre 3% e 20%. Para ter direito ao benefício, válido por cinco anos, é preciso adotar pelo menos dois dos diversos critérios previstos na lei. Quem tiver uma ou mais árvores na sua casa ganha 2% de desconto no valor anual do IPTU. Captação de água de chuva vale 3%. Aquecimento hidráulico solar, mais 3%. Omes mo percentual ae reauçao 013MO por quem tiver um telhado verde. Já o uso de energia eólica permite um desconto de 5%. 

Em 2012, no Rio, aproveitando a onda da Rio+20, a prefeitura lançou o selo Qualiverde. Dividido em duas categorias, o Qualiverde 70 e o Qualiverde 100 ou Qualiverde Total. Na verdade, trata-se de um sistema de pontos que incentiva a economia e o reuso de água e a diminuição de fatores que causam enchentes, como a impermeabilidade do solo. Além de valorizar a eficiência energética, a coleta seletiva de lixo, 20% É o desconto máximo no valor do IPTU concedido aos moradores de Guarulhos, em São Paulo, que investirem em construções ou reformas sustentáveis.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Um grupo de estrangeiros vai pagar 250 mil dólares pelo aluguel de uma chácara

Que Copa, hein!

O Globo, Ancelmo Gois, 27/jan

Veja só como o mercado imobiliário está superaquecido por causa da Copa. Um grupo de estrangeiros vai pagar 250 mil dólares, mais de meio milhão de reais, pelo aluguel de uma chácara no Alto da Boa Vista, no Rio, durante o período dos jogos.

Segue...

E um apartamento de quarto e sala, com 130 metros quadrados, no Leblon, foi alugado por R$ 50 mil nos dias de Copa.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Será executada hoje a maior etapa de concretagem da obra do Museu do Amanhã

À espera do amanhã

O Globo, Ancelmo Gois, 24/jan

Será executada hoje a maior etapa de concretagem da obra do Museu do Amanhã, um dos grandes projetos de revitalização do Porto do Rio, de autoria do arquiteto espanhol Santiago Calatrava. 

Serão usados 59 caminhões betoneiras para fazer a laje do auditório, aquela estrutura redonda, mais ou menos no meio do píer. Com isso, as obras vão ultrapassar o estágio de 50% de conclusão. O Museu do Amanhã, que, como se sabe, será dedicado às Ciências, tem previsão para ser inaugurado no primeiro semestre de 2015. Maravilha! 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Imóveis no Rio ficaram 15,2% mais caros em 2013

O Globo, 07/jan

Os preços dos imóveis no Rio de Janeiro subiram 15,2% em 2013, segundo o Índice FipeZap, divulgado nesta segunda-feira. No caso dos aluguéis, a alta foi de 8,3%. Apesar do aumento, os dados mostram que houve desacelaração na alta dos valores de locação, visto que em 2012 o acumulado do ano foi de 11,4%. Já em relação aos preços de venda, a variação é praticamente a mesma registrada no ano anterior, de 15%. Os valores estão acima da inflação projetada pelo IPCA, de 5,7%.

Eduardo Zylberstajn, coordenador da pesquisa, ressalta que, mesmo com um fôlego menor, os preços dos aluguéis no Rio continuam a subir:

- A locação no Rio teve um desaceleração na comparação com 2012, mas ainda assim é uma alta. Nós já vínhamos observando um ritmo menor. A variação da venda vem subindo mais que a da locação, mas isso não significa, necessariamente, que este cenário se manterá ao longo de 2014 - afirma Zylberstajn.

Na média nacional do período que compreende janeiro a dezembro de 2013, a variação para venda foi de 13,7% na pesquisa que inclui 16 cidades (chamado de grupo Ampliado) e 12,7% nas sete capitais (grupo Composto Nacional) - o método de pesquisa do índice é feito em dois grupos, e o Ampliado só começou a ser realizado em junho de 2012. No grupo Composto Nacional, que levam em consideração sete capitais, a alta de 2013 foi menor que a de janeiro a dezembro de 2012, quando foi registrado aumento de 13,7%.

Na pesquisa das 16 cidades, Brasília foi a única em que os preços de venda subiram menos que a inflação - apenas 4,2%. Os demais locais apresentaram variação acima da inflação: entre os 9,5% de São Bernardo do Campo e a fortíssima valorização de 37,3% em Curitiba. Vitória teve alta de 16,9%; São Paulo, de 13,9%; Porto Alegre, de 14%, e Belo Horizonte, de 9,7%.

Leblon continua no topo do ranking de preços

A variação mensal na capital fluminense para locação foi de 0,8% em dezembro. Nos preços de venda, a alta passou de 1,2% em novembro para 1,3% no mês passado. Na média nacional, a taxa caiu de 1,3% para 1% nas 16 cidades pesquisadas.

O preço médio nacional do metro quadrado anunciado em dezembro foi de R$ 7.303. O Rio continua com o valor mais alto, de R$ 9.937, seguido por Brasília (R$ 8.670) e São Paulo (R$ 7.815). O menor valor registrado é em Vila Velha (ES), de R$ 3.820.

Com um metro quadrado saindo em média a R$ 21.963, o Leblon é o bairro mais caro do Rio e do país. No ranking, Ipanema ocupa o segundo lugar, com R$ 19.818.