sexta-feira, 5 de abril de 2013

Município de Niterói terá cinco mil casas populares até o ano de 2016



O Fluminense, 05/abr

Reafirmando o compromisso do seu governo de virar a página triste da tragédia das chuvas de 2010, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lançou na última quinta-feira o programa "Morar Melhor" que será responsável pela construção de 5 mil novas unidades habitacionais no município até 2016.  Segundo o prefeito, o programa é mais uma parceria firmada entre a Prefeitura de Niterói e o governo federal. Terão prioridade para morar nas novas unidades, famílias vítimas das chuvas em 2010 e que recebem aluguel social, além das pessoas que vivem em áreas de risco na cidade. Os investimentos serão de R$ 370 milhões, sendo R$ 350 milhões do governo federal e R$ 20 milhões da administração municipal.

"O Morar Melhor é integrado ao programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. É uma prioridade do meu governo e da cidade. Com o Morar Melhor, Niterói sai de uma postura ausente, passiva da sua Prefeitura, para uma atitude pró-ativa", disse o prefeito.
O prefeito afirmou que foi arquivado um projeto da administração passada que previa a construção de cinco mil unidades habitacionais no Sapê, na região de Pendotiba. Segundo ele, esse projeto contraria a política urbana e habitacional e que o objetivo é construir pequenos condomínios em diversas regiões da cidade.

No programa "Morar Melhor" estão previstos também cursos de capacitação profissional para as famílias beneficiadas e também a construção de moradias exclusivas para idosos e deficientes físicos.

O lançamento do programa "Morar Melhor" foi feito na presença do superintendente regional do Centro Leste Fluminense da Caixa Econômica Federal, José Domingos Correa Martins, que assinou com o prefeito o protocolo de intenções para a construção do primeiro dos empreendimentos do programa no bairro do Caramujo, na Zona Norte. Serão três prédios (dois com 232 unidades e o outro com 156). 

Segundo o secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcos Linhares, a meta para este ano é começar a construir 2.000 unidades e entregá-las no ano que vem. De acordo com Linhares, bairros de todas as regiões de planejamento da cidade (Leste, Pendotiba, Oceânica, Norte e Praias da Baía) vão receber empreendimentos do "Morar Melhor". Entre as localidades beneficiadas, além do Caramujo, estão o Fonseca, Bairro de Fátima e Engenho do Mato.

PAC das encostas

Rodrigo Neves falou ainda sobre a inclusão de Niterói no PAC das encostas que vai garantir o aporte de R$ 25 milhões do governo federal, dinheiro que será investido em obras de contenção de encostas no morro do Bonfim, no Fonseca, além do Caramujo e do Holofote. Citou também o início das obras de contenção também na rua do Machado, no Caramujo, e da licitação para o início das intervenções do morro do Palácio, no Ingá.

O superintendente da Caixa, José Domingos Correa Martins, elogiou a iniciativa do prefeito Rodrigo Neves de lançar o "Morar Melhor". "Esse programa é mais que um número, é mais que tirar as pessoas de condições de vida desumanas, e sim de plantar a semente para o futuro", afirmou.

O vice-prefeito Axel Grael disse esperar que, com as parcerias da Prefeitura com a Caixa, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o governo federal, Niterói consiga reverter a estatística de ter 2,2% das moradias onde não existe urbanização. Segundo ele, 10 mil moradias na cidade não possuem sequer banheiro.

Edifício verde. De fato



IstoÉ Dinheiro, Sustentabilidade, 05/abr

Taipei, a capital de Taiwan, está prestes a ganhar um dos mais intrigantes edifícios verdes em construção do mundo. Projetado no formato helicoidal do DNA, o Agora Garden terá uma fachada totalmente funcional. As hortaliças e as ervas aromáticas do jardim, irrigado com água da chuva, poderão ser consumidas pelos moradores. Uma torre no centro captará a luz solar, transformando-a em energia elétrica para uso dos moradores.








Os designers afirmam que a construção será toda feita com materiais reciclados ou recicláveis. O projeto está previsto para ficar pronto em 2016.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Odebrecht coloca Porto Maravilha em nova fase



Valor Econômico, Paola de Moura, 05/mar

Trump Towers, Solace ou Port Corporate são alguns dos projetos de edifícios corporativos anunciados na região do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, no último semestre do ano passado. Por enquanto, o porto é um emaranhado de obras e mais de uma dezena de projetos de construção, a maioria edifícios comerciais. Mas a Odebrecht Realizações Imobiliárias decidiu testar o mercado na nova região, com o primeiro edifício construído dentro das especificações de toda a operação consorciada urbana. A expectativa do mercado é saber qual o valor do metro quadrado na região.
No dia 23, a OR lançou o Porto Atlântico, um empreendimento de sete torres estimado em R$ 1,7 bilhão de Valor Geral de Vendas (VGV). Localizado bem no meio da região, na saída do Santo Cristo, a construção será dividia em duas fases. A primeira com quatro torres, uma será corporativa de 28 mil metros quadrados, um edifício comercial com 330 salas e dois hotéis da rede Accor: um Novotel e um Ibis. A obra deve ficar pronta no primeiro semestre de 2016. A segunda fase abrange três torres corporativas, uma delas com heliporto, num total de 66 mil metros quadrados.

Daniel Vilard, diretor-superintendente da construtora conta que, no Centro do Rio, apenas 30% dos prédios oferecem qualidade considerada boa, com condições de instalações para TI, pé direito alto ou vagas de estacionamento. "Há empresas imobilizadas em três, quatro, às vezes até cinco diferentes endereços." Por isso, explica, o primeiro foco para a região portuária é o corporativo. A vacância neste segmento no Rio é uma das menores do país: 2,8%.
Vilard não informa o preço do metro quadrado, mas já há quem aposte nos preços de partida. "Hoje, no Centro, em um triple A, o aluguel é cotado entre R$ 140 a R$ 180 o metro quadrado. Na Barra da Tijuca custa entre R$ 100 e R$ 130", diz Alberto Robalinho, diretor da CBRE no Rio. "Como a Barra é mais distante, o preço de mercado, naturalmente é menor", explica.
Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer, lembra do lançamento do Ventura, na avenida República do Chile, instalado na região próxima às sedes da Petrobras e do BNDES mas não tão nobre. A primeira torre do triple A foi entregue m 2008. "Quando o Ventura começou a ser construído, diziam que não havia demanda. Éramos chamados de loucos", diz. "Hoje, depois da segunda torre, é exemplo de sucesso", afirma Cherman. Atualmente, os aluguéis no Ventura variam entre R$ 170 e R$ 180 o metro quadrado. "Imagino que uma empresa que paga caro num escritório antigo no Centro, sem instalações adequadas, possa gastar o mesmo para instalar-se numa área nova, com grandes lajes e espaços mais modernos."
A Tishman, também, possui dois empreendimentos na região. O primeiro deles a cerca de 500 metros da região em reformas. Cherman acredita que o projeto será um sucesso. Localizado no início da Avenida Brasil, o Port Coporate também está prestes a ser lançado. O investimento será R$ 250 milhões numa torre de 22 andares sendo 18 de escritórios, com 32 mil metros quadrados disponíveis para locação e 560 vagas de estacionamento. Cherman prevê um aluguel cerca de 30% menor do que o Ventura. "Não estamos na região diretamente beneficiada, mas muito próximos dela. Acreditamos que será bastante atrativo devido ao custo menor."
A diferença se dá em função da não obrigação em adquirir os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac). Como o Port Corporate está fora da região reformada, não é necessário comprar os títulos, nas mãos hoje do Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, administrado pela Caixa Econômica.
O segundo projeto será construído numa região mais central do Porto da Marítima. Num terreno conhecido como Pátio da Marítima, em frente à Cidade do Samba, será erguido outro triple A com 2 torres de 60 mil metros quadrados cada. Lá foi necessária a aquisição de Cepacs. "Apostamos no Rio, porque vem crescendo mais que a média nacional", diz. "O Porto começa com empreendimentos corporativos. Mas será, no futuro, um bairro completo, com residencial, shopping e serviços."
Para Christian Bettoni, gerente comercial da JTavares, corretora de imóveis para empreendimentos corporativos, até 2017 a demanda no Porto será crescente. "O petróleo é mesmo o carro-chefe dessa aceleração. Há muitas empresas do setor divididas pelo Centro, que precisam de grandes escritórios para se unir".
Bettoni acrescenta que há poucas ofertas de terrenos para as construtoras, o que também valoriza os imóveis construídos. Para se ter ideia dos preços, a JTavares está vendendo um galpão na avenida Pedro Alvares, de 2.400 metros, por R$ 8 milhões. "Quando o Porto começar a precificar, ficará mais fácil para as transações serem fechadas", acredita o gerente.


Cidades com os imóveis mais caros do país



Brasil Econômico, 03/abr

Bem longe do supervalorizado m² do apartamento mais caro do mundo, as cidades brasileiras continuam com grande diferença no valor dos imóveis. Segundo dados do mês de fevereiro, o Rio de Janeiro tem a média mais alta do valor do m². O bairro carioca mais caro é o Leblon, que registra média de R$ 20.762 o preço do m². Ipanema fica em segundo com o valor de R$ 17.871. Segunda colocada, a cidade de São Paulo tem no bairro Vila Nova Conceição, na Zona Sul, o bairro mais valorizado da capital. O m² na região nobre custa R$ 12.247. Os preços mais acessíveis são em Guaianazes, R$ 2.859.

Fonte - ZipeZap


HOTELARIA ... INVESTIMENTO SEGURO. RENTABILIDADE GARANTIDA




Hotelaria

O Globo, Negócios & cia, 03/abr

A rede de Hotéis Othon fechou 2012 com expansão de 17,2% na receita líquida sobre 2011. A taxa de ocupação no Brasil chegou a 80%. A diária média subiu 23,7% no ano.
Hotelaria 2
A rede inaugura este mês o Araraquara Othon Suítes, 4? unidade no interior de São Paulo. Em breve, abre o Olissippo Saldanha Othon Palace, em Lisboa. Será o 5º do grupo em Portugal.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Região de Itaguaí pode ver população quase triplicar e ter inchaço maior que Macaé


O peso dos investimentos

O Globo, Henrique Gomes Batista e Marcello Corrêa, 21/mar


O crescimento esperado com os novos investimentos da Petrobras, portos e o Arco Metropolitano vai fazer a região de Itaguaí ter um crescimento de três a quatro vezes mais que Macaé cresceu quando começou a exploração de petróleo na área. Estudo inédito da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que será divulgado hoje, indica que a população da cidade e dos municípios de Japeri, Mangaratiba, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Paracambi, Queimados e Seropédia passará dos atuais 1,6 milhão de pessoas para algo entre 3,5 milhões e 4 milhões de habitantes.
O estudo estima o impacto na região em um horizonte de cinco a 15 anos, levando em conta os novos portos que estão sendo construídos em Itaguaí (Superporto do Sudeste e a ampliação de outros terminais), a proximidade com o Comperj, que pode fazer com que a região se transforme no porto do pré-sal, a conclusão do novo Arco Metropolitano e a concentração de atividades da Petrobras e de empresas de logística na região. O documento indica que a atuação da Petrobras na região tende a ser maior que a estrutura que a estatal tem hoje em Macaé e alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura.
Riley Rodrigues, especialista em Competitividade Indústria e Investimentos da Firjan e responsável pelo estudo, explica que prevenir sai mais barato que remediar.
- O primeiro passo para a região é a criação de um plano diretor regional, que ordene este crescimento e preveja os investimentos necessários para ampliar a infraestrutura da região. Se feitos previamente, os investimentos saem a um custo 20% menores que quando feitos para atender a demanda já estabelecida. A região tem cerca de cinco anos para se preparar para o início mais forte do impacto destes novos projetos - afirmou.
Rodrigues lembra ainda que a região precisa contar com melhorias na rede de gás e energia e melhorar o ordenamento habitacional, com obras pesadas de saneamento básico e moradia, para se evitar a favelização da região. Além disso, será necessário melhorar a gestão ambiental dos municípios e aumentar a escolarização e a qualificação de mão de obra da região:
- Grande parte destes investimentos cabem aos governos estadual e federal, além de empresas privadas. Mas cabe aos municípios se organizarem e buscarem estes recursos, alguns até já disponíveis, como o Minha Casa. Minha Vida - afirmou o pesquisador.
No entorno do Porto de Itaguaí, que somente em 2012 movimentou mais de e 57 milhões de toneladas de carga, o péssimo estado das vias de acesso ao terminal, com muitos buracos, é um exemplo do tipo de desafio que a cidade enfrentará.
Itaguaí já vive uma onda de crescimento, com investimentos de empresas como MMX, Vale e Odebrecht. A população local cresceu 33% em dez anos, chegando a quase 110 mil habitantes. É uma cidade bem diferente da encontrada pelo aposentado Geraldino Santos Conceição, de 72 anos, que chegou ao município há 25 anos.
- Quando me mudei do Rio para cá, não tinha nada. Nos últimos cinco anos cresceu muito, mas também aumentou a violência - contou Geraldino.
O comércio também vive um misto de impactos positivos e negativos. Se, com mais gente na cidade, há mais movimento, a especulação imobiliária é um problema, afirma a Associação Comercial Industrial e Agro-Pastoril de Itaguaí (Aciapi).
Para o professor de economia da UFF Leonardo Muls, cuja tese de doutorado é sobre o desenvolvimento de Itaguaí, é importante que a renda gerada pelos empreendimentos seja absorvida pela economia local, por meio de estímulos ao trabalhador que chega à cidade.
- Normalmente, nem material de escritório eles (os grandes empreendimentos) compram em Itaguaí. É preciso estimular a mão de obra local.
O estudo da Firjan também aponta a necessidade de adequação logística e de mobilidade, como a extensão da Via Light e do ramal de trem de passageiros de Santa Cruz até Itaguaí:
- Algumas destas obras estão prontas para serem feitas, como a extensão da Via Light, orçada em R$ 350 milhões e já com licenciamento ambiental aprovado - afirmou Rodrigues.
Segundo a Firjan, quando concluído, o Arco Metropolitano reduzirá em até 20% os custos de transporte para o Porto de Itaguaí. Muls, da UFF, lembra que a população flutuante pode ser outro problema.
- O anúncio de grandes projetos atrai uma população de fora, e nem sempre esses empreendimentos se concretizam - explicou, destacando o inchaço dos anos 1990, quando o crescimento do município ultrapassou o do Estado do Rio.