“É preciso avaliar se vale a pena correr o risco, e o primeiro passo é saber qual é o tipo de processo; se está correndo no Cartório de Notas ou na Justiça. Quando não há herdeiros incapazes ou menores de idade, o inventário vai para o cartório e leva cerca de dois meses para ser concluído. Se o processo corre na Justiça, o risco é maior. Neste caso, é necessário o auxílio de um especialista para analisar os motivos que levaram o inventário até a Justiça”, aconselha o diretor da Primar.
Se realmente houver intenção de compra, ressalta Silva Freitas, o aconselhável é dar um sinal para segurar o imóvel, até que o inventário seja concluído.

No caso do inventário correr na Justiça, o diretor da Primar recomenda desistir da compra, já que a conclusão do processo pode levar vários anos. Quando há mais de um imóvel no inventário também é preciso cautela, já que a situação dos outros pode interferir naquele que está sendo negociado.
“Outro fator que pode complicar a compra é o número de herdeiros. Quanto mais pessoas envolvidas, mais complicado é o processo, em especial quando estes possuem dívidas. A vantagem de comprar um imóvel em inventário é que quanto maior for o tempo de espera, maior será a economia do comprador”, finaliza o diretor da Primar Administradora de Bens, Carlos Samuel Silva Freitas.



