terça-feira, 13 de agosto de 2013

ALUGUEL: 7 erros de donos de imóveis que afastam possíveis inquilinos



Os erros e intransigências dos proprietários de imóveis residenciais e comerciais que podem tornar difícil a tarefa de encontrar um locatário.

Casa velha e mal conservada
Na cidade de São Paulo, por exemplo, o tempo que um imóvel residencial leva para ser alugado tem ficado em torno de um mês. Casas levaram de 13 a 32 dias para serem alugadas em junho, enquanto que apartamentos levaram de 18 a 38 dias. Destes, os imóveis alugados mais rapidamente foram os de um quarto (15,3 dias para casas e 21,6 dias para apartamentos), enquanto que os de três quartos foram os que levaram mais tempo (37,4 dias para casas e 38,9 dias para apartamentos).
Se você está tentando alugar um imóvel há muito tempo e não consegue fechar negócio com ninguém, talvez seja você o responsável. Veja a seguir quais os erros mais comuns dos proprietários que acabam afastando os inquilinos em potencial, de acordo com especialistas no ramo de locação:
1. Alugar um imóvel em mau estado de conservação
Esse talvez seja o erro Número Um dos proprietários, sobretudo de imóveis residenciais. Após algumas locações, é inevitável que os imóveis fiquem um pouco degradados, como resultado do uso e do desgaste. Entre um inquilino e outro, sobretudo quando o locatário morou no imóvel por muito tempo, é essencial fazer os reparos necessários para atrair inquilinos interessados em permanecer por muito tempo, e até para poder cobrar um aluguel maior.
“Os inquilinos não querem fazer um grande investimento para tornar o imóvel habitável. No caso do aluguel residencial, em geral as pessoas têm um prazo curto para se mudarem. Se o proprietário despreza este fato, acaba atraindo um inquilino de pior qualidade e tendo que negociar um valor menor”, explica Nelson Parisi Junior, presidente da Rede Secovi de Imóveis.
A dica de Parisi é que o proprietário sempre forme uma reserva com um percentual dos aluguéis recebidos ao longo do tempo para a manutenção do imóvel ao final da locação. “Como ocorre com qualquer outro produto, há concorrência, e um imóvel melhor atrai um locatário melhor”, diz.
Segundo o diretor de locações da imobiliária gaúcha Guarida, Régis Scalari, os inquilinos evitam mesmo imóveis mal conservados “A resposta que recebemos dos interessados é que simplesmente ‘não dá’”, diz Scalari.
2. Não adaptar o imóvel residencial ao uso comercial
No caso dos imóveis comerciais para locação, a falta de adaptação vem se somar à má conservação na função de afastar bons inquilinos. Nelson Parisi explica que proprietários de casas localizadas em regiões que se tornaram comerciais normalmente desejam alugá-las para esta outra função. Porém, muitos não se preocupam em adaptar o imóvel para finalidades comerciais.
Ele explica que a divisão de cômodos, os tipos de janelas e a rede elétrica das casas residenciais muitas vezes não suportam a atividade de uma empresa ali instalada. “Até ontem aquele imóvel era uma residência. O proprietário deve investir algum dinheiro para adaptar a casa para uso comercial, a fim de atrair bons inquilinos”, observa Parisi.

3. Ser inflexível na aceitação de fianças
O fiador não é o único tipo de garantia que o inquilino pode oferecer. O seguro-fiança já é largamente difundido e oferece garantia pelos 30 meses do contrato de aluguel, caso o inquilino fique inadimplente. Essa é a modalidade que mais onera o locatário, uma vez que o valor pago a título de prêmio não é devolvido. Mas é uma alternativa para quem não tem fiador.
Existem ainda outras modalidades que dispensam o fiador e que possibilitam ao inquilino reaver o dinheiro depositado com correção monetária na hora de deixar o imóvel. É o caso do Título de Capitalização, da caução depositada em caderneta de poupança e dos fundos de investimento.
Outro obstáculo que os proprietários costumam impor é de só aceitar fiador com imóvel na mesma cidade do imóvel que está sendo alugado. Isso é permitido, uma vez que torna a operação menos onerosa caso seja preciso executar a garantia, mas deixa de fora todos os inquilinos nascidos fora da cidade.
Se a administradora do imóvel tiver uma estrutura nacional, pode ser interessante aceitar fiadores de fora. Contudo, se o proprietário realmente não quiser ceder, é bom considerar a aceitação de outras formas de garantia. “O ideal é aceitar o máximo de garantias possível”, diz Régis Scalari.
4. Rejeitar locatários que tenham animais ou filhos pequenos
Scalari lembra ainda que alguns proprietários não querem inquilinos que tenham filhos pequenos ou animais de estimação, sem razão aparente. “Às vezes é uma casa com quintal, com toda a possibilidade de ter um animal de estimação, e o proprietário não quer. Mas isso não tem muito sentido, pois o locatário tem que devolver o imóvel exatamente da forma como o alugou”, observa o diretor de locações da Guarida.
5. Restringir demais o uso e as modificações permitidas no imóvel
No caso de um imóvel residencial é até razoável restringir o tipo de modificação que possa ser feito. Mas, para Régis Scalari, restrições a modificações mais simples, como furar as paredes, não têm muito sentido, uma vez que é fácil revertê-las na hora da devolução do imóvel. “A pessoa pode querer morar no imóvel por cinco, dez anos, e não vai poder pôr um quadro sequer na parede?”, questiona.
Se o imóvel for comercial, essa intransigência se torna ainda mais complicada. “Para o negócio que vai se instalar ali pode ser importante fazer mudanças internas, como derrubar uma parede ou pintar as paredes de outra cor”, explica Scalari. Ele lembra ainda que há proprietários que chegam a restringir o tipo de negócio que pode ser instalado ali. Do tipo que aceita restaurante, mas não farmácia, por exemplo.
Em tese, anunciar o mesmo imóvel em mais de uma imobiliária pode fazer com que os corretores sejam mais compromissados e se esforcem mais para alugá-lo rapidamente, a fim de embolsar a comissão.
Contudo, o tiro pode sair pela culatra. Um imóvel anunciado em mais de uma ou duas imobiliárias pode passar a impressão de estar “encalhado” e de que o proprietário já está desesperado para locá-lo de qualquer maneira. “O inquilino em potencial pode achar que o imóvel tem algum problema”, diz Nelson Parisi, da Rede Secovi.
7. Ausência de armários e presença de mobília
Armários são grandes atrativos dos imóveis residenciais para locação, e a ausência desses móveis, especialmente na cozinha, pode dificultar para o proprietário encontrar um inquilino. “Pessoas mais velhas, que já vivem de aluguel há muito tempo, podem até ter seus próprios armários e até preferir imóveis sem esses móveis. Mas os mais jovens normalmente preferem apartamentos com armários”, explica Régis Scalari.
Apartamentos totalmente mobiliados também podem espantar inquilinos. Normalmente, explica o diretor de locações da Guarida, esses imóveis atraem um público mais jovem, que está começando a vida, como universitários ou pessoas que acabaram de se formar e conseguir o primeiro emprego. Pessoas um pouco mais velhas, com mais renda, estabilidade e desejosas de construir um lar provavelmente preferirão imóveis sem mobília.

80% das pessoas têm dificuldade em tirar registro de imóvel em Teresina

Para o Creci, várias construtoras iniciam obras de forma irregular na capital.
O registro de incorporação serve de como garantia do investimento feito.


12/08/2013 15h19 


Dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Piauí (Creci), 80% dos consumidores que compram imóveis na planta em Teresina têm dificuldade para conseguir o registro de incorporação. O documento é a uma garantia do investimento que é feito.
O empresário Valter Evangelista reclama da compra de um apartamento na Zona Leste da capital. Há seis anos ele possue o imóvel e nunca recebeu o documento de propriedade. "Sem registro eu não posso financiar, fazer nada, posso até conseguir vender, mas teria que ser à vista, que é muito difícil e caro hoje em dia", destaca.
O registro de incorporação é uma espécie de certidão de nascimento de um empreendimento. Construtores que negociam imóveis na planta são obrigadas a ter o documento, pois ele funciona como garantia que a obra será  executada dentro do prazo estabelecido e com todas as especificações previstas no contrato.
"Nesse registro de incorporação, de acordo com a lei, contempla todo o empreendimento. Dados de quantos metros quadrados, acabamento, revestimento, elevador, vagas de garagem, áreas privativas, comum, útil, tudo o que tem no condomínio estabelece neste documento", explica o presidente do Creci, Manoel Nogueira Neto.
De acordo com o Conselho, várias construtoras iniciam obras em Teresina de forma irregular, sem o registro de incorporação. "Os agentes que têm obrigação de obter este registro nem todos estão cumprindo. Apenas 20% deles, que são aqueles com financiamento bancário ou construtoras que vem de fora", comenta.
A lei é antiga, de 1964, mas a maioria dos empreendimentos não têm o documento obrigatório. Segundo Manoel Nogueira, o corretor que negocia um imóvel sem o registro de incorporação também pode ser punido. A Prefeitura de Teresina lembra que qualquer obra para ser construída precisa antes do alvará de construção.
Somente este ano, o Programa de Proteção de Defesa do Consumidor recebeu 56 reclamações relacionadas a falta do documento. O conciliador do Procon, Campelo Júnior, dá recomendações para os compradores de imóvel.
"O ideal é que as pessoas interessadas em comprar um imóvel procurem observar a qualidade do construtor, verifique as informações, se existem outros processos direcionados", revela.

Imóvel antigo terá até 25% de desconto no IPTU - Contribuinte informará idade da construção no recadastramento

Rafael Rodrigues
rafael.rodrigues@redebahia.com.br


Os imóveis de Salvador vão ter abatimento no IPTU em até 25% conforme o seu envelhecimento. Para garantir o benefício já no pagamento do imposto no ano que vem basta informar o ano de construção no recadastramento dos imóveis da capital baiana, que começa hoje. 

Nesta semana, cerca de 1,1 milhão de pessoas deverão receber em suas residências correspondências da prefeitura convocando para o recadastramento do IPTU, que será realizado exclusivamente pela internet.  
 No documento, a prefeitura informa que a realização do procedimento é obrigatória, pontua os benefícios que serão concedidos a quem realizá-lo e as penalidades para quem não cadastrar seu imóvel. 



Entre os benefícios está a redução no valor do IPTU conforme a idade da construção. “Foi aprovada a redução automática em função da idade na Reforma Tributária, mas no nosso cadastramento atual não existe a informação da idade. É importante que seja informada a idade de construção, de tal forma que a gente possa fazer uma redução automática do IPTU”, disse o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa.  

Quem fizer o recadastramento ou cadastrar seu imóvel pela primeira vez ganhará ainda 10% de desconto no IPTU em 2014 e 2015. Para quem mora em condomínio, para garantir todos esses benefícios, é necessário que o síndico também realize o procedimento.

Por outro lado, a punição para quem não fizer é uma multa de R$ 412,62, além da impossibilidade de receber isenção da cobrança, caso tenha direito. Atualmente, há 652.604 imóveis cadastrados na prefeitura, mas cerca de 140 mil são isentos, por serem  servidores municipais, militares ou mulheres de militares. 

Com a campanha, a prefeitura planeja incluir no cadastro mais 412 mil imóveis, que possuem ligação de água e energia elétrica, mas não estão no cadastro do município.

“Estamos dando a chance para que as pessoas voluntariamente se cadastrem e obtenham descontos. Mas, quem não fizer, já temos acesso ao banco de dados da Embasa e da Coelba, e a própria prefeitura vai fazer”, disse o secretário.

Em tese, todos esses novos cadastrados também serão obrigados a pagar IPTU. Segundo o prefeito ACM Neto (DEM), no entanto, novos critérios de isenção do imposto serão criados em projeto de lei a ser enviado à Câmara Municipal ainda este ano, que possuem caráter social. 

“Vamos fazer justiça fiscal. Quem pode menos vai pagar menos. Quem pode mais vai pagar mais e quem não pode não vai pagar. Mas, para ter isenção, tem que ter se cadastrado”, disse.

O projeto de lei, que ainda está em fase de elaboração, irá atualizar o valor venal dos imóveis de Salvador para a cobrança do IPTU, que está defasado desde 1997, ano da última revisão. Esse procedimento pretende aproximar o valor venal ao valor de mercado real, utilizando informações de compra e venda de imóveis nos últimos anos colhidos em cartórios. 

O projeto vai modificar os critérios para a definição das alíquotas que hoje variam de 0,1% a 1%, de acordo com critérios que definem se o imóvel é precário, simples, médio, bom, luxo ou de alto luxo. Essa progressão vai considerar, no ano que vem, o valor venal do imóvel, em faixas a serem definidas pela prefeitura no projeto de lei.

O prefeito ACM Neto ressaltou, em entrevista ontem no Palácio Thomé de Souza, a importância de atualizar o banco de dados para o planejamento de políticas públicas. 

“Fica mais fácil de organizar os serviços. Na área de limpeza, de coleta de lixo, ver como os imóveis estão organizados. Influencia no desenho das linhas de ônibus e dá para ver as regiões da cidade em que há efetiva carência de médicos, de postos de saúde”, disse.

Arrecadação
Mesmo com os descontos, a prefeitura estima aumentar a arrecadação com o IPTU. Além da atualização do valor venal dos imóveis, conta com os instrumentos de cobrança criados na Reforma Tributária aprovada na Câmara em junho para combater a inadimplência, que atualmente é de 36% – a prefeitura cobra R$ 420 milhões de IPTU ao ano, mas arrecada apenas R$ 270 milhões. 

“Os instrumentos que nos foram dados permitem que a gente reduza essa inadimplência”, ponderou Mauro Ricardo. Entre eles está o Cadin, que retira dos inadimplentes o direito a firmar contratos com a prefeitura, receber alvarás e licenças. A prefeitura poderá  fazer a cobrança extrajudical das dívidas, que leva o nome do devedor ao SCP e Serasa.



Prefeitura dará título de posse para casas em invasões
O prefeito ACM Neto salientou que a participação no recadastramento dos imóveis poderá ajudará a prefeitura a ter a real noção do número de imóveis que foram construídos em terrenos públicos e, por isso, seus proprietários não possuem título de posse. No recadastramento, para quem não possui a escritura, a comprovação da posse pode ser feita com qualquer outro documento de compra e venda. 

“Se uma pessoa cadastra um imóvel sem ter a sua titularidade confirmada, e aquele terreno é público, eu vou dar a titularidade do imóvel”, disse o prefeito.

Atualmente, a prefeitura estima que 30 mil imóveis na capital possuem essas condições, e pretende regularizar todos eles até o fim de 2016 – até o momento foram entregues 500 escrituras de moradores do Bairro da Paz. “Com o recadastramento, teremos a noção real de quantas casa precisam ser regularizadas”, completou.

‘Apês’ econômicos são destaque em Bauru

Segmento econômico puxa bom desempenho imobiliário na cidade e responde por 40% dos lançamentos

Wagner Teodoro


Anned Oliveira (ao centro), o namorado Rodrigo e a filha Ana Laura preferiram morar em um apartamento econômico: móveis planejados ajudam a ganhar espaço
O mercado da construção civil segue com ótimo fôlego em Bauru. A constatação vem de acordo com dados do Estudo do Mercado Imobiliário de Bauru, elaborado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e pela Robert Michel Zarif Assessoria Econômica. A avaliação aponta que, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2013, foram lançados 1.915 imóveis residenciais em condomínios no município, todos em empreendimentos verticais. E o destaque fica por conta do segmento econômico, que responde por 40,42% do total. Além disso, prevalece a preferência por apartamentos de dois dormitórios.
Os 40,42% do segmento econômico significam 774 unidades lançadas. O número de apartamentos de dois dormitórios econômico responde por 36%, ou seja, 702 unidades. Apês de um quarto completam o percentual, com 72 unidades lançadas. No estudo anterior do Secovi, a categoria de dois dormitórios econômicos respondia por 280 unidades (12,16%) do total de imóveis lançados no período 2011/2012. O aumento percentual é de 150% e evidencia o avanço do segmento.
O estudo do Secovi-SP aponta também a opção por dois quartos como destaque em relação ao número de dormitórios, com um total de 1.068 unidades lançadas. Somam-se os 702 apartamentos do segmento econômico e outras 366 unidades tradicionais. A marca atinge um percentual de 55,77% do total de unidades lançadas em Bauru no período abarcado pela análise. O segmento de três dormitórios teve 486 unidades lançadas. O montante representa 25,38% do total. O de um dormitório, 361 ou 18,85%, entre econômico e tradicional. A opção por apartamentos de dois dormitórios passaria pela acessibilidade de compra e pela facilidade de financiamento.
O diretor geral do Secovi-Bauru, Riad Elia Said, destaca que o crescimento no setor imobiliário foi ancorado no segmento econômico, mas comemora o bom desempenho geral, dentro das expectativas. “Bauru se encaixou dentro da fração separada para a venda nesta classe (econômico). Felizmente, foi um sucesso a venda deste tipo de unidade. Mas, como se esperava pela posição estratégica de Bauru, não só apartamentos de dois dormitórios do segmento econômico foram bem, mas também os demais tiveram crescimento. Foi impulsionado, sim, pelo crescimento do segmento econômico, mas o bom desempenho foi geral”, celebra.
Outro ponto que chama a atenção no levantamento é a grande quantidade de imóveis com um dormitório. Foram lançadas 361 unidades entre os segmentos econômico e tradicional. Bauru supera a média de cidades do mesmo porte. “Bauru é um centro estudantil e por isso temos bastante lançamento neste setor”, avalia Said. Fora esta particularidade, Bauru acompanha a tendência do Estado de São Paulo. O estudo verifica ainda que nos 12 meses observados não foi lançado empreendimento de quatro dormitórios. “O que tem é remanescente do outro ano”, explica Said.
O diretor do Secovi Bauru salienta que o desempenho consolida a expansão constante do setor imobiliário no município. “Bauru continua sendo uma praça estável, de continuação de lançamentos. Não depende de ‘boom’ imobiliário da grande expansão do mercado nacional ou de parar lançamentos, como é observado em outros municípios”, pontua Said.
Outro motivo de otimismo, segundo Said, é que vendas satisfatórias em todos os segmentos mostram que os lançamentos estão acompanhando a demanda. O diretor do Secovi Bauru ainda constata que o mercado imobiliário bauruense é referência de investimento na região. “Continuamos confiando na praça de Bauru em comparação com os demais municípios da região. Os interessados em imóveis em Bauru não são apenas da cidade, mas também das cidades vizinhas. Compradores da região chegam a representar de 30% a 50%. Isso demonstra a confiança regional”, interpreta.

Desempenho consolidado
O estudo contempla também a performance de lançamento desde janeiro de 2010 até janeiro de 2013, verificando um total de  unidades lançadas acrescido de empreendimentos remanescentes de 6.187 imóveis em condomínios. Também nesta amostragem, o segmento de dois dormitórios econômicos lidera com folga, respondendo por 36% do total ou 2.228 unidades. A seguir, vêm os segmentos de três dormitórios, com 1.394 unidades, correspondendo a 22,5%, e o de dois dormitórios tradicional, com 21,2% (1.310 apartamentos). O Secovi-SP salienta que análise refere-se apenas a unidades verticais. O segmento de dois dormitórios também domina as vendas de apartamentos em Bauru, de acordo com o estudo. Somados, imóveis econômicos e tradicionais de dois quartos respondem por 57% do mercado.
A avaliação demonstra também que os imóveis são cada vez mais planejados em busca de melhor aproveitamento do espaço. Assim, verificou-se que o maior número de lançamentos ocorreu no segmento de imóveis com tamanhos de 46m² a 65m², com 43% do mercado e um giro médio relativo de 7% ao mês. Na sequência, está o segmento de até 45m², com 1.630 lançamentos e giro médio relativo de 10% ao mês.
O estudo aponta ainda que, na análise pelo preço de venda, a maior demanda está nos segmentos iniciais, de até R$ 145 mil e de R$ 145 mil a R$ 350 mil. Juntos, os dois segmentos abocanham 58% do mercado e têm retorno médio relativo de 8% ao mês e 11% ao mês, respectivamente.

Preço
O estudo do Secovi-SP contemplou também a avaliação do preço do metro quadrado na região. O levantamento mostra que o metro quadrado do apartamento de um dormitório saiu em média R$ 4.692,00 em Bauru e o de um dormitório econômico, R$ 3.973,00. O m² no segmento dois dormitórios padrão econômico ficou em média R$ 2.612,00, enquanto que o m² do apê de dois quartos tradicional saiu em média R$ 4.115,00. O metro quadrado no segmento três dormitórios teve o preço médio de R$ 5.315,00. Já o valor do m² do apartamento de quatro dormitórios foi em média R$ 7.336,00.

Funcional e confortável
Funcionalidade é a palavra chave para quem compra um apartamento econômico de dois quartos, o grande destaque do mercado imobiliário bauruense no último ano. E para atingir o objetivo utilizando os espaços da melhor maneira, é preciso uma boa dose de planejamento e criatividade. Aliás, a relação com o espaço é prioridade, uma vez que a intenção é ter um “lar, doce lar” cômodo e prático sem “estrangular” o ambiente. Com um pouco de engenhosidade é perfeitamente possível viver em um apartamento prático e confortável.
Anned Oliveira trocou, há aproximadamente um ano, um apartamento na zona central pelo atual, deixando o aluguel e migrando para um imóvel próprio. A mudança envolveu uma imediata adaptação. “Era um apartamento três vezes maior que o meu”, destaca. Oliveira estudou opções e buscou na engenhosidade soluções, e conseguiu um apartamento dois dormitórios que abriga de forma satisfatória os seus cinco moradores: ela, o namorado, Rodrigo Domiciano, a filha, Ana Laura Rodrigues, e dois gatos, Zorro e Pantera. “Tem que ter bastante criatividade, usar a parede até o teto para aproveitar bastante o espaço”, sugere.
A dificuldade maior, segundo Oliveira, ocorreu nos quartos. “Foi o mais complicado até por causa dos brinquedos da minha filha, brinquedos com os quais ela nem brinca, mas não quer se desfazer. No meu quarto não tem armário para tudo, roupas de frio...”, aponta. A dica é planejamento em busca da otimização, usar todos os espaços. “No quarto dela, usei o espaço embaixo da cama. Ensaquei o que ela não brinca e aproveitamos debaixo da cama e temos também um baú. No meu quarto pus uma cama com baú embaixo. Lá ponho as coisas que não uso tanto”, relata. No baú da cama estão as roupas de cama, enfeites de Natal e agasalhos mais pesados, explica Oliveira.
Outra indicação é evitar tudo que “roube” espaço. “Rack, estante não é aconselhável ter. Eu tive que fazer painel. Minha televisão é pregada na parede em um painel. Tenho uma prateleira para colocar os DVDs fixada neste painel”, comenta Oliveira. O ideal é evitar ao máximo utilizar o chão para não perder muito espaço. “Meu computador eu fiz um aparador e também fixei na parede. Se fosse usar uma escrivaninha também não iria caber”, diverte-se.
O casal buscou soluções práticas e inventivas para otimizar a ocupação dos espaços. Na cozinha instalou uma mesa dobrável e desmontável, também fixa na parede. “Ela fica fechada porque é um local que é passagem, um corredor. Se a gente está usando, abre. Terminou de usar, fecha e ela fica presa na parede”, explica Oliveira. A mesa é de confecção própria. O casal comprou as peças e montou todo o dispositivo. “O apartamento inteiro praticamente foi a gente que montou”, conta.

Desapego
A mudança de um local mais amplo para um apartamento de dimensões reduzidas requer, além de planejamento e criatividade, um desapego aos excessos: excesso de roupas, objetos, móveis... Enfim, dar um ponto final no acúmulo natural e, muitas vezes, irresistível. Isso exige uma mudança de comportamento e a postura de analisar e abrir mão do que não é compatível com o apartamento. Neste caso, vale a máxima do menos é mais, menos móveis e objetos e mais espaço.
“Eu abri mão de quase tudo, só fiquei com o sofá”, diz Anned Oliveira. E foi justamente o sofá que deu mais trabalho. “É um sofá que é modelar, um L, e tivemos que invertê-lo todinho para poder entrar. Mas sofremos para colocá-lo dentro do apartamento. Até estragou a porta e tivemos que fazer um retoque”, lembra. A substituição dos móveis antigos foi feita com outros mais adaptados e planejados para o novo ambiente, sempre em busca de manter o maior espaço para a família.

Pesquisa e otimização
Anned Oliveira revela que a definição do planejamento de seu apartamento passou por muita pesquisa para otimizar o aproveitamento de espaço e deixar o lar o mais funcional possível. “A gente visitava apartamentos mobiliados de 15 em 15 dias para pensar, olhar, mudar de ideia, ver o que iria fazer e tentar deixar da melhor maneira possível, com o maior espaço possível. Não é um apartamento grande e é para três pessoas”, observa.
Oliveira ainda salienta que a opção por um apartamento deste segmento precisa ser consciente e de acordo com as necessidades familiares para não causar frustração. Uma equação que envolve os fatores financeiro, tamanho da família e praticidade. “Se você tem uma família grande, fica mais complicado. Já se torna um transtorno morar em um apartamento do tamanho do meu”, pontua.
Em seu caso, o apartamento está sob medida. “Saio de casa de manhã e volto no final da tarde. Não preciso de mais espaço e não tenho tempo para organizar a casa, uma casa grande, para limpar e tudo mais. Então é o que basta. Quanto maior, mais bugiganga, mais trabalho para limpar e manter”, define.

Em alta também para locações
Se lideram com folga as estatísticas de venda em Bauru, apartamentos econômicos ganham espaço também entre as locações na cidade. E os motivos são os mesmos que os fazem se destacar nas vendas: preço e funcionalidade. “O apartamento econômico é melhor, pois além de ser mais barato, é também mais prático”, observa a relações públicas Isabela Gaspar.
Ela se mudou recentemente de Agudos para Bauru por motivos profissionais. “A mudança para cá foi em função dos meus horários, muitas vezes acaba ficando um pouco tarde para voltar de ônibus para casa”, explica. A relações públicas revela que no momento de escolher sua nova residência pesquisou o mercado antes de optar por seu atual imóvel e identificou em um apartamento econômico as características que buscava em seu novo lar.
Morando sozinha e ficando a maior parte do tempo fora de casa no trabalho, a relações públicas afirma que um apê econômico supre plenamente suas necessidades de espaço e é mais conveniente. “Algo pequeno é bem mais fácil para manter limpo e organizado. Principalmente com o cansaço do dia a dia”, salienta Gaspar.
A relações públicas aponta que a adequação aos pequenos espaços é o principal desafio encontrado em seu novo lar. “Principalmente para quem possui bastante coisa e pertences”, analisa. De acordo com ela, a solução para organizar tudo é usar a criatividade. “Por exemplo, comprar as famosas caixas organizadoras e até aqueles nichos que estão em alta no mercado de decoração”, receita.
A breve experiência em seu apartamento reiterou sua convicção de que um imóvel econômico é o ideal para suas necessidades e Gaspar planeja, posteriormente, adquirir um apê nos mesmos moldes do atual. “Primeiro quero me adaptar à nova vida e, depois, comprar algo que seja meu, mas bem prático e funcional, da mesma forma que este é”, destaca a relações públicas.

O primeiro apartamento
A manicure Kerolyn Soares da Silva acaba de realizar, juntamente com o noivo Jonas Silva Santos, o sonho da compra do imóvel próprio. A opção por um apartamento econômico foi a mais coerente para o casal quando analisado o custo-benefício da residência. A princípio, ambos pensaram em adquirir ou construir uma casa, mas as vantagens, como a rapidez na entrega e as facilidades na aquisição do apartamento, mudaram os planos. “Achamos que para construir iria demorar muito e fomos atrás do apartamento. Como já estava quase pronto para entregar, seria muito mais rápido”, destaca Silva, prestes a se mudar para a nova moradia.
A simplicidade na compra também é enaltecida pela proprietária. “Quando fomos ver para construir, era mais complicado, a entrada era muito alta. O apartamento foi mais simples, compensou mais”, compara. O casal encara o apartamento econômico como um primeiro passo rumo ao imóvel ideal. “Para começar, a gente achou legal. É claro que gente não vai ficar para sempre, mas é um começo”, ilustra Silva.
O imóvel se localiza no andar térreo do prédio e ganha maior espaço com uma área externa, aumentando o conforto, ressalta Silva. “O apartamento tem uma varanda, uma área de lazer. Então, não é tão pequenininho. É como se fosse um quintal mesmo, é superlegal”, festeja. A mudança de uma casa, onde mora atualmente, para um apartamento econômico, no entanto, vai exigir planejamento, admite a manicure. “Os móveis vão ter que ser todos planejadinhos, já estamos pensando nisso para não ficar tão apertado. Mas é uma questão de costume”, pondera.
Entre vantagens e desvantagens, a questão do tamanho do apartamento é que menos preocupa Silva. A falta de privacidade é o maior defeito para a manicure. Por outro lado, a segurança que um condomínio traz, compensa. “Desagradável é a questão do barulho, privacidade, por ter vizinhos muito próximos. Mas a gente coloca uma cortina, dá um jeito. Além disso, a gente se sente mais seguro. É um condomínio fechado, com portaria 24 horas”, aponta.
 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Feira reúne novidades para o setor da construção

O Dia, Cristiane Campos, 11/ago

O setor de construção busca sempre soluções para otimizar o serviço e que também contribuam para a preservação do meio ambiente. A Feira Construir, por exemplo, que começa quarta-feira no Riocentro, apresentará novidades como o elevador que aciona bateria em caso de falta de luz e que não precisa de casa de máquina, um robô que limpa piscinas sozinho, ar condicionado sem dreno, além de iniciativas de automação residencial, como controle de identificação de portaria que grava rosto, voz e identidade do visitante em apenas quatro segundos.
"Esperamos movimentar em torno de R$ 110 milhões em negócios e receber 50 mil pessoas", prevê VictorMontenegro, diretor de Negócios da feira.
Ele complementa que haverá demonstrações ao vivo durante o evento e palestras para profissionais do ramo.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio, Roberto Kauffmann, as perspectivas para o setor são boas. "Isso tudo por conta da proximidade dos grandes eventos que o Rio sediará até 2016, o crescimento do setor, que se mantinha em média de 5% ao ano, deve alcançar 7% em relação ao PIB até o fim de 2013", estima.

Outros fatores vão impulsionar o mercado como o projeto de instalação de polo de inovações tecnológicas voltado para construção civil na Baixada.

Sistema deixa casa segura

O controle de identificação de portaria promete deixar a casa ainda mais segura. O sistema grava rosto, voz e identidade do visitante em quatro segundos. Ele também registra o horário de chegada e o lugar para onde a pessoa irá.

Já o robô X-Treme caminha no fundo da piscina e limpa sem desperdício de água e economia de 90%. Ainda sobe as paredes e continua o trabalho, já que é pr o g r a mado c o m um GPS e não repete a trajetória. O equipamento funciona até quatro horas, ligado por fio de 34 metros.

Elevadores sustentáveis

Outra solução inédita da Feira Construir é o elevador movido à bateria. Em caso de falta de energia, ele acende a luz, desce ao primeiro pavimento e abre as portas. Além disso, não precisa de casa de máquinas e fosso. O equipamento opera com óleo orgânico, 100% reciclável e biodegradável.

O evento vai mostrar ainda uma tinta à base de látex feita para superfícies lisas como vidro, borracha, gradis e até automóveis. Após a secagem, ela forma película emborrachada que pode ser removida com as mãos. A novidade no setor de pisos é o uso de PVC para substituir o laminado.

Construtoras investem em tecnologia de ponta voltada para segurança

O Fluminense, Lislane Rottas, 1/ago

O aumento da violência nas grandes cidades faz com que construtoras invistam em alta tecnologia para garantir uma segurança eficaz nos imóveis. Equipamentos de segurança ativados por toque, fechaduras eletrônicas, câmeras de alta resolução, sensores de movimento e leitores faciais estão entre os serviços e produtos mais pedidos. 

Segundo Francisco Gerotica, gerente comercial da Alphaville, a disponibilidade dos condomínios em oferecer segurança aliada à tecnologia, pode ser um fator decisivo na hora da compra de um imóvel.

"Este componente é muito procurado devido ao aumento da violência no país. Por isso, a tecnologia é extremamente importante para tornar os residenciais mais seguros, com fácil monitoramento pelos moradores. O uso de tecnologia é a responsável por não haver assaltos dentro dos nossos imóveis", garante.

Ele conta que as ferramentas tecnológicas fazem parte do planejamento do projeto e não afetam de forma significativa os preços dos imóveis.

"Os clientes demonstram estar dispostos a pagar um pouco mais por conta da segurança. É exatamente este fator que atrai o público para adquirir um imóvel nosso. Através de uma gestão participativa, os moradores são responsáveis por seguir o plano diretor e estruturar a segurança dos empreendimentos", comenta.

A João Fortes Engenharia aposta nos serviços tecnológicos para imóveis comerciais com o intuito de atender às solicitações dos empresários.

"Queremos atender o empresário e profissional liberal que busca segurança, tecnologia, comodidade e conforto", revela Jorge Rucas, diretor de negócios de Niterói.

Ele destaca que também existe a opção de instalação de um sistema de segurança perimetral no edifício.

"O sistema conta com sensores infravermelhos, monitoramento dos acessos principais do empreendimento, Circuito Fechado de TV e controle de acesso através de catracas automatizadas, com cadastro de frequentadores em banco de dados através de webcam na recepção", descreve.

 

Praticidade - Entrar em casa sem precisar de chaves, utilizando apenas a identificação biométrica já é realidade nos imóveis da construtora Rossi. A biometria digital permite ao usuário ter acesso a sua residência por meio de escaneamento das impressões digitais em uma fechadura especial.

Outra empresa que também utiliza a fechadura biométrica é o grupo Avanços Aliados. Além desta tecnologia, os moradores de alguns empreendimentos dispõem de uma central de automação.

"Esse sistema permite que moradores, com apenas um controle remoto, acionem abertura e fechamento de cortinas, ar-condicionado, e iluminação. Além disso, se tiver câmeras instaladas em sua residência, o cliente poderá monitorar estes equipamentos à distância por meio de smartphone e tablet, diz a gerente de marketing da empresa, Erika Moulin.

De acordo com Rogério Alberto, diretor de comunicação da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), para que realmente a tecnologia aja a favor do condomínio é preciso ter organização e um plano de ações. 

"Às vezes o número de câmeras não importa e sim o posicionamento de cada uma. Essa é a importância de um consultor de segurança realizar a análise de risco. Ele determinará onde são os pontos mais vulneráveis e quais os equipamentos realmente necessários para o local. Com base nessa avaliação, um projeto de segurança deverá ser criado e discutido com o síndico do condomínio", explica.

Para orientar administradores de condomínios e síndicos, a Abese disponibiliza uma cartilha completa sobre segurança eletrônica e quais as melhores opções de equipamento que devem ser utilizados em cada ocasião e tipo de prédio. 

 

Inovação - Entre as novidades deste mercado está um aparelho que identifica e grava a voz de quem está tentando abrir a porta. Segundo o gerente comercial da Azand Equipamentos Eletrônicos, Wilson Azand, os condomínios e edifícios comerciais são os grandes compradores desse equipamento.

"Além de identificar a voz, esse equipamento permite filmar o rosto claramente e, por ser simples de manusear, dispensa grandes conhecimentos de informática", comenta Azand.

Outra novidade é o sistema "antiarrastão", fornecido pela empresa Siemens, que é composto por câmeras com softwares instalados que detectam movimentação em áreas estratégicas, como a guarita ou a sala de segurança do condomínio. 

"Quando um botão de alarme é acionado ou alguém entra no ambiente, as imagens geradas são enviadas automaticamente à central de segurança da empresa. A transmissão de imagens permite que o cliente as visualize pelo telefone celular ou pela internet", acrescenta Ricardo Polli, gerente da Siemens.

Ele afirma que uma vantagem da inteligência de vídeo é detectar um tumulto sem que o operador precise olhar as imagens continuamente.

"Uma opção para condomínios é uma câmera com infravermelho que faça gravação de imagens noturnas", completa Ricardo.