segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Prefeitura vai assentar 2.200 famílias no Porto

O Dia, Alessandra Horta e Sthefanie Tondo, 20/set

A Prefeitura do Rio anunciou ontem a construção de pelo menos 2.200 unidades de Habitação de Interesse Social financiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, na Região do Porto Maravilha. Parte dos imóveis é destinada a moradores da área que vivem em local de risco e que serão removidos por questões de segurança. 

As demais unidades poderão ser compradas preferencialmente por habitantes da região. É necessário que as famílias tenham renda composta de até três salários mínimos ou de três a seis mínimos.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, foram identificados 42 terrenos possíveis para a implementação das novas residências nos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo.

"Vamos desapropriar esses terrenos. A prefeitura vai comprar essas propriedades para fazer 2.200 unidades. Em média, nós vamos ter espalhados pela região empreendimentos com 200 unidades cada do Minha Casa, Minha Vida", explicou Paes.

Para isso, serão desapropriados imóveis em situação fundiária irregular, degradados ou abandonados, e unidades públicas da região.

"Vamos permitir uma habitação de interesse social, uma habitação mais qualificada, área residencial e área comercial. São imóveis privados a serem desapropriados, e também vamos reutilizar imóveis públicos da União, do estado e do município", afirmou o prefeito do Rio. 

Morador da Lapa, Cosme Nascimento, 39 anos, afirma que gostaria de viver na Região Portuária com a mulher Rose Araújo, 29, e o filho Matheus, 8. "Ter uma casa própria já seria ótimo. E o Porto está melhorando muito, e é perto de tudo. Achei bom unir estabelecimentos comerciais com residências, assim tem mais movimento", disse.

Saiba como participar do programa de habitação

Podem participar do Minha Casa, Minha Vida maiores de 18 anos, que não possuam casa própria e tenham sido beneficiados por programas de habitação do governo. Para famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 2.034), a seleção será por sorteio e a preferência é de famílias com idosos e pessoas com deficiência. O financiamento é em até dez anos e as parcelas mínimas são de R$ 25. O valor do imóvel é de R$ 75 mil.

Para as famílias com renda de três a seis salários (R$ 4.068), as inscrições estão sujeitas a análise cadastral. Não há sorteios. O prazo para pagamento é de até 30 anos e as parcelas são calculadas conforme a renda. O valor do imóvel é de R$ 190 mil. O prefeito Eduardo Paes anunciou isenção de IPTU e ITBI para os compradores de casas na região.

Interessados devem ir aos postos da Secretaria Municipal de Habitação na Praça Pio X 119, Centro, ou no Shopping Bangu, na Rua Fonseca 240, 2º andar. As inscrições podem ser feitas pelo site www.rio.rj.gov.br/web/smh. Mais informações em 2976-7434 ou 2976-7446.

PORTO MARAVILHA

REURBANIZAÇÃO 
O projeto tem como objetivo reintegrar a Região Portuária ao processo de desenvolvimento da cidade, por meio da construção de novas redes de água, esgoto e drenagem, além de mudanças viárias, implantação de ciclovias, plantio de 15 mil árvores e reurbanização de vias e calçadas. 

NOVOS SERVIÇOS 

Fazem parte do projeto a implantação de coleta seletiva de lixo e a instalação de bicicletários, entre outros. Além disso, estão previstas as instalações de creches, UPAs, escolas, integração entre diversos modais de transporte e geração de empregos, políticas voltadas para população que deve mudar para a região. 

PATRIMÔNIO HISTÓRICO 

Também haverá implantação de projetos culturais, como o Museu de Arte do Rio, na Praça Mauá, e Museu do Amanhã, no Píer Mauá. Serão preservados ainda pontos históricos, como o Cais do Valongo, a Pedra do Sal, o Jardim Suspenso e o Centro Cultural José Bonifácio, entre outros. 

SERVIDORES APRESENTAM DOCUMENTOS 

Os primeiros 500 servidores classificados no sorteio promovido pelo Previ-Rio, para definição da ordem de preferência na escolha dos apartamentos do Porto Vida Residencial, devem entregar, entre os próximos dias 23 e 25, os documentos para análise de crédito do financiamento. A etapa será das 9h às 18h, no Clube do Servidor, na Cidade Nova.

A lista dos funcionários que precisam se apresentar está no site www.rio.rj.gov.br/web/previrio. Conforme a Coluna do Servidor do DIA antecipou, os imóveis serão financiados 100% pela Caixa Econômica Federal, com valores entre R$ 420 mil a R$ 590 mil. A prestação ficará entre R$3.712,89 e R$ 5.891,71. Será necessário levar identidade, CPF, comprovante de renda, residência e demais documentos de todos os compradores. Veja lista no site do Previ-Rio.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Os túneis subterrâneos da Região Portuária

O Dia, Informe do Dia, 19/set

Já dá para atravessar 1.480 metros do túnel entre a Praça Mauá e a Rua Primeiro de Março que fará parte da Avenida Binário, na Região Portuária. Outro túnel, com 2.570 metros de extensão e três pistas em cada sentido, ligará o Mergulhão da Praça 15 à Gamboa e integrará a Via Expressa, que receberá os carros que hoje usam a Perimetral. 

Projeto prevê maravilha de cenário para a Barra da Tijuca

O Globo online, Maísa Capobiango, 18/set

A dragagem e revitalização de todo o complexo lagunar da Barra e de Jacarepaguá; uma ilha-parque com trilhas, quadra de esportes e jardins; e o aumento do quebra-mar em 180 metros, com direito à construção de um restaurante panorâmico. A primeira ideia parece um sonho distante e as duas últimas, mirabolantes? Pois, segundo a Secretaria estadual do Ambiente (SEA), tudo isso está prestes a sair do papel.

- Após dois anos preparando o projeto e três audiências públicas em que foram apresentadas sugestões interessantes, como a mudança de localização da ilha-parque para uma área que tinha mais necessidade de ser recuperada, as obras começarão, finalmente, em meados de outubro - garante o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.

De acordo com ele, os trabalhos de dragagem, a construção da ilha-parque e o aumento do quebra-mar serão realizados simultaneamente. O ponto de partida será a dragagem da embocadura do Canal da Joatinga. Dos sedimentos retirados, parte - cerca de um terço - irá para a área onde será construída a ilha-parque, entre as lagoas do Camorim e Tijuca. O restante será levado, temporariamente, para o Parque de Marapendi e para a área destinada ao Centro Metropolitano, antes de ser transportado para um aterro sanitário.

A previsão é que aproximadamente 5,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos poluídos sejam retirados do fundo das lagoas, volume que daria para encher o equivalente a sete Maracanãs. O material a ser dragado é composto por argila, areia e silte (substância cuja partícula é maior que a argila e menor que a areia), além de material orgânico proveniente de esgoto lançados direta ou indiretamente no sistema lagunar. Com a conclusão da dragagem, a profundidade das lagoas vai variar de 1,5m a 3,5 m.

- Um dos pontos levantados durante as audiências públicas foi o mau cheiro (que poderia advir da dragagem). Mas as pessoas não precisam se preocupar. Como vamos usar um tubo direto de sucção e desidratar o material, o impacto neste sentido será mínimo - diz o secretário.

A ilha que será transformada em parque já existe, mas com tamanho bem menor. Após as obras, sua extensão será de 444.700 metros quadrados. 

Atividades de lazer e educativas estão previstas para o local. Haverá trilhas, ciclovias e um centro de referência ambiental que funcionará como um núcleo de estudos avançados dedicado a ações de manejo da natureza da região. Este será integrado por especialistas de universidades, da SEA e do Inea.

- Nossa intenção é criar um espaço de interação entre a comunidade e o meio ambiente. Haverá atividades para todas as idades - diz Minc.

O acesso à ilha-parque, conforme Minc, será feito por meio de balsas. O projeto de recuperação do complexo lagunar, que engloba a construção da ilha-parque e a expansão do quebra-mar, está orçado em R$ 602 milhões e faz parte das obrigações do Caderno de Encargos das Olimpíadas de 2016.

A pedidos, 5 estações hidroviárias

Durante as audiências públicas realizadas para discussão sobre a recuperação do complexo lagunar da Barra e de Jacarepaguá, um pedido antigo dos moradores acabou entrando para o projeto: a construção de cinco estações hidroviárias ao longo das quatro lagoas da região 
- Marapendi, Tijuca, Camorim e Jacarepaguá.

- Já que vamos fazer a dragagem, o que vai estimular a navegabilidade nas lagoas, realmente é um bom momento para aproveitar e pensar nas linhas hidroviárias - afirma o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc.

O presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck, garante que há vários anos a população da região cobra a criação destas linhas Para ele, é um sonho que se torna realidade.

- Esta é uma reivindicação antiga da Câmara. Aproveitamos as audiências públicas para mostrar que, já que seria feita a drenagem, o ideal seria aproveitar e fazer tudo de uma vez. O objetivo é que a pessoa possa sair da Península, por exemplo, e ir até a Alvorada pelas lagoas. Nós pedimos isso para evitar que, no futuro, aconteça a mesma desorganização que ocorreu com as vans. Daqui a pouco teremos um monte de barcos irregulares nas lagoas da Barra. O melhor é ordenar logo - opina Dumbrosck.

O projeto das estações hidroviárias está sob responsabilidade da Secretaria municipal de Transportes. Segundo o órgão, os estudos técnicos na região já estão sendo realizados, para, em seguida, ocorrer a apresentação do projeto que será licitado.

Píer com restaurante e Pepê limpa

Na embocadura do Canal da Joatinga, o projeto de recuperação do sistema lagunar vai prolongar o quebra-mar (hoje com 50 metros) em 180 metros, com a utilização de pedras das obras de construção da Linha 4 do metrô. Está prevista, ainda, a construção de um restaurante panorâmico no local, a cargo da iniciativa privada.

O aposentado João Alves Torres, morador de Rio das Pedras, pesca diariamente no quebra-mar. Ele acredita que o projeto vai trazer resultados positivos:

- É importante dragar este ponto e tirar as pedras que atrapalham a entrada e a saída da água. Acho que, com o aumento do quebra-mar, vai ficar melhor para pescar.

O comerciante Antônio Ferreira Cardoso, dono do quiosque Dona Augusta, está receoso, mas torce para que as obras melhorem a região:

- Tenho medo de que a faixa de areia aumente, com o quebra-mar maior, já que a tendência é o acúmulo mudar de lugar. Mas torço para que façam o melhor. Este restaurante que pensam em construir seria uma forma de atrair mais pessoas para cá.

De acordo com o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, Cardoso não tem o que temer: o objetivo da extensão do quebra-mar é potencializar a circulação da água entre o mar e a lagoa, o que evitará o assoreamento no local. 

Além disso, o trecho entre o quebra-mar e a Praia do Papê será contemplado pelo projeto Sena Limpa 2, o que também melhorará a balneabilidade.

OPORTUNIDADE DE INVESTIR EM HOTEL - BEST WESTERN

Mudou

O Globo, Negócios & Cia, 18/set

Será Best Western o hotel que a Rossi vai erguer no complexo Multi, em Duque de Caxias. A construtora fechou com a Incortel. Na origem, o projeto teria bandeira Flash Inn. O hotel, com 156 quartos, terá R$ 50 milhões em valor de venda. 

domingo, 15 de setembro de 2013

Porto terá dois mil imóveis



Extra, 13/set

Eduardo Paes quer aumentar o número de moradias na área do Porto Maravilha, no Centro. Segundo o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cedurp), Alberto Gomes Silva, o prefeito encomendou ao órgão, à Secretaria de Urbanismo e ao Instituto Rio Patrimônio da Humanidade um estudo para incentivar a construção de residências na região.

Embora ainda não haja uma data prevista, o anúncio das moradias deverá ser feito até o fim do ano. O projeto prevê, pelo menos, dois mil imóveis enquadrados no programa de habitação popular do governo federal "Minha casa, minha vida", voltados para a Faixa 1, que engloba famílias com renda de zero a três salários mínimos (até R$ 2.034) . A informação foi publicada, ontem, pelo ¨colunista Fernando Molica, do jornal "O Dia".

- Vamos atender à população da região, que mora de aluguel social ou em condições precárias, e moradores de outras áreas que têm interesse em morar no Centro - diz Alberto Gomes.
Empresas que investirem em moradias na região poderão receber isenção ou anistia de impostos:

- No caso dos incentivos, provavelmente vai ser um projeto de lei. Vai demorar um pouco, pois envolverá outros órgãos - explica Alberto.
Caberá às empresas decidir a quem serão destinados os demais imóveis na área - não incluídos no "Minha casa, minha vida".

Sugestões: vaso feito com pincéis





Vaso de flores com pincéis para ornar com estilo
Foto: Reprodução da internet


Flores sempre deixam qualquer ambiente agradável e, com o vaso certo, tornam-se parte da decoração da casa. Este vaso foi feito com pincéis de vários tamanhos.