terça-feira, 25 de junho de 2019

E o Mercado não alavancou!

Estamos em 2019.

A expectativa de um aquecimento nas vendas não aconteceu. Algumas construtoras foram mais otimistas e lançaram Empreendimentos de Médio e Alto Padrão mas a realidade do brasileiro continua sendo não investir em imoveis, pelo menos por enquanto.

O sucesso de vendas continuam sendo os imóveis do Minha Casa Minha Vida.

Sempre focando para a Baixada e Zona Oeste da Cidade Maravilhosa, construtoras Direcional, Tenda e Cury tem as melhores opçoes.

O tão aguardado Lançamento do Recreio vem com força total.
PATIO DO SOL, da Construtora Tenda, promete área de lazer mas em piscina, localização privilegiada e proximo ao BRT.

Já a Construtora Cury está na fase final  do Empreendimento localizado em Belford Roxo DEZ PORTAL com lazer total de 45m² com duas torres e 9 mil metros quadrados.
Proximo ao futuro Shopping Dutra, Carrefour e ao lado da Via Dutra parece ser a melhor opção da Baixada.

Ficou interessado?
Entre em contato com a gente.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018



RESIDENCIAL PAYSSANDU

Realize o sonho de viver neste espaço localizado na tradicional Rua Paissandu.







Mais informações 
(21) 9 640 78 865

Depois da "Crise"

Depois de tantos meses resolvi voltar para as informações preciosas do Mundo Imobiliário.  Estivemos em um turbilhão de imprevisto quanto aos índices financeiros e a chamada "Crise" no Brasil. 
A meu ver o que houve foi o receio dos investidores em aplicar seus recursos em imóveis mas este momento já passou e hoje temos as pessoas desejando sair do aluguel, fazer um up grade em suas residencias e a vida segue. 
Temos evoluído lenta mas constantemente, o que é sinal de empregos na Construção Civil e outros setores.

Para o ano de 2018, que já começou, teremos diversos lançamentos. Alguns Empreendimentos já estão no mercado como o Payssandú no Flamengo e os do Minha Casa Minha Vida que continuaram realizando o sonho da casa própria para muitos cariocas. 

E já que o mercado está aquecido, acompanhe as novidades aqui e fique sabendo dos Empreendimentos que farão a diferença este ano.

Obrigada por acompanhar nossas postagens.




quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Abrindo o mês de novembro com novos lançamentos no Mercado Imobiliário

Após um hiato nas publicações do Mercado Imobiliário, estamos voltando com novidades e oportunidades.


Neste ano de 2016 ainda é possível realizar o "sonho da casa própria" pelo sistema do Minha Casa Minha Vida e ainda contar com o financiamento CAIXA

Construtoras Cury e Mineira Anaconda trazem opções excelentes para o primeiro imóvel.


Em Queimados temos o Felicidade Residencial Club.

Bairro planejado no terreno atras da Fabrica de Tecidos DuLoren, promete nada menos que 1.000 unidades partilhadas em condomínios fechados com infraestrutura de lazer incluindo piscina, churrasqueira e salão de festas.

Para quem vai adquirir uma unidade  pode contar com  rodoviária, 2 escolas, comercio local e clinica da família.



Mas se você pretende morar próximo a Avenida Brasil, atras do Shopping Via Brasil o momento é agora.

DEZ VISTA ALEGRE, o tão aguardado empreendimento em sua segunda fase, promete trazer conforto e lazer para clientes que precisam estar próximos aos bairros de Irajá, Vista Alegre, Madureira e entorno.
De fácil acesso, o Empreendimento é cercado de opções de comercio, lazer e transporte público.




GOSTOU DAS NOVIDADES?

ENTRE EM CONTATO E ADIQUIRA JÁ O SEU IMOVEL.

(21) 96407-8865

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Energia elétrica produzida em casa



O Globo, Morar Bem, 07/dez

Só este ano, as tarifas de energia elétrica já subiram, em média, 18%. E com a estiagem e o aumento do custo das térmicas, a previsão de analistas é que, em 2015, esses preços subam outros 20%. Mas, para 255 brasileiros, essa já não é uma grande preocupação. Eles instalaram em suas casas microusinas de geração de energia e vêm sentindo, no bolso, a economia.

A arquiteta Isabelle de Loys, que mora no Recreio, foi uma das primeiras a ter o sistema, que capta energia solar e a transforma em elétrica, cadastrado na Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel. E não se arrepende. Hoje, ela paga cerca de R$ 47 mensais à Light, menos R$ 100 do que costumava gastar antes de ter sua própria rede ligada à da concessionária. Isso numa casa de 120 metros quadrados, onde moram duas pessoas, mas que funciona também como seu escritório de arquitetura.

-E o custo só não é menor porque existe uma taxa básica, de disponibilidade do sistema, que todos pagamos à concessionária - conta Isabelle, que instalou sete placas fotovoltaicas.

O sistema de microgeração integrado à rede elétrica funciona assim: a radiação solar é captada pelas placas fotovoltaicas que geram a energia em corrente contínua. Essa energia é enviada para um inversor que a transforma em energia alternada e a disponibiliza para consumo imediato. O excedente passa por um relógio de luz, que conta essa sobra. É exatamente isso que garante os créditos que vão reduzir a conta de luz.

- O relógio é o coração desse sistema - diz Hewerton Martins, CEO da Solar Energy, uma das principais empresas que instalam o sistema no país.

O custo não é dos mais baratos. Uma microusina com dez placas e capacidade para gerar cerca de 300kwh por mês - consumo médio de uma família de quatro pessoas - custa cerca de R$ 25 mil. O retorno financeiro leva em torno de dez a 12 anos. Mas, como a vida útil dos equipamentos é de cerca de 25 anos, quem já instalou, garante que vale a pena. Até por nossas condições climáticas, como garante Martins:

- A Alemanha é o país que mais usa energia solar. Mas a Bavaria, região com mais sol no país, tem uma irradiação solar 40% menor que Florianópolis, a com menor incidência de sol por aqui. Não há região no Brasil que não seja propícia a esse sistema.

Antes de decidir investir, contudo, é preciso estar atento a alguns detalhes. Saber exatamente o consumo da família e a área disponível para a instalação das placas é o primeiro deles, já que se não houver espaço para gerar uma grande parte do que se consome, o investimento pode não valer a pena. No geral, o sistema é indicado para consumos a partir dos 300kwh por mês. Outro ponto é o sombreamento dessa área. No Rio, todas as regiões são propícias às placas fotovoltaicas, mas se houver uma árvore fazendo sombra sobre as placas, sua capacidade de gerar energia será reduzida, comprometendo a eficiência do sistema.

A área para a instalação das placas, aliás, é o que dificulta que prédios e condomínios invistam nesse tipo de sistema. Na verdade, alguns até já vêm investindo em redes integradas, mas apenas para abastecer suas áreas comuns. Fazer uma instalação que leve energia para as unidades exigiria uma área banhada pelo sol muito grande, já que cada dez placas ocupam cerca de 17m². Além disso, o custo seria alto demais. Talvez, por isso, muitos condomínios optem pelas placas solares, aquelas usadas apenas para o aquecimento da água - que substituem sistemas a gás, por exemplo - e que têm um custo bem mais em conta: cerca de R$ 5 mil, o equipamento com capacidade para aquecer 400 litros de água e atender a uma família de quatro pessoas. OEdifício Corpus, em Botafogo, é um dos condomínios que optou por investir num sistema de geração de energia. Ainda assim, apenas para atender a sua parte administrativa, que é responsável por cerca de 6% do consumo da área comum do prédio.

- Queríamos economizar. Mas essa é apenas uma primeira experiência. A intenção é ampliar a geração de energia para o consumo com as bombas de água - conta o síndico Jean Troianelli, que teve sua conta mensal de luz reduzida em mais de 50%. - Isso mostra a viabilidade de um sistema que gera energia limpa a partir de uma fonte gratuita e inesgotável. Se todo mundo fizesse o mesmo, talvez saíssemos da crise.

Troianelli só reclama de uma coisa: a diferença entre o valor da energia que produz e aquela que consome da concessionária. Justamente a questão mais polêmica das redes integradas.

A resolução 482 da Aneel, que em 2012 regulamentou a microgeração de energia no país, estabelece que o crédito excedente gerado deve ser em energia. Ou seja, quem produz 100kwh e usa 50kwh, deveria ter o direito de usar outros 50kwh no momento em que não há produção própria sem pagar nada mais por isso. Mas, na prática, o que a maior parte das concessionárias vem fazendo é transformar o crédito de energia em dinheiro. Como sobre a tarifa incidem impostos como o ICMS, o microgerador acaba "comprando" energia a um preço mais alto.

- Quem investiu para produzir a própria energia tinha que ser incentivado e não taxado - avalia Hewerton Martins, da Solar Energy.

Vale lembrar que redes integradas também podem ser feitas com outros tipos de energia alternativa, como a eólica. E que é possível até fazer sistemas híbridos, que conjuguem energia solar e eólica. A arquiteta Viviane Cunha acabou de instalar um desses para atender à administração do Jardim Botânico:

- Tudo depende da localização e das condições. As pás eólicas dependem do vento, mas já há modelos que funcionam em regiões de vento inconstante como a do Jardim Botânico.

No geral, contudo, seu uso é pouco comum em centros urbanos. Não só pela questão do vento, mas também do ruído, quase sempre muito alto. Tanto que ainda é mais usada em regiões litorâneas. O custo, bem mais alto, é outro impeditivo: gira em torno de R$ 50 mil, com capacidade para gerar 800kwh/mês. 

Prédio pode gerar 100% da energia que consome

O Globo, Morar Bem, 28/dez

A adaptação às condições climáticas foi o ponto de partida para a construção do EcoCommercial Building da Bayer, em São Paulo. O prédio, na verdade um centro de convivência localizado na sede da empresa, no bairro Socorro, pode ser o primeiro do país a gerar 100% da energia que consome. Não à toa, acaba de ganhar a certificação Leed Platinum, o mais alto nível do selo internacional concedido pelo Green Building Council (GBC).

- É mais uma conquista da indústria nacional da construção sustentável. O alinhamento entre projeto, técnicas construtivas responsáveis e tecnologias aplicadas foi maximizado de modo a permitir que o prédio conseguisse o maior nível da certificação internacional - elogia Felipe Faria, diretor do GBC Brasil.

Para chegar a esse resultado, o projeto levou em consideração diversos fatores. A iluminação natural, por exemplo, foi aproveitada ao máximo. O edifício ganhou brise-soleil, fachadas de vidro com películas que reduzem o calor e diversas aberturas para entrada de luz. Sensores de presença e da luminosidade externa determinam o momento de acender, e intensificar, as luzes. E uma miniusina solar foi instalada para gerar energia para abastecer o local.


SISTEMA DE AR PAGOU POR USINA SOLAR

A ventilação cruzada e o sombreamento também foram aproveitados. Com isso, a necessidade de uso de aparelhos de ar condicionado foi eliminada em 95% do prédio. Apenas a sala de reunião, que muitas vezes deve permanecer fechada, conta com o sistema.

- Além de diminuir os gastos durante o uso dos aparelhos, isso gerou enorme economia durante a obra. O sistema de ar condicionado custaria R$ 150 mil. Gastamos R$ 90 mil na instalação das placas fotovoltaicas e ainda sobraram outros R$ 60 mil para investir em outras necessidades da obra - conta Fernando Resende, gerente do EcoCommercial Building, no Brasil.

Localizado numa área arborizada do terreno, o prédio foi projetado de forma que nenhuma árvore fosse arrancada. Ao longo da edificação, que tem cerca de 600 m², é possível ver dez árvores. Para que não fossem prejudicadas, além de aberturas no teto para que seus galhos continuem se expandindo, o prédio foi erguido sobre uma plataforma de madeira a dez centímetros do chão, o que permite que a água da chuva penetre na terra e as raízes cresçam sem interferir na estrutura do prédio.

Além disso, o paisagismo foi feito apenas com espécies nativas, já acostumadas à quantidade de chuvas da área, que fica próxima à represa de Guarapiranga - até agora, a que menos sofre com a seca que atinge São Paulo.

ECONOMIA DE 94,8% DE ÁGUA POTÁVEL

A chuva, aliás, é outra aliada da edificação. O prédio tem tanto um sistema de captação da água da chuva quanto o de reaproveitamento das águas cinzas. E como o uso de água potável está restrito às pias, a economia chega a 94,8%. São dois reservatórios: um que fica enterrado e um espelho d'água que passa por dentro do prédio ajudando na refrigeração das áreas internas.

Projetos de EcoCommercial Building da Bayer estão presentes em outros seis países - Alemanha, Bélgica, China, Estados Unidos, Índia e Tailândia. Eles integram as ações da companhia alemã, que atua em setores que causam grande impacto ao meio ambiente, em prol da preservação ambiental. Em São Paulo, além de servir aos dois mil funcionários da empresa, o prédio recebe cerca de 150 visitantes por mês e serve ainda como modelo para os clientes da companhia, já que boa parte dos materiais utilizados são fabricados por ela.

- A população cresce muito rapidamente, os padrões de consumo também, mas o planeta não cresce mais. Esse programa faz parte do desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a redução desse impacto. E todas são produzidas aqui no Brasil - conclui Resende.






Isenção de IPTU para moradias na Zona Portuária já começa a valer

O Globo, 30/dez

Proprietários de moradias na Zona Portuária começarão 2015 com um alívio no bolso. O prefeito Eduardo Paes publicou ontem no Diário Oficial um decreto regulamentando uma lei, sancionada em julho deste ano, que determina a isenção de IPTU até 2019 e o perdão de dívidas do mesmo imposto para quem possui imóveis residenciais na região conhecida como Área de Especial Interesse Urbano (Aeiu) do Porto. A medida será automática, e quem não for beneficiado nos próximos seis meses pode encaminhar a documentação de recurso à Secretaria municipal de Fazenda. A isenção também valerá para novos projetos ou para a conversão de comércio em habitações.

- Acredito que já haverá a percepção do impacto desse decreto no primeiro semestre do ano que vem. Será benéfico para manter as pessoas que já moram na região e poderiam estar pressionadas a sair por causa de dívidas e também servirá de estímulo para que comércios se transformem em residências - disse o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), Alberto Gomes Silva.

Novas obras iniciadas até 2019 também poderão ser beneficiadas com a isenção do IPTU por cinco anos. É preciso que haja um percentual que varia de 50% a 70% da área total voltada para residências, de acordo com o local da Zona Portuária onde o projeto será realizado.

A medida tomada pela prefeitura faz parte de um esforço para tentar estimular a ocupação da Zona Portuária por moradias. A Cdurp mapeou 65 projetos residenciais licenciados para a região. Desses, 64 são de interesse social, com financiamento do projeto Minha Casa Minha Vida. O condomínio Porto Vida, único proposto pela iniciativa privada, está parado.

A isenção de Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos (ITBI) nas aquisições de imóveis para construção ou transformação em moradias, também prevista na lei sancionada em julho, ainda terá de receber uma regulamentação adicional, que será divulgada através de uma resolução específica da Secretaria municipal de Fazenda, detalhando os documentos necessários.

O decreto de ontem também regulamentou a isenção de Imposto Sobre Serviços (ISS) durante o prazo de execução das obras de projetos residenciais ou de conversão de imóveis para moradias. A primeira licença de obras deverá ser expedida até 23 de julho de 2019.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Posso utilizar o FGTS para a compra de um segundo imóvel?




É permitido utilizar o FGTS na compra de um segundo imóvel caso os recursos do fundo tenham sido utilizados anteriormente em imóvel comprado em conjunto com outra pessoa, mas do qual o usuário não seja mais co-proprietário?

Quando o FGTS é utilizado para a compra de um imóvel, mesmo que em conjunto com outra pessoa, os recursos do fundo não podem ser utilizados novamente. O valor do FGTS somente pode voltar a ser usado caso o proprietário venda o primeiro imóvel.

A restrição para uso de FGTS ocorre quando o comprador adquire um imóvel de um proprietário que tenha utilizado o FGTS há menos de três anos, seja para dar como entrada na hora da compra ou para amortizar o financiamento desse imóvel que deseja comprar.

Por exemplo, A usou o FGTS para comprar um imóvel e decide vendê-lo um ano depois. Se B quiser comprar esse imóvel, não poderá usar o seu FGTS, porque A já utilizou os recursos do fundo na compra do mesmo imóvel em um período inferior a três anos. 


*Você tem outras dúvidas?  Entre em contato deixando um comentário.

FELIZ 2015



Amigos e Clientes,


Estamos iniciando um novo ano, cheios de sonhos e expectativas. 

Agora é o momento de refletir e planejar este futuro/presente de 365 dias.

Continuarei contribuindo com a informação para que vocês se mantenham atualizados dos seus direitos dentro do mercado imobiliário.


Um grande abraço e votos de sucesso.


Luciana Biosa



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Aluguel consome mais de um terço da renda das famílias em 25% dos imóveis locados no Brasil



Tudo bem?

Mais uma matéria superinteressante.

Quem ainda está pensando em ficar no aluguel, eu garanto que não é uma boa alternativa.

Olha a pesquisa do IBGE!




O Globo, 17/dez

A Síntese dos Indicadores Sociais de 2014, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, mostrou o peso dos aluguéis no orçamento das famílias brasileiras. Em mais de um quarto do lares, as famílias comprometem mais de 30% da renda domiciliar com aluguéis, o que os pesquisadores chamam de ônus excessivo. A parcela de 30% é considerada a fatia máxima ideal para se gastar com as despesas do imóvel. Por isso, os bancos costumam limitar a 30% a prestação nos financiamentos habitacionais. De todos os lares, essa proporção alcança 5,2% do total de 55,8 milhões de domicílios urbanos. No Distrito Federal, essa parcela sobe para 9,5% e, entre os alugados, para quase 30% (29,1%)

- Quando se separa pela renda, a situação é ainda pior: em 11,6% do total de domicílios, o aluguel consome mais de 30% da renda e entre os alugados, são 55% - afirmou o pesquisador do IBGE Rubem Magalhães.

No total, 20,3% dos lares no Brasil são alugados, parcela maior que em 2004, quando representavam 17,8%.

"Um valor de aluguel que corresponda a uma parcela elevada do rendimento domiciliar pode indicar uma situação de vulnerabilidade, na medida em que os gastos com moradia estarão comprimindo a renda disponível apra satisfazer outras necessidade da unidade domiciliar, especialmente no caso de famílias de baixa renda", diz a pesquisa.

O Rio de Janeiro, apesar de ter tido a segunda maior alta no valor do aluguel este ano, 10,93% contra a média das regiões metropolitanas de 8,73%, manteve-se dentro da média quando se olha todos os domicílios: em 5,3% dos lares consomem mais de 30% com aluguel. Quando se olha somente os imóveis alugados, o Rio fica pior que o Brasil: 29,7% contra 25,7% da média brasileira.

Comprometer mais da renda com aluguel também está relacionado ao tipo de família, de acordo com os dados da pesquisa. Está mais presente em lares de um morador só e mãe ou pai sozinho com filho. Nos casais com filhos, o aluguel pesa menos no orçamento.

DÓLAR ALTO ATRAI ESTRANGEIROS



Olá.


Para você que está pensando em investir em Hotel, fique por dentro do assunto.

Eis uma matéria muito interessante.

Um abraço.



O Globo, 23/dez

A temperatura aumentou e a sensação térmica chegou a 50 graus. No Arpoador, religiosos mergulharam vestidos. Com sensação térmica beirando os 50 graus e expectativa de receber mais de 3 milhões de turistas, a cidade espera que o verão dos 450 anos seja um dos mais aquecidos dos últimos tempos. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ), as altas temperaturas devem estimular ainda mais o turismo em terras cariocas: de acordo com o presidente da instituição, Alfredo Lopes, a taxa de ocupação média dos hotéis entre dezembro deste ano e março de 2015 tende a ser 10% a 15% superior à registrada no mesmo período da temporada passada.

A ocupação média de dezembro a março deve ficar na casa dos 80%. No ano passado, o mesmo período fechou com média de 75%, sendo 60% desse público proveniente do mercado nacional - diz Lopes, acrescentando que os meses de janeiro e fevereiro registram a maior incidência de turistas de lazer.

DÓLAR ALTO ATRAI ESTRANGEIROS

Com a alta do dólar e a grande divulgação obtida pela cidade no exterior durante a Copa do Mundo, analisa Lopes, a quantidade de turistas estrangeiros no Rio deve crescer 15% em relação ao verão passado.

- Temos aí duas vertentes: com a alta do dólar, o turista estrangeiro está aproveitando que seu dinheiro está valendo mais. Além disso, a Copa deu à cidade uma mídia espontânea muito positiva, tanto que, logo após o mundial, os hotéis da cidade começaram a receber reservas de turistas de outros países para o réveillon e o carnaval - comenta o presidente da ABIH.

A prefeitura também espera que a estação aqueça a economia. A expectativa da Secretaria de Turismo do Rio é que a cidade receba, entre os meses de dezembro de 2014 e março de 2015, 3,464 milhões de pessoas, visitantes que devem gastar por aqui US$ 2,77 bilhões. No ano passado, o Rio registrou a entrada de 3,256 milhões de visitantes, que movimentaram US$ 2,605 bilhões. Os dois maiores atrativos são a festa de Ano Novo, na Praia de Copacabana, e o carnaval. Somente no réveillon, são esperados 816 mil turistas, 49 mil pessoas a mais que na virada de 2013/2014. De acordo com a Riotur, a geração de renda está estimada em US$ 653 milhões, superior aos US$ 614 milhões do ano anterior. Já no carnaval, segundo planejamento da prefeitura, 977 mil foliões vão se divertir nos blocos de rua ou nos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, injetando US$ 782 milhões na economia carioca. No carnaval que passou, 918 mil turistas deixaram na cidade US$ 734 milhões.

O verão, que começou às 21h03m ( horário de Brasília) de anteontem, chegou com força total, com sensação térmica de 55 graus em Guaratiba, de acordo com o Centro de Operações da prefeitura. Mas as temperaturas não devem ultrapassar os índices da média climatológica (de 1970 a 2000), segundo o Climatempo. Os picos de calor, com temperaturas acima de 40 graus, serão menos frequentes do que no verão 2013/2014.

Janeiro será marcado por chuvas fortes, dizem os meteorologistas, mas o restante do verão deverá ser mais seco. Em fevereiro, a estimativa é de 100mm a 200mm de chuvas, em torno de 50mm abaixo da média.

Ontem, a cidade amanheceu com os termômetros marcando temperaturas acima de 30 graus em diversos bairros. A máxima foi registrada em Guaratiba, Zona Oeste do Rio: 39,6 gaus. Mas a sensação térmica, segundo o sistema Alerta Rio, da prefeitura, chegou a 50 graus. Durante todo o dia o calor foi tão intenso que, no Aeroporto Santos Dumont, por exemplo, foi preciso colocar aparelhos extras de ar-condicionado, já que os existentes não davam vazão. Na Praia do Arpoador, algumas pessoas entraram na água de roupa e tudo e se esbaldaram assim mesmo.

Diante do calorão, a prefeitura decidiu dar uma repaginada nos figurinos. A partir de hoje, servidores públicos do município, cobradores de ônibus, motoristas de táxi, de ônibus e de vans vão poder trabalhar de bermudas. Mais conforto, mas sem exageros: de acordo com decreto do prefeito Eduardo Paes, previsto para ser divulgado hoje no "Diário Oficial", as bermudas devem chegar pelo menos na altura dos joelhos. O decreto é válido até 31 de março de 2015.

O decreto dá autonomia aos secretários e presidentes de autarquias para decidirem sobre exceções devido à natureza das atividades. São os casos, por exemplo, dos garis que atuam na coleta de lixo ou de engenheiros que trabalham na vistoria de obras públicas.

A iniciativa da prefeitura de liberar bermudas em repartições municipais e para profissionais que trabalham no transporte público já é antiga no Rio. A primeira regulamentação foi feita pelo ex-prefeito Cesar Maia e valeu de dezembro de 2003 a março de 2004.

Ontem à tarde choveu em algumas regiões do estado. Um temporal deixou o Rio Meudon, em Teresópolis, na Região Serrana, em estado de alerta, segundo o Inea. Todos os outros rios que cortam a Região Serrana estão em estado de atenção, devido à previsão de ocorrência de chuvas fortes e moderadas. O mesmo acontece com os rios das regiões Norte e Noroeste Fluminense.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O que valoriza ou deprecia um imóvel

O Dia, Imóveis, 07/dez

Em qualquer negociação, a lei da oferta e da procura é que determina o preço do produto. No caso dos imóveis, seja para comprar ou alugar, o valor da unidade também será de acordo com o número de interessados em morar no bairro.

Para quem é inquilino, proprietário ou investidor, é importante avaliar alguns fatores externos na hora de negociar. Itens como segurança, serviços e infraestrutura disponíveis tornam uma região mais prestigiada e procurada do que outras.

"A maioria sonha em morar em regiões próximas do trabalho e de onde estuda. Com o trânsito caótico, estar perto de estações de metrô, de bancos e de supermercados é um atrativo a mais para um bairro. Com certeza, esses serviços por perto elevam bastante a procura e, consequentemente, o preço de um imóvel", explica Germano Leardi Neto, diretor da imobiliária Paulo Roberto Leardi.

Segundo ele, cemitérios e favelas também podem desvalorizar um bem. "Por conta do barulho, avenidas de grande fluxo, feiras e presença de transporte público farto tendem a depreciar unidades residenciais. No entanto, esses fatores podem elevar o preço de salas comerciais, já que ajudam no fluxo de funcionários", ressalta o diretor.

Edison Parente, vice-presidente comercial da Renascença Administradora de Imóveis, endossa que o entorno contribui para a valorização ou depreciação.

"A redondeza tem infraestrutura de transporte, saneamento, segurança e lazer? Se tem, provavelmente é um imóvel valorizado no mercado. Se não tem, ainda há espaço para valorizar, pois a infraestrutura chegará", diz.

Ele complementa que as áreas que continuam a se valorizar, mesmo após o desaquecimento do mercado imobiliário, têm esse movimento por conta das questões de melhoria de infraestrutura.

"Enquanto algumas áreas se mantêm estagnadas, outras se valorizam pelo investimento dos governos municipal, estadual e federal em obras como o Parque Madureira e a implantação das UPPs e dos corredores expressos de ônibus", afirma Parente.

Opções de crédito

O Fluminense, Especial Habitação, 15/dez

É natural que exista dificuldade para a aquisição de um bem de alto valor, principalmente para quem está começando a vida. Os financiamentos têm por função facilitar o acesso das pessoas a esses bens, mas se por um lado ajudam na hora da compra, a obtenção de crédito também gera endividamento, e por isso precisa ser muito bem planejada. Nesse caso, é recomendável avaliar o quanto se pode pagar e buscar conciliar uma boa compra com prestações que não comprometam demais o orçamento.

Atualmente, construtoras e imobiliárias estão cada vez mais prestando auxílio aos compradores durante todo o processo para conseguir um financiamento. Muitas vezes os empreendimentos lançados já iniciam a comercialização com um modelo de financiamento sugerido. Além disso, algumas empresas também oferecem cartilhas de orientação ao cliente sobre como proceder em relação ao processo de financiamento.

O principal ponto a ser observado antes da escolha do melhor modelo de financiamento é a situação financeira do comprador, através de seus comprovantes de renda e a sua capacidade de pagamento, pois só assim será possível decidir por uma modalidade de financiamento bancário, explica o diretor regional da PDG Rio, Cláudio Hermolin.

"Os financiamentos imobiliários, como produtos financeiros montados pelos bancos, visam fornecer crédito para aquisição de imóveis, usando como garantia do pagamento o próprio imóvel. As opções mais comuns são os financiamentos bancários que podem ser com o imóvel na planta, em construção ou pronto, ou o financiamento direto com a construtora, onde os prazos são normalmente menores", explica o diretor.

O economista e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Ivando da Silva Faria concorda que a escolha do financiamento adequado deve levar em conta o comprometimento de renda.

"A prestação a ser paga pelo financiamento é composta por juros e amortização. Juros é quanto custa você utilizar em seu benefício recursos que não são seus, é quanto você paga a quem lhe emprestou. Já amortização é o pagamento, a devolução do dinheiro que lhe foi emprestado", explica.

Segundo Ivando, as modalidades de financiamento bancário, ou tabelas, se dividem em conceitos, sendo os mais utilizados o Price e o SAC.

"O Price oferece prestações constantes ao longo do prazo do empréstimo e as amortizações são crescentes, começam baixas e vão aumentando. No SAC (Sistema de Amortização Constante), as prestações são maiores no início, mas paga-se menos juros ao longo da vida do empréstimo. Existe ainda o Sacre, que tem amortizações crescentes. Muito adequado para um jovem, pois no início vai amortizar pouco e ao final, muito. Em geral as instituições financeiras não falam dessas possibilidades e apresentam planos padronizados, mas é possível negociar", ensina.

Ivando Faria lembra que o não pagamento da dívida pode levar o imóvel a leilão, e aconselha que as pessoas, por prudência, optem por um imóvel com um valor abaixo do que acreditam poder pagar. Segundo ele, uma boa estratégia é começar a vida adquirindo um imóvel pequeno para poder pagar as prestações e ainda poupar, para que a médio prazo se tenha recursos para adquirir um imóvel melhor.

"O hábito da poupança é um aspecto extremamente positivo na vida das pessoas. Um jovem deve optar por um imóvel de valor mais baixo e amortizações crescentes. Já um profissional com boa renda pode escolher um imóvel de preço mais elevado em um sistema decrescente ou constante. Não há muito mistério. Na verdade é uma questão que deve ser tratada para cada indivíduo de forma diferente", afirma o economista.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O drywall, uma técnica coringa!

O Globo, Morar Bem Niterói, 06/dez

Quando se fala em obra prática, rápida e limpa, o drywall, sistema de construção a seco, é o queridinho de arquitetos, uma técnica coringa não apenas para paredes (como o nome diz), mas também para efeitos de iluminação em teto, módulos decorativos, painéis de TV, nicho de livros ou móveis, além de aliado na hora de esconder fiações elétricas. Já o antigo processo em gesso está ficando para trás, acredita a arquiteta Margarete Giada, que projetou um quarto de bebê numa casa em Santa Rosa. O resultado vem agradando clientes interessados na tríade praticidade, economia e beleza.

- A cliente pediu um efeito de céu estrelado para acalmar o bebê. Com o drywall fiz círculos com pontos de LED no interior, em volta do lustre. O sistema de placas é fácil de moldar. Em duas horas a base fica pronta. E mais limpo do que uma obra com alvenaria, tijolo e massa corrida - diz, salientando que uma parede feita com drywall também pode simular uma de alvenaria.

O segredo, explica, está na tecnologia oculta dentro das placas, já que o sistema pode combinar, por exemplo, estruturas de aço galvanizado com chapas de gesso de alta resistência mecânica. Até a acústica do ambiente pode ser otimizada quando ele é utilizado em paredes, podendo ser decorada formando volumes, cavidades, curvas ou linhas retas. Para o teto, os níveis de iluminação vão além de produzir efeitos especiais, caso do projeto dos arquitetos Renata Barreto e Marcel Cysneiros, no qual a estratégia foi usada para delimitar espaços numa casa em Itaipu.

- Eu projetei módulos com teto rebaixado para dividir os ambientes das salas de estar e jantar. Uma das paredes, também feitas com drywall, recebeu uma luz de destaque para seus quadros decorativos com vasos de flores. Esta tecnologia é muito versátil e pode ser usada em todos os ambientes da casa - diz Renata, fã da técnica de iluminação. Na sala de jantar de um apartamento em Charitas, o arquiteto Pedro Gismondi, em parceria com o colega Guilherme Corrêa, se apropriou do método para criar um bar moderno.

- O casal de clientes coleciona garrafas de vodca Absolut, trazidas de viagens, e queria exibi-las como em uma vitrine. Este drywall foi estruturado com alumínio por dentro e ganhou um revestimento que simula madeira de demolição. No ambiente ao lado, projetei um painel de TV com teto flutuante. Hoje até paredes de edifícios são feitas com este sistema econômico - frisa.

Outro toque especial no bar, conta, foi a aplicação de uma escultura da paisagem carioca, dividindo prateleiras. Entre as opções de revestimentos, a cerâmica, o mármore, o granito, a madeira, a pintura à base de resina epóxi e as pastilhas também têm vez, seja em cozinhas ou banheiros, a partir de uma versão própria de drywall para superfícies molhadas. No mercado, há três chapas principais: verdes RU (Resistentes à Umidade), cinzas ST (standard), para áreas secas e teto, e rosas RF (Resistência ao Fogo). Há buchas específicas também para a montagem do drywall como suporte de objetos pesados, como armário de cozinha ou TV.

Uma estante com formas geométricas, cores e decoração criativa, que vai do piso ao teto, brilhou no projeto da arquiteta Desirée Bruver para renovar uma das paredes da sala de estar de uma casa em São Francisco.

- A proposta era planejar um living para acolher os amigos. Pensamos em um espaço que tivesse objetos que remetessem à memória afetiva deles e priorizamos o convívio afastado da tecnologia. Criamos, em conjunto, copa e sala de banho que também atende à área externa. Fico satisfeita em criar espaços com o qual as pessoas se reconheçam - diz Desirée, que também é artista plástica.

Os fabricantes das duráveis chapas de drywall recomendam limpeza anual, com água, detergente líquido neutro e esponja macia.

Casa sustentável é construída em Iaçu, no interior da Bahia

Correio da Bahia, 08/dez

Uma casa que só tem uma única parede no andar superior, que usou itens de reaproveitamento e foi planejada e construída pensando em conceitos de sustentabilidade. Assim foi desenvolvido o projeto de uma residência na cidade de Iaçu, no interior da Bahia, pelas arquitetas Paloma Pires e Roberta de Medeiros, do escritório Pires & Medeiros Arquitetura e Interiores.

Paloma explica que o fato do projeto ter sido concebido já pensando na sustentabilidade é um fator que colaborou com os custos da obra.

"Gastamos no projeto praticamente a mesma coisa mesmo desenvolvendo conceitos sustentáveis. Há um mito que o sustentável é mais caro", explica Paloma. O projeto demorou oito meses para construção.

Segundo Nara Soares, representante da Furukawa, é fundamental pensar no desenvolvimento sustentável do projeto desde o início. "É de extrema importância que o projeto já seja concebido e pensado em práticas sustentáveis. Nesta fase, deve-se buscar o máximo de soluções técnicas focadas em sustentabilidade", argumenta.

Obras de moradias usam tecnologia inovadora em Uberaba (MG)

Portal Brasil, 10/dez

Obras de mais de mil unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida em Uberaba receberam nesta terça-feira (9) a visita da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, do Secretário do PAC, Maurício Muniz, e do prefeito Paulo Piau.

As obras dos residenciais Anatê e do Parque dos Girassóis III e IV estão sendo realizadas com recursos do governo federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Para a ministra Miriam Belchior, o Minha Casa Minha Vida é o mais exitoso programa de habitação que o Brasil já produziu e uma grande demonstração do apoio do governo federal ao crescimento do País.

"O programa garante casa para as pessoas, que é um sonho de todo brasileiro e ao mesmo tempo garante emprego para milhões de trabalhadores que constroem esses conjuntos. Uberaba é uma das cidades que bateu recorde na construção de moradias."

Unidades

Em Uberaba, foram entregues 9.461 moradias e outras 11.010 já estão contratadas, totalizando 20.471 unidades do MCMV. Para isso, foram necessários R$ 649 milhões em subsídios federais e R$ 820 milhões em financiamentos.

O residencial Anatê terá 500 unidades habitacionais e tem previsão de entrega para fevereiro de 2015.

Já o Parque dos Girassóis III terá 500 unidades. Outras 490 moradias estão previstas para o residencial Parque dos Girassõis IV.

Um dos residenciais usa a tecnologia Light Steel Frame, de armações pré-moldadas em aço galvanizado, reduzindo tempo de construção. Foto: Francisca Maranhão.

Nova tecnologia

O Parque dos Girassóis IV está utilizando uma nova tecnologia para a construção de 236 casas.

Conhecida como Light Steel Frame, esse tipo de construção utiliza armações pré-moldadas em aço galvanizado para construir casas de maneira mais rápida do que as de alvenaria.

De acordo com o engenheiro da obra, Ricardo Campos, a tecnologia agiliza a construção de casas e tem um custo muito similar ao antigo. "Esse empreendimento é o maior projeto com essa tecnologia no Brasil", informou.

É a hora de a frente marítima da Praça Quinze e da Região Portuária aparecer

O Globo, 11/dez

A vista do Centro e do Porto para a Baía, escondida desde os anos 1960, está totalmente livre com a derrubada, ontem, dos dois últimos pilares da Perimetral. Com o fim definitivo da Perimetral, é a hora de a frente marítima da Praça Quinze e da Região Portuária aparecer. Ao concluir ontem a retirada dos dois últimos pilares, na altura do 1º Distrito Naval, a concessionária Porto Novo deu por encerrado o processo de derrubada dos 4.750 metros do elevado, liberando totalmente a visão de um pedaço do Rio que estava oculto desde a década de 1960. Prédios históricos e belos já podem ser apreciados, não importa se o admirador está na Baía de Guanabara ou em terra firme. Agora, o trabalho de mudança de paisagem se concentra na construção de um passeio público, com três quilômetros de áreas verdes e de lazer, da Praça Quinze ao Armazém Oito.

O futuro boulevard dará, inclusive, acesso a espaços pouco conhecidos. É o caso, por exemplo, do charmoso calçadão que será implantado em frente ao 1º Distrito Naval. E, para que pedestres e ciclistas não precisem interromper a caminhada, será criada uma passarela sob a ponte que leva até a Ilha das Cobras - de acesso restrito da Marinha. Em formato de bumerangue, a estrutura terá cerca de 90 metros de extensão.

- Os transtornos têm sido grandes. Sem a Perimetral e com tantas obras, tenho enfrentado engarrafamento quase todos os dias. Mas, quando se vê essa nova paisagem e se pensa no futuro, entendo que vale a pena ter paciência por um tempo - avalia o contador Nilson Pereira, morador de Niterói, que trabalha no Rio.

Para a vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), Cêça Guimaraens, o fim definitivo da Perimetral traz benefícios à região, principalmente nas áreas arquitetônica e urbanística. - A derrubada do elevado devolve a imagem da orla da Baía de Guanabara a moradores e frequentadores do local. A Perimetral impedia a visão da baía, o que era lamentável. Ela segregava a faixa da orla, separando a cidade construída da água - diz ela, que faz parte do conselho consultivo do patrimônio cultural do Iphan. Cêça enfatiza a importância do mar para o Rio: - Na dimensão urbanística, o fim do elevado é de um valor ímpar, pois dá continuidade do uso da orla, desde o Aterro do Flamengo, passando pela Praça Quinze e pela Praça Mauá até chegar à Avenida Francisco Bicalho. Em termos de arquitetura, vamos usufruir muito mais da visão da Candelária, por exemplo, sem falar nas edificações pré-modernistas e ecléticas localizadas na Zona Portuária.

Nas contas da Porto Novo, foram abaixo 85 mil toneladas de estrutura em concreto armado, sendo 4.420 de aço. As 820 vigas e os 135 pilares do elevado, portanto, passaram a fazer parte do passado.

- Como os dois últimos pilares estavam muito próximos à Baía de Guanabara e a um pórtico da Marinha, que é preservado, tivemos que usar um método especial para cortar o concreto. Em vez de um rompedor hidráulico, utilizamos fio diamantado. Isso para que não houvesse queda de fragmentos - explica José Renato Ponte, presidente da Porto Novo, responsável pelas obras de revitalização da Região Portuária. - O trabalho também foi feito fora do expediente, à noite e de madrugada, para não atrapalhar o funcionamento da Marinha.

OBRAS DO PASSEIO VÃO COMEÇAR NA PRAÇA QUINZE

Para José Renato, a demolição da Perimetral foi dos maiores desafios das obras do Porto Maravilha. Mais de 500 funcionários participaram da operação, que envolveu duas grandes implosões, a primeira delas - o trecho que ia da Avenida Pereira Reis à Rua Silvino Montenegro - há pouco mais de um ano. A segunda implosão ocorreu em abril deste ano, no trecho entre os prédios da Polícia Federal e do 1º Distrito Naval. O processo, no entanto, começou em outubro de 2012, com a remoção da primeira rampa do elevado, na altura da Avenida Barão de Tefé.

Alberto Gomes, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), gestora da prefeitura na Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha, também fala em desafios:

- A conclusão da remoção da Perimetral marca o fim de uma fase cujo desafio foi muito mais a quebra de paradigma do desenvolvimento urbano da cidade do que de engenharia. Agora, durante a remoção, já iniciamos a segunda etapa da operação, que é refazer a infraestrutura e a urbanização de toda essa frente marítima da cidade. O processo muda em definitivo o padrão de mobilidade urbana do Centro.

Em relação a dois vãos do elevado junto à Rodoviária Novo Rio, o presidente da concessionária Porto Novo diz que eles não fazem parte do projeto inicial do Porto Maravilha:

- Estão sendo feitos estudos que vão dizer se eles permanecem ou não. Eles só serão retirados se for constatado que será melhor para o trânsito.

Já as obras de reurbanização estão em andamento no trecho do boulevard em frente ao futuro Museu do Amanhã, na Praça Mauá. E, em breve, começarão na área junto ao Museu Histórico Nacional, na Praça Quinze, diz o presidente da Porto Novo.

José Renato confirmou que as obras do Porto Maravilha estarão prontas a tempo das Olimpíadas. A Via Binário - que ligará a Região Portuária ao Centro - deverá estar totalmente concluída no fim deste ano. Paralela à Via Binário e no lugar da Perimetral, a Via Expressa, que vai ligar o Aterro à Rodoviária Novo Rio, ficará para 2016.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Vila dos Atletas: sustentabilidade começa na obra

O Globo, Morar bem, 30/nov

Redução da emissão de gases do efeito estufa, implantação de usinas de concreto, reuso de resíduos, gestão de água e energia. As medidas - que, verdade seja dita, já poderiam ser implantadas em qualquer obra - são algumas das que estão sendo adotadas durante a construção do Ilha Pura. E o bairro planejado, que está sendo erguido na Barra e terá parte de suas unidades usada como acomodação pelos atletas das Olimpíadas de 2016, deve se manter sustentável também após sua conclusão. Pelo menos é a intenção das incorporadoras Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações Imobiliárias, que tocam o empreendimento.

Para isso, após o início de seu funcionamento - o que deverá acontecer a partir de abril de 2017, quando os primeiros condomínios serão entregues aos moradores -, também foram tomadas algumas medidas. As mais básicas incluem estação de tratamento de águas cinzas, para o reuso em bacias sanitárias e na irrigação dos jardins, além de instalação de lâmpadas econômicas e sensores de presença. Painéis fotovoltaicos instalados em áreas comuns vão garantir a iluminação de parte desses locais.

- Planejamos o bairro inteiro para ser sustentável seguindo orientações das certificações, como quadras de até 200 metros para facilitar a vida do pedestre, ciclovias em todas as ruas internas e no parque para que ninguém precise pegar o carro, um parque público - conta Maurício Cruz Lopes, diretor-geral do Ilha Pura.

Localizado em área de 800 mil metros quadrados, o Ilha Pura também respeitará conceitos de acessibilidade, até porque será usado pelos atletas paralímpicos. Além disso, por estar perto de vias como Transolímpica, Transoeste e Transcarioca, os futuros moradores não deverão ter tantos problemas de mobilidade como quem vive hoje na região, dizem os construtores.

- Haverá uma estação no bairro com acesso a todas as linhas de BRT que vão fazer a ligação com o início da Barra, onde estará o metrô, com o Centro, o Galeão, o Fundão - conta Lopes.

Já o parque público que será construído no centro do bairro terá mais de 72 mil metros quadrados, paisagismo do escritório Burle Marx, quadras poliesportivas e campo de futebol.

Essas medidas garantiram ao empreendimento duas das principais certificações de sustentabilidade: o Leed para Desenvolvimento de Bairros, do Green Building Council, que levou em conta a mistura de usos dos espaços urbanos, além do Aqua Bairros e Loteamentos, da Fundação Vanzolini, que considerou critérios como qualidade ambiental e vida social do bairro.

Zona Oeste tem valorização

Jornal do Commercio, 24/nov

Zona Oeste é a região da cidade do Rio de janeiro onde os imóveis à venda apresentaram maior valorização no terceiro trimestre deste ano, com relação ao trimestre anterior. Além disso, a Zona Sul continua a ter os imóveis mais caros do País, sendo que o Leblon tem o metro quadrado de valor mais elevado, chegando a RS 23,8 mil. Os números são da pesquisa Dados do Mercado Imobiliário, do portal VivaReal (DM1-VivaReal).

De acordo com o vice-presidente comercial do portal, Lucas Vargas, a expectativa de de créscimo acentuado nos preços pós-Copa do Mundo não se verificou na realidade e os preços deverão se manter elevados até o período após os Jogos Olímpicos de 2016. "Esse impacto deve acontecer não só no período de preparação como também alguns anos após o evento, como ocorreu em outras cidades sedes como Pequim (que recebeu os jogos de 2008) e Londres (2012)", explicou.

De acordo com os dados do levantamento, a Zona Oeste lidera o ranking de regiões que apresentaram maior valorização com índice de 2,9%. O bairro que apresentou maior procura foi Campo Grande, com valorização de 2,9%, cujo metro quadrado passou de RS 2,8 mil para RS 3 mil. O segundo bairro mais procurado foi Recreio dos Bandeirantes, seguido por Barra da Tijuca.

Além da Olimpíada, o vice- presidente explicou que as obras de infraestrutura realizadas na região da Barra da Tijuca valorizam os imóveis não só deste bairro como também os demais em seu entorno. "É um novo vetor de investimentos, com projetos como o Península. Tem se tornado uma região considerada cara e os bairros tem se valorizado", disse.

Por outro lado, o bairro Abolição é o que mais se desvalorizou na capital fluminense, com queda de 11,1% no preço médio do metro quadrado. Na seqüência Tanque (8.8%), Pavuna (8,4%) e Curicica (6%) completam a lista. Já a região Central apresentou desvalorização para aluguel (7,4%), mas valorização para venda (2,7%). "Assim como existe um equilíbrio entre oferta e demanda, é possível perceber uma relação entre aluguel e venda. No Rio de Janeiro, o aluguel valorizou mais. reflexo de que o consumidor tem considerado que os preços de venda estão próximos a um nível de estabilização", explicou Vargas.

Na Zona Sul. estão os valores médios de metros quadrados mais caros do Brasil, como o Leblon (RS 23.888,89), Ipanema (R$ 21.333,33) e Lagoa (RS 17.250,00).

Entretanto, o campeão de valorização na região foi o Catete com 7,4%, cujo metro quadrado passou de RS 10,7 mil, no segundo trimestre, para RS 11,5 mil no terceiro trimestre. A Glória vem em segundo lugar com 6,8%, de RS 10 mil para RS 10,6 mil; seguido de Cosme Velho, que passou de RS 7.1 mil para RS 7.5 mil com valorização de 4,3%.