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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Rio cresce em direção à Estrada dos Bandeirantes
O Dia, Cristiane Campos,
Preço do metro quadrado na região teve alta de 23,5%,em sete anos. Vinte e um empreendimentos foram lançados no período
A Estrada dos Bandeirantes tem atraído construtoras de peso e os imóveis registraram uma boa valorização. Pesquisa da imobiliária Lopes revela que, nos últimos sete anos, foram lançados 21 empreendimentos residenciais, totalizando, 4.287 unidades na via. Na época, o preço médio do metro quadrado das unidade sera de R$ 4.242. Atualmente, o valor subiu para R$ 5.241, ainda tem espaço para mais valorização.
A elevação ocorreu por conta das melhorias públicas em infraestrutura na estrada, que está duplicada e com acostamento. De acordo com a Inteligência de Mercado da Lopes Rio, 97% dos imóveis lançados na região neste período, foram vendidos. Apenas 3% (estoque) estão disponíveis para venda, ou seja, 132 unidades. Desse total, sete apartamentos são de dois quartos. Construtoras como Calçada, Living, da RJZ Cyrela, e Dominus Engenharia já estão na região e anunciam mais três lançamentos para este fim de ano.
A Living, por exemplo, lançou, apenas este ano, três empreendimentos na região. O primeiro, o Way Bandeirantes, teve 40% dos seus compradores investidores interessados na valorização imobiliária e 100% de suas unidades vendidas em um único dia.
Segundo o diretor geral da Lopes no Rio, Luigi Gaino Martins, a região ainda está em transformação, com grande investimento público e privado, por isso as principais vias de acesso e os diversos lançamentos imobiliários começam a caracterizar a paisagem da nova Estrada dos Bandeirantes.
Novo centro urbano
"Hoje, já se percebe uma mudança no comércio local, onde a cada dia vemos melhorias na qualidade e quantidade. Acredito que em médio prazo um novo centro urbano surgirá por lá, com os lançamentos comerciais, residenciais e flats contando ainda com um shopping na Avenida Abelardo Bueno. Teremos ainda este mês o lançamento do Rio Stay, da Dominus, um residencial com serviços com 187 unidades", diz Martins.
Residenciais com serviço
A Estrada dos Bandeirantes tem recebido empreendimentos que são rentáveis, pois possibilitam um retorno financeiro com a locação, sem falar na valorização do bem. A Calçada, por exemplo, abre neste fim de semana o decorado do Grand Midas Convention Suites, na Avenida Abelardo Bueno 3.400.
Mas o residencial de sala e quarto, com lazer e serviços completos será construído no número 6.265 da Estrada dos Bandeirantes.
Já a Dominus vai lançar o Rio Stay Residence, que também contará com serviços. O empreendimento ficará ao lado do Riocentro e terá 187 apartamentos, com varanda e duas suítes. De acordo com a Dominus, é uma oportunidade para quem busca investimento rentável, pelo fato de apresentar grande possibilidade de liquidez para locação tradicional ou por temporada.
Região atrai investidores
A Living vai lançar ainda este mês o seu terceiro residencial na Estrada dos Bandeirantes, o Live Bandeirantes All Suítes. Serão 140 apartamentos com duas suítes inteligentes, além da área de lazer com muita diversão e espaço para relaxar. De acordo com o diretor da Brasil Brokers, Mario Amorim, atualmente, a região é uma das vitrines do mercado, atraindo muitos investidores de olho no potencial do local.
"A Estrada dos Bandeirantes vem crescendo bastante influenciada pela Avenida Abelardo Bueno, principal eixo de desenvolvimento da região. Outro fator que ajuda bastante nesse crescimento é o fato de, ao longo da via, existir muitas empresas de grande porte. Com isso, os empreendimentos que vêm sendo lançados por lá têm vocação para renda. Sem contar o fato de que a estrada está próxima da Barra e da Linha Amarela", explica Amorim.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
FINANCIAMENTO COM FGTS - O QUE MUDOU? COMO UTILIZA-LO?
30/09/2013 - 16h15
Folha de São Paulo
Visando estimular a economia e, principalmente, o setor de construção civil, o governo vai elevar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que o trabalhador pode comprar utilizando seu saldo do FGTS, tanto à vista como financiado dentro do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), que tem juros menores.
A medida inicialmente vai valer para alguns Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Distrito Federal. Nos outros Estados, o valor máximo passará para R$ 650 mil.
A diferença no preço teto, segundo Julio Carneiro, chefe adjunto do departamento de regulação do sistema financeiro do Banco Central, existe porque nos Estados destacados o preço dos imóveis está mais alto.
Significa que os imóveis pagos com o FGTS, de maneira geral, devem ter o mesmo padrão em todo país.
"Houve um crescimento maior no preço dos imóveis nessas cidades, os custos estão maiores", disse.
A decisão e o anúncio foram feitos nesta segunda-feira (30) em reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) e vinha sendo reivindicada por construtoras há mais de dois anos.
A alteração deve ser publicada amanhã, mesmo dia em que passa a valer a nova regra.
A última atualização do valor foi autorizada pelo governo em 2009, quando o teto passou de R$ 350 mil para R$ 500 mil.
"A decisão foi tomada porque consideramos esse o melhor momento. Esse limite está em vigor desde 2009 e nesse período teve alteração em alguns índices, como inflação e índice da construção civil", disse Julio Carneiro.
Ele informou também que não há, no momento, discussão para que a regra possa ser estendida às pessoas que compraram seus imóveis antes da aplicação da medida.
"O Ministério do Trabalho é o órgão curador do Fundo, eu não posso interpretar aqui como FGTS vai entender [a mudança de regras]", disse.
Julio Carneiro disse também que o governo não acredita que a medida vá causar uma aceleração no preço dos imóveis.
"Esse mercado acelerou muito rápido, mas agora cresce a um ritmo condizente com a economia. Acreditamos que não vai dar um boom, nem uma restrição. Vai manter a trajetória que está seguindo", explicou.
REGRAS
O FGTS só pode ser usado na compra de moradia na cidade ou região metropolitana onde o comprador já resida ou exerça a principal atividade profissional.
Outra regra importante é que a pessoa não pode ter outro financiamento imobiliário pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) no país, nem ser proprietário de imóvel na mesma cidade ou região metropolitana (se houver).
Além disso, o comprador precisa estar há mais de três anos sob o regime do FGTS --consecutivos ou não-- e o imóvel não pode ter sido objeto de aquisição com o fundo há menos de três anos.
Alô Zona Norte e Baixada!
Meia Hora, 26/set
"Com maior aporte de recursos, construtoras puderam olhar melhor para regiões menos óbvias e investir ali, em projetos com mais serviços e elevado padrão de qualidade do empreendimento", explica Cláudio Hermolin, diretor da PDG do Rio e vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ).
A tendência fez surgir o primeiro condomínio-bairro em Del Castilho, entre a Avenida Dom Hélder Câmara e a Linha Amarela: o Rio Parque. Com o crescimento da demanda por residências com serviços diferenciados, as construtoras PDG e Living lançaram o empreendimento, com 43.000 metros quadrados e extensa área verde. O Rio Parque é composto por três condomínios, cada um com área de lazer independente. Tem ainda um centro de conveniência comercial e de serviços com 30 lojas.
A ideia é dar solução de moradia para quem sempre gostou de estudar e trabalhar na região, mas tinha poucas opções de residência e de lazer completo em um mesmo espaço. "Quem foi criado na Zona Norte tende a ser fiel e a não querer abandonar suas raízes", diz Hermolin.
Em Nova Iguaçu, à beira da antiga Estrada de Madureira, atual Avenida Abílio Augusto Távora, perto do Centro, está sendo preparado o loteamento Alvorá Parque Novo, da Cipasa Urbanismo. A iniciativa apresentará o terreno asfaltado, dividido em 751 lotes, com rede de água e esgoto e toda a parte de infraestrutura estabelecida pela empresa.
O bairro de Del Castilho, na Zona Norte do Rio, e as regiões próximas ao Centro de Nova Iguaçu estão chamando atenção das construtoras. A expansão e o interesse do mercado de imóveis por essas áreas têm duas razões básicas: o investimento público recente em infraestrutura urbana e a maior capitalização do setor imobiliário.
O Alvorá Parque Novo foi idealizado com duas quadras poliesportivas, campo de futebol e playground. O estande de vendas fica na Avenida Abílio Augusto Távora, próximo ao número 2.000, e já comercializa os 751 lotes.
Para construir no Alvorá Parque Novo, o interessado pode optar entre os dois estilos de casa sugeridos pela empresa ou levantar um imóvel da sua preferência, com os materiais que escolher. Para facilitar a ordenação, normas de construção e convivência foram inseridas na convenção, para apreciação dos futuros moradores.
Ampliação no crédito imobiliário com FGTS - Governo eleva para R$ 750 mil
Extra, Lara Mizoguchi, 01/out
Os interessados em financiar a casa própria dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), ou seja, utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com juros mais baixos, poderão adquirir moradias mais caras.
Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou o valor máximo de avaliação do imóvel de R$ 500 mil para R$ 750 mil, no São Paulo, no Rio, em Minas Gerais e no Distrito Federal.
Nos outros estados, o limite passará para R$ 650 mil. Segundo a Caixa Econômica Federal, a mudança não será imediata, pois dependerá de uma regulamentação, ainda sem prazo para acontecer.
De acordo com João Paulo Matos, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ), a solicitação para que o valor do imóvel fosse aumentado é antiga:
- Há mais de um ano, solicitamos o aumento do teto para R$ 750 mil. Nós acreditamos que o ponto positivo é o aumento da demanda. Existe uma série de compradores que não compra imóveis porque não pode usar o FGTS. Além disso, os imóveis com preços inferiores a R$ 500 mil são minoria para a classe média. Na hora em que a gente tem um aumento do teto do FGTS, cresce o leque de opções para os compradores.
Caixa reduz juro para imóvel com FGTS
O Globo, Geralda Doca, 02/out
Os futuros mutuários da casa própria enquadrados no novo teto de financiamento com recursos do FGTS (de até R$ 750 mil, no caso do Rio de Janeiro) terão redução na taxa de juros de até 0,55 ponto percentual ao ano, se o contrato for feito com Caixa, além de poderem usar o Fundo para abater parte da dívida. A Caixa reduziu os juros porque, agora, esses financiamentos passarão para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que oferece taxas mais baixas para o mutuário. Até segunda-feira, o valor teto do imóvel para uso do Fundo e enquadramento no SFH era de R$ 500 mil.
Com isso, a taxa cai de 8,6% ao ano para 8,3% para quem tem relacionamento com o banco. Para quem não é cliente, o percentual passa de 9,4% para 8,85% nos novos financiamentos.
Na resolução que estabeleceu o novo teto para financiamentos com recursos do FGTS, o Banco Central (BC) tornou mais rígida a avaliação de risco no crédito imobiliário e determinou que todos os bancos consultem seu banco de dados para checar a renda disponível do cliente ao longo do tempo, se ele tem outros empréstimos com outras instituições, levando-se em conta a necessidade de garantir uma renda mínima para sobreviver.
Segundo o diretor de Habitação da Caixa Econômica Federal, Teotônio Rezende, os grandes bancos já adotam critérios rígidos de análise de risco nos empréstimos habitacionais, mas a norma do BC tem a finalidade de padronizar o sistema, de modo a evitar o surgimento de bolhas. O crédito imobiliário é a modalidade que mais cresce no país.
Rezende disse que a Caixa fará ajuste nas taxas nos financiamentos de imóveis, independentemente da tendência de alta da taxa básica de juros (Selic). Segundo ele, a expectativa é que haja maior procura por parte das famílias de classe média para financiar imóveis acima de R$ 500 mil, diante da possibilidade de sacar os recursos do FGTS para dar como entrada nos financiamentos de imóveis avaliados em até R$ 750 mil.
Segundo a Caixa, dos R$ 46 bilhões aplicados pelo banco até setembro, os contratos com imóveis acima de R$ 500 mil representam apenas 7,3% do volume de recursos e 4,2% em termos de quantidade.
- Não é uma quantidade relevante, mas também não é desprezível - destacou Rezende.
Ele avalia também que a medida vai resultar em aumento nos saques do FGTS. Embora esses correntistas representem apenas 0,8% do total de contas vinculadas ao Fundo, são donos dos maiores saldos. No entanto, existem travas para sacar o dinheiro do Fundo, como não ter outro imóvel, por exemplo.
Na resolução, o BC também fixou em 60% o limite de financiamento na modalidade de crédito chamado home equity, quando o correntista pega um financiamento e dá o imóvel já quitado como garantia. Os bancos vinham concedendo até 70%.
- Está claro que o BC está monitorando o mercado de crédito imobiliário - disse José Pereira, especialista do setor e diretor da Nova Sec.
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